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04.01.17
ED. 5531

Coteminas encontra em casa o CEO que tanto buscava

Josué Gomes da Silva reza diariamente para todos os santos do barroco mineiro agradecendo por sua candidatura a ministro do governo Dilma ou mesmo a senador pelo PMDB-MG terem se dissolvido que nem um melaço de cana. A volúpia pelas libações cívicas foi superada. Josué prefere arder no inferno que tem consumido seus dias na presidência da Coteminas. As frituras da política lhe deixaram marcas indeléveis. A empresa vem sofrendo ajuste lento e profundo.

O compromisso de Josué é honrar a memória do seu pai, José Alencar, e trazer a Coteminas de volta aos tempos triunfantes. Não há a mais remota disposição de partir para uma governança profissional. O CEO que vinha procurando sempre esteve dentro dele. O comando executivo é seu, a presidência do Conselho é sua e ele mete o bedelho nos demais cargos decisivos.

O saneamento da companhia tem sido feito com um pé no Brasil e outro nos Estados Unidos. É pano para cá, retalho para lá. Não é para menos. A Coteminas deverá sangrar novamente no balanço de 2016. O prejuízo acumulado nos últimos quatro anos de perdas consecutivas superará os R$ 300 milhões, já contabilizado o resultado de 2016 – até setembro, o déficit beirou os R$ 100 milhões.

A receita de venda teve crescimento próximo de zero em relação a 2015. Josué, contudo, está de corpo inteiro na luta pelo ajuste. O número de empregados está sendo cortado em 20%, caindo para 8,5 mil funcionários; duas fábricas foram fechadas no Rio Grande do Norte e mais três deverão seguir o mesmo caminho: duas no Brasil e uma nos Estados Unidos. Das 31 unidades industriais originais da Springs Global – controlada da Coteminas – restam apenas cinco fábricas.

Consultada pelo RR, a empresa não quis se pronunciar. A receita em dez anos despencou de R$ 4,7 bilhões para R$ 2,2 bilhões, com grande impacto nos resultados da Coteminas, já que a Springs responde por 90% da receita do grupo. A ampliação do número delojas da Artex e MMartan será toda feita com franquias e dos 80 pontos de venda próprios, 30 adotarão o modelo de franquia.

Por outro lado, os investimentos programados em logística, lançamento de produtos e tecnologia deverão chegar a R$ 200 milhões no ano que vem, o dobro do que foi desembolsado em 2016. Mas cuidado! Vale um alerta aos incautos. Se alguém perguntar se ele ainda pensa em procurar um CEO para a companhia, é capaz de receber um palavrão pela fuça.

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11.02.16
ED. 5304

Entre lençóis

 O KKR perdeu a disputa pela Alpargatas, mas não desistiu do setor têxtil. O novo alvo é a Springs, dona da marca Artex. O interesse da gestora norte-americana é ficar com a participação da Coteminas, que tem 53% do capital votante. Consultada, a Springs negou a venda.  A empresa KKR não retornou ou não comentou o assunto.

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