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10.12.21

O dia em que o Nubank virou banco

O mercado abriu champanhes comemorando o IPO do Nubank, na última quarta-feira, como o de maior valor de um “banco” da América Latina. Não é bem assim. O Nubank não é um banco, mas um animal híbrido entre a fintech e qualquer outra coisa financeira. Mas, na hora do IPO, vira banco. São dois pesos e duas medidas: parafraseando Nelson Rodrigues, o Banco Central anuncia há mil anos antes do nada a regulamentação das fintechs e instituições derivativas. Reconhece que, como está hoje, existe uma assimetria grave na competição. A questão é que o BC mostra duas caras: ao mesmo tempo em que constata um desequilíbrio regulatório, considera essa desigualdade ampliadora da concorrência. Ora, todo mundo já sabe que os compromissos de Bradesco, Itaú, Santander e Safra, para dizer somente os que carregam uma maior responsabilidade social – agências, funcionários diretos e indiretos, fornecedores etc -, são imensamente superiores aos desses “bancos” de dois andares e 30 pessoas. Com essa assimetria, ressalte-se ainda, o BC está produzindo novos bilionários com IPOs de “bancos de festim”. Gerar valuation não é tudo nesse mundo. Se for, estamos todos lascados.

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28.10.21

Padrão ESG

Sergio Rial, que deixa a presidência do Santander Brasil para assumir o board em janeiro, está submerso em projetos na área socioambiental e em conversas com ONGs. Rial quer ser o chairman mais ESG da história do banco no país.

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30.09.21

Corda bamba

A Ricardo Eletro pode estar entrando em um caminho sem volta. Excluídos do plano de recuperação judicial, grandes bancos credores, como Itaú Unibanco e Santander, estudam acionar a Justiça para anular o acordo. Se isso ocorrer, o risco de falência da rede varejista cresce consideravelmente. Procurados, Ricardo Eletro, Santander e Itaú não se pronunciaram.

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17.08.21

Do Brasil para o mundo

A Getnet virou a princesinha dos olhos dos espanhóis do Santander. Depois do México, Argentina e Europa, o grupo pretende levar a plataforma de pagamentos digitais para a Ásia.

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03.08.21

Controle remoto

Sergio Rial foi voz determinante na escolha de seu sucessor na presidência do Santander Brasil, o atual VP de empresas, Mario Leão. No banco, a aposta é que o entrosamento entre ambos é tão grande que o Santander terá dois “presidentes” no país.

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19.11.20

Publipix

O Santander retornou ao último da fila entre os bancos gastadores com a publicidade do Pix. Entre quatro paredes discute-se um superbrinde para quem migrar para o banco.

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04.11.20

Guilhotina afiada no Santander

É grande o zunzunzum no Santander de que o banco terá uma nova leva de demissões até o fim do ano. A rádio-corredor fala em até 500 cortes. Em tempo: em teleconferência com analistas na última terça-feira, quando consultado sobre as 1,2 mil demissões feitas no terceiro trimestre, o vice-presidente financeiro do Santander Brasil, Angel Santodomingo, disse que “ainda há espaço para melhorias no índice de eficiência do banco”.

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17.08.20

Santander Brasil pode ser o arrimo de família da matriz

O Banco Central acompanha com prudência o delicado momento do Santander. Segundo banco da Zona do Euro em valor de mercado, o grupo espanhol registrou entre março e junho o maior prejuízo trimestral da sua história, de aproximadamente 11 bilhões de euros. O rombo decorreu da baixa contábil de 12,6 bilhões de euros que o banco foi obrigado a lançar em balanço para cobrir possíveis perdas nos Estados Unidos, Espanha, Polônia e, principalmente Reino Unido.

O caso da Inglaterra é o mais grave, conforme destacado pela mídia especializada internacional: o Santander teve de fazer um impairment da ordem de 6 bilhões de euros. Junto com os resultados desabou também a confiança dos investidores. Desde o início do ano, o valor de mercado do Santander na bolsa de Londres despencou 45%, atingindo os níveis mais baixos em uma década. São números que levaram a presidente mundial do banco, Ana Botín, a dizer, consternada, que “os últimos seis meses estão entre os mais desafiadores da nossa história”.

A direção mundial do Santander garante que as perdas globais são não monetárias e não recorrentes, sem impacto sobre a liquidez ou as posições de risco de crédito. Ainda assim, o Banco Central monitora a possibilidade de efeitos colaterais sobre o Brasil. Antes que alguém faça ilações precipitadas, no BC não há preocupação de que algo similar ocorra com a operação brasileira. Neste caso, o “problema” é justamente o inverso: a notória saúde financeira da filial.

O receio é que o Santander Brasil seja convocado para cobrir perdas internacionais do grupo por meio de uma maior transfusão de lucros para a matriz, no limite sendo forçado até mesmo a reduzir sua exposure no país. Tomando-se como base o tamanho do banco no Brasil, essa cota de sacrifício seria absolutamente natural. A subsidiária brasileira é hoje a maior operação dos espanhóis no mundo, respondendo por mais de um terço dos ganhos globais do Santander. Não por acaso, sem qualquer modéstia, o próprio Sergio Rial, CEO do Santander no país, costuma dizer que já é o presidente mundial do grupo, tamanho o peso do Brasil no conglomerado. Nessa toada, talvez o próprio Rial seja uma das “remessas” da subsidiária brasileira para a matriz na tentativa de acertar os rumos do conglomerado financeiro.

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27.07.20

Crônica de uma demissão anunciada

Nos corredores do Santander, circula a informação de que o presidente do banco no Brasil, Sergio Rial, vai assumir o comando mundial do grupo já a partir de 2021. Se bem que, modesto, Rial costuma dizer que já é o “presidente global” do banco, uma vez que o Brasil responde por mais de um terço dos resultados do grupo espanhol.

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23.06.20

O anti-marketing do Santander

Há um desencontro de intenções entre o prefeito Bruno Covas e o Santander. Covas pretende tornar ainda mais rigorosa a regulamentação contra a poluição visual em São Paulo. O Santander, por sua vez, planeja soltar uma enxurrada de cartazes em bancas de jornal pela cidade. É a contrapartida do projeto “A gente banca”, lançado pela instituição financeira em meio à pandemia para financiar jornaleiros de todo o país. Covas já manifestou seu incômodo com propagandas espalhadas por vias públicas. O projeto “A gente banca” parece precisar de sal grosso. A pedido da Associação Nacional de Jornais, o Conar tirou do ar a campanha publicitária do Santander. Os filmetes incentivavam as bancas a mudarem seu modelo de negócio, apresentando jornais e revistas como algo ultrapassado. Consultado, o Santander confirma que a campanha foi encerrada “tão logo o banco foi notificado pelo Conar”. Em relação à ordem pública, a instituição assegura que o projeto está focado “nas cidades onde a legislação local permite a sua aplicação”.

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