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20.11.20

De bobeira em bobeira o Brasil vai acabar perdendo a China

Nas entrelinhas do acordo de comércio fechado no último domingo entre os dez países membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático com a Austrália, China, Japão, Nova Zelândia e Coreia do Sul está inclusa uma rasteira no agrobusiness brasileiro. Por ora, conforme os termos acordados, temos um passo político gigante, com a formação de um mercado potencial de 2,2 bilhões de pessoas e um PIB agregado da ordem de U$ 26 trilhões. Fora as rotinas de ratificação e ações de natureza burocrática, a primeira cláusula do agreement já mostra as garras do que vem pela frente.

Trata-se da regra de origem. Quando em vigor, tal dispositivo significará que qualquer produto originado em país membro do novo acordo – Parceria Regional Econômica Abrangente – será tratado como produto do RCEP. Parece uma redundância, mas não é. Quem lida com comércio exterior sabe que isso representa uma teia de possibilidades para contornar qualquer regulamentação tarifária ou não tarifária que um país importador do mundo resolva aplicar a qualquer país membro do RCEP.

A batata do Brasil vai assar na área agrícola. Mais precisamente na soja e no café, considerando que na primeira commodity a dependência do Brasil com as importações chinesas é considerável. No café, alguns dos membros do RCEP são produtores importantes, como o Vietnã e Indonésia. Portanto, não teremos refresco com a Associação do Sudeste Asiático. Alguns países do RCEP já olham estrategicamente para a China, grande ganhadora com o acordo, na expectativa de contarem com áreas disponíveis e apoio para incrementarem, ou mesmo iniciarem, suas produções tanto de soja como de café. É melhor Bolsonaro correr para se “alinhar” com a China, e deixar o Biden para lá.

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