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13.04.20

Recortes da infecção nossa de cada dia

  • O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é quem mais resiste à realização de uma Assembleia Extraordinária do Copom para baixar imediatamente a taxa Selic.
  •  Voltou forte no Congresso Nacional a ideia de fazer um Proer para a construção pesada.
  • As fintechs vão acabar nomeando o coronavírus como seu bichinho de estimação.
  • Por sinal, quando passar a pandemia e os grandes bancos fizerem o levantamento das perdas, entre os estragos estará a assimetria no tratamento do governo em relação às fintechs.
  •  Há um dilema no BNDES: o banco vai utilizar somente critérios técnicos e ajudar empresas mais sólidas e com melhores garantias ou vai rasgar o protocolo e emprestar para corporações com alto risco? A cartilha do bom humanismo diz que não é hora de se verificar o credit score.
  • Pergunta que não quer calar: por que o BC cogita abrir crédito a empresas inadimplentes e resiste, turrão, a dar garantias para o refinanciamento do débito das pessoas físicas negativadas?
  • O Ministério Público Federal do Rio não teme a infecção pelo coronavírus. Tem feito entrevistas e diligências.
  • Uma fonte do MPF diz que falta espremer muito o ex-governador Sérgio Cabral para extrair mais do suco da corrupção. Por exemplo: o laranjal de Cabral ainda não foi devastado. E já se sabe que há mais de uma dezena de relações promíscuas incluindo agências de publicidade, empresas de RP, gráficas etc.
  • As livrarias de rua, que vinham sofrendo com a queda da demanda, estão sendo entubadas pelo coronavírus. O mesmo, muito pelo contrário, não se pode dizer das drogarias. De 10 saídas do consumidor em tempo de confinamento três são para idas às farmácias. Os supermercados permanecem campeoníssimo, com quatro saídas.
  • Circula uma ideia no Palácio do Planalto de, quando chegar a hora, celebrar a queda expressiva das infecções com uma grande festa nacional. Jair Bolsonaro seria a estrela da celebração, tratada como uma vitória do governo contra o vírus. O que pega na proposta é o efeito Mandetta. É impossível controlar a eventual saudação das multidões ao ministro da Saúde. E Bolsonaro e Mandetta dividindo a festa é pedir demais.

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27.03.20

Talvez falte um Proer para as empreiteiras

Observatório

Isaak Kaleh, macroeconomista.

Um dos grandes estragos realizados na economia do país foi a demolição da indústria pesada. A Operação Lava Jato fez o que Roberto Campos chamava de jogar o bebê fora junto com a água suja. A Lava Jato enquadrou os corruptos, mas destruiu também as empresas, que tiveram canceladas sua carteira de obras no setor público, além de suspensas as linhas de crédito com os bancos do governo. Mais de 37 mil pessoas foram demitidas e empreendimentos, paralisados. E o Brasil perdeu soberania, ficando refém do capital estrangeiro para tocar suas grandes obras de infraestrutura. Na atual circunstância, por exemplo, temos quase 1.000 obras paradas e um oceano de projetos greenfield de saneamento para serem construídos. Recursos existem.

Se deixarem, o BNDES tem R$ 100 bilhões em caixa para investimentos em capital fixo. Mas quem vai meter a mão na massa? Os chineses? Os russos? Podem esquecer. Somente se a outorga for a preço de banana e a regulamentação for um presente de pai para filho. O pior é que tínhamos algumas das empreiteiras internacionalmente mais competitivas. Curioso como os pesos e medidas foram diferentes com o setor bancário. Na quebradeira de grandes instituições financeiras no século passado, o governo fez o correto. Separou a borra do vinho. Retirou os acionistas do controle, salvou os bancos e os transferiu para outros donos.

Esse programa de recuperação foi batizado de Proer. Passados mais de 40 anos, vivemos uma crise setorial semelhante. Mas com uma diferença radical: houve uma dizimação integral da construção pesada, justo no momento em que mais precisávamos desse setor, para gerar empregos, reduzir o gap da infraestrutura e dar condições de dignidade à vida das pessoas. Talvez fosse o caso de um Proer para as empreiteiras. Muitos desempregados agradeceriam…

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