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planos
23.10.18
ED. 5979

BNDES no caminho

A indiana Shree Renuka trabalha para realizar ainda neste ano o leilão da usina de etanol Revati, localizada em Brejo Seco (SP). A incógnita neste enredo é o BNDES, um dos principais credores do grupo, que votou contra o plano de recuperação judicial. A dívida total da Shree Renuka passa de R$ 1 bilhão.

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07.02.18
ED. 5803

Etanol de uns, bagaço de outros

A norte-americana Summit Agricultural Group decidiu dobrar sua aposta no mercado brasileiro, na expectativa do aumento da dosagem de álcool misturada à gasolina. Não só vai investir cerca de R$ 300 milhões na ampliação da sua planta de etanol de milho no Mato Grosso, como faz planos de construir uma segunda unidade no Centro-Oeste. Ao todo, o investimento dos norte-americanos vai bater na casa de R$ 1 bilhão.

Na linha do “pegar ou largar”, a Raízen deverá fazer uma oferta simbólica pelas duas usinas da indiana Shree Renuka no Brasil.

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28.11.17
ED. 5754

Dose dupla

A chinesa Cofco tem interesse nas duas usinas da indiana Shree Renuka no Brasil – Madhu e Revati -, ambas em São Paulo. O leilão desta última estava marcado para setembro, mas foi adiado pela Justiça.

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10.10.17
ED. 5722

Rubens Ometto e Shell se alimentam do bagaço alheio

A Raízen tem se aproveitado como nenhum outro grupo da crise do setor sucroalcooleiro, que atingiu o número recorde de 81 empresas em recuperação judicial ou em processo de falência. A companhia, que, em julho, comprou duas usinas da encalacrada Tonon por R$ 820 milhões, avança agora sobre a Abengoa Bioenergia. O alvo seriam as unidades de Pirassununga e São João da Boa Vista, duas das três usinas dos espanhóis no interior de São Paulo.

Mais uma vez, a Raízen aposta na fragilidade da presa. A Abengoa Bioenergia entrou em recuperação judicial, com uma dívida superior a R$ 800 milhões. As investidas da Raízen sobre as enfermas do setor têm seguido um mesmo roteiro. Ele passa pela conquista do apoio dos credores – na prática, em um setor com oito dezenas de empresas à beira do precipício quem manda mesmo são os bancos. Assim foi na Tonon, assim deve ser no caso da Abengoa Bioenergia. Entre os credores da companhia espanhola no Brasil está o conterrâneo Santander, que, em julho, chegou a pedir a falência do grupo.

A Raízen mira também na operação da indiana Shree Renuka, que entrou em recuperação judicial no Brasil com uma dívida em torno de R$ 3 bilhões. São duas usinas em São Paulo, Madhu e Revati. Desde 2010, o grupo asiático fez significativos investimentos e ampliou a capacidade de ambas para mais de dez milhões de toneladas. Ainda assim tem sofrido para vendê-las. Os dois leilões foram suspensos a pedido do BNDES. Tanto em um quanto em outro, a Raízen fez que entraria na disputa, mas, na hora H, saiu do páreo. Segundo a fonte do RR, na paralela a empresa estaria tentando angariar o apoio dos credores – entre os quais figuram Itaú, Votorantim e Bank of America – para assumir os ativos da Renuka no Brasil. Procuradas pelo RR, Raízen, Abengoa Bioenergia e Shree Renuka não se pronunciaram.

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25.07.17
ED. 5668

Shree Renuka só pensa na despedida

Os indianos da Shree Renuka querem distância do Brasil. Logo após o leilão da usina Revati, marcado para 4 de setembro, deverão partir também para a venda da unidade Madhu – ambas localizadas no interior de São Paulo. Será a segunda tentativa de se desfazer do ativo – a primeira ocorreu em 2016. As duas usinas, juntas, estão avaliadas em cerca de R$ 1,2 bilhão – metade da dívida total da companhia. Projeto audacioso, que passava pela montagem de um conglomerado sucroalcooleiro, a Renuka do Brasil evaporou no meio de uma recuperação judicial. Só é citada ao lado das palavras passivo, credores, demissões, processos trabalhistas…

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19.10.16
ED. 5478

Bancos esmagam o bagaço da Shree Renuka

 A homologação do novo plano de recuperação judicial da Shree Renuka, no último dia 26 de setembro, está longe de encerrar o contencioso entre a sucroalcooleira de origem indiana e seus credores financeiros. Os bancos – entre os quais Itaú, Santander, Votorantim e Rabobank – movem ações contra a empresa. As instituições financeiras acusam a sucroalcooleira de ter reduzido artificialmente seu patrimônio despachando cana-de-açúcar para a Índia sem receber pela exportação. Ou seja: por vias indiretas, a subsidiária da Shree Renuka teria transferido caixa a futuro para a própria matriz, manipulando deliberadamente a contabilidade para não honrar seus compromissos financeiros. As instituições financeiras alegam que este procedimento justificaria uma espécie de tutela antecipada do patrimônio da companhia para cobrir as dívidas, mesmo com a recente aprovação do plano de recuperação judicial.  Procurada pelo RR, a Renuka nega as fraudes. Segundo ela, a “Deloitte, administradora judicial da recuperação judicial, atestou formalmente em juízo, que não encontrou nenhuma irregularidade em nossas operações comerciais com partes relacionadas.” Os bancos, no entanto, votaram contra o plano de recuperação judicial e se recusam a participar do processo. Ainda assim, a proposta foi aprovada por receber o voto favorável do equivalente a 75% dos credores na assembleia realizada no fim de agosto, o que levou a 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial em São Paulo a homologar o plano. A Renuka carrega dívidas em torno de R$ 2 bilhões.

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20.09.16
ED. 5458

Namaste

 A indiana Bajaj Hindustan está em busca de usinas sucroalcooleiras no Brasil. Que Ganesh, o deus da fortuna hindu, lhe dê mais sorte do que teve a conterrânea Shree Renuka. A fabricante de açúcar e etanol entrou em recuperação judicial no ano passado e acumula dívidas de mais de R$ 1,5 bilhão no país.

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03.11.15
ED. 5239

Renuka promete uma colher de açúcar para os credores

  O que era para ser o fim de uma história triste ganhou um capítulo extra com a disposição da indiana Shree Renuka de negociar um aporte de capital na Renuka do Brasil. Trata-se de um sinal de boa vontade em um momento decisivo da companhia, que teve aceito o seu pedido de recuperação judicial em 5 de outubro. A empresa terá de apresentar um plano de pagamento das dívidas de R$ 3,3 bilhões e com 70% de seu passivo em moeda estrangeira. Os credores, entre eles Santander, Banco do Brasil, Votorantim e Itaú, agradecem e apostam que a sinalização positiva deverá facilitar bastante o processo. O aporte de capital terá um peso maior nas tratativas com os bancos do que a suspensão das cobranças de débitos e a obrigatoriedade de apresentação de uma solução para as dívidas, premissas da recuperação judicial. O aporte permite ainda a retomada das negociações para a entrada de um investidor. Fonte ligada ao escritório Dias Carneiro Advogados, que assessora juridicamente o grupo indiano, informou ao RR que o plano de recuperação judicial será apresentado no início de dezembro. A capitalização – conduzida pelo empresário Narenda Murkumbi e a trading asiática Wilmar International, controladores da Shree Renuka – deverá ser realizada no mesmo período.  Seja qual for o caminho escolhido, a Shree Renuka tem de correr com a solução, pois a situação financeira e operacional da subsidiária brasileira vem se deteriorando rapidamente. Os recursos em caixa mal seriam suficientes para cobrir os custos fixos até dezembro. A sucroalcooleira estaria atrasando o pagamento de salários. Ao mesmo tempo, suas quatro usinas no país estariam operando de maneira irregular. O motivo seriam as dificuldades de a Shree Renuka obter matéria-prima. Produtores de cana-de-açúcar estariam se negando a fornecer o insumo enquanto a companhia não quitar antigos débitos. Segundo o RR apurou, a empresa cogita desativar temporariamente uma de suas plantas industriais no Brasil como forma de reduzir os custos operacionais e os prejuízos. Somente as duas usinas paulistas torram por mês quase R$ 60 milhões. A Shree Renuka nega o aumento de capital, assim como os atrasos de pagamento e o fechamento de usinas.  A agonia financeira da Shree Renuka é resultado de uma tempestade perfeita. O grupo indiano acumula equívocos de gestão, altos investimentos de baixo retorno, queda do consumo e dos preços do etanol e intempéries climáticas. Faltava apenas uma chicotada do câmbio. Não falta mais.

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