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11.04.18
ED. 5844

Governo parece gostar de taxas de juros altas

Os bancos finalmente parecem ter percebido o turning point dos juros siderais. O primeiro movimento para a queda das taxas – linhas de crédito mais baratas para os clientes que usarem 15% acima do limite do cheque especial por mais de um mês – é duplamente auspicioso, pois decorre de autorregulação e busca mitigar a modalidade mais assassina dos juros bancários: o especial chega a 350% ao ano. Dá para os bancos fazerem muito mais, sem dúvida.

O governo, entretanto, em vez de aproveitar a oportunidade para coordenar com a banca privada um projeto mais consistente de queda dos spreads bancários, parece insistir na sua relação de pique-esconde com as instituições financeiras. Da boca para dentro, não cobra uma vírgula de ação mais positiva dos bancos na redução dos juros; da boca para fora, cuida da questão com firulas macroeconômicas. Mas, em sua comunicação, exime-se do problema e o trata como uma resistência malévola dos bancos. Não há ninguém bom nem mau nessa história.

Existem, sim, medidas complementares entre bancos e governo que precisam ser adotadas. A queda da Selic é indiscutivelmente um passo importante. Mas o governo, como se bailasse um tango, dá outro passo atrás, estudando a renovação da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre os bancos, que deveria cair de 20% para 15% em 2019. As instituições financeiras carregam justificativas excessivas no seu balaio de argumentos para as taxas obscenas cobradas na ponta da aplicação.

Não há dúvida, entretanto, que existe uma tremenda cunha fiscal sobre os juros. Os casuísmos tributários acabam indo na direção contrária da desejável diminuição do custo dos empréstimos. Não custaria fazer contas para avaliar se a redução dos spreads e, consecutivamente, a sacolejada da economia não proporcionariam um retorno fiscal, ainda que diferido, maior do que a gula de curto prazo com a tributação da CSLL. Os bancos ganham muito, e o governo cobra demais. Deve haver um meio termo nessa história.

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23.03.18
ED. 5832

A Selic agora é de Temer

O ministro Henrique Meirelles faturou a última queda de juros com ele no cargo. Vai para a campanha eleitoral – decisão hoje mais provável – com uma Selic de 6,5%. A partir de 16 de maio – próxima reunião do Copom -, o aproveitamento político solitário é de Michel Temer. Se não houver um terremoto, a Selic desce para 6,25% e estará findo o ciclo de flexibilização monetária. Estará? Para algumas consultoras, a exemplo da LCA, a taxa pode cair ainda mais depois de maio, indo a 6%. Se Temer tentar a reeleição, esse será um dos seus bordões com toda a certeza.

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11.12.17
ED. 5763

O eterno paradoxo dos juros

Com a queda da Selic, os juros do tomador deveriam ter desabado para algum patamar mais próximo ao das 40 nações cujas taxas são inferiores às nossas. A Insight Comunicação, que edita o Relatório Reservado, fez um longo documento sobre essa deformidade. Uma das partes do estudo é uma sondagem com especialistas do setor. A concentração bancária é considerada um dos principais motivos dos juros ignominiosos. A Febraban, contudo, diz que a concentração nada tem a ver com as taxas siderais e elege razões paleolíticas que, em muito, favorecem as instituições financeiras e nada garantem quanto à reciprocidade em relação ao custo dos empréstimos. Juros não podem ser tratados de forma dogmática, mas já está mais do que na hora da Febraban apresentar um conjunto de soluções, que, embaladas em uma contextualização macroeconômica, permita aos bancos se comprometerem com um retorno positivo para o conjunto da economia nacional.

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12.09.17
ED. 5702

Trunfo político

A taxa de juros Selic na casa de 6% é tratada como “trunfo político” no Palácio do Planalto. Mas é bom que se diga que não há combinação com o BC. Vontade cada um tem a sua.

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