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17.07.18
ED. 5911

Geraldo Alckmin vira a sombra de Anastasia no segundo maior colégio eleitoral do país

Geraldo Alckmin governou São Paulo por exatos 4.562 dias, mas é na vizinha Minas Gerais que ele deposita a expectativa de encontrar um norte e alavancar sua trôpega candidatura à Presidência. Alckmin pretende dar o braço a Antonio Anastasia e passear pelo estado cumprindo uma intensa agenda de encontros políticos. Na terra em que Aécio Neves se tornou uma das maiores nódoas do PSDB, Anastasia começa a ganhar o status de principal avalista de Alckmin, não apenas dentro das próprias hostes tucanas, mas também junto à geleia partidária do centrão.

Quase que por osmose, Alckmin pretende se aproveitar do amplo arco de alianças já firmado por Anastasia em Minas Gerais – PSC, PSD, PPS, PTB e Solidariedade –, com o objetivo de arrastar estas siglas para a sua campanha no plano nacional. Quase todas estas legendas têm algo em comum: não definiram seu posicionamento na eleição presidencial e seguem no balcão barganhando seu apoio. O QG de campanha de Geraldo Alckmin identifica o segundo maior colégio eleitoral do país como um potencial contraponto ao viés de baixa do pré-candidato em praticamente todas as demais regiões, incluindo São Paulo.

A avaliação é que, se há um local em que a campanha de Alckmin pode ganhar algum impulso até meados de agosto – data limite para as convenções partidárias e a definição dos concorrentes à Presidência – é em Minas. No mais recente levantamento no estado, feito pelo Paraná Pesquisas, o tucano aparece com 8% das intenções de voto entre os mineiros nos cenários sem o ex-presidente Lula, praticamente dois pontos percentuais acima do seu desempenho na esfera nacional. O índice se mantém estável desde janeiro e a expectativa é de crescimento a partir de agosto, graças exatamente ao “fator Anastasia”. O PSDB mineiro calcula que o senador e candidato ao governo já conta com apoio de aproximadamente 290 prefeitos mineiros, exatamente um terço dos municípios do estado. Para efeito de comparação, mesmo com o controle da máquina pública, o atual governador, Fernando Pimentel (PT), contabiliza neste momento cerca de 40 alcaides engajados na sua campanha.

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03.07.18
ED. 5901

Os “Bolsodoria”

O PSDB trai Geraldo Alckmin à luz do dia. Tucanos do grupo Conexão 45, ligado a João Doria, já percorrem o interior de São Paulo pedindo votos para Jair Bolsonaro.

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02.07.18
ED. 5900

Eduardo Azeredo está presente

Vá lá que Geraldo Alckmin não queira se manifestar publicamente contra Eduardo Azeredo. Mas seus aliados levaram a Alckmin, presidente do PSDB, um pedido prosaico: que, ao menos, tire o nome do ex-governador mineiro do site do partido. Preso, Azeredo ainda aparece como membro da executiva tucana.

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29.06.18
ED. 5899

Amores tucanos

Aécio Neves tem defendido a expulsão do insurreto Arthur Virgilio, prefeito de Manaus, do PSDB. Pura vendetta pessoal. Virgilio pregou o expurgo de Aécio do partido quando o senador foi desnudado pela Lava Jato.

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21.06.18
ED. 5893

Pimenta com “Chuchu”

O ex-ministro Pimenta da Veiga foi incorporado ao conselho político da campanha de Geraldo Alckmin à Presidência da República. No sábado passado, teve a primeira reunião em São Paulo, no apartamento de Gilberto Kassab. Alckmin e o senador Marconi Perillo também estiveram presentes. Pimenta andava meio em baixa no PSDB desde que perdeu as eleições para o governo de Minas Gerais, em 2014. Por falar em Minas, a orelha de Aécio Neves deve ter ardido durante a conversa entre os três tucanos.

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19.06.18
ED. 5891

FHC e Alckmin enxáguam a roupa suja tucana

“Dois tucanos lavando roupa suja em uma tarde de sexta-feira”. O enunciado parece com o nome de filme da cineasta italiana Lina Wert-müller, diretora de “Dois na cama numa noite suja”. Mas está longe de ser ficção. O fato ocorreu no último dia 15, quando Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso tiveram uma conversa reservada. Alckmin demonstrou seu descontentamento com as declarações ambíguas de FHC em relação a um eventual apoio do PSDB a Marina Silva já no primeiro turno.

Insistiu também na necessidade de o ex-presidente ser o grande árbitro da unificação do PSDB. O ex-governador levou a FHC a ideia de um manifesto assinado por tucanos de alta plumagem para reafirmar a coesão em torno do seu nome – no que seria uma espécie de “Polo Democrático” versão tucana, numa alusão ao documento apoiado pelo próprio ex-presidente pregando o lançamento de uma candidatura única de centro. Alckmin, não é de hoje, tem se mostrado irritado com a fragmentação do PSDB, que virou uma espécie de Bálcãs partidários. Sua cólera tem um alvo prioritário: João Doria. Pelo menos dois grupos ligados ao ex-prefeito – os “Doristas” e o “Conexão 45” – são identificados por Alckmin como as facções mais empenhadas em minar a sua candidatura. FHC segue sendo uma figura dúbia na campanha de Geraldo Alckmin.

O “Imperador” tucano tanto pode ser o avalista-mor da sua candidatura como apontar o polegar direito para baixo e jogar Alckmin aos leões. De toda a forma, mesmo sabendo o quanto FHC e o “Chuchu” são “ensaboados”, a lavação de roupa suja da última sexta-feira foi emblemática. Ambos não se encontravam há quase um mês, período em que os ataques à candidatura Alckmin dentro do próprio PSDB se intensificaram, alimentados pelo baixo desempenho do tucano nas pesquisas. Ressalte-se ainda que a reunião se deu apenas dois dias após FHC ter recebido o marqueteiro Lula Guimarães, responsável pela campanha de Alckmin, para gravar um vídeo de apoio a sua candidatura à Presidência.

O programete, de 36 segundos, foi divulgado pela assessoria do ex-governador paulista na última quinta-feira. Até ontem à noite, contabilizava 69 mil visualizações no perfil oficial da campanha de Alckmin no Facebook. É o segundo vídeo com maior audiência na página, embora perca de longe para a prosaica gravação do desembarque de Alckmin no terminal de Congonhas, que, em quatro dias, soma 269 mil views. Por sinal, foi a primeira vez que o ex-governador aceitou a recomendação de seus assessores de reunir claques para aguardá-lo em aeroportos.

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12.06.18
ED. 5886

Fracasso de Alckmin nas pesquisas empurra tucanos na direção de Marina Silva

A pesquisa Datafolha do último domingo aumentou a fervura no caldeirão do PSDB, dando fôlego aos grupos da sigla que defendem a implosão da candidatura de Geraldo Alckmin. Ao longo do fim de semana, cardeais tucanos discutiram a urgência de o partido construir uma alternativa viável a Alckmin – que, com os 7% de intenções de votos, atingiu o pior índice de um presidenciável do PSDB em 30 anos. Por alternativa viável, leia-se o apoio à Marina Silva, segunda colocada na mesma pesquisa no cenário sem a candidatura Lula.

Tucanos influentes defendem que o partido intensifique as conversações com Marina – PSDB e Rede Sustentabilidade têm feito aproximações sucessivas nos últimos meses. Pelos tucanos, os interlocutores são o chanceler Aloysio Nunes Ferreira e o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). Pestana é um dos artífices do “Polo Democrático”, o manifesto lançado na semana passada – com o apoio de Fernando Henrique Cardoso – em defesa de uma candidatura única de centro à Presidência. Do lado de Marina, as conversas são conduzidas por Miro Teixeira e João Paulo Capobianco, os dois principais articuladores políticos da sua campanha.

Segundo o RR apurou, ambos tiveram duas conversas com Pestana nas últimas três semanas. Publicamente, Marina Silva tem rechaçado a hipótese de aliança com os tucanos no primeiro turno. Na semana passada, ao ser perguntada sobre o assunto, saiu-se com um “de jeito nenhum”. A julgar pelos movimentos de bastidores de parte a parte, trata-se de um blefe no pôquer eleitoral. Do lado do PSDB, diferentemente, os acenos de aproximação são feitos à luz do dia.

O mais agudo veio do próprio FHC, que, também na última semana, fez elogios públicos à ex-senadora e disse textualmente “não descartar” uma união entre os dois partidos. Não por acaso, entre os próprios tucanos, o “Polo Democrático”, assinado por FHC, já é visto como o beijo da morte da candidatura de Alckmin, o que abriria caminho para outro candidato. João Doria segue no banco de reservas. Mas, entre os tucanos, cresce a percepção de que o PSDB terá de buscar fora de suas fileiras um nome com chances reais de vitória na eleição. Além das legendas que assinam o “Polo Democrático”, o PSDB vislumbra que o apoio à Marina Silva teria o condão de atrair partidos que não formam a geleia do Centrão. O alvo principal seria o PSB. Órfão de candidato desde a desistência de Joaquim Barbosa, a sigla caminha sem direção. Ora, sinaliza que ainda pode lançar um candidato próprio; ora, flerta com Ciro Gomes. O apoio do PSB daria à Marina algo que a Rede não tem; e o PSDB muito menos: capilaridade no Nordeste, o grande reduto eleitoral do PT.

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11.06.18
ED. 5885

O indesejável Aécio

Dentro do PSDB, Aécio Neves insiste em dizer que disputará a reeleição ao Senado. Fala praticamente para as paredes. Rejeitado mesmo por antigos aliados, tem feito articulações quase solitárias junto aos poucos prefeitos mineiros que ainda o apoiam.

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06.06.18
ED. 5882

Crowdfunding tucano

João Doria tem sido pressionado por seus pares tucanos, notadamente o presidente do PSDB em São Paulo, Pedro Tobias, e o líder tucano na Assembleia Legislativa, Marco Vinholli, a injetar recursos na campanha dos candidatos da sigla a deputado estadual. O PSDB de São Paulo passa por sérias restrições financeiras. Recentemente, trocou sua espaçosa sede no bairro de Indianápolis por uma casa mais modesta para os padrões tucanos, no Jardim Paulista. Por ora, Doria vem financiando integralmente sua campanha do próprio bolso. Daí a estender a generosidade a outros tucanos, são outros quinhentos.

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05.06.18
ED. 5881

Alckmin com licença para matar

Geraldo Alckmin vai usar a prerrogativa, prevista no estatuto do PSDB, de impor alianças estaduais com outros partidos e implodir candidaturas de tucanos com reduzidas chances eleitorais – ou apoiadas por desafetos, como o prefeito de Manaus, Arthur Virgilio. Trata-se de um presente deixado por Aécio Neves. Em 2014, quando presidia o PSDB com mãos de ferro, o senador mineiro criou uma resolução dando plenos poderes à Executiva Nacional para deliberar sobre candidatos e alianças nos estados. Por “Executiva Nacional” entenda-se o presidente do PSDB, cargo hoje ocupado por Alckmin.

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05.06.18
ED. 5881

Espalhando

Aécio Neves tem espalhado aos quatro ventos que pesquisa recém-chegada ao PSDB o coloca em segundo lugar na disputa ao Senado por Minas Gerais. Só não diz que o primeiro posto é de Dilma Rousseff. De novo.

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28.05.18
ED. 5876

Traição assumida

Mesmo com a candidatura de Henrique Meirelles, ou talvez por causa dela, o flerte entre MDB e PSDB ganha fôlego. O RR apurou que está previsto para esta semana um encontro entre Michel Temer e Geraldo Alckmin. O tête-à-tête é costurado por Romero Jucá e Aloysio Nunes Ferreira – com a devida bênção de FHC. A última conversa entre Temer e Alckmin, por telefone, se deu em 5 de maio.

O senador tucano Cássio Cunha Lima levou uma carraspana de Geraldo Alckmin e Tasso Jereissati após pedir publicamente a demissão de Pedro Parente da Petrobras. Mais um sinal do armistício entre o PSDB e o Planalto.

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Gilberto Kassab tornou-se um dos principais articuladores da aliança entre PSDB-MDB para as eleições presidenciais. Mas não com Geraldo Alckmin na cabeça e, sim, com a dobradinha João Doria e Henrique Meirelles.

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19.04.18
ED. 5850

O “poste” do PSDB

O deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM) já intensificou tratativas com o PSDB em busca do apoio do partido a sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Na sua avaliação, a decisão do STF de tornar Aécio Neves réu implodiu de vez as chances de Antonio Anastasia de disputar as eleições. Como peça de convencimento, Pacheco se vende como o “único” capaz de retomar o poder em Minas. “É isso ou mais quatro anos de Fernando Pimentel”.

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13.04.18
ED. 5846

Conselho rejeitado

A partir da última semana de abril, Tasso Jereissati vai carregar Geraldo Alckmin pelo braço em uma série de encontros com empresários nordestinos e visitas a diretórios do PSDB nas capitais da região. Ambos, portanto, fazem ouvidos de mercador ao conselho de FHC, que recomendou a Alckmin “esquecer o Nordeste” e buscar votos no Centro-Oeste.

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12.04.18
ED. 5845

Banco de reservas

João Doria ainda olha de esguelha para o Palácio do Planalto. A uma fonte do RR, disse que, se a candidatura Alckmin não decolar até junho, será inevitável que o PSDB lance outro candidato.

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21.03.18
ED. 5830

Tucanos fora do ninho

Prestes a assumir o cargo de governador de São Paulo, o atual vice, Marcio França (PSB), já trabalha nos bastidores para se aproveitar do racha no PSDB. Conversa com José Aníbal e outros tucanos que prometem passar longe do palanque de João Doria. França já avisou que tem lugar para todos em sua campanha ao governo de São Paulo.

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20.03.18
ED. 5829

O czar João Doria

No domingo à noite, em conversas reservadas entre Geraldo Alckmin e assessores no Palácio Bandeirantes, o que se dizia, em tom sarcástico, é que João Doria foi mais competente em conduzir as prévias tucanas do que Vladimir Putin na eleição russa. Doria foi escolhido como candidato ao governo de São Paulo por quase 80% dos delegados do PSDB. Putin, por sua vez, recebeu “apenas” 74% dos votos dos russos.

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16.03.18
ED. 5827

Pariu Mateus e se foi

Geraldo Alckmin fez o convite para Eduardo Paes retornar ao PSDB e depois tomou Doril. Na Executiva Nacional do partido, dirigida por Alckmin, sequer se fala no assunto depois das recentes denúncias contra Paes na Lava Jato. A batata quente foi empurrada para o diretório do Rio.

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09.03.18
ED. 5822

Tie beaker

Carlos Roberto Osório, pré- candidato do PSDB ao governo do Rio, torce para que a candidatura Bernardinho leve uma cortada. Isso porque Osorio corre o risco de perder a partida antes mesmo de ela começar. O PSDB cogita não lançar candidato próprio ao governo e apoiar Bernardinho, em uma aliança com o Partido Novo.

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06.03.18
ED. 5819

O labirinto de Eduardo Paes

Em meio às conversas para a sua filiação ao partido, Eduardo Paes e PSDB já discutem um plano alternativo. Paes não sairia candidato ao governo do Rio, mas, sim, ao Senado – no que é tratada pelos tucanos como uma eleição líquida e certa. Isso, claro, se o nome do ex-prefeito puder aparecer na urna eletrônica. Paes ainda terá de recorrer ao TSE da decisão do TRE-RJ, que o declarou inelegível por oito anos. E ainda tem a Lava Jato…

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05.03.18
ED. 5818

Ponto de vista

Não foi bem Paulo Hartung que desistiu de sair do MDB. DEM e PSDB é que desistiram de acolher o governador capixaba, ou pelo menos sua pretensão de já desembarcar nestas siglas como candidato a vice-presidente.

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28.02.18
ED. 5815

Os monotrilhos de Eduardo Paes

Enquanto não se decide se embarca no PSDB ou no PP, o ex-prefeito Eduardo Paes pilota os interesses da chinesa BYD no Brasil. Vice presidente da companhia para a América Latina, Paes tem conduzido as negociações para a participação da empresa na licitação do VLT de Salvador, marcada para 19 de março. Segundo o RR apurou, a BYD costura um consórcio com a conterrânea China Communications Construction Company (CCCC). A principal missão de Paes é garantir o contrato para o fornecimento dos monotrilhos da operação.

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21.02.18
ED. 5810

Pleno vapor

João Doria acelerou as articulações na tentativa de garantir sua candidatura ao governo de São Paulo. Na última segunda-feira à noite, reuniu-se por horas a fio com integrantes da executiva estadual do PSDB. O RR apurou que outro encontro está previsto para sexta-feira.

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20.02.18
ED. 5809

Bola no chão

O prefeito de Manaus, Arthur Virgilio, já fala como candidato do partido ao governo do Amazonas. Pelo jeito, desistiu da lunática ideia de disputar a indicação do PSDB à Presidência da República.

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16.02.18
ED. 5807

A vitória de Alckmin

Geraldo Alckmin, enfim, apareceu no topo de uma sondagem eleitoral, ainda que dentro do próprio PSDB. Aliados de Arthur Virgílio, que se autointitula pré-candidato à Presidência, encomendaram enquete junto aos diretórios do partido perguntando quem seria o candidato mais competitivo. Segundo o RR apurou, deu o óbvio: o “Chuchu” derrotou Virgílio por 62% a 28%.

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15.02.18
ED. 5806

O “ajuste fiscal” do Chuchu

Há dois meses na presidência do PSDB, Geraldo Alckmin vem alardeando entre seus pares o “ajuste fiscal” que promoveu no partido. Os custos na estrutura nacional já caíram de R$ 1 milhão/mês para R$ 200 mil, notadamente com cortes de pessoal.

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09.02.18
ED. 5805

Fausto Silva é objeto de cobiça de PSDB e DEM

Como se não bastasse todo o frenesi em torno de Luciano Huck, o nome de outro campeão de audiência emerge em prestigiosos círculos políticos e atiça head hunters de diferentes partidos: Fausto Silva. O RR apurou que emissários do PSDB e do DEM já teriam feito a devida corte ao apresentador, na tentativa de atraí-lo para o seu cast. Pode ter sido apenas um anzol jogado na sua direção, já que a temporada é de pescaria.

Faustão é visto como um blockbuster, capaz de arrastar uma multidão de eleitores e ser um inigualável puxador de votos para o Congresso. Seria pule de dez em uma disputa para deputado federal. O senão fica por conta de eventuais problemas de saúde de Faustão, que podem frustrar as pretensões do PSDB e do DEM. Ontem, o apresentador foi submetido a uma intervenção no Hospital Albert Einstein para a colocação de dois stents. Ao contrário de Luciano Huck, Fausto Silva jamais manifestou publicamente qualquer intenção de enveredar pela política, não publica artigos sobre o assunto na grande mídia e não tem ou pelo menos não exibe relações de amizade no meio.

Outra diferença gritante em relação a Huck: para os padrões atuais, Faustão pouco interage com o público, noves fora, claro, seu canhão dominical – audiência média de 14 milhões de espectadores. Até hoje, não tem perfil nas redes sociais e, para uma celebridade da TV, mantém incomum privacidade sobre sua vida particular. Pois tudo o que, em outras circunstâncias, poderia afastar o dono do “Domingão” da política é justamente o que mais aumenta seu valor de mercado. Nestes tempos em que as siglas têm caçado outsiders por todos os lados – e Luciano Huck é o maior exemplo –, Faustão carrega o goodwill de ser percebido como um “antipolítico”.

Um fato, no entanto, não pode ser desprezado: se, por um lado, o apresentador nunca deixou escapar qualquer desejo de migrar para a vida pública, os discursos de cunho político em seu programa têm se tornado cada vez mais rotineiros e contundentes. O ápice, até o momento, ocorreu justamente durante um quadro com a participação do próprio Luciano Huck, que foi ao ar no dia 7 de janeiro. Ali parecia estar uma chapa “Caldeirão-Domingão”.

O mais curioso neste enredo é a crescente presença do elenco global na cena político-eleitoral. Este papel sempre coube a nomes ligados a emissoras de perfil mais popular – o caso mais célebre, a frustrada candidatura de Silvio Santos à Presidência em 1989. De toda a forma, muito antes do eleitor sacramentar a presença de Faustão no Congresso, imagina-se que seria necessário uma bênção toda especial da Globo. O animador é peça central na programação da emissora, com quem tem um contrato mastodôntico assinado, e é praticamente um ícone dos domingos. Mas será que deputado pode comandar um programa de televisão? Cartas para a redação.

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06.02.18
ED. 5802

Azarão

Uma ala do PSDB encabeçada pelo vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas, está lançando o nome do deputado federal Ricardo Trípoli como candidato do partido ao Senado.

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05.02.18
ED. 5801

Os cavalos de João Doria

João Doria mira o DEM com um olho e o PTB com o outro. São potenciais montarias caso o PSDB decida realmente apear da candidatura própria ao governo de São Paulo.

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02.02.18
ED. 5800

Mutirão pró-Alckmin

Tasso Jereissati e Beto Richa fecharam com Geraldo Alckmin. Defendem que o PSDB abra mão de lançar candidato ao governo de São Paulo em troca da construção de um arco mais amplo de alianças em torno da candidatura de Alckmin à Presidência da República.

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01.02.18
ED. 5799

Quem dá mais pela “voz” das ruas?

O passe de Carla Zambelli, líder do movimento “Nas Ruas”, está disputadíssimo. Mesmo com um pé no Partido Novo, a ativista tem sido assediada pelo PSDB e pelo DEM. Carla deverá se candidatar à Câmara dos Deputados.

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30.01.18
ED. 5797

Fogo amicíssimo

Ontem no fim da tarde começou a circular no WhatsApp de parlamentares do PSDB de São Paulo uma espécie de campanha com o lema “Fica Doria, seja um gestor como prometido”. Coincidência ou não, a mobilização surgiu um dia após Geraldo Alckmin admitir a possibilidade de o partido não lançar um candidato próprio ao governo de São Paulo, apoiando a candidatura de seu vice, Marcio França (PSB).

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26.01.18
ED. 5795

Ausência sentida

Aliados de João Doria no PSDB ainda alimentam a expectativa de que Geraldo Alckmin participe do ato público programado para amanhã em defesa da candidatura do prefeito ao governo de São Paulo. Até ontem, Alckmin ainda não havia confirmado sua presença.

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22.01.18
ED. 5791

Tempo ao tempo

A declaração de José Serra de que não disputará a eleição ao governo de São Paulo foi recebida com alguma dose de ceticismo no PSDB. É bem verdade que o senador tem enfrentado problemas de saúde. Mas, não custa lembrar, em 2012, Serra também concedeu uma entrevista ao Estadão garantindo que não concorreria à Prefeitura de São Paulo. Nove meses depois, seu nome aparecia na urna eletrônica.

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16.01.18
ED. 5787

O plano B de Perillo

Marconi Perillo ainda alimenta a expectativa de vir como vice de Geraldo Alckmin em uma chapa puro-sangue tucana, repetindo, aliás, a dobradinha que assumiu recentemente a direção do PSDB. Mas, se tudo der errado, o que é bem mais provável, Perillo deixa o governo de Goiás em abril e põe na rua a sua candidatura ao Senado. Nem as constantes denúncias de envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira seriam um impeditivo para uma eleição dada como certa dentro do PSDB.

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10.01.18
ED. 5783

Disputa na fronteira tucana

João Doria está articulando um encontro com a bancada do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo para a próxima segunda, dia 15. O assunto será um só: sua possível candidatura ao governo paulista. Em outros tempos, poderia se dizer que Doria estaria invadindo a “jurisdição” de Geraldo Alckmin. Nos últimos meses, no entanto, a relação entre o governador e os deputados tucanos se desgastou. A ponto de sua própria bancada ter votado em peso pelo aumento dos salários do funcionalismo paulista, à revelia de Alckmin.

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09.01.18
ED. 5782

O namorico entre Skaf e Doria

Paulo Skaf tenta atrair João Doria para o MDB. O problema é que o máximo de altura que o prefeito poderia alcançar na nova casa seria o posto de candidato a vice-governador de São Paulo em uma chapa com Skaf. Se bem que no PSDB talvez o sarrafo seja ainda mais baixo.

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08.01.18
ED. 5781

À sombra de Alckmin

Surge uma nova peça no tabuleiro tucano para a sucessão de Geraldo Alckmin em São Paulo. O próprio Alckmin tem tratado de inflar o nome de Saulo de Castro, colaborador de longa data e hoje Secretário de Governo, como um possível candidato do PSDB ao Palácio Bandeirantes. Seria uma forma do atual governador emplacar um aliado fiel e manter alguns títeres sobre o cargo, o que não acontecerá com a eventual candidatura de João Doria ou de José Serra. Contra Saulo de Castro pesa o fato de ele jamais ter disputado cargos eletivos. Antes de ser secretário de Governo, comandou a Secretaria de Segurança e a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem).

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05.01.18
ED. 5780

Diáspora

O deputado Fernando Capez, outrora aliado de João Doria,não só deixou o PSDB como periga arrastar outros tucanos para o PSB, do vice-governador paulista Marcio França.

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03.01.18
ED. 5778

À espera de Paes

A cúpula do DEM virou o ano bastante otimista em relação ao ingresso de Eduardo Paes no partido e, mais do que isso, à possibilidade de uma coalizão com o PSDB para a disputa do governo do Rio de Janeiro.

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28.12.17
ED. 5775

Um governador em busca de cacife

Paulo Hartung, que esteve com meio corpo fora do rebatizado MDB, agora calcula as análises combinatórias possíveis para voar mais alto dentro do próprio partido. Hartung tem estimulado aliados a usar seu nome como um curinga no tabuleiro de 2018. O governador capixaba é “vendido” como um candidato a vice de Geraldo Alckmin, em uma eventual aliança com o PSDB, ou de Henrique Meirelles, caso Michel Temer resolva apoiar seu ministro da Fazenda. Hartung, por ora, é uma bala que ricocheteia nas paredes do MDB sem acertar alvo algum. Nos últimos meses, negociou sua transferência para o DEM e o PSDB; conversou com Joaquim Barbosa sobre uma eventual dobradinha no PSB; e tricotou com Luciano Huck e Armínio Fraga. Só faltou propor uma chapa tríplice com Trump e Macron.

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26.12.17
ED. 5773

Vale tudo pelo financiamento de campanha

Os partidos estão catando grana em tudo que é canto para compensar o fim do financiamento de campanha por pessoas jurídicas. PSDB e PT já consultaram o TSE sobre a possibilidade de usar recursos das fundações partidárias – a exemplo do Instituto Teotonio Vilela e da Fundação Perseu Abramo. Por lei, estas entidades recebem 20% do fundo partidário regular.

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A presença de Aloysio Nunes Ferreira na convenção do PSDB, amanhã, é motivo de preocupação no partido. O temor é que o fiel ministro das Relações Exteriores faça um veemente e constrangedor discurso de apoio a Michel Temer.

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Mesmo aos frangalhos, Aécio Neves tentará emplacar dois aliados na direção nacional do PSDB: o senador Antonio Anastasia e o deputado Marcus Pestana.

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01.12.17
ED. 5757

Rei morto

Entre os próprios caciques tucanos, a presença do senador Aécio Neves na convenção do PSDB, no próximo dia 9, ainda é uma incógnita. Não faltam conselhos de pessoas próximas para que ele não compareça à coroação de Geraldo Alckmin.

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01.12.17
ED. 5757

Operação água fria

A poucos dias da convenção do PSDB, o Palácio do Planalto fará uma cruzada neste fim de semana na tentativa de garimpar votos tucanos para a reforma da Previdência. O próprio Michel Temer tem um encontro marcado com Geraldo Alckmin amanhã, em São Paulo, para tratar do tema.

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29.11.17
ED. 5755

Troca do staff

Uma das primeiras ações de Geraldo Alckmin como n. 1 do PSDB deverá ser a troca do staff de comunicação do partido. O mais cotado para assumir a área e a campanha é o jornalista Marcio Aith.

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28.11.17
ED. 5754

Figura carimbada

Hoje, um dos principais interlocutores políticos de Geraldo Alckmin fora do PSDB é o senador Ciro Nogueira, do PP, uma das figurinhas carimbadas do escrete da Lava Jato.

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28.11.17
ED. 5754

Agora ou em abril?

Ligada ao PSDB, a secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, é candidata a assumir a Pasta. Falta definir se Mendonça Filho deixa o cargo agora ou só na revoada de abril.

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24.11.17
ED. 5752

Capitania hereditária

José Sarney só pensa naquilo: retomar o governo do Maranhão. Articula uma grande aliança em torno da candidatura de Roseana Sarney, que teria, além do PMDB, o PSDB e o DEM.

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21.11.17
ED. 5749

O avanço de Richa

O governador do Paraná, Beto Richa, está se articulando para sair da convenção do PSDB, no dia 9 de dezembro, como secretário geral do partido. Quer também integrar o núcleo duro da campanha presidencial.

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20.11.17
ED. 5748

Cheiro de festim

O PSDB cheira a festim. Na última sexta-feira, no Planalto, Eliseu Padilha apostava que, mesmo em retirada, os tucanos seguirão votando em massa com o governo no Congresso. A conferir.

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17.11.17
ED. 5747

Nuvem de fumaça

A entropia do PSDB é tão grande que até as mais estapafúrdias intrigas ganham terreno no partido. No último fim de semana, assessores de João Doria insinuavam que Geraldo Alckmin havia afrouxado o policiamento próximo a Interlagos durante o GP Brasil de F-1 para macular o evento, de responsabilidade da Prefeitura, e atrapalhar os planos de privatização do Autódromo. Parece mais caso de cara de pau do que paranoia.

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17.11.17
ED. 5747

Meme tucano

Alberto Goldman, presidente interino do PSDB, passou o feriado no WhatsApp convocando os tucanos para a reunião ampliada da Executiva do partido, prevista para a próxima semana. Nas mensagens, fez menção recorrente
à necessidade de um desembarque “sem traumas” do governo Temer.

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14.11.17
ED. 5745

Uma luz para Pimentel

No PT, o entendimento é que a hecatombe do PSDB poderá dar de bandeja a Fernando Pimentel uma reeleição que parecia improvável após a Lava Jato e a Operação Zelotes. O pré-óbito político de Aécio Neves e as ranhuras na relação entre PSDB e PMDB dificultam o lançamento de um nome de peso para concorrer com Pimentel.

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13.11.17
ED. 5744

“Caldeirão do Huck” tem espaço de sobra para tucanos

A depender do resultado das eleições para a presidência do PSDB, uma fieira de tucanos poderá estrear no “Caldeirão do Huck”. Na última sexta-feira, o apresentador e quase pré-candidato já participava de conversas sobre os despojos da guerra do PSDB. Huck enfraqueceria ainda mais o partido, alistando quadros de prestígio em suas fileiras.

A visão dos “huckistas” é que, mesmo se surgir uma terceira via, entre o grupo de Tasso e o de Aécio, o senador cearense poderia caminhar com seus aliados em direção à candidatura de Huck. O eventual empecilho seria a lealdade com Geraldo Alckmin, que tem se mostrado firme na defesa de que os tucanos saiam do governo Michel Temer. Porém, se o governador de São Paulo continuar patinando nas pesquisas e a candidatura Lula se confirmar, Huck pode ser uma das poucas alternativas para evitar o que para os tucanos seria o maior de todos os desastres.

Alckmin, por sinal, está fazendo seu hedge: na última sexta-feira, esteve na Casa das Garças, no Rio, reduto dos pensadores tucanos que integram a legião pró-Tasso. Por uma dessas ironias do destino, Luciano Huck é um grande amigo de Aécio Neves. No entanto, verdade seja dita, se afastou um pouco do ex-parceiro de noitadas em função do seu envolvimento no noticiário da Lava Jato.

Huck, ainda na linha das curiosidades, costuma se consultar com o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que era considerado nome certo para o Ministério da Fazenda se Aécio fosse parar na Presidência da República. Fraga ocupa o mesmo posto nos planos de Huck. O que liga a zona norte de Tasso com a zona sul do apresentador é uma miríade de economistas liberais identificados com Armínio Fraga. É a algaravia da política que segue seu rumo.

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13.11.17
ED. 5744

Que hora mais imprópria

Espera-se para os próximos dias que o ministro do TSE Luiz Fux apresente a revisão de seu voto no processo que absolveu a chapa Dilma-Temer. É o último rito antes da publicação do acórdão. Nesse momento, então, o PSDB, autor da ação que pede a cassação da chapa, terá de decidir se entra ou não com embargos infringentes. Se não o fizer, o processo contra a chapa – há muito um processo apenas contra Michel Temer – estará encerrado. É o mais provável. A essa altura do campeonato, a quem interessa seguir com esse assunto?

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13.11.17
ED. 5744

Conselho de guerra

O silêncio de José Serra sobre a fagocitose tucana se dá apenas das portas para fora do PSDB. Poucas horas antes de destituir Tasso Jereissati da presidência do partido, Aécio Neves telefonou para Serra. Na longa conversa, Serra o encorajou a seguir adiante e referendou o nome de Alberto Goldman para o mandato tampão até a convenção de 9 de dezembro.

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10.11.17
ED. 5743

O fatídico dia em que Aécio Neves cortou os pulsos

O putsch da tucanada de Aécio Neves no grupo de emplumados liderado por Tasso Jereissati deu com os burros n`água. Até a data de 9 de dezembro, o “dia T da Normandia tucana”, quando se realizará a convenção do PSDB, Aécio paradoxalmente pode se ver instado a torcer pela eleição de Tasso Jereissati para a presidência do partido. A derrota do líder dos insurretos do PSDB significará um racha kamikaze, apartando o que o partido tem de melhor do agrupamento fisiológico e cleptocrata reunido em torno de Aécio.

A manobra suicida teve um brutal impacto sobre os filiados do partido. O manifesto escrito por economistas do PSDB – na verdade, somente do Rio de Janeiro – se estenderá para São Paulo, onde a presença de tucanos em diversos cargos e postos de vitrine é exponencialmente maior do que em todos outros estados. Se Tasso não levar em dezembro, há enorme probabilidade de uma secessão da pauliceia tucana. Os pessedebistas paulistas em sua quase totalidade não desejam o caminho de permanência no governo Temer traçado por Aécio.

Se Tasso não voltar à presidência da sigla, significará que o partido abdicou de disputar o poder. Aécio, à boca miúda, diz que tem de defender sua pele. E os governadores Pedro Taques, Simão Jatene e Reinaldo Azambuja são peregrinos com um pires na mão em volta de Temer. Na mão contrária, Geraldo Alckmin, por motivos óbvios, e Beto Richa. Engrossam a tropa de choque de Aécio os ministros áulicos Bruno Araujo, Antônio Imbassahy, Luislinda Valois e Aloysio Nunes. Do quarteto, o encardido mais difícil de explicar é o do tucano das Relações Exteriores. O golpe em Tasso deveria ser pranteado pelos seus adversários e comemorado pela banda de música, digamos assim, do PSDB. Aécio se autoimolou. Não pode ganhar. Se ganhar, arrebenta o partido.

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08.11.17
ED. 5741

Teatrinho Trol

Geraldo Alckmin e João Doria encontraram-se no último domingo pela manhã, fora das respectivas agendas oficiais.
Na conversa, Doria disse que não pretende disputar a eleição presidencial, garantiu que permanecerá no PSDB e prometeu trabalhar pela campanha de Alckmin. O governador paulista fez que acreditou no que ouviu.

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07.11.17
ED. 5740

Pragmatismo tucano

Com a derrocada de Aécio Neves, o PSDB cogita não ter candidato próprio ao governo de Minas Gerais. Uma ala do partido defende o apoio à candidatura do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS). Principalmente se Kalil tiver como vice o ex-prefeito da capital mineira, Marcio Lacerda, do PSB, sigla aliada dos tucanos em São Paulo. Para o PSDB, não importa a cor do gato, desde que ele impeça a reeleição do petista Fernando Pimentel.

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03.11.17
ED. 5738

Bye, bye para equipe Neves

Tasso Jereissati dispensou diversos assessores e toda a equipe de comunicação do PSDB, ligados a Aécio Neves.

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01.11.17
ED. 5737

Vem para o PSDB

O ativista Rogério Chequer, líder do “Vem Pra Rua”, mantém conversas com o PSDB para se filiar ao partido e concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018.

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31.10.17
ED. 5736

Assepsia

Apoio e voto não se recusam. Fora isso, Marconi Perillo, candidato à presidência do PSDB, vai fazer de tudo para manter Aécio Neves longe do seu “palanque” até a convenção nacional do partido, em dezembro.

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30.10.17
ED. 5735

Fritada de tucano

O PSDB está fritando Antonio Imbassahy em óleo fervente, para tirá-lo do cargo de secretario de governo. Não dá nem para dizer que é caso de fogo amigo. Os tucanos já não consideram Imbassahy, que flerta com o PMDB e o DEM, como um dos seus.

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17.10.17
ED. 5726

Perillo vs. Tasso

A pretensão de Tasso Jereissati de ser eleito por aclamação para a presidência do PSDB está ruindo. Nos últimos dias. a candidatura do governador de Goiás, Marconi Perillo, ganhou força no partido.

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16.10.17
ED. 5725

Fafá dos tucanos

Fafá de Belém é uma aposta do PSDB para estourar nas paradas eleitorais do Pará em 2018. A cantora recebeu convite do partido para se candidatar à Câmara ou até ao Senado. Quem viu a desenvoltura com que Fafá circulou com João Doria pelo Círio de Nazaré ficou com a certeza de que o show eleitoral já está marcado.

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16.10.17
ED. 5725

Mil e uma utilidades

Tasso Jereissati é um dos mais ativos interlocutores do PSDB com o MBL. Articula, inclusive, a filiação de Kim Kataguri, um dos líderes do Movimento, às fileiras tucanas. Tasso prega que a proximidade com o MBL será de considerável valia eleitoral. Nem que seja para neutralizar o recente flerte do movimento com Jair Bolsonaro.

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06.10.17
ED. 5720

Aécio não ganha uma

Ontem, parlamentares do PSDB chamavam atenção para o fato de que até a disputa eleitoral no Cruzeiro virou termômetro do esfarelamento de Aécio Neves. Após perder a eleição presidencial em Minas e a corrida pelo governo do estado, Aécio não conseguiu emplacar sequer seu candidato, Sergio Rodrigues, ao comando do clube de coração. Por sinal, era também o nome preferido do senador Zezé Perrella. Com uma base aliada assim…

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02.10.17
ED. 5716

Doria reforça seu paiol nas mídias sociais

O bombardeio de João Doria nas redes sociais vai se intensificar. A Prefeitura de São Paulo vai anunciar nos próximos dias a contratação da nova agência que cuidará de sua comunicação digital – a concorrência gira em torno de R$ 100 milhões. Um dos candidatos mais cotados é a Lua Propaganda, de André Gomes. Neste caso, a sintonia com o staff de comunicação de Doria seria automática. Gomes é genro do marqueteiro Nelson Biondi, responsável pelos filmetes de 30 segundos gravados por Doria na semana passada para serem exibidos no horário eleitoral gratuito do PSDB neste mês.

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29.09.17
ED. 5715

A profilaxia de Renan Calheiros

Entre seus pares no Senado, a maior quanta de solidariedade dirigida a Aécio Neves não saiu do PSDB, mas de Renan Calheiros. O ex-presidente da Casa passou os últimos dois dias conclamando colegas de Senado a votar a reintegração de Aécio, revertendo, assim, a decisão do STF. Não custa nada criar a “jurisprudência”…

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29.09.17
ED. 5715

Doria larga na frente de Alckmin nas “prévias”

Aliados de Geraldo Alckmin reclamam da inércia do governador diante da ofensiva de João Doria na disputa pela máquina do PSDB em São Paulo. Doria tem cooptado apoio em tradicionais redutos “alckmistas”. Nas últimas semanas, esteve em Ribeirão Preto, Barretos, Franca e São Bernardo do Campo. De acordo com um cardeal tucano, Doria deverá fazer algo em torno de 90% dos delegados na convenção municipal da sigla, marcada para 29 de outubro. Na convenção estadual, prevista para novembro, a expectativa é que o prefeito emplaque metade dos delegados, portanto dividindo o controle do partido com o tarimbado Alckmin. Tucanos próximos a Alckmin – inclusive fora de São Paulo, como Marconi Perillo – cobram do governador uma rápida reação. No partido, as convenções estadual e municipal são tratadas como uma espécie de prévias informais entre os dois pré-candidatos à Presidência.

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28.09.17
ED. 5714

Satélite do PMDB

Aécio Neves esfrangalhou o PSDB de Minas a tal ponto que o partido cogita não lançar candidato próprio ao governo do estado e ser satélite da chapa do PMDB.

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22.09.17
ED. 5710

Doria, o síndico ausente

Aliados do prefeito João Doria tentam convencê-lo a reduzir o ritmo de viagens pelo Brasil e pelo mundo. O monitoramento das redes sociais feito pela equipe de comunicação de Doria tem mostrado que o selo de “prefeito ausente” está grudando no alcaide. A relação entre as postagens e comentários negativos e os favoráveis já está na casa de 70 a 30, respectivamente Entre os assessores de Doria, a percepção é que o seu discurso de que São Paulo precisa de um “prefeito global” não deu nem para a saída.


Por falar em João Doria, o prefeito assina hoje um decreto aparentemente prosaico, mas que já é visto dentro do próprio PSDB como uma peça no xadrez eleitoral de 2018. Doria vai transferir a responsabilidade de organizar o Carnaval de rua na cidade da Secretaria de Cultura para o vice-prefeito, Bruno Covas. Ou seja: Covas terá a fantasia e o enredo necessários para desfilar na mídia já no início do ano. Seria a avant première do futuro prefeito paulistano, caso Doria coloque o bloco na rua e saia candidato à Presidência.

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18.09.17
ED. 5706

Tasso faz muito bem

Um sinal de que a ala oposicionista do PSDB desta vez nem vai se dar ao trabalho de bater bumbo pela denúncia contra Michel Temer. O presidente interino do partido e um dos principais defensores do desembarque do governo Temer, Tasso Jereissati, viajou para os Estados Unidos. Avisou a aliados que ficará oito dias “fora do ar”.

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08.09.17
ED. 5700

Imbassahy cada vez menos tucano

O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, prepara sua saída do PSDB. Benito Gama já lhe abriu as portas do PTB. O motivo é a falta de apoio no partido para concorrer ao Senado em 2018. Apesar de ser o único ministro tucano no bunker do Palácio do Planalto – ou talvez por isso mesmo – Imbassahy vem perdendo cada vez mais espaço dentro do PSDB. Seu oponente, o deputado federal Jutahy Junior, já circula nas rodas soteropolitanas como o candidato tucano ao Senado.

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06.09.17
ED. 5699

Fantasmas do passado voltam à Câmara

A decisão do prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) de entregar a Casa Civil para o próprio filho, o deputado federal Arthur Bisneto, vai abrir espaço para o retorno ao Parlamento de um notório clã da política amazonense. Quem assume a cadeira de Arthur Bisneto é o suplente Carlos Souza, irmão do já falecido Wallace Souza, cassado por seus pares na Câmara em 2009 por suposto envolvimento com o crime organizado.

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05.09.17
ED. 5698

Alckmin põe sua campanha na rua

Enquanto João Doria, o “aliado adversário”, acena com a saída do PSDB, Geraldo Alckmin corre para colocar formalmente sua candidatura presidencial na rua. No momento, dedica-se a montar o “Estado Maior” da sua comunicação e definir as primeiras diretrizes estratégicas. A ideia, inclusive, é ter um slogan até novembro. O nome preferido de Alckmin para comandar a campanha é o do marqueteiro Nelson Biondi, antigo colaborador das hostes tucanas. Biondi foi o estrategista de José Serra na disputa pelo Planalto em 2002. Mais recentemente, trabalhou na campanha do próprio Alckmin pela reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, em 2014. Quem também deverá ter um assento fixo no QG do pré-candidato tucano é o cientista político Antonio Lavareda. Para tourear a imprensa, Geraldo Alckmin já teria convidado o jornalista Marcio Aith, mais um colaborador de outros carnavais. Aith coordenou a comunicação do governo paulista até setembro do ano passado. Deixou o cargo, mas não se distanciou de Alckmin. Nesse período, tem assessorado informalmente o governador.

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31.08.17
ED. 5695

Contagem regressiva

A “pax tucana” entre Aécio Neves e Tasso Jereissati não vai passar de dezembro – isso se durar até lá. Presidente licenciado do PSDB, Aécio já trabalha pelo nome do senador Cássio Cunha Lima para sucedê-lo no cargo – a eleição interna ocorre no fim do ano. Do outro lado, Tasso já avisou que não abre mão de transformar seu mandato interino em definitivo.

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31.08.17
ED. 5695

Indulgências tucanas

Há uma mobilização entre parlamentares nordestinos pró-Alckmin para que prefeitos da região concedam títulos de cidadão ao governador paulista. Curiosamente, o trem é puxado por deputados de outros partidos que não o PSDB, como Heráclito Fortes (PSB-PI), Benito Gama (PTB-BA). Parafraseando Chacrinha, na política nada se cria, tudo se copia. O festival de diplomas e condecorações tem garantido a João Doria um tour pelo Nordeste.

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30.08.17
ED. 5694

…Pequena marcha

Por falar em China, o deputado Fabio Ramalho foi escolhido a dedo para participar da comitiva. Com o afago, Temer espera tirar da cabeça de Ramalho a ideia de deixar o PMDB e disputar o governo de Minas pelo PSDB.

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30.08.17
ED. 5694

É a natureza

O PSDB está no maior “sai, não sai” da base aliada de Marcelo Crivella na Câmara dos Vereadores. Tucano é tucano em qualquer latitude.

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29.08.17
ED. 5693

Um quebra-molas no PSDB

Geraldo Alckmin tem se empenhado para que Tasso Jereissati permaneça na presidência do PSDB. Alckmin enxerga em Tasso um quebra-molas no caminho de João Doria dentro do partido.

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17.08.17
ED. 5685

Espaço aberto

A ida de Bernardinho para o Partido Novo reacendeu as esperanças do deputado Carlos Roberto Osório de ser o candidato do PSDB ao governo do Rio em 2018. Ele tenta articular, desde já, o apoio do DEM e do PP, partido do atual vice-governador Francisco Dornelles. Até porque se depender única e exclusivamente do PSDB para ganhar uma eleição no Rio…

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09.08.17
ED. 5679

Candidato importado

O PSDB poderá lançar mão de uma solução externa para retomar o mando do segundo maior estado do Brasil: importar o deputado Rodrigo Pacheco, do PMDB, para concorrer ao governo de Minas Gerais. O nome natural dos tucanos, Antonio Anastasia, está “interditado” depois que a Lava Jato tragou seu mentor político, Aécio Neves.

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08.08.17
ED. 5678

O futuro de Kuerten

O ex-tenista Gustavo Kuerten também tem sido assediado para entrar na política. No momento, troca bolas no fundo de quadra com o PSDB e o Partido Novo.

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07.08.17
ED. 5677

Cabo eleitoral às avessas

Uma ala do PSDB tem defendido o nome do senador Cassio Cunha Lima para o comando do partido. O que se diz entre os tucanos é que ele teria, inclusive, o apoio de Aécio Neves, presidente afastado da sigla. Essa parte deve ser coisa de inimigo de Cunha Lima.

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04.08.17
ED. 5676

“Ajuste fiscal” do Congresso

Das duas uma: ou o deputado Silvio Torres, secretário geral do PSDB, é um ingênuo ou um sarcástico. Em meio ao armazém de secos e molhados do Congresso, tem defendido o corte de 30% das verbas reembolsáveis para parlamentares, o que inclui combustíveis, refeição, deslocamentos etc. O “ajuste fiscal”significaria uma economia de aproximadamente R$ 280 milhões por ano. Por ora, a proposta empolgou apenas uns gatos pingados masoquistas.

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03.08.17
ED. 5675

…E idas

Por sua vez, José Serra, antecessor de Nunes Ferreira nas Relações Exteriores, se descolou de vez do presidente Temer. Nos bastidores, prega a saída do PSDB do governo e tentou até o fim emplacar o “governo Maia”.

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03.08.17
ED. 5675

Tucano em queda livre

As denúncias de participação em um suposto esquema de grampos ilegais no Mato Grosso pegaram o governador Pedro Taques em um momento de franca ascensão dentro do PSDB. Taques chegou a ser cotado como candidato a vice de Geraldo Alckmin em uma chapa tucana puro sangue para as eleições à Presidência da República. Agora, já deverá sair no lucro se completar seu mandato no governo do Mato Grosso.

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03.08.17
ED. 5675

Tudo família

O tucano Mario Covas Neto, presidente do diretório municipal do PSDB, tem trabalhado na Câmara de Vereadores para brecar o pacote de privatizações apresentado por João Doria. Trata-se de uma rixa partidária e consanguínea: Covas Neto é adversário político do vice-prefeito Bruno Covas, seu sobrinho.

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01.08.17
ED. 5673

Tasso foi o prato principal de Aécio Neves

No jantar com Michel Temer, no último sábado, no Palácio Jaburu, Aécio Neves notabilizou-se pelo tom ríspido com que se referiu a Tasso Jereissati e outras lideranças do PSDB. Por mais de uma vez, o senador disse que renunciar à presidência do partido “está fora de cogitação”. Mostrou-se especialmente irritado ao se referir a reportagens publicadas dois dias antes por dois grandes jornais dizendo que ele deixaria o comando do partido antes mesmo da reunião da direção nacional convocada para este mês.

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31.07.17
ED. 5672

Espelho, espelho meu

João Doria tem feito de tudo para convencer Flavio Rocha, herdeiro da Lojas Riachuelo, a desistir da ideia de se filiar ao Partido Novo e entrar no PSDB. São 10% de amizade e o restante, puro pragmatismo. Rocha corre na mesma raia do “político-gestor”. Em outro partido, pode vir a ser um adversário incômodo numa eventual disputa ao governo de
São Paulo, caso sobre apenas esta alternativa a Doria em 2018.

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31.07.17
ED. 5672

Tapas e beijos

Ao que parece, o encontro entre Rodrigo Maia e Geraldo Alckmin, que tinha como objetivo reaproximar DEM e PSDB, teve efeito contrário. Ao sacar repentinamente o nome de Rodrigo Garcia como candidato do partido ao governo de São Paulo, Maia mandou um recado para Alckmin. O presidente da Câmara não engoliu a ligeireza com que a comunicação do Palácio Bandeirante vazou, quase em tempo real, o teor da sua conversa com o governador paulista no jantar da última segunda-feira. Muito menos a versão de que, no encontro, teria assegurado o apoio do DEM à candidatura de Alckmin à presidência em 2018.

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27.07.17
ED. 5670

O voo dos tucanos

À caça de votos no Congresso a favor de Michel Temer, os líderes governistas têm se confrontado com um problema prosaico: a dificuldade de interlocução com o “board” do PSDB. O presidente afastado, Aécio Neves, é fósforo queimado. Já o presidente interino, Tasso Jereissati, viajou com a família de férias para a Europa. Passa boa parte do
dia incomunicável. Sobrou o indecifrável Geraldo Alckmin.

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19.07.17
ED. 5664

Um nome ambivalente para a Pasta da Cultura

Atual diretor do Teatro Sergio Cardoso, em São Paulo, Luis Sobral foi sondado para assumir o Ministério da Cultura. A rigor, sua indicação deve ser creditada na conta do PSD, de Gilberto Kassab e de Andrea Matarazzo – Sobral foi adjunto do próprio Matarazzo na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. No entanto, estrategicamente o ministeriável mantém também um pé no PSDB: em 2012, foi tesoureiro de campanha de José Serra na eleição à Prefeitura de São Paulo.

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17.07.17
ED. 5662

Hora do troco

Com o PSDB dentro ou fora do governo, os dias de Bruno Araújo no Ministério das Cidades estão contados. Mesmo no cargo, Araújo foi um dos primeiros tucanos a defender a saída do partido da base aliada após a divulgação da conversa entre Michel Temer e Joesley Batista. O PMDB, que sente o cheiro de fritura de longe, já avisou que quer a Pasta.

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06.07.17
ED. 5655

Aécio, Serra e Tasso armam retranca tucana

Aécio Neves, José Serra e Tasso Jereissati se uniram contra a antecipação da convenção nacional do PSDB de 2018 para o segundo semestre deste ano. A proposta, encabeçada pelo grupo do governador (e presidenciável) Geraldo Alckmin, será apresentada na próxima reunião da executiva tucana pelo deputado Silvio Torres (SP), secretário nacional da legenda. Quer dizer, isso se a reunião acontecer. Aécio, presidente afastado do PSDB, Tasso, o no 1 interino, e Serra prometem não mover um dedo para convocar a executiva. Avaliam que não há clima para o encontro e que ele só serviria para dar holofotes à ala rebelde tucana, os chamados ‘cabeças pretas’ – em alusão às aves mais moças da fauna peessedebista. A gestão da atual diretoria partidária terminaria em maio, mas, em dezembro de 2016, Aécio prorrogou o próprio mandato (e de toda a executiva) por um ano.

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14.06.17
ED. 5640

Dia de quadrilha

Aviso a pauteiros e, principalmente, sites e programas de humor. No dia 26 de junho, atendendo a requerimento do deputado Izalci Lucas (PSDB/DF), a Câmara dos Deputados vai celebrar o sugestivo “Dia Nacional do Quadrilheiro Junino”.

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12.06.17
ED. 5638

As cores e os tons dos (des) ajustes fiscais

Se o gato tirasse o óculos de sol e mirasse os resultados fiscais dos governos do PSDB, PT e PMDB, os respectivos déficits e superávits poderiam ser cinza, roxo, amarelo ou vermelho. O felino em questão é o astro do filme tcheco, de 1963, “Um dia, um gato” (“Az pprijde kocou”), de Vojtech Nasný. Ao recolher seus óculos escuros, ele identifica com cores o caráter das pessoas.

O gato olharia, então, para os números dos orçamentos fiscais dos diversos governos e todos eles se pintariam de roxo, cor dos mentirosos e hipócritas. Explica-se tanta metáfora: nos últimos anos houve apropriação e falseamento do bom e do mau comportamento da gestão das contas públicas. Os melhores números (os dos governos do PT) foram apresentados como extremamente negativos; indicadores medíocres (governo FHC), como um símbolo de equilíbrio e austeridade; e cifras tenebrosas (governo Temer), rotuladas como o esforço e a superação no ajuste fiscal. A cor desse engodo é o cinza, dos assaltantes da realidade.

Os verdadeiros resultados são contrários à percepção coletiva e ao discurso dominante. Os números da gestão FHC são positivos, mas modestos quando se leva em conta a soberba tucana: uma média de 1,76% de superávit primário em relação ao PIB nos dois mandatos. No governo FHC 1, verificou-se um déficit primário de 0,2% do PIB; e no FHC 2, o resultado fiscal foi positivo em 3,1% do PIB. Já o superávit fiscal acumulado no governos Lula 1 e Lula 2 alcança 3% do PIB (3,5% no primeiro mandato e 2,7% no segundo).

O governo Dilma 1, que foi considerado a preliminar da tragédia fiscal, realizou um superávit primário médio de 1,5% do PIB, não muito coisa abaixo dos 1,76% do PIB nos dois anos de FHC, mas bem acima do déficit de 0,2% do FHC 1. O segundo mandato da Sra. Rousseff não passou de um ano e quatro meses, mas já se desenhava em 2014 o desastre nas contas públicas, que assolaria 2015 e, vá lá, 2016 o, primeiro ano do governo Michel Temer. Vale o registro que, mesmo computando-se os seus piores resultados fiscais, o governo Dilma teve na média um superávit primário de 0,7% do PIB. Incrível!

Os cálculos feitos pelo RR tomaram como base os dados consolidados do Banco Central referentes ao setor público. A cor dos governos do PT, quando considerados como um todo, seria o amarelo, dos infiéis, pois seus dirigentes sempre deixaram que se acreditasse, com a anuência do próprio partido, que seus governos eram perdulários e despoupadores. Os governos do PT – e coloque-se Dilma na conta de Lula -, na realidade, economizaram bem mais do que os desajustes propalados. Em todos os anos dos governos Lula e no primeiro de Dilma Rousseff (à exceção de 2014), foram realizados superávits primários.

No último ano de gestão da Sra. Rousseff, o carro capotou na curva. Ele foi marcado pela paixão, cor é o vermelho sanguíneo. Paixão pelo equívoco, é bom que se ressalte. A gestão do presidente Michel Temer se inaugurou com a desqualificação da previsão de déficit do governo anterior (R$ 30 bilhões). Uma nova meta, de R$ 170 bilhões, foi anunciada. A cifra deixou folga para o cumprimento da previsão, e o governo do PMDB com alma de PSDB atingiu o déficit recorde de R$ 154 bilhões, em 2016, correspondente a 2,54% do PIB.

O número foi saudado como uma conquista. Neste ano, a meta anunciada é de R$ 139 bilhões, mas, se for computado o valor já contingenciado pelo Ministério da Fazenda, o rombo orçamentário chegará a R$ 170 bilhões, um novo recorde. Para 2018, a previsão é de um déficit de R$ 129 bilhões. Portanto, em três anos o saldo da gestão Temer será um buraco de R$ 461 bilhões (número passível de ajuste contábil). O superávit primário acumulado nos Lula 1 e Lula 2 foi de R$ 643 bilhões.; no Dilma 1, R$ 292 bilhões; os FHC 1 e FHC 2 somaram R$ 151 bilhão. Mantendo-se ou não na presidência, Michel Temer sairá imbatível do ponto de vista da desgovernança fiscal. Sua cor é o roxo.

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06.06.17
ED. 5634

Ética parlamentar

Os senadores tucanos eleitos para o Conselho de Ética da Casa – Flexa Ribeiro, Ataídes de Oliveira e Paulo Bauer – manobram para que o pedido de cassação de Aécio Neves seja analisado apenas depois do recesso parlamentar. O PSDB tenta ganhar tempo na esperança de que até lá o grampo da conversa de Aécio com Joesley Batista seja “esquecido”.

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19.05.17
ED. 5622

Tucano precipitado

O tucano Antonio Imbassahy, ministro da Secretaria de Governo da Presidência, foi criticado por líderes do PSDB pela ligeireza com que gravou um vídeo de apoio a Michel Temer. O filmete foi postado nas redes sociais antes das seis da manhã de ontem, assim como os depoimentos de Moreira Franco e Eliseu Padilha. Horas depois, a cúpula do PSDB discutia sua saída do governo, o que, por ora, não aconteceu.

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19.05.17
ED. 5622

Imagina…

Imaginem se hoje ou nos próximos dias o prefeito João Doria anunciar que está deixando o PSDB rumo à outra sigla por não compactuar com o mar de lama que engolfa o partido…

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02.05.17
ED. 5609

Uma contenda entre tucanos no saneamento

A Sabesp tornou-se epicentro de um contencioso intra-tucanos curiosamente tendo como cenário o berço do PT. O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), fez chegar ao governador Geraldo Alckmin a intenção de romper o contrato com a empresa estadual, responsável pelo serviço de saneamento no município. A Prefeitura já estaria, inclusive, estudando mecanismos legais para assumir a concessão e, posteriormente, fazer uma licitação. O município pretende ainda aplicar multas na Sabesp sob a alegação de que a companhia não tem cumprido o contrato. Para a Sabesp, o imbróglio traz um risco adicional, que vai além do perímetro de São Bernardo: o litígio pode acabar estimulando cidades vizinhas a seguir o mesmo caminho. Imaginem o impacto que teria sobre a receita da estatal, por exemplo, a criação de uma “Águas do ABC”. Procuradas, a Sabesp e a Prefeitura de São Bernardo não se pronunciaram. Desde que Orlando Morando as- sumiu a Prefeitura de São Bernardo, neste ano, a relação entre a Sabesp e o município tornou-se um rio de águas turvas. Morando cobra uma série de obras na cidade que não teriam sido cumpridas pela empresa. A companhia estadual, por sua vez, acusa a Prefeitura de não pagar o que deve e aumentar um passivo que vem das gestões anteriores. Os valores giram em torno dos R$ 100 milhões.

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11.04.17
ED. 5597

De derrota em derrota…

Derrotado na disputa pela prefeitura do Rio, Carlos Roberto Osório saiu pela tangente ao ser convidado por um grupo de vascaínos influentes para disputar as eleições do clube, em novembro. A eleição que Osório quer é outra: a do governo do Rio em 2018. Isso se não for jogado para fora da quadra no PSDB pela candidatura de Bernardinho.

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06.04.17
ED. 5594

O garoto da capa

Comentário de um tucano de quatro costados: “O noticiário do último fim de semana contra Aécio Neves é a prova definitiva de que a fila andou no PSDB“.

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31.03.17
ED. 5590

Bernardinho

A candidatura de Bernardinho ao governo do Rio em 2018 voltou à ordem do dia no PSDB. No partido é grande a expectativa de que ele finalmente dê o tão aguardado salto das quadras para os palanques. Sobretudo depois de a Unilever ter anunciado o fim do patrocínio ao time feminino do Rio, criado por Bernardinho.

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21.02.17
ED. 5565

Coração tucano

De saída do PMDB, Paulo Hartung está se jogando nos braços do PSDB, seu ex-partido. No fundo, Hartung sempre manteve o coração tucano. Não se sabe se a recíproca é verdadeira.

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01.02.17
ED. 5551

Petista assediado

É grande o risco do PT perder uma de suas principais lideranças no Nordeste. O  governador do Ceará, Camilo Santana, vem sendo cortejado não só pelo PSB, mas até mesmo pelo PSDB. O cupido, neste caso, é o senador Tasso Jereissati.

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29.12.16
ED. 5527

Um conselho marcado para morrer

O destino do Carf parece selado. O PMDB está fechando o apoio em bloco ao projeto de lei do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que prevê a extinção do Conselho. A proposta, não custa lembrar, já foi aprovada na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

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27.12.16
ED. 5525

Coalizão tem limite

O PSDB corre o risco de perder um de seus cinco governadores. Simão Jatene, do Pará, resiste à proposta do presidente da sigla, Aécio Neves, de fechar um acordo com o PMDB, de Jader Barbalho, para as eleições de 2018. O senador mineiro defende uma chapa única, com Jader e Flexa Ribeiro (PSDB) disputando à reeleição ao Senado e um candidato tucano para o governo. No limite, Jatene prefere virar casaca a ter que dividir palanque com Jader, seu inimigo declarado.

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20.12.16
ED. 5520

Tucano ou escorpião?

A declaração de apoio de José Serra à permanência de Aécio Neves na presidência nacional do PSDB teve o estalo do beijo da morte. Para Serra, nada melhor do que esticar a corda de Aécio e, assim, evitar que Geraldo Alckmin ganhe mais espaço no partido.

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19.12.16
ED. 5519

Comunismo de coalizão

O clima entre Flavio Dino e a presidente nacional do PC do B, Luciana Santos, é de enfrentamento. O governador maranhense tem se posicionado frontalmente contra a linha de atuação de Luciana nas reuniões do comitê central do partido. No último encontro, dia 4 de dezembro, a proposta de lançamento de candidatura própria à Presidência da República em 2018 não teve o apoio de Dino. Pragmático, o governador olha para o próprio umbigo, preocupado em garantir a reeleição ao governo com o apoio de um leque amplo de partidos, inclusive do PSDB.

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23.11.16
ED. 5501

Rumo à 2018

• No PSDB, a participação de Bernardinho no Conselhão é tratada como um aquecimento para a sua candidatura ao Senado ou mesmo ao governo do Rio em 2018.

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16.11.16
ED. 5496

Nariz de tucano

Aécio Neves está empenhadíssimo em convencer o amigo Luciano Huck a entrar na vida pública.

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31.10.16
ED. 5486

Hora do tucano

 Os procuradores de Curitiba não apenas avançam sobre o PSDB como estão juntando diversos pontos que ligam a Lava Jato ao escândalo de corrupção em contratos do metrô de São Paulo.

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21.10.16
ED. 5480

Província

 O senador Jader Barbalho furou a aliança entre o PMDB, seu partido, e o PSDB nas eleições em Belém. Decidiu apoiar o candidato Edmilson Rodrigues, do PSOL. Pior: é acusado pelos tucanos de usar seu jornal, o Diário do Pará, para detratar o candidato do PSDB, Zenaldo Coutinho.

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 O fracasso de Carlos Roberto Osório nas eleições municipais ressuscitou no PSDB a ideia de lançar o técnico Bernardinho como candidato ao governo do Rio em 2018.

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 Marcelo Crivella está montando uma ampla biodiversidade de alianças. Após fechar um acordo com Anthony Garotinho, negocia o apoio do PSDB no segundo turno das eleições. Já teria, inclusive, ofertado um cargo em seu governo para o candidato tucano Carlos Roberto Osório.

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 Eduardo Cunha já foi procurado por produtores de cinema interessados em levar para a telona o livro que promete lançar em dezembro, revelando as entranhas do impeachment. •••  Os advogados de Lula deverão acionar o Google. Buscas pela expressão “Maior ladrão do Brasil” levam a imagens do ex-presidente. •••  O PSDB tenta emplacar o nome de Renato Villela, ex-secretário de Fazenda de Geraldo Alckmin, como ministro do Planejamento. Villela também está cotado para um cargo na Pasta da Fazenda.

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22.08.16
ED. 5438

TV Anastasia

 Cada sessão da comissão do impeachment na TV Senado já é tratada no PSDB como um ato de campanha de Antonio Anastasia ao governo de Minas Gerais em 2018. Isso, claro, se a Lava Jato não interromper a caminhada.

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• Na cúpula do PSDB e da campanha de João Doria, já se dá como certo que José Serra fará a traição completa. Ou seja: além de costurar, nos bastidores, a chapa Marta Suplicy (PMDB) e Andrea Matarazzo (PSD), subirá no palanque da dupla.

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19.07.16
ED. 5414

Santo de casa

 Frase dita por José Serra diante do anúncio de que o PP, de Paulo Maluf, embarcou na candidatura do tucano João Doria, unindo-se a outros cinco partidos: “Agora só falta o apoio do próprio PSDB”.

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 O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, trabalha desde já para ser o candidato do PSDB ao governo de São Paulo em 2018, com as bênçãos de Geraldo Alckmin.

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01.06.16
ED. 5380

Temer à mineira

 O vice-governador de Minas Gerais, o peemedebista Antonio de Andrade, vem mantendo intensa interlocução com empresários locais e partidos da oposição – a essa altura, oposição apenas a Fernando Pimentel. Diferentemente da sua dúbia postura no plano nacional, o próprio PSDB já teria se colocado à disposição para participar de uma eventual gestão Antonio Andrade. Seria o “palanque” para a candidatura de Antonio Anastasia ao governo do estado em 2018.

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 Bernardinho está cotado para ser o vice de Carlos Roberto Osório na disputa pela Prefeitura do Rio. Ao lado de Armínio Fraga, o treinador foi um dos grandes responsáveis pela ida de Osório para o PSDB.

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07.04.16
ED. 5343

Sedução

 Marta Suplicy, pré-candidata à prefeitura de São Paulo pelo PMDB, diz que, se vencer a eleição, chamará o PSDB para compor o governo. O afago tem endereço certo: os tucanos que não engolem a candidatura de João Dória. Como se sabe, não são poucos.

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04.04.16
ED. 5340

Dissonância tucana

 O PSDB não sabe o que fazer com o senador Aécio Neves. E vice-versa.

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22.03.16
ED. 5332

Portas fechadas

A deserção de Andrea Matarazzo já é página virada. Agora, a preocupação do comando do PSDB em São Paulo é evitar que o ex-tucano arraste para o PSD vereadores e deputados estaduais.

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  Passados os momentos de euforia, a noite do último domingo foi de preocupação para os principais líderes do PSDB. Até o início da madrugada, a cúpula do partido, notadamente Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, José Serra, Alberto Goldman e Aloisio Nunes Ferreira, manteve uma intensa linha cruzada de conference calls e trocas de mensagens, nas quais expressaram sua apreensão com o rescaldo das manifestações. Nas entrelinhas, os protestos acabaram se revelando um sinal de alerta para o PSDB. Na avaliação dos caciques do partido, ficou claro que a sigla não capitalizou a mobilização das ruas. O PT sangra abundantemente, mas os tucanos não conseguem se aproveitar dessa hemorragia.  Em diversas capitais do país, menções ao PSDB geraram vaias. A maior surpresa, contudo, foi com a “acolhida” que os dois pré-candidatos do partido à presidência tiveram na Av. Paulista. Assim que chegaram ao local, por volta das 16 horas, Geraldo Alckmin e Aécio Neves foram longamente apupados. O senador mineiro foi recebido aos gritos de “Aécio ladrão”. Alckmin, por sua vez, teve de enfrentar impropérios relacionados ao desvio de merenda nas escolas públicas e à crise no abastecimento de água no estado. Escoltados por policiais à paisana, não permaneceram mais do que 20 minutos entre os manifestantes. Foram aconselhados pelo secretário estadual de segurança, Alexandre de Moraes, a voltar para o carro. Antes, segundo o RR apurou, Moraes teria solicitado reforço policial.  Pesquisas encomendadas pelos tucanos já traziam sinais de que a epidemia anti-PT começa a contagiar o PSDB, além do próprio PMDB – a rigor, os partidos que realmente contam no jogo político. Entre os tucanos a maior dose de antipatia é dirigida a Aécio Neves, possivelmente uma reação à postura mais radical do senador mineiro. A percepção é que ele escalou em demasia a bandeira do impeachment de Dilma Rousseff, passando ao eleitor mais sensível a clara sensação de que sua única preocupação é antecipar as eleições de 2018 em nome de um projeto pessoal. Ressalte-se que o senador mineiro já vem em um processo de desgaste que se acentua com a delação premiada de Delcídio do Amaral. Os depoimentos do petista trazem Aécio para a Lava Jato.  A falta de maior apoio mesmo entre a parcela da população que defende a queda de Dilma Rousseff aumenta a preocupação dos tucanos com o day after de um eventual impeachment. A inquietação alcança também a postura da mídia diante da continuidade da Lava Jato – e ninguém duvida de que ela sobreviverá, mesmo com uma troca de governo. O PSDB não tem qualquer garantia de que os vazamentos serão contidos e muito menos de que a imprensa se manterá distante de eventuais denúncias contra o partido. Por uma curiosa atração fatal, tucanos e petistas, dois extremos que se odeiam, podem acabar irmanados na beira do precipício, mesmo que de costas um para o outro.

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03.03.16
ED. 5319

Os tucanos de hoje, de ontem, de sempre

  Ainda sobre a conveniente colaboração do PSDB com o governo Dilma Rousseff – claro que nos assuntos que lhe são convenientes – empurrada pela oposição do próprio PT (ver RR de ontem): mesmo que, por linhas tortas, a postura dos tucanos repete outros momentos históricos. Na era Vargas, por ocasião da criação da Petrobras, a UDN (agora sob o codinome do PSDB) virou às costas ao seu ideário liberal e defendeu o monopólio estatal sobre o petróleo. Depois, apoiou medidas progressistas do Executivo apenas para contrariar o PTB, que estava contra. Durante o governo de Jânio Quadros, a esquerda toda deu cobertura à reformulação da política externa enquanto o PSDB (na época, com o codinome de UDN) cortava os pulsos. Como sabemos, nos dois casos, o futuro não deu coisa boa. Não por acaso, conhecido professor, mestre da ciência política no Brasil, informa: “O que anda por aí não vai acabar bem. Surto de violência legal e cívica se aproxima, não havendo indícios de providências para evitá-lo”.

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02.03.16
ED. 5318

PT entrega Dilma de bandeja aos tucanos

 O PT está conseguindo um feito até então considerado impossível: empurrar o PSDB para o lado do governo Dilma Rousseff. Trata-se de um jogo de cartas marcadas, no qual o apoio dos tucanos deve ser entendido como um projeto de captura. Ou seja: se o governo apoiar as “boas ideias” do PSDB, contará com a sua adesão no Congresso e a sua banda de música. Ideias não faltam aos tucanos. O senador Tasso Jereissati esteve no Rio na semana passada caçando mais propostas para o take over de Dilma. A equação é simples assim: se houver impeachment ou cassação da chapa no TSE, o PSDB está pronto para se apresentar; se não houver nem uma coisa nem outra, o governo já estaria todo dominado. Ressalte-se que Aécio Neves não faz parte desta articulação. Ele seria mantido como liderança da tropa de choque do partido.   Tasso foi explícito em relação à estratégia dos tucanos: “Se Dilma optar pelas medidas corretas, nós apoiamos”. Os projetos de lei do senador José Serra caminham na mesma direção, notoriamente o fim da participação obrigatória da Petrobras nos blocos do pré-sal. É como se o PSDB fosse o partido do governo. Por essa lógica, quanto maior for a rachadura entre o PT e o Palácio do Planalto, maior a dependência da gestão de Dilma em relação ao tucanato. A mudança de posicionamento do PSDB segue um cálculo elementar: o tamanho da crise e as pernas bambas do governo abrem espaço para um jogo cooperativo que até então era radicalmente rejeitado pela oposição. O PT entra no cenário para contribuir com o imprevisto: isolar Dilma Rousseff e viabilizar que as políticas por ele condenadas venham a ser adotadas.

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16.02.16
ED. 5307

Pega na mentira

 Gabriel Chalita não perde a chance de mostrar que é próximo do governador Geraldo Alckmin. Tem espalhado entre tucanos que foi sua a indicação de José Nalini para a Secretaria de Educação. Para começar, vai ter de se retratar porque Alckmin tem dito no PSDB que a escolha de Nalini é da sua própria cota pessoal.

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15.02.16
ED. 5306

Importuno

 O pedido de investigação no STJ contra o governador do Paraná, Beto Richa, suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro de campanha, reduziu bastante as chances de um acordo político com Álvaro Dias. O senador, que trocou o PSDB pelo PV, mantém laços com o antigo partido no estado. Richa contava com Dias para fechar alianças nas principais cidades do estado nas eleições deste ano e até na disputa pelo governo, em 2018. Mas Dias já sinalizou que buscará outros caminhos.

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26.01.16
ED. 5295

Cabo eleitoral

 João Doria torce para que Geraldo Alckmin chame Andrea Matarazzo, o outro pré- candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, para uma conversa tête-à-tête, a exemplo do que fez recentemente com José Luiz Datena. O apresentador entrou na sala de Alckmin como candidato à Prefeitura e saiu de lá disposto a nunca ver seu nome em uma urna eletrônica.

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05.01.16
ED. 5280

Galo com tucano

 O prefeito de BH, Marcio Lacerda (PSB), costura uma aliança com o PSDB para lançar o ex-presidente do Atlético-MG Alexandre Kalil como candidato à sua sucessão.

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 No PSDB, notadamente no PSDB de Aécio Neves, há quem compare a trapalhada de Geraldo Alckmin com o sigilo de documentos do metrô à recente decisão de Dilma Rousseff de tirar poderes dos comandantes das Forças Armadas. Tanto um quanto outro tiveram de voltar atrás no dia seguinte, quando a lambança já estava consumada.

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30.09.15
ED. 5217

Saque tucano

O PSDB do Rio – sim, ele existe – ressuscitou a candidatura de Bernardinho à Prefeitura do Rio. O maior senão é o calendário olímpico. Como os Jogos ocorrerão apenas dois meses antes das eleições, Bernardinho teria de fazer uma campanha-relâmpago. Em compensação, se tudo der certo, poderá subir nos palanques com um valioso cabo eleitoral: uma medalha de ouro no peito.

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 Luciano Huck deverá ser o animador de campanha de João Doria Jr., caso ele saia como candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. Como se imagina, Huck traz na sua cauda metade da Rede Globo.

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 À luz do dia, Eduardo Cunha posterga a apreciação dos pedidos de impeachment de Dilma Rousseff; na calada da noite, estaria instruindo deputados do PSDB e do DEM de como usar o próprio regimento da Câmara para acelerar a tramitação das requisições.

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12.08.15
ED. 5183

“Tucanews”

O PSDB vai espalhar uma série de “repórteres” pelas principais capitais do país para acompanhar os protestos do próximo domingo. O objetivo é não apenas cobrir as manifestações nas mídias sociais como enviar vídeos de “internautas” para redes de TV.

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07.08.15
ED. 5180

Cidadão Doria

No PSDB discute-se a possibilidade de João Doria Jr. ocupar um cargo no governo de Geraldo Alckmin para ganhar visibilidade junto à população. O empertigado candidato tucano teria até junho do ano que vem, data-limite da desincompatibilização, para se apresentar ao eleitorado paulistano e mostrar que é “gente como a gente”.7

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06.08.15
ED. 5179

Além do PDT e do PMDB

 Além do PDT e do PMDB, ACM Neto flerta também com o PSDB, que, aliás, governou durante oito anos de mãos dadas com seu avô. O casamento, no entanto, teria seu preço: em 2018, o neto de ACM seria o candidato ao governo baiano. E nada mais.

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05.08.15
ED. 5178

Cidade Alerta I

São Paulo é mesmo impagável: disputam para ser candidato a alcaide um aristocrata legítimo e um animador de auditórios empresariais. Pensando bem, impagável mesmo é o PSDB, berço do duelo.

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25.06.15
ED. 5149

Enquanto o senador-candidato Aécio Neves

Enquanto o senador-candidato Aécio Neves dá a partida numa caravana pelas principais capitais brasileiras, Geraldo Alckmin olha para dentro de casa – mesmo porque é o possível para este momento. O governador pretende intensificar suas viagens pelo interior de São Paulo. Vai ter “Picolé de chuchu” para tudo que é lado. Uma das ideias do staff de Alckmin é o velho expediente de “transferir” por um dia a sede do governo para um determinado município.

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23.06.15
ED. 5147

O bem que escorre das vísceras do mal

O projeto de lei para melhoria da governança estatal, com assinatura intelectual do advogado Marcelo Trindade e do ex-quase futuro ministro da Fazenda, Arminio Fraga, é intocável. Mas, como tudo que vem de Fraga, tem uma intenção adjacente que macula os bons propósitos. A esterilização do poder das estatais implementarem políticas públicas é meritória porque desata um antigo conflito de interesses com o objetivo maior da empresa: gerar lucros crescentes. Mas o que Fraga quer mesmo é reduzir a capacidade de manobra da gestão petista, em um momento que o governo dá sinais de asfixia. A pá de cal na colaboração dada pelas sociedades de economia mista arrebenta algumas cordas do violão do governo. O projeto de lei foi apresentado formalmente pelo senador Aécio Neves. Detalhe: nem o playboy tucano nem o ex-quase futuro ministro colocaram essa pérola no programa do então candidato do PSDB a  Presidência da República. Se fossem eleitos, esqueceriam a matéria, que, repetimos, é da maior importância.

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31.03.15
ED. 5091

O dia 19 de maio

O dia 19 de maio é motivo de apreensão entre o acéfalo staff de comunicação do Planalto. Nessa data, está marcado o primeiro programa em rede nacional do PSDB em 2015.

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30.03.15
ED. 5090

Um conto sem fadas na Câmara

Eduardo Cunha tomou uma decisão sobre sua trajetória a  frente da Câmara dos Deputados: vai governar o país. Cunha pretende exercer plenamente o poder, deixando clara sua condição de condutor do destino nacional. Segundo fonte ligada ao deputado – inclusive, por diversas vezes, parceira no noticiário dos jornais -, Cunha se preparou para exercer esse papel ao longo dos dois anos de seu mandato na presidência da Câmara. Cabe lembrar que não há reeleição na mesma legislatura, a não ser com uma mudança no regimento – mas, aí, são outros quinhentos. Contando nos dedos os aliados certos, prováveis adesistas e os “Maria vai com as outras”, Cunha já soma duas centenas de votos na Casa. É a Branca de Neve com seus duzentos anões. Se caminhar na direção do governo, vota com o PT. Se for na contramão, vota com o PSDB. Seu projeto é temperar o domínio sobre os congressistas com a aparente isenção em relação ao fato político. O sal do seu apoio é a satisfação da sua base aliada. Lá no futuro, quem sabe ele não unifique as vontades do Executivo e Legislativo. Por enquanto, Dilma Rousseff terá de compartilhar seu governo, ao que tudo indica, inexoravelmente. Cunha, ao contrário da presidenta, acha que o passar do tempo só fortalece o seu intento. O Brasil agora tem dois mandatários.

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