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28.04.20

Números da Covid-19 aumentam pressão sobre o governo

Termômetro

INSTITUCIONAL

Números da Covid-19 aumentam pressão sobre o governo

As atenções do mercado se voltam para os desdobramentos das ações que tentam impedir a posse do novo diretor-geral da Polícia Federal, Alexandre Ramagem, marcada para amanhã. A nomeação é considerada um erro de estratégia até mesmo pelos assessores de Bolsonaro, pois pode alimentar o inquérito que vai investigar as denúncias de Moro, confirmar a intenção de Bolsonaro de interferir na PF e prolongar a crise política.

O governo, por sua vez, vai se voltar para os indicadores que mostram a disposição do empresariado em relaxar ou não as medidas de isolamento social, em plena curva ascendente da doença no país. O Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) divulga amanhã a Sondagem da Indústria e o IGP-M de abril, que mostrarão o impacto da pandemia na economia no primeiro mês cheio com as medidas restritivas.

Diante dos números econômicos e de casos da Covid-19 – o país já tem oficialmente mais mortos que a China – ,  o novo ministro da saúde, Nelson Teich, vai ter de mostrar a que veio: se está à serviço da ciência, reafirmando a importância do isolamento social para achatar a curva da doença antes que o sistema de saúde entre em colapso,  ou dos interesses econômicos defendidos pelo presidente.

O aumento do número de mortes por Covid-19 vai aumentar a pressão para que o Congresso aprove urgentemente o projeto de ajuda financeira da União a estados e municípios. A queda na arrecadação já compromete a folha de pagamento do mês de abril, e os números da saúde indicam que o relaxamento gradual do isolamento não poderá ser adotado tão cedo.

PSICOSSOCIAL

Teletrabalho e ensino a distância

Também amanhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua sobre acesso à televisão e à internet e posse de telefone móvel celular para uso pessoal do primeiro trimestre de 2020. O indicador é especialmente importante para orientar as empresas na continuidade ou não do teletrabalho e para pautar governos municipais e estaduais em seus programas de ensino à distância durante a pandemia.

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14.02.20

O novo ministério: ideologia, Congresso e eleições

Termômetro

A nomeação do Almirante Rocha para a secretaria de assuntos estratégicos, um dia após a confirmação do general Braga Netto à frente da Casa Civil, vai aprofundar, amanhã, especulações sobre reorganização ministerial implementada pelo presidente Bolsonaro. Os principais vetores serão:

1) Ao se cercar de ministros militares, o presidente caminharia para substituir de maneira generalizada ministros “ideológicos”, que atraem fortes críticas de gestão – como o titular do MEC, Abraham Weintraub? Ou intenção seria blindar-se de influências eleitorais no ministério, indicando distância de negociações – e disputas – em pleitos municipais, ao menos em termos partidários?

2) Faria parte desse processo a anunciada reaproximação com bancadas temáticas – como ruralistas e evangélicos?

3) Qual o perfil dos ministros militares? Fazem parte do mesmo grupo, dentro das Forças Armadas? E representarão algum tipo de mudança estratégica nas políticas do governo? Uma questão central, nesse sentido, será o alinhamento automático com os EUA, parte importante da política externa de Bolsonaro, mas que é longe de ser unanimidade entre militares.

Os problemas no Bolsa Família

Os próximos dias trarão cobranças ao novo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, acerca de cortes e filas de espera para recebimento do Bolsa Família.

A pauta tem estado latente, com altos e baixos, mas entrada de Onyx pode ser estopim para onda de questionamentos similar a que se abate sobre o INSS. A começar neste final de semana, com balanços sobre problemas no programa.

Raio-X no crescimento e preocupação do mercado

Resultados dúbios da PNAD (diminuição do desemprego, mas nova alta da informalidade) e do IBC-Br (levando a projeção do PIB para 0,89% em 2019) vão repercutir amanhã: 1) Com raio-X dos motivos para o crescimento abaixo do esperado, desde o final de 2019, em cenário de preocupação que começa a crescer no mercado – alimentado, também, pelo coronavírus; 2) Com ampliação de cobranças por aceleração de reformas.

Ataques de Maduro

Exercícios militares do Exército venezuelano e ataques de Maduro ao presidente Bolsonaro, a quem acusou de fomentar conflito armado entre o Brasil e a Venezuela, vão acirrar os ânimos amanhã. Expectativa, no entanto, é que consequências fiquem no campo da retórica ou de movimentações diplomáticas.

Bolsonaro X Doria

Novo teste no horizonte, amanhã, para o embate entre o presidente Bolsonaro e o governador João Doria: o estado de São Paulo teria a intenção de pedir R$ 350 milhões ao governo federal, para enfrentar efeitos de temporais recentes.

A política para o setor aéreo

O setor aéreo estará em foco amanhã: 1) Com novo “balão de ensaio” do governo, indicando intenção de zerar, a partir de 2021, a incidência de PIS/Cofins sobre o combustível utilizado em aeronaves; 2) Com movimentações de parlamentares para rever cobrança extra por bagagens, iniciativa que atrairá críticas de boa parte da mídia, favorável à medida.

O sistema penitenciário e as marcas de gestão do ministro Moro

O Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias 2019, divulgado hoje, abrirá espaço amanhã: 1) Para conflito entre o ministro Moro e organizações da sociedade civil ligadas ao setor – bem como partidos de oposição. Moro relativizou o número de presos provisórios no Brasil, contrariando diagnósticos da maioria das instituições que analisam o tema; 2) Para fortalecimento da criação de novos presídios como marca da atual gestão do Ministério da Justiça.

A escolha de ministros do STF

Pode crescer, até segunda-feira, movimentação do Palácio do Planalto para atacar projeto que tramita no Senado, patrocinado por Davi Alcolumbre, que prevê mudança na forma de escolha de ministros do STF. Percepção do Planalto é de que a medida visa limitar escolhas do presidente Bolsonaro para o Tribunal e pode ser usada como “faca no pescoço”, em negociações futuras.

Indústria no Brasil e empréstimos na China

Sai na segunda o Panorama da Pequena Indústria (CNI). O setor apresentou crescimento no terceiro trimestre de 2019. A questão é se, acompanhando tendência de outros setores da economia, terá recuado no final do ano.

No exterior, destaque na segunda-feira para número de empréstimos concedidos por bancos chineses, que deve apresentar salto importante, atingindo a melhor marca desde janeiro de 2019.

 

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Estão previstos para amanhã dois indicadores que terão forte impacto nas projeções econômicas em 2020: a PNAD Contínua Trimestral (IBGE) e o IBC-Br de dezembro (BC).

Dados da PNAD mostrando queda de 0,8 ponto no desemprego, no trimestre encerrado em dezembro (de 11,8% para 11%), em linha com números positivos do Caged (evidenciando pujança dos serviços e da construção), animaram o mercado e solidificaram a percepção de que a retomada econômica ganharia fôlego em 2020. O mesmo efeito – ainda que em menor medida – foi provocado pelo avanço de 0,18% no IBC-Br de novembro.

Essa visão enfrenta agora algumas reticências, em função sobretudo de números abaixo do esperado para o comércio no final de 2019. A PNAD e o IBC-Br de amanhã podem “repor os trilhos” ou aprofundar a preocupação. Em segundo plano, ainda nesta sexta, destaque para o IGP-10 de fevereiro (FGV), que iniciou o ano com alta de 1,07% contra 1,69% de dezembro, indicando desaceleração.

A reforma administrativa e o prestígio de Guedes

Na reforma administrativa, continuará o foco no presidente Bolsonaro. Hoje indicou apoio ao projeto da equipe econômica, mas ainda de forma vacilante, desidratando previamente a proposta. A questão promete se arrastar amanhã, transformando-se em embate diário entre alas do próprio governo.

Para além da própria reforma, estará em pauta, nesta sexta, a ascendência e prestígio do ministro Guedes junto ao presidente, após série de falas consideradas desastradas, que se somaram a ruído em avaliação sobre o aumento do dólar. Declarações de Guedes nesse campo alimentam desgaste do ministro, com imagem de que seus comentários favorecem volatilidade no mercado.

Articulações entre Câmara, Senado e governadores

Na reforma tributária, as indicações de lideranças partidárias para postos-chave tendem a travar a instalação de Comissão Mista da Câmara e do Senado, mas, ainda assim, trarão indicações importantes, amanhã, sobre:

1) O grau de apoio para a tramitação rápida do projeto nas duas Casas e a capacidade de articularem as diferentes propostas em debate;

2) A possibilidade de que o Congresso assuma inequivocamente o protagonismo do tema, diante da dificuldade do governo em mostrar direção clara para a reforma. Nesse sentido, são prováveis novas sinalizações de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, nesta sexta;

3) Particularmente no Senado, caminho de negociações aberto com governadores, cuja relação com o presidente da República, em termos gerais, é ruim.

A dança das cadeiras no ministério

A ida do general Braga Netto para a Casa Civil e a de Onix Lorenzoni para a Cidadania, confirmadas no fim da tarde de hoje pelo presidente, estarão no centro de análises amanhã. Na ordem do dia, o fortalecimento da ala militar; a perda de prestígio de Olavo de Carvalho e do próprio Onyx; o histórico e estilo de Braga Netto; e a gestão do Bolsa Família, agora sob o comando de Onyx.

Amizade com a Argentina

O tom do presidente Bolsonaro ao anunciar reunião com o presidente argentino, em março, favorecerá, amanhã, avaliações positivas sobre retomada de agenda conjunta no Mercosul e fortalecimento do pragmatismo nas relações exteriores.

Amazônia e meio ambiente em foco – novamente

Polêmicas ambientais terão destaque amanhã, com série de temas em torno do presidente Bolsonaro: possibilidade – vista negativamente pela mídia – de criação de ministério da Amazônia; ataques ao Greenpeace; funcionamento do Conselho da Amazônia.

A Embaixada nos EUA

Aprovação de Nestor Forster para a embaixada nos EUA, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, vai gerar interesse, amanhã, sobre linha e questões a serem tratadas pelo novo embaixador – dentre elas a deportação de brasileiros; a exclusão do Brasil da lista de países em desenvolvimento por norte-americanos e o alinhamento de Forster com o presidente Bolsonaro e o ministro Ernesto Araújo. Nome do embaixador seguirá para aprovação – provável – em plenário.

MPF tenta intervir em acordo Boeing-Embraer

Recurso do MPF para que o Cade analise novamente a venda da divisão de aviação comercial da Embraer para a Boeing levantará ilações, amanhã, não apenas sobre teor do acordo mas também sobre os riscos gerados pela iniciativa. Representará breve percalço ou “cruzada” do MPF?

O cenário do coronavírus

No cenário global, sexta-feira será dia estratégico para avaliações sobre disseminação do coronavírus e medidas do governo chinês para contê-lo – fatores que estão no centro de flutuações na bolsa. Espera-se uma espécie de mediana entre otimismo de ontem, quando ganhou corpo percepção de que o vírus recuava, e susto de hoje, com mudança de método da China na avaliação da doença, que levou ao anúncio de pico de mortes.

Crescimento nos EUA e Europa

Internacionalmente, serão divulgados nesta sexta:1) Vendas no Varejo e Produção Industrial dos EUA em janeiro. Deve se manter trajetória sustentada de crescimento no varejo, repetindo-se os 3% de dezembro de 2019. Já na produção industrial estima-se o segundo recuo seguido, na faixa de 0,2%; 2) Quarta parcial do PIB 2019 da Zona do Euro e da Alemanha. Tendência é de que os números se mantenham na faixa de 0,1%, em ambos os casos.

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03.12.19

O samba do crioulo doido das projeções econômicas

IBGE, FGV, Caged, Ipea, Fipe, Insper e mais uma série de institutozinhos, junto a departamentos de pesquisas de bancos comerciais e de atacado e auditoras internacionais, estão fazendo um sarapatel das tendências macroeconômicas e setoriais na economia. Cada um dos doutos fenomenologistas usam recortes temporários e dados distintos, metodologias desencontradas, base estatística diferenciada e modelos econométricos divergentes e até clipping. As projeções sobem e descem ao gosto de métodos cujos critérios não se encontram sequer no infinito. No mesmo dia em que um instituto diz que a tendência do emprego, por exemplo, com base nos números refogados do PNAD, está melhorando, vai um institutozinho e, após temperar o refogado, diz que as expectativas são outras. Nesta última semana o placar foi de 67% para as tendências positivas na economia contra 33% contrárias. Na semana anterior, contudo, a distância foi próxima do empate. É verdade que as tendências na economia são muito dinâmicas, mas o frenesi de projeções mais  atrapalha do que permite vislumbrar o futuro. Talvez o sex appeal que as previsões tenham junto às mídias esteja estimulando a produção maciça dessa informação que não confirma nada e que ninguém cobra porque desinformou tanto. Na versão plebeia do slogan de James Bond, os institutos e institutozinhos têm licença para errar. Nesse cenário de carrossel de tendências, melhor se fiar no Boletim Focus, que acerta pouco, mas pelo menos não muda toda hora.

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