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11.04.19
ED. 6092

Suzano rasga os papéis da Facepa

A Suzano está promovendo um desmanche na Facepa, fabricante de toalhas, guardanapos e papel higiênico do Pará comprada em 2017 por R$ 310 milhões. No último dia 4, a companhia dos Feffer fez 130 demissões na controlada. Na empresa circulam informações de que outros 100 postos de trabalhos serão eliminados ainda neste mês. No ano passado, a Suzano já havia demitido cerca de 60 funcionários. Os seguidos cortes aumentam o temor de que o grupo estaria preparando o terreno para o fechamento da fábrica da Facepa em Belém. O parque fabril do Pará é obsoleto. Uma das máquinas tem aproximadamente 28 anos; a outra é uma “anciã” de meio século. A Suzano poderia transferir a produção para as suas modernas fábricas de Imperatriz (MA) e Mucuri (BA). Procurada, a Suzano nega o fechamento da unidade da Facepa em Belém. Perguntada sobre as demissões, a companhia não se pronunciou especificamente sobre o tamanho dos cortes. Disse apenas que “os ajustes realizados têm o objetivo de melhorar e otimizar o atendimento ao consumidor das regiões Norte e Nordeste e fazem parte de um plano estratégico na Unidade de Bens de Consumo”.

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14.03.19
ED. 6072

Miragens da Bastilha no apocalipse social do país

A Escola Superior de Guerra deve estar debruçada sobre análises relacionadas ao ambiente psicos-social do país. A ESG tem tradição de tratar com especial atenção esse caldo de sentimentos mórbidos que leva ao desequilíbrio nacional, impactando na forma como a sociedade reage e interage diante de situações aparentemente fora de controle. A ampliação dos dominios das milícias, a expansão dos tentáculos das facções criminosas, assassinatos políticos como o da vereadora Marielle Franco, ameaças de morte a parlamentares – a exemplo do deputado federal Marcelo Freixo – aumento dos homicídios mais violentos e casos crescentes de feminicídios têm tido uma divulgação impulsionada pelas redes que provoca uma sensação de desamparo, repulsa e ódio.

O mais recente e trágico episódio que adensa esse cenário de uma sociedade partida foi o genocídio de 10 adolescentes na cidade de Suzano, uma dizimação humana no ambiente escolar nunca dantes vista no país. Sem dúvida são assuntos distintos. Mas são todos interligados no imaginário da população. A combinação de insegurança com repulsa é o que faz subir a temperatura no termômetro psicossocial.

Tradicionalmente, a ESG e os militares da área de informações têm suas atenções voltadas para agitações sindicais, revolta da comunidade indígena, movimentos sociais como o MST, garimpo e afins. Não há registro de período onde a chaga social estivesse sangrando como em nosso tempo. O governo precisa tratar de cada uma dessas feridas. Mas também entender que a soma delas pode levar a um estado de conturbação descontrolado. A história mostra que nessas situações surgem jacobinos e incendiários para fazer do descalabro e das mortes combustível para ação política. É tudo o que não se deseja para o Brasil.

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10.05.18
ED. 5864

Página (quase) virada

A Suzano tem até o fim de junho para decidir se exerce ou não a opção de compra das florestas da Duratex no interior de São Paulo, negócio estimado em R$ 1 bilhão. Por conta da fusão com a Fibria, o mais provável é que não.

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22.03.18
ED. 5831

Papel passado

Em um determinado momento da gestão Murilo Ferreira, na Vale, a compra ou associação com a Suzano foi aventada no Conselho de Administração da companhia. O projeto tinha como alvo a posterior aquisição da Eldorado. A história, como se sabe, conduziu os participantes para direções distintas. No entanto, a compra da Fibria pela Suzano é uma prova de que o destino escreveu certo por linhas tortas.

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02.03.18
ED. 5817

Safra flerta com um déjà vu na celulose

A eventual fusão da Suzano com a Fibria poderá trazer um gostinho de passado ao futuro da indústria brasileira de celulose. O Banco Safra estaria assessorando a empresa dos Feffer nas conversas com o Grupo Votorantim. Mais do que isso: para além da função de adviser, o banco de Joseph Safra já teria demonstrado interesse em vestir também o figurino de sócio na operação, com uma participação minoritária na nova companhia. Seria um tonitruante retorno ao setor. O Safra era sócio dos Ermírio de Moraes e do empresário Erling Lorentzen na antiga Aracruz, que posteriormente foi incorporada pela Votorantim Celulose e Papel para dar origem à Fibria. A Aracruz não terminou bem, mas essa é outra história.

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31.10.17
ED. 5736

O alvo é a Suzano

Uma grande companhia, grande mesmo, que está cortando substancialmente sua dívida e ficará com um índice de alavancagem sequinho, elegeu a Suzano Papel e Celulose como objeto de consumo. A corporação em questão não é do setor, mas conhece do ramo. A operação daria aos Feffer, controladores da Suzano, porta de saída de uma empresa que já não tem condições de empatar os investimentos necessários para se manter no game.

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14.08.17
ED. 5682

Preços regulados

Da boca para fora, as paradas simultâneas para manutenção de diversas fábricas brasileiras de celulose e o aumento do preço da matéria-prima engatilhado por Suzano, Fibria, entre outros, não têm nada a ver um com o outro. Tá bom… Os reajustes, em torno de 5%, devem sair em setembro. A parada muy estratégica vai retirar do mercado global até 400 mil toneladas de celulose. A Fibria confirma o aumento; a Suzano diz que ainda “analisa as condições de mercado”.

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03.04.17
ED. 5591

Um contencioso de alta voltagem

O governo entrou em rota de colisão com grandes grupos industriais intensivos em energia elétrica. Votorantim, Gerdau, Suzano e ArcelorMittal, entre outras, pressionam o Ministério de Minas e Energia a, ao menos, reduzir o repasse para o consumidor final do reajuste das tarifas realizado para viabilizar o pagamento da RBSE (Rede Básica do Sistema Existente), uma espécie de indenização paga às empresas de transmissão. Segundo estimativas preliminares da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriai de Energia (Abrace), o novo reajuste vai representar um aumento médio de 20% a 30% para a indústria. A tendência é que a Abrace leve o caso à Justiça caso as tratativas com o governo fracassem. O pagamento da RBSE foi uma exigência dos investidores da área de transmissão de energia para aderirem ao plano de renovação antecipada das concessões. No entanto, os grandes consumidores industriais alegam que a indenização não tem fundamento, uma vez que as licenças de transmissão nunca expiraram. Por esta razão, o reembolso de bens não depreciados não teria amparo legal.

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10.03.17
ED. 5575

Papel-moeda

A Suzano está prestes a tirar do forno uma emissão de bônus no mercado internacional no valor de até US$ 500 milhões. Será um bom termômetro da confiança dos investidores em relação ao Brasil no longo prazo: os papéis terão vencimento de 30 anos. Boa parte dos recursos será aplicada pela Suzano no segmento de tissue.

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09.11.16
ED. 5492

Suzano

 Com os estoques de celulose acima do previsto, a Suzano vai paralisar a linha de produção da fábrica de Mucuri (BA) até março. Procurada, a empresa confirma a “parada programada da unidade”. No terceiro trimestre deste ano, o volume de vendas da companhia foi 15% inferior ao do mesmo período em 2015.

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14.04.16
ED. 5348

Sócio de raiz

 A Eco Brasil Florestas, dona de reservas de eucaliptos controlada pela família Zogbi, estaria em negociações para a venda de parte do seu capital a um fundo de origem asiática. Esta seria uma operação fundamental para a empresa levar adiante o projeto de entrar na produção de celulose. Ressalte-se que, no início do ano, a Eco Brasil já vendeu parte de suas florestas para a Suzano. Procurada pelo RR, a Eco Brasil não comentou o assunto.

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