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07.11.19

O óleo de Salles

Segundo o RR apurou, a princípio o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi contrário à decisão do ICMBio de suspender as visitas de turistas a Abrolhos por conta do derramamento de óleo no litoral do Nordeste. A muito custo, acabou convencido por assessores de que a recusa mancharia ainda mais a imagem do governo.

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31.10.19

Mobilização contra Eduardo Bolsonaro

Termômetro

Declaração de Eduardo Bolsonaro indicando possibilidade de novo AI 5 “caso esquerda radicalize” vai mobilizar tanto o Congresso quanto a mídia, amanhã. Há sinais de que o presidente Rodrigo Maia, apoiado pelo centrão, por partidos de oposição e por parte do próprio PSL, buscará iniciativa mais dura contra Eduardo. Há possibilidade de que se ponha na mesa processo de cassação do parlamentar, mesmo com pedido de desculpas, agora à noite.

Já a mídia tende, majoritariamente, ao repúdio veemente à declaração de Eduardo, por meio de matérias, analistas e espaços para manifestações institucionais – como as da OAB e de membros do STF. Tendência é de apoio à cassação ou de punição que imponha freio a manifestações consideradas antidemocráticas. Ao mesmo tempo, deve dissociar a questão da defesa das próximas reformas – administrativa e pacto federativo, visando controle de gastos públicos e aumento de repasses federais para estados e municípios.

Nesse sentido, delineia-se clivagem entre a ala política do Planalto e o ministro Paulo Guedes, visando blindá-lo. O mesmo vale para movimentações no Parlamento: qualquer ameaça às reformas gerada por desestabilização do ambiente político será condenada, ainda que responsabilidade seja atribuída a Eduardo e ao próprio presidente.

Bolsonaro, justamente, também será cobrado por posição mais contundente – e definitiva – sobre a declaração do filho. Condenação da fala de Eduardo, ainda que de maneira ríspida e ameaçando encerrar entrevista, teve recepção razoável, mas ainda assim já seria insuficiente. Cenário vai piorar se o presidente mantiver tentativa subsequente, alegando que declarações do filho foram mal interpretadas. Pode diminuir a pressão amanhã, ou aumentá-la. A conferir.

Por fim, vale atenção para outros três pontos:

1) Como o caso influirá em embate interno no PSL e na manutenção de Eduardo na liderança do partido na Câmara. Bem como no comando do diretório em São Paulo.

2) Reação de alas militares, dentro e fora do governo, que parecem cada vez mais divididas. O grupo mais próximo ao presidente, ao que parece, será representado pelo general Heleno. Momento é delicado até porque, junto à polêmica ligada ao AI 5, ganham força críticas internas de associações de suboficiais. Acusam o governo e a cúpula das Forças Armadas de privilegiarem oficiais de alta patente na reforma da previdência militar. Tema pode se imiscuir no debate, amanhã.

3) Apesar de perder força hoje, apuração ligada ao assassinato da vereadora Marielle Franco ainda terá desdobramentos. E ajudará a radicalizar o ambiente político.

Partido Novo afasta Salles

Ministro do Meio Ambiente voltará ao centro das atenções, nesta sexta, devido à iniciativa de seu próprio partido (Novo), que decidiu suspendê-lo, há pouco.

Tendências na indústria

Saem nesta sexta-feira alguns números importantes do setor industrial, nacionalmente:

1) A PIM Produção Física de setembro (IBGE). Espera-se resultado positivo, com novo crescimento (0,9%, após alta de 0,8% em agosto). A destacar também previsões de salto – entre 1,5% e 1,9% – sobre setembro de 2018. Número seria bastante significativo, já que reverteria tendência anual . Houve queda de 2,3% em agosto, 2,5% em julho e 5,9% em junho, sobre os mesmos meses de 2018.

2) Utilização da Capacidade de setembro (CNI). Interessante avaliar se os números corroboram momento positivo para o setor industrial. Em agosto já houve avanços, com aumento em horas trabalhadas, faturamento e Utilização da Capacidade Instalada (que superou 78%).

3) Venda de Veículos (Fenabrave) de outubro. Resultados de setembro foram positivos, com alta de 10,1%. Mas dados precisam ser pesados, também, em função de resultados de exportações. Trata-se de área na qual retração do mercado argentino tem forte impacto para o Brasil.

Nesse âmbito, previsões são negativas. Números da Balança Comercial de Outubro (MDIC), que serão divulgados amanhã, devem trazer superávit entre 1,2 e 1,7 bilhão, o que significaria forte recuo frente a setembro (2,25 bilhões).

Por fim, deve ter repercussão nesta sexta estudo da Firjan abordando a situação fiscal dos estados. O levantamento dará força à inclusão dos mesmos na reforma da Previdência, através da PEC Paralela. Isso porque dados apontarão para a mudança de situação crítica para em dificuldade em relação a 70% das unidades da Federação.

Trump e o Impeachment: democratas confiantes

Votação na Câmara de Deputados, dominada pelo Partido Democrata, basicamente oficializa o processo de impeachment nos EUA. Daqui para a frente, inquérito e audiências podem ser abertos ao público. Iniciativa será interpretada como sinal de confiança dos democratas na solidez das investigações. E deve aprofundar esgarçamento institucional, já que o presidente Trump indica que, mesmo com votação, manterá estratégia de deslegitimar o processo.

Emprego estável nos EUA

Serão divulgados amanhã o Relatório de Emprego de outubro e o Índice de Atividade dos Gerentes de Compras Industrial ISM de Outubro, nos Estados Unidos. Expectativa é de que a taxa de desemprego se mantenha baixa, praticamente estável (3,6% contra 3,5% em setembro). Salários também tendem para alta, em torno de 3%. De negativo, apenas a provável desaceleração na taxa de expansão da folha de pagamento. Já no que se refere ao Índice ISM, previsão é de avanço (49,0 frente a 47,8 em setembro), mas ainda abaixo de 50 pontos.

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24.10.19

Queiroz e o PSL

Termômetro

Áudio do ex-assessor de Flavio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, mostrando ainda ter influência em nomeações no Legislativo vai alimentar alguns movimentos, amanhã:

1) Declaração se tornará foco de novos ataques de alas bivaristas do PSL. A largada já foi dada pelo Delegado Waldir. E pode influir em processo que pede a expulsão de Eduardo Bolsonaro do partido, protocolada oficialmente hoje.

2) Porá o presidente na defensiva, afetando o impacto de anúncios realizados durante a viagem à China.

3) Atuação parlamentar dos filhos do presidente – contratações, gastos – estará em foco. O que pode afetar, inclusive, o papel de Eduardo como novo líder do PSL na Câmara.

4) Haverá iniciativa da oposição para levar o tema ao Parlamento, mesmo que seja apenas um jogo de cena para alimentar o noticiário. Nesse ponto, uma questão será estratégica, politicamente, nesta sexta: Rodrigo Maia aproveitará o momento para alfinetar o presidente, como já fez recentemente em relação ao processo eleitoral que levou Bolsonaro ao poder?

5) Novas cobranças acerca de investigação que paira sobre Flavio Bolsonaro – o que pode respingar no ministro Sérgio Moro.

Aproximação com a China

Apesar do fator Queiroz e de declarações polêmicas, impacto obtido hoje por Bolsonaro durante viagem à China indica que pode gerar fatos positivos, amanhã. Se for capaz de mostrar resultados concretos nas relações com o gigante asiático, na área comercial, obterá importante vitória.

Contribuirá, dentro do possível, para amenizar imagem internacional de radicalismo. Bem como de alinhamento excessivo com os Estados Unidos. A conferir.

Política e Justiça

Começarão, amanhã, intensas movimentações políticas no seio do STF, após nova interrupção de julgamento sobre prisão em segunda instância, hoje. Voto da ministra Rosa Weber aponta para vitória da ala garantista – contra a prisão antes de esgotados todos os recursos.

Mas ministro Dias Toffoli, que deve ter o voto de minerva, tende a buscar solução que evite desgaste mais grave do Tribunal junto a setores “lavajatistas” da sociedade. É muito provável que tente articular meio termo no qual prisão possa ser autorizada após condenação pelo STJ. Precisará angariar apoios para tanto, a partir desta sexta.

Salles põe a mão no fogo – ou seria no óleo?

Ao acusar Greenpeace, ministro Salles repete o erro que potencializou crise com queimadas na Amazônia e abre, assim, flanco para aprofundamento do desgaste, amanhã – pessoal e de toda a área ambiental do governo. Se insistir em ataques ao grupo de ambientalistas, sofrerá duras críticas na mídia, nacional e internacional. E fará com que questionamentos atinjam mais diretamente o presidente Bolsonaro, em meio à viagem ao exterior.

Economia com a Previdência

Pode haver alguma repercussão – e questionamentos ao ministro da Economia – sobre avaliação da Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal, afirmando que economia com a reforma da Previdência na verdade será de R$ 630 bilhões em 10 anos.

Consumo e investimento em foco

Sairão amanhã a Sondagem do Comércio de outubro (FGV) e as Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, para setembro.

Interessa ver, nesta sexta, se queda na Sondagem em agosto, após três altas seguidas, foi “soluço” ou representa recuo em expectativas positivas no setor. O que indicaria reticências quanto a resultados daqui até o final do ano.

No que se refere a Estatísticas do BC, vale atenção especial nos números do crédito ampliado a empresas e famílias, que influem sobre prognósticos de investimentos e consumo. Resultados de agosto foram positivos, com expansão de 2,5%.

Clima de negócios nos EUA e Alemanha

No exterior, estão previstas para amanhã duas sondagens de alguma repercussão: O Índice de Percepção do Consumidor, da Universidade de Michigan, nos EUA e o Índice Ifo de Clima de Negócios, na Alemanha. Espera-se leve recuo em ambos.

Também deve ser liberado amanhã o Balanço Orçamentário do Governo Federal dos EUA, atualizado – já ultrapassou US$ 1 bilhão no ano fiscal norte-americano, o que levou a críticas à gestão Trump.

Eleições em troca do Brexit

Sexta-feira promete ser agitada no que se refere a debates sobre o Brexit. A se observar como evoluirá iniciativa do primeiro-ministro Boris Johnson, vinculando o adiamento da saída da União Europeia à aceitação, pelo Parlamento, de novas eleições.

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24.10.19

Vazamento ideológico

A visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a áreas do litoral baiano atingidas pelo misterioso derramamento de óleo que afeta o Nordeste chamou a atenção pela ausência de autoridades do estado. Assim quis Salles, que jogou o protocolo para as calendas e não comunicou sua viagem ao governador da Bahia, o petista Rui Costa, e tampouco às autoridades ambientais locais. Ao que parece, fez de tudo para sair sozinho na foto, sem a esquerda do lado.

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04.10.19

Briga de vizinho

Ao que parece, foi necessário a Amazônia arder, para o Partido Novo “descobrir” que Ricardo Salles pertence às suas fileiras. João Amoedo pressiona para que o Ministro do Meio Ambiente se desfilie do partido. Para isso, evoca uma resolução do Diretório Nacional do Novo de que qualquer filiado que ocupe cargo público sem ter sido indicado pelo Partido deve deixar a sigla. Salles, no entanto, faz ouvidos de mercador ao “dono” do partido.

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27.09.19

Cosme e Damião

Justiça seja feita: o chanceler Ernesto Araújo não está sozinho em sua irrelevância. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também ficou à margem da costura do pronunciamento de Jair Bolsonaro na ONU, mesmo com a questão amazônica sendo o epicentro do discurso.

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16.09.19

Entre os seus

O PSL abriu as portas para o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Depois do imbróglio amazônico, o Partido Novo não quer mais saber de Salles, que, por sua vez, também não quer saber do Novo.

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12.09.19

Octógono

Anfitrião de Ricardo Salles em almoço promovido pelo Grupo Lide, na última segunda-feira, o ex-ministro Luiz Fernando Furlan não resistiu a um chiste com as iniciais do Ministério do Meio Ambiente: “A sua Pasta é mesmo um MMA. É luta o tempo todo…”, referindo-se ao ultimate fighting em torno da Amazônia

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23.07.19

Se não quer, eu quero

Na contramão do ministro Ricardo Salles, que está detonando o Fundo Amazônia, Flavio Dino tem feito mesuras ao governo da Noruega para semear o financiamento de projetos ambientais no cerrado maranhense.

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01.07.19

Intervenção verde

No que depender do Palácio do Planalto, a reforma na governança do Fundo Amazônia terá uma só medida: a transformação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, numa espécie de CEO do fundo. Tem tudo para acabar mal: dificilmente o governo Noruega, o dono do funding, aceitará tal imposição.

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