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Power China Sepco

26.05.17
ED. 5627

Empreiteira chinesa é um atraso só em Belo Monte

State Grid e Eletrobrás, sócias da Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE), deverão entrar na Justiça para rescindir o contrato com a Sepco, uma das maiores empreiteiras chinesas. A intenção é buscar uma construtora que assuma a toque de caixa as obras de instalação de um terço dos mais de 2,1 mil quilômetros de linhas de transmissão de Belo Monte, a cargo dos asiáticos. O imbróglio chegou a tal ponto que nem mesmo a State Grid, controladora da BMTE com 51%, parece disposta a salvar a pele da conterrânea.

Não há patriotismo capaz de apagar os maus serviços e atrasos da Sepco. Para quem acredita que abrir as portas da construção pesada aos chineses pode ser um remédio contra a hecatombe do setor, Belo Monte oferece um episódio didático. Até março, a Sepco já teria recebido cerca de R$ 9 milhões em multas aplicadas pela BMTE por descumprimento do cronograma.

Mesmo com as penalidades, pouco ou nada mudou. Das 1,5 mil torres de transmissão a cargo da Sepco, apenas 600 teriam sido fincadas. Dos oito lotes de construção, somente três estão atrasados: todos de responsabilidade de construtora chinesa. Os esforços da State Grid e da Eletrobras se concentram agora em reduzir o prejuízo e os atrasos. Ambas já dão como quase certo que dificilmente conseguirão energizar integralmente o linhão de Belo Monte em fevereiro de 2018, como prevê o cronograma original.

Consultada pelo RR, a BMTE não se pronunciou especificamente sobre os atrasos e as multas. Disse que “não confirma as informações”, mas admitiu que “está discutindo amistosamente com a Sepco para que ela atenda suas metas dentro do prazo”. Para bom entendedor… A empreiteira chinesa, por sua vez, não retornou.

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23.12.15
ED. 5275

Chineses esticam seus fios no setor elétrico brasileiro

 No rastro da State Grid , que já investiu quase US$ 3 bilhões por estas bandas, mais um grande grupo chinês da área de energia está fincando bandeira no Brasil. A Power China Sepco vai instalar uma térmica a carvão no Rio Grande do Sul, um investimento total da ordem de R$ 4 bilhões – a maior parte será financiada por bancos de fomento chineses. Com capacidade de 600 MW, a usina Ouro Negro será a segunda maior da modalidade no país, atrás apenas da termelétrica de Pecém (CE) com 720 MW. A expectativa dos chineses é que o Ibama conceda a licença prévia ambiental até o fim de janeiro, o que permitiria ao grupo participar do leilão A-5 de energia térmica programado para março. Os planos da Power China para o Brasil vão além da térmica gaúcha. Segundo o RR apurou, os investimentos previstos chegam a R$ 12 bilhões. A meta do grupo é ter em até cinco anos cerca de 1,5 mil MW de capacidade instalada no país, o que, a números de hoje, significaria ter o maior parque térmico privado do país, à frente da Suez .

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