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09.03.20

Bolsonaro, as reformas e o mercado

Termômetro

POLÍTICA 

Bolsonaro, as reformas e o mercado

O presidente Bolsonaro passará, amanhã, pelo maior teste do seu governo junto a forças produtivas e do mercado, que garantem sustentação à política econômica e ao governo. A debandada de hoje nas bolsas globais, em meio ao surto de coronavírus, que gera medo de recessão mundial, vai levar a forte clamor por iniciativa do Planalto em relação às reformas, em acordo com o Congresso Nacional, bem como por medidas de estímulo econômico. Paralelamente, haverá cobranças por política de preços que crie alguma proteção à Petrobrás – há especulação generalizada sobre aumento da Cide.

O ministro Paulo Guedes já deu o mote inicial e, se o governo mostrar agilidade, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre terão que responder positivamente, já que também sofrem pressão. Nesse contexto, seria possível uma aceleração das reformas tributária e administrativa (em qualquer roupagem que assuma). Faltariam as iniciativas mais imediatas, sobre as quais o ministro ainda não deu sinalização.

O maior risco, no entanto, é que o presidente mantenha agenda de campanha, falando para setores como o dos caminhoneiros e os apoiadores que organizam manifestações no dia 15. Se o fizer, pode assegurar popularidade localizada, mas verá sua imagem junto aos agentes econômicos derreter. E Guedes perderá autoridade.

A margem para erros reduziu-se decisivamente – se é que ainda existe.

PSICOSSOCIAL

O jogo do petróleo

O jogo do petróleo é tanto econômico quanto geopolítico – daí a dificuldade em se prever a possibilidade de algum tipo de acordo entre a Rússia e a Arábia Saudita. Além do conflito entre os dois países, está a concorrência com o shale gás norte-americano, cuja produção aumentou exponencialmente nos últimos anos, mas tem um custo mais alto. A Rússia quer testar o mercado, enquanto a Arábia Saudita pretende deixar inequívoca a liderança que exerce na formulação da política de preços para o setor.

A incógnita, até o momento, e que pode ser o fiel da balança, será a atitude dos EUA. O presidente Trump tentará surfar na redução de preços, de olho na popularidade interna, ou agirá para estabilizar o cenário, diante das incertezas geradas pelo coronavírus? As quais ainda vão aumentar, amanhã, com a OMS admitindo risco de pandemia e a decisão da Itália de declarar quarentena em todo o país.

Se decidir intervir, os EUA têm capacidade de influir nas decisões da Arábia Saudita.

ECONOMIA

A indústria brasileira

O principal número a ser divulgado nesta terça-feira será a Produção Industrial de janeiro, para a qual se prevê retração de 1,2%, em termos anualizados, e crescimento de 0,6% frente ao mês anterior. O número vai contribuir para o panorama negativo, mas, se confirmado nesse patamar, não causará surpresa.

No exterior, sai amanhã para o PIB na zona do Euro (deve ficar na faixa de 0,9%, na taxa anualizada). Há, ainda, expectativa – nesta terça e nos próximos dias – de medidas de estímulo econômico dos bancos centrais dos EUA, Japão e União Europeia.

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03.12.19

Pisa alimenta debate sobre políticas educacionais

Termômetro

Dados do Pisa (avaliação da OCDE que mede resultados da educação), afirmando que o setor está essencialmente estagnado no Brasil desde 2009, provocarão movimento duplo, amanhã: 1) Mapeamento de falhas e avanços da política educacional nos governos do PT (sobretudo) e de Michel Temer; 2) Cobranças acerca de planejamento da atual gestão. 

Como números avaliados são de 2018, não haverá responsabilização do ministro Weintraub por resultados do Pisa em si. No entanto, sua imagem na mídia é negativa, piorou recentemente com relatório técnico de comissão parlamentar, capitaneada pela deputada Tábata Amaral, e suas declarações de hoje foram consideradas agressivas e pouco propositivas. O quadro tende a alimentar duros questionamentos sobre medidas tomadas na educação em 2019 e em projetos para 2020. 

Ministério ainda enfrentará desgaste em função de relatório da Controladoria Geral da União apontando irregularidades em licitação de R$ 3 bilhões para a compra de equipamentos de informática. Pregão (eletrônico) já foi suspenso. 

O Embate no PSL

Confirmação, pelo diretório nacional do PSL, de suspensões e punições a 18 deputados vai somar-se à dissolução do diretório de São Paulo para gerar nova reviravolta na estrutura de comando do partido. Assim que a decisão for protocolada, o deputado Eduardo Bolsonaro deve perder a liderança da sigla na Câmara. Demais deputados suspensos também perderão os cargos que exercerem em comissões. Nesse contexto, serão dois os desdobramentos centrais, a partir de amanhã:

1) Indicações de quem será o novo líder do partido e de como o PSL se posicionará diante do governo Bolsonaro;

2) Reação da ala “bolsonarista” da agremiação, que terá de fazer algum movimento para manter a influência parlamentar. Tendem a ganhar espaço, novamente, especulações sobre as dificuldades e riscos para a criação de novo partido do Presidente (Aliança pelo Brasil). 

Anvisa em foco

Decisão da Anvisa, permitindo o registro e venda de medicamentos à base de Cannabis, mas proibindo o plantio no Brasil, alimentará um amplo debate, amanhã. Por um lado, serão aventadas as consequências e limitações da medida para pacientes. Por outro, a existência ou não de influência político-ideológica na decisão. 

Na Câmara, vetos e orçamento

Na Câmara, destaque amanhã deve ser para votação de vetos do presidente à minirreforma eleitoral. Deputados – irritados por demora em liberação de emendas – podem reverter questões como o fim do horário eleitoral gratuito. Vale atenção, ainda, para movimentações em torno da votação do orçamento 2020. 

PIB: análises e impulso para a equipe econômica

Números acima do esperado para o PIB do terceiro trimestre continuarão a gerar noticiário majoritariamente positivo para o governo amanhã. Haverá detalhamento e análise por setor da economia, com foco na curva de investimentos, percebida como indicação da sustentabilidade do crescimento. Resistência do desemprego se manterá como grande calcanhar de Aquiles, servindo de contraponto a diagnóstico e projeções mais entusiasmadas. 

Isso posto, equipe econômica ganhará importante capital de imagem, nesta quarta, com benefícios estratégicos para o ministro Paulo Guedes, que vem do maior desgaste de sua gestão, após declarações sobre o AI-5. Pode aproveitar o momento para avançar em “balões de ensaio” lançados hoje com o objetivo de acelerar privatizações e concessões – destaque para o Banco do Brasil, que dependeria de aval de Bolsonaro. 

Petrobras valorizada

Vai gerar bom efeito para o mercado, amanhã, anúncio do presidente da Petrobras de que pretende realizar nova oferta de ações da BR Distribuidora. Outro fator importante será o anuncio de que o Fundo Soberano da Noruega retirou a estatal de uma lista de empresas que poderiam perder investimentos devido ao risco de corrupção.

A indústria pode alimentar otimismo

Saem amanhã a Produção Industrial de outubro (IBGE) e o Índice de Commodities de novembro (IC-Br) do Banco Central. Na indústria, a expectativa é de crescimento de 0,5% sobre setembro e de 0,7% sobre outubro de 2018. Seria a terceira alta seguida, frente ao mês anterior, e a segunda, frente ao mesmo mês de 2018. Se tais dados se confirmarem, favorecerão o aumento de estimativas para o PIB em 2020. Em relação às commodities, que têm expressiva influência nas contas externas, projeções estão em aberto. Número vem de alta de 2,21% em outubro (mas queda de 1,56% em taxa anualizada). 

Adiamento de negociações EUA-China e alinhamento brasileiro

Declarações do presidente Trump, hoje, de que acordo com a China pode ficar para depois das eleições presidenciais norte-americanas, estimulará volatilidade de mercados, amanhã. Afirmação será lida por boa parte da mídia internacional – e brasileira – como forma de desviar atenções para dificuldades internas geradas por processo de impeachment em curso. Questão também aprofundará percepção negativa quanto à política de alinhamento automático com os EUA. Nesse mesmo sentido, pode haver, amanhã, mais informações acerca de anúncio de Trump de que vai taxar o aço e o alumínio brasileiros. 

Os serviços nos EUA, Zona do Euro e Alemanha

No exterior, destaque para PMI de serviços nos EUA, Zona do Euro e Alemanha, em  novembro. Espera-se queda nos índices dos três países: pequena nos EUA (de 54,7 para 54,5) e na Alemanha (de 51,6 para 51,3) e mais significativa na Zona do Euro (de 52,2 para 51,5). Os números se mantêm em patamar positivo e não devem provocar maiores abalos. Mas gera particular atenção o recuo na Zona do Euro, que sofre com temores de retração econômica. 

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