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14.07.20

Adeus, TAP

O ex-presidente da Azul, Antonoaldo Neves, já arruma as gavetas para deixar o comando da TAP ainda neste mês. Faz parte do acordão entre o governo português e o empresário David Neeleman, que está deixando o capital da companhia aérea – informação antecipada pelo RR em 12 de fevereiro.

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02.03.20

David Neeleman vs. governo de Portugal

O empresário David Neeleman, controlador da TAP, e o governo português travam mais uma queda de braço. Mesmo com o prejuízo de 105,6 milhões de euros em 2019, Neeleman tem defendido o pagamento de bônus aos dirigentes da companhia aérea. O gabinete do primeiro-ministro António Costa já sinalizou que vai brecar a bonificação. Olhando-se para os resultados da TAP, os executivos da empresa não têm feito por merecer qualquer prêmio: foram 220 milhões de euros em perdas nos últimos dois anos. Neste cenário, parece até que Neeleman, fundador da Azul, está criando um factoide para romper de vez com o governo português e precipitar a venda da sua participação – ver RR de 12 de fevereiro.

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12.02.20

David Neeleman desembarca do capital da TAP

Há muito de diversionismo no acordo de cooperação comercial firmado na semana passada entre a Azul e a TAP. O timing do anúncio não passaria de uma cortina de fumaça para o desembarque de David Neeleman da companhia aérea portuguesa. Duas fontes próximas ao empresário, principal acionista da Azul, confirmaram ao RR que ele está em tratativas avançadas com o governo de Portugal para sair do capital da TAP.

De acordo com um dos informantes, o presidente da empresa, Antonoaldo Neves – ex-CEO da Azul – já estaria de malas prontas para deixar Portugal antes mesmo do acordo ser fechado. Neves já teria nova missão: auxiliar o empresário na montagem de sua nova companhia aérea nos Estados Unidos, a Moxy Airways. As próprias autoridades portuguesas têm intermediado conversações com empresas de aviação europeias interessadas em assumir a parte de Neeleman na TAP. Entre participação direta e indireta, por meio do consórcio Atlantic Gateway, o empresário detém 45% do capital total. Procurada, a Azul informou que “não há qualquer relação proporcional entre o acordo de codeshare com a TAP e a eventual saída de nosso fundador do capital da empresa portuguesa.”

Consultado especificamente sobre a venda da participação, Neeleman não se pronunciou. Não é de hoje que o relacionamento entre Neeleman e o Estado português enfrenta sérias turbulências. A situação se acentuou nos últimos meses com o agravamento da crise financeira da TAP. Aquela companhia rentável que o ex-presidente da Varig Fernando Pinto tanto se orgulhava de ter tirado da bancarrota, no início dos anos 2000, não existe mais. Só nos últimos dois anos, a TAP perdeu 200 milhões de euros. Ao mesmo tempo, Neeleman e Neves enfrentam uma dura resistência dos sindicatos locais que ganharam força com o regime do primeiro ministro socialista António Costa.

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12.07.19

As tempestades de Neeleman

David Neeleman enfrenta turbulências dos dois lados do Atlântico. No Brasil, a Azul pulou fora do atribulado leilão da Avianca; em Portugal o governo, sócio de Neeleman na TAP, tem questionado duramente a política de remuneração da companhia. As autoridades deverão vetar novos pagamentos de bônus a executivos da empresa ao longo deste ano. Em maio, a TAP desembolsou 1,2 milhão de euros em bonificações a 180 funcionários em cargos de gerência e direção. A decisão desencadeou fortes críticas à gestão da TAP, leia-se o CEO Antonoaldo Neves, ex-presidente da própria Azul. Ao se referir a Neeleman, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, falou em “quebra de confiança” na relação com o sócio privado. Não é pelo 1,2 milhão de euros, cifra que está longe de ser uma fortuna. Ocorre que a remuneração extra aos executivos soa como um elogio ao fracasso. No ano passado, a TAP teve um prejuízo de 118 milhões de euros.

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04.04.19

Nem tudo está azul para David Neeleman

Se, no Brasil, David Neeleman se movimenta para aterrissar no controle da Avianca, do lado de lá do Atlântico o empresário enfrenta turbulências. Neeleman cobra do governo português, seu sócio na TAP, as obras de ampliação do aeroporto de Lisboa. Alega que o crescimento da companhia a partir de 2020 está fortemente comprometido com a impossibilidade de aumentar o número de voos no maior terminal do país. A questão tornou-se ainda mais fulcral depois do prejuízo de 118 milhões de euros da TAP em 2018.

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18.12.18

Neeleman não acerta o relógio em Portugal

Se, no Brasil, David Neeleman desponta, por meio da Azul, como candidato à compra da Avianca, do outro lado do Atlântico o empresário vive um momento conturbado. A TAP, de sua propriedade, tem sido alvo de duras críticas do governo, entidades da área de turismo e passageiros pelo crescente índice de atrasos de seus voos. Em setembro apenas 51% das decolagens da companhia saíram no horário previsto – o índice médio de pontualidade da aviação civil no mundo gira em torno de 80%. No mesmo mês, a TAP ocupou a vexatória posição de 186º lugar em um ranking de 198 empresas aéreas em relação ao cumprimento dos horários. A falta de compromisso com o relógio tem custado caro a Neeleman e ao próprio governo de Portugal, sócio da companhia. No ano passado, os gastos da TAP decorrentes de atrasos em seus voos cresceram 40 milhões de euros.

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02.10.18

Os rasantes de Neeleman

O empresário David Neeleman tem feito forte pressão sobre o governo para a construção e privatização de aeroportos. Em Portugal! Dono da TAP, Neeleman vive às turras com as autoridades locais. O governo português divide o controle da companhia aérea, com 50%.

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12.07.18

O onipresente Neeleman

Dono da Azul e da TAP, David Neeleman ajusta seu GPS para novas latitudes. Além do projeto de criação de uma companhia aérea nos Estados Unidos, conversa com investidores chineses para lançar uma empresa na Ásia. Nas duas deverá ter uma participação relevante, mas minoritária.

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26.01.18

Neeleman põe Azul e TAP em rota de aproximação

O dia 31 de janeiro promete ser uma data fulcral para os negócios de David Neeleman além-mar e – quem sabe? – também no Brasil. Está prevista para a próxima quarta-feira a assembleia de acionistas da TAP que vai referendar ou não o nome do ex- CEO da Azul Antonoaldo Neves como substituto de Fernando Pinto no comando da companhia portuguesa. Neves não é a única carta de Neeleman sobre a mesa. Na assembleia, o empresário espera emplacar também outro ex-dirigente da Azul, Raffael Guaritá Quintas, na diretoria financeira da TAP.

O sincronismo da dupla nomeação tem inflado as especulações na mídia portuguesa. Neeleman tem manejado o manche, tanto de um lado quanto de outro, para promover sucessivas aproximações entre as duas companhias. O quão perto a Azul chegará da TAP? Em Portugal, já se fala que o empresário está preparando o terreno para uma possível fusão entre ambas, que levaria a bordo a chinesa HNA Group, sua parceira na recente aquisição de uma fatia da francesa Aigle Azur. Consultada pelo RR, a Azul não quis falar sobre o assunto. Qualquer que seja o plano de voo traçado por David Neeleman para a TAP, ele passa obrigatoriamente pelas mudanças de peças na direção da empresa.

Este é um movimento da maior relevância, sobretudo pelas tensões que cercam o relacionamento entre Neeleman e seu sócio compulsório, o governo português. A nomeação de Antonoaldo Neves é uma manobra do empresário para reforçar seu poder na gestão da TAP, arranhado depois que o Estado aumentou sua participação acionária e passou a ter 50% da empresa. Neeleman já tem o apoio do empresário Humberto Pedrosa, com quem divide o consórcio Atlantic Gateway, dono de 45% da TAP. Busca também a anuência de minoritários para emplacar seu executivo na presidência.

Conforme o RR antecipou em 3 de novembro de 2017, já há algum tempo Neeleman trabalha para ejetar o brasileiro Fernando Pinto do comando da TAP. O executivo que tirou a companhia aérea da bancarrota é tratado como um mito pelos funcionários. Neeleman, no entanto, o enxerga como um distintivo da “velha TAP”, um gestor excessivamente identificado com os tempos de estatal e, pior, um defensor dos interesses do governo português dentro da companhia. A nomeação de um executivo da sua estrita confiança, como é o caso de Antonoaldo Alves, dará ao empresário um poder na administração que ele ainda não experimentou desde que comprou a TAP, em 2015.

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22.11.17

Grudado feito tatuagem

David Neeleman quer levar o chinês HNA Group para o capital da TAP. Fecharia, assim, o “Grand Slam” da sociedade. Neeleman já é sócio dos asiáticos na Azul e, a partir de agora, na companhia francesa Aigle Azur.

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