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05.03.20

Coronavírus, fase 2

Termômetro

PSICOSSOCIAL

Coronavírus, fase 2

Expansão pelo Brasil de casos confirmados do coronavírus – são oito no total, em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo –  vai marcar o início de uma segunda fase na percepção da doença no Brasil. Os efeitos econômicos já se tornam pauta diária, mas o impacto no cotidiano da população – e dos questionamentos à linha adotada pelo Ministério da Saúde, por enquanto muito bem avaliada – serão alterados.

Com a contaminação a partir de pacientes que não viajaram para fora do país no horizonte (já houve transmissão local, mas a partir de paciente que veio da Itália), o passo seguinte terá, entre outras características: a multiplicação exponencial dos casos suspeitos, a proliferação de máscaras e o provável cancelamento de eventos que representem aglomerações públicas. É nesse contexto que política mais “conservadora” do Ministério passará por teste decisivo.

POLÍTICA

As reformas e o jogo de expectativas

O ministro Guedes vai manter presença na mídia, buscando tranquilizar agentes econômicos e tirar o governo da defensiva, na área econômica. Mas a inciativa – ainda que boa – não será suficiente diante de volatilidade causada pelo coronavírus e pelo recuo em projeções de crescimento para 2020.

O fator central será a capacidade de, já nos próximos dias, emplacar percepção de que se conseguirá aprovar ao menos uma das principais reformas em debate (administrativa e tributária). O ministro trabalha nesse sentido – e, parece, conta com o apoio do presidente –, mas os sinais da Câmara mantêm-se contraditórios, à espera da votação de projetos enviados pelo governo que darão à Casa o controle de R$ 15 bilhões do orçamento federal.

Hoje, a principal ameaça a esse entendimento é o grupo “Muda Senado”, que busca romper o domínio da dupla Alcolumbre/Maia sobre as pautas do Congresso.

ECONOMIA

A curva do emprego, no Brasil e nos EUA

Saem amanhã o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) e o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) de fevereiro, ambos da FGV. Os índices vinham apresentando curva positiva, com avanço de 2,4 pontos no emprego e recuo de 2,8 no desemprego, em janeiro. O ponto de interrogação, agora, é se o ambiente de incerteza provocado pelo coronavírus já afetará expectativas.

Internacionalmente, estima-se que o Relatório de Emprego (Não Agrícola) dos EUA, de fevereiro, traga recuo (geração em torno de 170 mil vagas contra 225 mil em janeiro). O número, no entanto, não representa indício de desaceleração econômica.

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06.11.19

STF e prisão em segunda instância: chance de terceira via?

Termômetro

Retomada de julgamento do SFT sobre prisão após condenação em segunda instância tende a ser o principal tema do dia, amanhã. Foco estará no ministro Dias Toffoli. Há expectativa de que apresente uma proposta intermediária (para a qual já parece ter apoio do ministro Fachin), que não beneficiaria o ex-presidente Lula: prisão seria autorizada após condenação pelo STJ. Se o fizer, aumentam as chances do julgamento não acabar nesta quinta.

Pré-sal: os erros do leilão

Continuará, amanhã, discussão sobre motivos de leilão de campos do pré-sal, hoje, ter atraído pouco interesse de petrolíferas estrangeiras. Por um lado, gestão federal e particularmente a ANP perdem um pouco da aura de eficiência que vinham construindo. Serão apontados supostos erros, como bônus de assinatura muito alto.

Por outro, agência e Ministério de Minas e Energia investirão no seu diagnóstico: problema seria a obrigatoriedade da partilha e a necessidade de ressarcir investimentos já realizados pela Petrobras nas áreas.

Nesse sentido, há um ponto central a ser observado, nesta quinta: o governo porá efetivamente seu peso em apoio a projeto, do senador José Serra, para acabar com o polígono do pré-sal, que dá preferência à Petrobras na região?

Estaria em linha com a atual política para o setor, mas pressupõe embate polêmico no Congresso no momento justamente em que uma série de reformas está na mesa – além das já propostas, ainda devem ganhar corpo, até semana que vem, reforma administrativa e pacote de estímulo ao emprego.

Venda da Liquigás

Petrobras – criticada, veladamente, por cobrar valores altos de ressarcimento de investimentos em campos leiloados hoje – obterá repercussão e resultados positivos por venda da Liquigás. Iniciativa, através da qual foram arrecadados R$ 3,7 bilhões, será, também, “antídoto” contra dúvidas geradas no mercado por gastos acima do esperado com a compra dos campos de Búzios e Itapu.

Marielle: federalização volta à pauta

Caso Marielle pode voltar a gerar enfrentamento político e institucional. Motivo seria o pedido do MPF para que a Polícia Federal apure obstrução de justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa supostamente cometidos pelo porteiro do condomínio Vivendas da Barra, ao citar o presidente Jair Bolsonaro. Governo do Rio e partidos de oposição devem se opor duramente a qualquer abertura para federalização de investigações. No âmbito partidário, o ministro Moro é alvo central – serão apontadas suspeitas de que tenta proteger o presidente.

Reformas no microscópio e PEC Paralela

Após primeiros sinais positivos do Parlamento, da mídia e (até onde se pode medir) da opinião pública a conjunto de reformas apresentado pelo governo, quinta-feira aprofundará olhar para os pontos que provocam maior polêmica. Daqui para a frente, em maior ou menor medida, essa avaliação se transformará em um pulso diário das chances de aprovação das diversas medidas propostas.

Nesse momento inicial, já despontam: 1) A extinção de municípios com menos de 5 mil habitantes, que terá oposição organizada da Confederação Nacional de Municípios e acerca da qual não há sinais claros de parlamentares; 2) Possíveis privilégios a procuradores e militares em medidas emergenciais, que sustam promoções e reajustes; 3) Desvinculação de gastos obrigatórios, que uniria sob uma mesma rubrica saúde e educação – leitura aqui será de que governo busca abrir porta para diminuir gastos com os setores.

Vazamento de óleo: novas suspeitas

Idas e vindas têm sido a constante na apuração de vazamento de óleo que se espalha pelo litoral do Nordeste. Imagens mostrando que mancha negra – relacionada ao vazamento – aparece no mar antes da passagem de navio grego, considerado o principal suspeito, vão levar a novas ilações.

Novo round com a Argentina

A conferir desdobramentos, amanhã, de aprovação de repúdio ao presidente eleito argentino, Alberto Fernández, na Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara. Proposta, capitaneada pelo deputado Eduardo Bolsonaro, soma-se a tweet do presidente, posteriormente apagado, no qual anuncia a transferência de grandes de empresas (como a L’ Oréal) da Argentina para o Brasil.

Sem medo de deflação

Sai amanhã o IPCA (IBGE) de outubro, medida oficial da inflação no país, com previsão de alta de 0,10%. Se confirmado, o número mostrará que a deflação auferida em setembro (-0,04%) representou um ponto fora da curva. Tal percepção tende a ser corroborado pelo IGP-DI, um dos índices gerais de inflação da FGV (junto com o IGP-M), no qual se espera alta de 0,40% para o mês.

Alemanha preocupa

Internacionalmente, destaque para a produção industrial da Alemanha, em setembro. Estimativas apontam queda que pode chegar a 0,4% (após crescimento de 0,3% que acalmou um pouco os mercados, em agosto). Número teria impacto muito negativo em bolsas globais, ao ampliar possibilidade de retração mais grave do “motor” da economia da União Europeia no final de 2019 e início de 2020.

Vale atenção, ainda, para o anúncio da taxa de juros no Reino Unido (projeta-se estabilidade em 0,75%), e para os pedidos de seguro desemprego nos EUA, no início de novembro (expectativa positiva, com pequena diminuição, chegando a 215 mil pedidos, contra 218 mil no começo de outubro).

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