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09.04.20

A fritura de Mandetta e a reação de Rodrigo Maia

Termômetro

POLÍTICA

A fritura de Mandetta e a reação de Rodrigo Maia

 

Conversa entre o ministro Onyx Lorenzoni e o ex ministro Osmar Terra, criticando duramente o ministro Mandetta e a política de quarentena, provocará nova onda de atrito com o Congresso no final de semana, particularmente com Rodrigo Maia e o DEM. O desgaste virá no momento em que o governo tenta retomar algum protagonismo no Congresso, negociando diretamente com o Centrão.

Não se pode descartar, inclusive, que a conversa tenha sido vazada propositadamente, como parte de operação do Planalto para fritar Mandetta e enfraquecer Maia. Haverá reação do presidente da Câmara, publicamente e nos bastidores. Parte desse movimento deve vir em votação do “Orçamento de Guerra”, que pode ocorrer na segunda feira e ampliar poderes do Congresso. Bem como em pacote voltado para estados.

De toda forma, a conversa será lida como: 1) Evidência da fragilidade do ministro Mandetta no cargo; 2) Mobilização de parte do governo federal para flexibilizar medidas de isolamento social, em linha que será parcialmente seguida, ainda que sem a agressividade de Bolsonaro, por alguns governadores (como o do DF); 3) Articulação de Osmar Terra para assumir o ministério da Saúde.

O posicionamento do Ministro Mandetta diante do vazamento, bem como do presidente e de outros ministros, serão outros fatores nesse jogo.

 

ECONOMIA

Pacotes nos EUA e União Européia; acordo Arábia Saudita – Rússia

 

O mercado estará atento, nos próximos dias, para novos pacotes de estímulo econômico, na União Europeia e nos EUA. Na Europa, expectativa será pelo cronograma e o formato de programa acordado hoje entre os ministros de finanças dos países que compõe o bloco, que envolveria mais de 500 bilhões de euros. Já nos EUA, a liberação de novos investimentos, na casa de US$ 250 bilhões, que está travada no Senado, voltará a ser discutida nesta sexta feira.

Outro assunto de destaque será a concretização ou não de acordo entre Arábia Saudita e Rússia – bem com a possibilidade de ser estendido – para a reduzirem a produção em um total de 10 milhões de barris de petróleo. O tema estará na pauta de reunião com ministros de energia do G20 amanhã.

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02.04.20

Petróleo e energia

Termômetro

ECONOMIA

Petróleo e energia

 

A confirmação ou não de corte entre 10 e 15 milhões de barris de petróleo em acordo entre Arábia Saudita e Rússia, antecipada hoje pelo presidente Trump, deve ser o fator central nos mercados globais, amanhã. Se o corte for efetivado, impulsionará não somente o setor de Óleo & Gás (Petrobras à frente, no Brasil, e gás de xisto nos EUA) como o de biocombustíveis e energias renováveis. Ao mesmo tempo, alimentará tendência de interrupção no ciclo de baixa nos preços da gasolina, diesel e, mais recentemente, GLP, internamente. O impacto no mercado seria diluído ao longo da próxima semana, no entanto, em função de enorme queda no consumo mundial.

Medidas trabalhistas

 

Paralelamente, no Brasil o foco se aprofundará para o programa de proteção ao emprego, que prevê redução de jornada entre 25% a 70%, com compensação do governo federal para trabalhadores. Como no caso da bolsa de R$ 600 para informais, o ponto de interrogação será a capacidade que o governo terá para desenvolver o programa na mesma velocidade em que se fazem sentir os impactos da paralisação econômica, que já provoca rescisões de contrato e milhares de demissões.

No caso de medidas trabalhistas, o Judiciário será “parceiro” importante, assim como o Congresso, já que haverá questionamentos judiciais. O processo vai fortalecer a liderança de Rodrigo Maia, que terá papel importante na aprovação e na aplicação do “orçamento de guerra”, prevista para os próximos dias.

Nesta sexta feira o Senado votará, ainda, proposta que suspende prazos contratuais até 30 de outubro deste ano  devem ser excluídos, em negociações de última hora, os aluguéis residenciais.

O grau da retração econômica em março – EUA à frente

 

Sai amanhã um panorama das economias norte-americana e europeia já do mês de março, que deve refletir os duros impactos gerados pelo coronavírus  e parcialmente precificados pelo mercado.

O destaque será o Relatório de Emprego dos EUA, que deve registrar forte recuo. Estima-se uma perda na casa de 100 mil empregos (frente à criação de mais de 273 mil em fevereiro), mas se o número vier muito acima disso, o que não se pode descartar, efeito nas bolsas globais será mais forte ao logo do dia. Ainda nos Estados Unidos, teremos a taxa de desemprego, o PMI Composto (Markit) e o PMI de Serviços (ISM). A expectativa é de retração significava nos serviços e aumento de pelo menos 0,3% no desemprego (de 3,5% para 3,8%). Mas pode haver surpresas.

Já na Europa, serão divulgados nesta segunda o PMI Composto e de Serviços (Markit) para a Zona do Euro e Alemanha, fechados. Os números devem confirmar a pesada queda já antecipada no final de março. As Vendas no Varejo para a Zona do Euro também saem nesta sexta, mas ainda relativas a fevereiro. Estima-se crescimento de 0,1%, frente a 0,6% em janeiro.

Retomada na China e adaptação da indústria

 

Dois fatores centrais para expectativas econômicas, que terão efeitos de médio e longo prazos, mas acerca dos quais já haverá sinais importantes nos próximos dias, serão:

1) A capacidade da China  e de países como Coreia do Sul  para retomar a produção industrial e restabelecer algum tipo de normalidade, ainda que com medidas de distanciamento e controle social. Em termos industriais, as indicações são positivas, mas será preciso observar se a curva de contaminação voltará a subir com o relaxamento de medidas e a tentativa de impulsionar a economia. Esse fator se refletirá nas expectativas acerca da recuperação do restante do mundo;

2) Os movimentos, nos EUA, na Europa e no Brasil, para adaptar a produção industrial  tanto de grandes quanto de pequenas e médias empresas  para insumos médicos, como respiradores e máscaras. O efeito  imenso  será não apenas na saúde, mas na criação de uma válvula de escape para a indústria.

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