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04.03.20

O esporte olímpico brasileiro vive de “bico”

Observatório

Por Claudio Fernandez, jornalista.

Atleta dos saltos ornamentais, Ingrid Oliveira pulou do trampolim para o noticiário carnavalesco ao ser “flagrada” trabalhando como ambulante nas ruas da Zona Sul do Rio no último fim de semana. Da apoteose da Rio 2016 ao isopor onde carregava latas de cerveja vendidas a R$ 7, Ingrid é um exemplo da aridez que o esporte olímpico brasileiro atravessa, na esteira da expressiva redução dos investimentos públicos. A queda do Brasil no pódio olímpico de Tóquio no comparativo com a Rio 2016 já estava na conta. Países sedes da Olimpíada costumam somar 13 medalhas a mais do que a média do seu desempenho histórico.

No caso brasileiro, no entanto, o descolamento em relação a quatro anos atrás tende a ser ainda maior, devido ao inexorável declínio das condições de treinamento de boa parte dos atletas. O Orçamento para este ano prevê um investimento para o esporte de R$ 220 milhões, quase metade dos R$ 430 milhões do ano passado. Em comparação com o último ano de Olimpíada, 2016, a navalhada é ainda maior: passa dos 70%. O “PIB do esporte olímpico” é ainda pior do que o PIB que será entregue por Paulo Guedes neste ano.

Caso se mantenha o atual ritmo de aportes públicos, o esporte olímpico brasileiro tende a mergulhar numa espiral de maus resultados, para não falar na dificuldade de surgimento de novos nomes. Os R$ 70 milhões programados no Orçamento para o Bolsa Atleta cobrem apenas metade dos gastos do programa. Desde que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência, a Petrobras reduziu ou suspendeu os contratos de patrocínio a confederações esportivas e atletas – em 2016, o chamado “Time Petrobras” chegou a ter 25 integrantes de diferentes modalidades.

Correios, Banco do Brasil e Eletrobras foram pelo mesmo caminho. Em 2018, sete estatais destinaram R$ 381 milhões em 73 contratos esportivos. Desses acordos, apenas oito se mantêm ativos. Aparentemente, uma exceção à regra seria o próprio BB, que ampliou seu contrato com a Confederação Brasileira de Vôlei. No entanto, trata-se de um patrocínio direto para as Superligas masculina e feminina, o que não necessariamente tem impacto direto sobre a atuação brasileira na Olimpíada. Nem os militares escaparam, não obstante o notório prestígio do estamento no governo Bolsonaro.

O investimento federal em verbas de infraestrutura e viagens de desportistas que integram o Programa Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas (PAAR) neste ano será de apenas R$ 600 mil, contra R$ 10 milhões em 2019. Não obstante a já aguardada queda da performance, talvez para Tóquio o impacto dos cortes de recursos ainda seja razoavelmente moderado. Mas, nesse ritmo, o esporte brasileiro tem tudo para ter um ciclo olímpico ainda mais modesto entre 2020 e 2024. O que esperar de um governo que sequer tem um Ministério do Esporte?

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22.02.18

Para o Rio com amor

Brasília anda tão generosa com a cidade que Marcelo Crivella acha que o governo federal pode cobrir os mais de R$ 150 milhões em
dívidas da Rio 2016.

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25.01.18

Legado olímpico

Além de carregar uma dívida de quase R$ 140 milhões, o Comitê Organizador da Rio 2016 estaria atrasando o pagamento de salários dos 20 profissionais que ainda emprega. A presidência do Comitê está vaga desde a prisão de Carlos Arthur Nuzman. Seu sucessor no comando do Comitê Olímpico do Brasil, Paulo Wanderley, chegou a mudar os estatutos da entidade para não ter de substituí-lo também na Rio 2016.

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19.10.17

Rio dois mil e nunca mais

Carlos Arthur Nuzman está preso, e outras heranças malditas da Rio 2016 vão se acumulando. Recém-criada, a Autoridade de Governança do Legado Olímpico nasce como um arremedo de órgão público. Não tem escopo de trabalho definido, orçamento assegurado e muito menos garantia de apoio financeiro do governo para a gestão das instalações do parque olímpico. Não se sabe sequer se existe.

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As investigações sobre a compra de votos para a escolha do Rio como Cidade Olímpica rondam Eike Batista. À época, o Mister X era unha e carne do governador Sérgio Cabral e apoiador de primeira hora da candidatura da Rio 2016. Aliás, foi no jatinho de Eike que “Serginho” e Eduardo Paes viajaram para Copenhagen, onde se deu a reunião do Comitê Olímpico Internacional que elegeu o Rio como sede da Olimpíada.

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16.10.17

CPI – Rio 2016

Romário já se movimenta no Congresso para instalar uma CPI da Rio-2016. O oportunista artilheiro não vai desperdiçar essa bola quicando na sua frente.

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15.09.17

Pesos e medidas

A investida da Lava Jato sobre Carlos Arthur Nuzman e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem causado níveis distintos de preocupação no PC do B, que cedeu dois ministros dos Esportes durante as obras da Rio-2016. Em relação a Aldo Rebelo, que ocupou o cargo de 2011 e 2015, a aflição é baixa. Consta que o santo de Rebelo não batia com o de Nuzman, e ambos mal se falavam. O mesmo já não se aplica a Orlando Silva, que permaneceu no Ministério de 2006 a 2011. Nesse caso, o termômetro do PC do B acusa temperaturas mais altas. À época, já se dizia no partido que Silva estava excessivamente próximo do presidente do COB.

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06.09.17

Rei ferido, rei substituído?

Ontem à tarde, após o estouro da Operação Unfair Play, que investiga a compra de votos na escolha do Rio-2016, os cartolas do Comitê Olímpico do Brasil (COB) discutiram a possibilidade de Carlos Arthur Nuzman se afastar da presidência da entidade ainda nesta semana. Neste caso, quem assumiria interinamente o esporte olímpico brasileiro seria o vice-presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira. Entre os dirigentes, o nome é visto como o remédio à mão para as circunstâncias. Ainda que carregue um ou outro aranhão dos tempos em que dirigiu a Confederação Brasileira de Judô, Wanderley chegou à vice-presidência do COB apenas em outubro do ano passado, portanto após a Olimpíada e, sobretudo, bem depois do processo de eleição do Rio de Janeiro, ocorrido em 2009.


Em tempo: segundo o RR apurou, nas conversas que tiveram ontem ao longo do dia, os dirigentes do COB se mostraram resignados, tratando como inevitável a perda de patrocinadores no curto prazo na esteira do escândalo.

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18.05.17

Legado olímpico

Se a Rio 2016 fosse uma empresa convencional, talvez acabasse pedindo recuperação judicial. Oito meses após o evento, o Comitê Organizador da Olímpiada não sabe como pagar as dívidas de mais de R$ 130 milhões. As negociações com fornecedores para um deságio no passivo, em alguns casos de mais de 50%, têm sido rechaçadas.

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22.02.17

O “prefeitinho” do parque olímpico

O festeiro, no melhor dos sentidos, Luiz Calainho tem uma série de projetos para as ociosas arenas olímpicas do Rio. Está só esperando pela licitação para entrar em campo com a sua conhecida máquina de ideias.

A propósito: a Rio 2016 ainda estaria devendo cerca de R$ 18 milhões a fornecedores. Daqui a pouco, vai ter passeata pelas ruas do Rio.

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