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23.06.16

Trump Towers são um fantasma imobiliário na paisagem carioca

 Donald Trump, que dentro de cinco meses poderá se tornar o homem mais poderoso do mundo, virou sinônimo de um mico empresarial no Rio de Janeiro. Incensadas como um dos maiores investimentos do mercado imobiliário carioca, as Trump Towers parecem condenadas a permanecer como maquetes. A britânica Salamanca Group , a búlgara MRP e a paulista Even, responsáveis pelo empreendimento na região do Porto Maravilha, estariam revendo o projeto, ao menos na sua megalomania original. Segundo um investidor vinculado ao empreendimento, em vez das cinco torres de 38 andares ao custo de R$ 3 bilhões, o trio estaria trabalhando para viabilizar a construção de um único edifício ao valor aproximado de R$ 600 milhões. Até o momento, de acordo com a mesma fonte, as empresas não teriam conseguido vender um único andar. Outra incógnita é o que fazer com a maior parte da área de 450 mil metros quadrados que não seria aproveitada com a miniaturização do projeto. Há outra ponta solta: Salamanca, Even e MRP contavam com o financiamento da Caixa para o início das obras, mas, até agora, nada de acordo.  Procurado pelo RR, o Grupo Trump Towers Rio garante que o empreendimento original “continua vigente”. A empresa nega também tratativas para um financiamento da Caixa. Está feito o registro. No entanto, o que não dá para negar é o atraso do projeto. Pelo cronograma inicial, as obras seriam iniciadas em 2013 e ao menos duas das cinco torres estariam prontas antes que a pira olímpica fosse acesa no Rio. Eram outros tempos. A economia brasileira bombava e havia a expectativa de que a região batizada como Porto Maravilha recebesse uma torrente de investimentos na esteira da reurbanização da zona portuária para os Jogos Olímpicos. No entanto, nem mesmo quem deu nome ao projeto se sentiu atraído por ele. No meio do caminho, a Trump Organization, holding do magnata norte-americano, desistiu de entrar como investidora, limitando sua participação à franquia do famoso sobrenome.  Em tempo: a própria Prefeitura do Rio está descrente quanto à execução do projeto. Parte do terreno destinado à construção das Trump Tower é ocupada hoje pela escola de samba Unidos da Tijuca – praticamente todas as agremiações do carnaval carioca estão instaladas na região portuária. Inicialmente, ela deveria ter desocupado o imóvel há um ano. Mas a Prefeitura já comunicou à Unidos da Tijuca que não há mais prazo determinado para a entrega do terreno.

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09.04.15

Búlgaros tiram Trump Towers da prancheta

 Depois de muitas idas e vindas, tudo indica que o Trump Towers, um dos maiores projetos imobiliários do Rio de Janeiro, enfim, vai sair do chão. Ao contrário do que o nome possa sugerir, a solução não passa pelo magnata Donald Trump, um dos idealizadores das torres comerciais na região do Porto Maravilha. A argamassa que dará liga ao empreendimento vem da Bulgária, terra dos Rousseff. A MRP International, companhia de investimentos imobiliários com sede em Sofia, será a responsável pela construção dos cinco prédios de escritórios orçados em R$ 5 bilhões.  O nome original, Trump Towers, será mantido, mais pelo apelo comercial do que por qualquer participação do investidor norte-americano. Donald Trump não passará nem na porta dos edifícios. Apenas sublocará, digamos assim, seu sobrenome para a marca fantasia do empreendimento. Os parceiros da MRP serão a construtora paulista Even e a inglesa Salamanca Group.

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10.04.14

“Trump Towers” balançam antes mesmo de sair do chão

 Um a um, todos os projetos imobiliários de Donald Trump no Brasil têm virado ruína sem sequer sair do papel. O exibido personagem nunca desmorona sozinho; a cada fracasso, leva consigo uma fieira de parceiros. Que o digam a construtora paulista Even, a espanhola Salamanca Group e a incorporadora búlgara MRP International. O trio está tentando sair dos escombros e salvar o projeto de construção de cinco torres comerciais na Avenida Francisco Bicalho, próximas a  região portuária do Rio de Janeiro. Na semana passada, Trump teria comunicado aos sócios sua saída do negócio, colocando em risco a continuidade do projeto. O investidor norte-americano era o principal fiador do empreendimento, orçado em R$ 2 bilhões. Dizia, inclusive, estar trazendo para o projeto um grande fundo de pensão dos Estados Unidos. Even, Salamanca Group e MRP já saíram em busca de um novo parceiro capaz de garantir a construção dos cinco edifícios – por ironia, batizados de “Trump Towers”. Correm contra o relógio: o início das obras estava originalmente previsto para o segundo semestre deste ano. A desistência de Donald Trump é fator de apreensão para os próprios investidores do mercado imobiliário. No setor, há um receio de que um eventual cancelamento do projeto cause um efeito dominó, desestimulando outros investimentos programados para a região. O Porto Maravilha, área que passa por um grande processo de reurbanização a reboque dos Jogos Olímpicos de 2016, concentra alguns dos maiores empreendimentos imobiliários em andamento no Rio. Even, Salamanca Group e MRP tentam escapar do obituário de parcerias que acompanha as frustradas investidas de Donald Trump no Brasil. Entre outros investidores, figuram nesta lista a família Depieri, uma das acionistas do laboratório Aché, e os Meyerfreund, antigos controladores da fabricante de chocolates Garoto. No início da década passada, ambos embarcaram em projetos capitaneados por Trump no Brasil, acreditando estar a bordo de um transatlântico. Quando deram por si, eram passageiros de uma canoa furada. a€ época, foram sócios da Trump Realty Brazil, criada em 2003 e pouco depois desativada. Entre os fracassos do magnata norte-americano no país, o mais retumbante foi o Villa Trump – o Narciso do real estate só acha bonito o que leva o seu nome. O projeto previa a construção de um condomínio de luxo em Itatiba (SP), ao custo de US$ 100 milhões. Os 500 lotes, cada um com cinco mil metros quadrados, o hotel de luxo e o campo de golfe assinado pelo ex-jogador norte-americano Jack Niklaus – uma das lendas da modalidade – nunca saíram da maquete.

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