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Roberto Campos

31.01.20

Qual a inflação ótima da economia?

Observatório

Por Isaak Kaleh, economista.

Esse percentual divide a esquipe econômica do Ministério da Economia. Uma corrente dos técnicos foca sua preocupação no déficit nominal e no enxugamento da dívida pública. Uma inflação da ordem de 2,7% permitiria uma taxa Selic de 4%, mantendo uma taxa de juros reais de 1,3%. Isso derrubaria o déficit nominal para abaixo de 5% já em 2020. Há quem pense o contrário. Ou seja, que uma inflação de 6% permitiria uma folga nas contas fiscais, lubrificaria o orçamento e alteraria pouco o déficit nominal, pois permitiria manter uma Selic também na faixa de 4% e uma taxa real até pouco maior, da ordem de 2%, visando na outra ponta a calibragem do câmbio.

Há quem diga que os dados apertados de recuperação da atividade produtiva dão as condições por si mesmo para queda adicional da inflação. Na mão inversa, estão os defensores de que um pouco de inflação seja uma poção mágica para melhorar a capacidade ociosa das empresas. O ministro Paulo Guedes centra no fiscal mais apertado, o que é o core da política econômica do governo.

Segundo Guedes, temos que nos acostumar com a nova equação: fiscal mais justo, juros mais baixos e câmbio de equilíbrio mais alto.  Ou seja, as taxas de câmbio de 4% para cima vieram para ficar. O ex-ministro Roberto Campos não gostava muito dessa expressão “de equilíbrio”. Com o sarcasmo que lhe era peculiar, ironizava  que o ponto ótimo seria lá pela região do duodeno, pois você botava os pés do infeliz no forno e a cabeça na geladeira. A taxa de equilíbrio sensata seria função da observação da volatilidade dos índices. Fora há taxas de equilíbrio para todos os gostos.

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