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13.11.18

Disque-tributos

A Telefônica tem se notabilizado como uma linha de montagem de ganhos fiscais. A companhia prevê amealhar cerca de R$ 2 bilhões com a reversão de créditos tributários no primeiro semestre de 2019. Somente neste ano, a Telefônica deverá contabilizar mais de R$ 8 bilhões com ganhos fiscais.

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19.03.18

Refogado bilionário

A Telefônica também tem sua “Agenda 15”. Está reembalando uma série de projetos já anunciados com o objetivo de engordar seu plano de investimentos e colocar sobre a mesa um valor superior a R$ 26 bilhões. A cifra serve como “objeto de pressão” sobre o governo, no momento em que os espanhóis travam uma queda de braço com a Anatel por conta de multas da ordem de R$ 2 bilhões.

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12.07.17

As algemas de Amos Genish

Se o israelense Amos Genish assumir um cargo de comando na Telecom Italia, como cogitam os jornais europeus, ele terá de contornar um entrave ao pleno exercício das novas funções. Segundo o RR apurou, ao deixar a Telefônica, no ano passado, Genish teria assinado um acordo de non-compete, comprometendo-se a não participar da gestão executiva de concorrentes no Brasil até o fi m de 2018. A TIM Brasil é a maior operação internacional do grupo italiano: responde por um quarto da receita global.

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05.07.17

Terra ainda gira. Até quando?

Por que cargas d ́água a Telefônica se deu ao trabalho de fazer uma reestruturação societária no Brasil para assumir o controle de um negócio que ela própria extinguiu na Espanha, Estados Unidos, Argentina, Chile e Peru? Segundo o RR apurou, a resposta está no benefício fiscal de R$ 194 milhões que o grupo terá ao incorporar o portal Terra, operação anunciada na última segunda-feira. O valor será abatido do prejuízo de R$ 807 milhões na Tdata, subsidiária da Telefônica que, na prática, incorporou o portal. A vantagem justifica a sobrevivência da operação no Brasil. Por quanto tempo? No mercado, a aposta é que, no médio prazo, o Terra terá o mesmo destino de seus congêneres pelo mundo afora. Procurada, a Telefônica não se pronunciou.

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05.06.17

Telefônica entra em linha cruzada com o TCU e a Anatel

Nem mesmo a intimidade com o Poder tem ajudado o CEO da Telefônica no Brasil, Eduardo Navarro, a desatar o nó das multas da operadora com a Anatel. Integrante do “Conselhão” e bastante próximo do ministro da Comunicação, Gilberto Kassab – a quem, inclusive, ciceroneou em visita à sede do grupo em Madri no último mês de fevereiro –, Navarro vem ricocheteando entre diversas esferas do governo sem encontrar uma saída para o passivo de R$ 2,2 bilhões. Os espanhóis lhe cobram uma saída que passem longe do pagamento das multas, mas dificilmente o executivo conseguirá cumprir a missão.

A operadora chegou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Anatel para transformar as dívidas em investimentos. No entanto, foi abalroada pelo TCU, que suspendeu o acordo no início de maio. Na Telefônica, a causa já é dada como perdida. As gestões junto ao TCU conduzidas pelo próprio Navarro e pelo diretor jurídico Breno Pacheco de Oliveira foram infrutíferas.

O TCU fez um strike para cima da operadora e da Anatel. Não apenas suspendeu o acordo como ainda responsabilizou os conselheiros da agência, incluindo o ex-presidente João Rezende e o ex-conselheiro Rodrigo Zerbone, por perdas decorrentes da assinatura do TAC. Segundo o Tribunal de Contas, o Termo de Ajustamento causou um suposto prejuízo de R$ 137,7 milhões à União. O órgão identificou uma série de irregularidades, notadamente na metodologia do cálculo das multas aplicadas pela Anatel contra a Telefônica.

Diante do iminente fracasso, o que restará à Telefônica é a alternativa da Medida Provisória 780, editada na semana passada, que permite o parcelamento de dívidas não tributárias com a União. Está longe, muito longe do ideal. Mais do que uma confissão de dívida, a adesão à MP será uma confissão de fracasso da Telefônica.

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13.10.16

Amos Genish não resiste ao “domínio do fato”

 A tese do “domínio do fato” parece ter chegado à Vivo. A abrupta saída de Amos Genish da presidência da operadora estaria diretamente relacionada à auditoria interna instaurada pela Telefônica. Nos últimos dois meses, a matriz promoveu uma devassa na Vivo para investigar suspeitas de pagamentos indevidos a fornecedores do departamento de marketing e indícios de que a empresa foi vítima de espionagem comercial – ver RR edição de 5 de agosto.  Em seu veredito, a “corte espanhola” teria jogado sobre os ombros de Genish a culpa por malfeitos cometidos dentro da companhia. Por essa visão, em última instância, o executivo seria o grande responsável por desvios de conduta e procedimentos contrários às normas de compliance da Vivo, não por conivência, mas por omissão. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Vivo.

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15.04.16

Quase matriz

 O que se diz na Telefônica é que o novo CEO global da companhia, José María Álvarez-Pallete, vai “governar” com um pé em Madri e outro em São Paulo. Isso significará longas estadas no Brasil – a maior das operações do grupo fora da Espanha. Um aperitivo: antes mesmo de assumir, Álvarez-Pallete comandou o processo de incorporação da GVT, que será extinta hoje.

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29.03.16

Download

 Com a fúria de um touro miura, os espanhóis da Telefônica estão debruçados sobre um duro programa de cortes no Portal Terra. Uma das medidas em estudo é concentrar toda a operação em São Paulo. Com isso, a base de Porto Alegre, onde tudo começou, seria extinta. Procurado, o Terra nega os cortes.

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26.02.16

Napster afina sua operação no Brasil

  A Napster iniciou conversas com a Telefônica com o objetivo de transformar a parceria comercial em uma sociedade. A associação ampliaria o poder de fogo da empresa no país: já na partida, permitiria seu acesso aos 80 milhões de celulares da Telefônica no Brasil. Mas a busca por um sócio não está circunscrita aos espanhóis. A Napster considera que o tamanho do seu desafio no Brasil exige um companheiro de viagem. Pouco mais de um ano após chegar ao mercado brasileiro, está tendo de rever todo o modelo de operação.  A reestruturação da empresa de compartilhamento de músicas contempla mudanças na estratégia comercial, novas plataformas e uma ampla revisão de processos. O curto espaço de tempo entre a chegada ao país e as drásticas mudanças pode sugerir uma certa falta de paciência do controlador, a norte-americana Rhapsody. No entanto, a reação do grupo se dá na mesma velocidade das transformações do mercado. A Napster já reinou absoluta no setor, mas perdeu espaço quando foi processada pelas gravadoras e teve de interromper seus serviços gratuitos. O Brasil é vital nos seus planos: o mercado de compartilhamento de músicas tem crescido 30% ao ano. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Telefônica e Napster.

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06.01.16

Má companhia

A migração da CBF das páginas esportivas para o noticiário policial começa a cobrar seu preço. Depois da Procter & Gamble, a Telefônica/Vivo também deverá romper o contrato de patrocínio com a entidade. O acordo rende à CBF cerca de três milhões de euros por ano.

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