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Teto de Gastos

07.11.19

Cultura em estado de alerta

Termômetro

Há fortes possibilidades de mobilização organizada da classe artística, a partir de amanhã, em reação à medida dupla do governo na cultura: primeiro ao passar a pasta (Secretaria Especial) para o Ministério do Turismo e, em seguida, nomeando para comandá-la o diretor teatral Roberto Alvim – que esteve sob os holofotes recentemente por atacar a atriz Fernanda Montenegro.

Terão influencia sobre esse processo as primeiras declarações de Alvim e as avaliações sobre sua escolha na mídia. Tendem a ser muito negativas, com o efeito colateral de ampliarem o foco para denúncias contra o ministro do Turismo. A salientar, também, que o presidente Bolsonaro sofrerá críticas por fortalecer ministério sob o comando de um gestor indiciado por comandar esquema de laranjas. Perderá capital, inclusive, em guerra interna do PSL. Por fim, temática pode ser associada a projeto que tramita na Câmara, estendendo Lei Rouanet para eventos organizados por Igrejas.

Prisão em segunda instância: o dia seguinte

Tudo indica que o julgamento no STF, em curso, pode ter dois resultados: 1) fim da prisão em segunda instância, em termos absolutos; 2) Possibilidade limitada a casos julgados pelo STJ, se for proposta por Toffoli. Caso vença a primeira hipótese, sexta-feira será marcada por discussão – e tramitação – da soltura do ex-presidente Lula. Se avançar a segunda, julgamento pode ser adiado. De toda forma, oposição criticaria duramente o ministro Toffoli, que ganharia pontos, no entanto, com parte da opinião pública.

O teto do teto

Proposta do governo – parte das PECs enviadas ao Congresso – que cria um teto de gastos mais baixo do que o atual para disparar gatilho, permitindo medidas emergenciais, vai alimentar debate sobre conjunto de reformas propostas, amanhã. Pode avançar percepção expressa hoje pela senadora Simone Tebet, de que governo terá que selecionar medidas prioritárias caso queira acelerar tramitação.

Cuba e alinhamento aos EUA

Na política externa, foco amanhã para voto do Brasil na ONU a favor do embargo a Cuba, rompendo tradição de quase 30 anos. Discussão se dará, sobretudo, acerca de três pontos: 1) Iniciativa se deu em função de pressão dos EUA? 2) O Brasil terá algum benefício em decorrência da mudança de posição? 3) Há divergências internas no Itamaraty acerca da medida?

Novo modelo no petróleo

Nova ausência de petrolíferas estrangeiras em leilões de hoje fortalecerá, amanhã, movimentações indicando mudança em modelo de exploração. Fim da preferência da Petrobrás e concessão no lugar de partilha são os temas em pauta.

A se observar, ainda, se governo adotará essa linha apenas como forma de justificar dificuldades do leilão ou se vai delinear cronograma para a mudança. Outro ponto central será a reação dos presidentes da Câmara e do Senado, nesta sexta.

Bancos: Lucro recorde e críticas

Novo lucro recorde dos 4 maiores bancos brasileiros para o acumulados dos 3 primeiros trimestres (R$ 59,7 bilhões, o mais alto para o período pelo menos desde 2006), anunciado hoje, trará novas cobranças à Febraban e às empresas. Questão central serão os juros altos e a dificuldade para obtenção de crédito. Bem como o fato de auferirem ganhos dessa dimensão em época de dificuldades econômicas. De positivo, possível justificativa associando ganhos à recuperação econômica.

Tendências do emprego e produção regional

Saem amanhã o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) e o Indicador Coincidente de Emprego (ICD), ambos da FGV, para outubro. Os indicadores trouxeram números positivos em setembro, mas apontando para recuperação lenta do emprego. Tendência deve se manter.

Ainda nesta sexta, será divulgada a Produção Industrial Regional de setembro (IBGE). Nacionalmente, dados indicaram crescimento de 0,3% para o mês e, em agosto, houve avanço em 11 das 15 regiões pesquisadas – número que pode diminuir, agora.

China: queda de exportações e acordo com os EUA

Nos indicadores internacionais, destaque para dados da China, em outubro:

1) Balança Comercial. Expectativa é de novo superávit, ultrapassando os US$ 41 bilhões. Entretanto, o olhar dos mercados estará mais voltado para os resultados de importações e exportações. Ambas vêm de fortes quedas em setembro (respectivamente 8,5% e 3,2%) e projeções indicam que curva negativa se manterá, com recuos na faixa de 8,9% em importações e de 3,8% em exportações.

Resultado aprofunda impacto de guerra comercial com os EUA e repercutirá em bolsas globais. Será, contudo, amenizado por informação do Ministério do Comércio da China, hoje, de que chegou-se a um acordo com norte-americanos para remover, por etapas, tarifas existentes entre os dois países.

2) Índice de preços ao Consumidor. Estima-se novo avanço mensal, em torno de 0,7%, o que levaria a taxa anualizada a 3,3% (meta do governo chinês é que fique abaixo de 3%, em 2019).

Vale atenção ainda para: Balança Comercial da Alemanha, em setembro, que deve vir estável, com aumento de 0,4% em exportações – sinal positivo após forte recuo de agosto, mas insuficiente para aplacar temores, após forte queda na produção industrial –; Índice Michigan de Confiança do Consumidor nos EUA, com prognósticos de nova alta – aproximando-se dos 85 pontos.

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