fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos

Balanço da primeira reunião de planejamento em 2020 realizada hoje pela equipe econômica tomará conta do noticiário amanhã – vocalizada pelo ministro Guedes ou através de ilações na mídia.

Cobranças por iniciativa mais ágil e enfática para enfrentar o que começa a ser avaliado como paralisia do INSS na concessão de benefícios será destaque entre pautas negativas. Falta de mobilização e respostas fracas de autoridades vêm transformando a questão em risco importante de imagem para o governo. O tema cairá no colo do ministro Guedes, nesta terça. Outra pauta delicada será o reajuste do salário mínimo, que ficou abaixo da inflação de 2019.

Ao mesmo tempo, terão espaço:

1) Teor e cronograma para apresentação das reformas administrativa e tributária ao Congresso;

2) Possibilidade de ajustes ao Orçamento – e novos cortes – em função da inflação superior ao previsto em 2019;

3) Agenda de privatizações para 2020 e prognósticos do Ministério da Economia. Nesse âmbito, governo contará com o otimismo do mercado e de boa parte da mídia.

Petrobrás: redução de tarifas favorece a não intervenção

Diminuição de 3% determinada pela Petrobras nas tarifas da gasolina e do diesel nas refinarias tende a ser bem avaliada amanhã, como fruto de estabilização de preços internacionais e do câmbio. Comando da estatal – e política de não intervenção em preços – sairão fortalecidos. E diminuirá apoio da mídia à ideia de fundo para amortizar flutuações dos preços de combustíveis, defendida pelo Ministério da Infraestrutura e pelo próprio presidente Bolsonaro.

A retomada dos embates entre o Legislativo e o Judiciário

Alguns temas que têm sido majoritariamente percebidos pela mídia como reflexos de embate político entre a Operação Lava Jato e o Poder Legislativo estarão em foco amanhã:

1) Negociações na Câmara dos Deputados para emenda a projeto, aprovado no Senado, que estabelece o fim do foro privilegiado. Seria criado contraponto, para impedir que os juízes de primeira instância determinem medidas cautelares contra políticos. Não há definição de data para votação, mas exposição do debate levará, amanhã, ao bombardeamento e provável inviabilização prévia das negociações em curso.

Deve haver questionamentos, nesta terça, quando ao posicionamento do presidente Rodrigo Maia, que dará medida importante do ambiente na Câmara quanto ao tema;

2) Novos capítulos sobre o Juiz de Garantias, que será associado às negociações para limitar poderes de juízes de primeira instância. Se deputados não indicarem recuo nessa questão, começarão, rapidamente, a contaminar o debate, abrindo espaço para nova ofensiva de entidades do Judiciário e do próprio ministro Moro contra a medida.

3) A retomada de ilações sobre  o “cabo de guerra” entre a Câmara e o Senado no reestabelecimento da prisão em segunda instância. A conferir amanhã, mas tudo indica que o Senado (na verdade a ala identificada com a Lava Jato), que defende projeto de lei de tramitação mais rápida e aplicação restrita à esfera criminal, largará na frente.

O impulso do comércio e a indústria regionalizada

Saem amanhã a Pesquisa Mensal do Comércio (PMS) e a Pesquisa Industrial Regional (PIM) de novembro, ambas do IBGE.

No comércio, há forte expectativa em função: 1) Da desaceleração de outubro (0,1%) após expansão de setembro (0,8%) e da percepção de que o setor é um dos principais impulsionadores da recuperação econômica; 2) De impactos da Black Friday para o setor (data oficial do evento foi 29/11).

Na Indústria, resultados nacionalizados, divulgados na semana passada, apresentaram queda de 1,2%. A conferir se recuo foi generalizado ou se houve concentração regional.

A Balança Comercial chinesa e o acordo comercial com os EUA

Internacionalmente, vale destacar nesta terça:

1) A Balança Comercial da China em dezembro. Estima-se expansão importante, com aumento do superávit (de US$$ 37,93 bilhões para projeções que oscilam entre US$ 45 e 50 bilhões); exportações (crescimento em torno de 3,2% após recuo de 1,3% em novembro) e importações (expectativas acima de 8% após aumento de 0,3% em novembro).

Se confirmados, números alimentarão otimismo em relação à economia chinesa e ao fim – ou ao menos contenção – da guerra comercial com os EUA. A expectativa de que os dois países anunciem a primeira etapa de acordo comercial já animou mercados internacionais hoje.

2) O Índice de Preços ao Consumidor de dezembro, nos EUA, que deve se manter estável, em 0,2%.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.10.19

Tendências no STF

Termômetro

Tema do dia, amanhã, será o julgamento do STF acerca da prisão em segunda instância. Após guerra de comunicação movida pelos próprios ministros do Tribunal, quinta-feira se iniciará com cenário favorável para a ala chamada de garantista – contra a prisão em segunda instância.

Isso posto, sessão de amanhã servirá apenas para mapear posicionamento de ministros e tendências do julgamento. Decisão ficará para semana que vem.

O PSL anti-Bolsonaro

A se observar, amanhã, novos passos de alas opostas do PSL. Da parte de apoiadores de Luciano Bivar, pode haver movimentações para retirar Flávio e Eduardo Bolsonaro da presidência dos diretórios do partido no Rio e em São Paulo, respectivamente.

Já do grupo bolsonarista, continuidade de ação para retirar do cargo o líder do partido na Câmara, delegado Waldir, bem como para enfraquecer o senador Major Olímpio. É jogo arriscado, especialmente porque o próprio presidente Bolsonaro se engajou no processo. Se conseguirem, avançam decisivamente para comandar o partido; se perderem, evidenciarão que Bolsonaro já não tem controle sobre o PSL – ao menos no Parlamento.

Outros pontos que podem ganhar desdobramentos amanhã: 1) Revelação de novos dados sobre investigação envolvendo Luciano Bivar; 2) Questionamentos mais fortes sobre o que parece ser incongruência do presidente Bolsonaro, ao cobrar transparência no partido, mas manter o ministro do Turismo, denunciado pelo MP; 3) Avanços de apuração – e novas declarações – sobre denúncia de “rachadinha” no gabinete do deputado Gil Diniz, do PSL paulista.

Agenda de privatizações

Ministério da economia pode lançar amanhã boletim indicando que, durante a atual gestão, diminuiu-se o endividamento e os gastos das estatais e aumentou a distribuição de dividendos. Especula-se que a iniciativa seja uma forma de acelerar o processo de privatizações.

Trabalho e renda nos estados

No que tange indicadores econômicos do Brasil nesta quinta-feira, a salientar o Relatório Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, com ano base 2018, e o IPC-S Capitais 2Q de outubro (FGV). Voltado para orientar políticas públicas, o Rais, assim como a PNAD Contínua divulgada hoje pelo IBGE, não apresentará novidades em relação a 2019. Mas trará dados estruturais sobre o mercado de trabalho, com análise regionalizada de todos os estados brasileiros.

Já no que se refere ao IPC-S Capitais, semanal, interessa o monitoramento contínuo em outubro, para antecipar possibilidade ou não de nova deflação mensal.

Crescimento chinês

Na economia internacional, o destaque amanhã será a China, com uma série de indicadores que terão impactos em bolsas globais. A começar pelo PIB do terceiro trimestre, para o qual se prevê crescimento de 6,1%, ante 6,2% no segundo trimestre. Seria o número mais baixo – trimestralmente – em quase três décadas, ainda que dentro da margem prevista para o governo em 2019 (entre 6% e 6,5%). Se confirmado, não trará maiores surpresas, mas aprofundará percepção de perda de tração econômica.

Complementarão o quadro sobre a China, amanhã:

1) A Produção Industrial de setembro. Expectativa é de que venha em 5%. Dado é baixo para os padrões chineses, mas superior aos de julho e agosto;

2) Vendas no Varejo em setembro, para as quais  também é esperado número melhor que o de agosto (7,8% frente a 7,5%). Ainda que em patamares pequenos, tal alta, somada ao crescimento da produção industrial, pode indicar quarto trimestre melhor que o terceiro. A conferir.

3) Coletiva de Imprensa do Departamento Nacional de Estatística da China (DNE). Apesar dos limites do Estado chinês, trará um olhar interno para as tendências econômicas do país, no curto e médio prazos.

Saúde da construção nos EUA

Nos Estados Unidos, o foco será setor de construção, com a divulgação de dados de setembro para: 1) Licenças (Alvarás) de Construção; 2) Construção de Novas Moradias. Em ambos os casos, estima-se forte retração frente a agosto, quando o setor apresentou alta significativa (7,7% para licenças e 12,3% para novas moradias) e parecia iniciar recuperação.

Se o panorama negativo se confirmar, aprofundará dúvidas quanto à economia norte-americana. Ainda mais após resultados do varejo, expostos hoje, que surpreenderam o mercado ao apresentarem recuo de 0,3% em setembro.

Vale observar ainda, nesta terça, o Índice de Atividade Industrial do FED da Filadélfia. Projeção é de recuo, mas o resultado está em aberto. Números do setor industrial no estado de Nova York, por exemplo, vieram bem acima do esperado, hoje.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.