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18.02.20

O Presidente levantará acusações de falta de decoro

Termômetro

Declarações do presidente Bolsonaro hoje, reverberando ataques à jornalista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos Mello, provocará onda de reações na mídia e sociedade civil que se estenderá amanhã e nos próximos dias. Dificilmente haverá alguma consequência institucional mais grave para o presidente. No entanto, a oposição terá amplo espaço para iniciativas no âmbito jurídico e parlamentar e provavelmente será levantada tese de impeachment.

Ao mesmo tempo, aumentará o foco na origem dos ataques a Patrícia: série de matérias apontando disparos em massa no whatsApp pela campanha do presidente. Bem como para que haja punição e quebra de sigilo bancário e telefônico do ex-funcionário da Yacows, Hans River, de quem partiram as ofensas – consensualmente avaliadas como sexistas na mídia – à jornalista, no âmbito da CPMI das Fake News.

Petroleiros cerram fileiras e caminhoneiros se movimentam

Em meio ao aparente fortalecimento da greve dos petroleiros, aumentarão, amanhã, preocupações com movimentações de lideranças dos caminhoneiros, que podem aproveitar o momento para elevar pressão por tabela do frete, cujo julgamento foi adiado pelo STF. Ao mesmo tempo, pode haver reação mais dura da Petrobras. Será dia de medição de forças.

Crise no Bolsa Família?

Primeiro dia de Onyx Lorenzoni no Ministério da Cidadania será marcado por questionamentos quanto a filas de espera no Bolsa Família – que já chegaria a 3,5 milhões de pessoas. A depender da reação de Onyx, a questão pode evoluir para desgaste similar – ou até maior – do que o provocado por problemas no INSS.

A faca de dois gumes do elogio a Paulo Guedes

Elogios do presidente a Paulo Guedes vai aumentar expectativa de que o presidente banque, amanhã, um projeto de reforma administrativa que corresponda a anseios do mercado, mesmo que parcialmente. Por outro lado, será lido como evidência do desgaste recente do ministro, que, até pouco, era o fiador da credibilidade do governo – e não o contrário.

A votação do Fundeb: colisão entre Maia e Weintraub

Ainda que a votação da PEC do novo Fundeb tenha sido adiada para março, acordo firmado hoje, que aumenta para 20% a complementação da União ao fundo da educação, deve pôr em rota de colisão, amanhã, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o ministro da educação, Abraham Weintraub.

Estratégia de confronto

Flávio Bolsonaro pode ter dado a partida, hoje, em estratégia de confronto renovado com o governo da Bahia – e o PT –, que envolva o presidente e apoiadores, amanhã, no que se refere à morte do miliciano Adriano da Nóbrega. O caso continuará em foco, tanto pelo conflito – que já envolveu 20 governadores – quanto pelas dúvidas que pairam sobre o caso.

A economia e o mercado

Saem nesta quarta: 1) A Prévia da Sondagem da Indústria (FGV) e o Índice de Confiança do Empresariado Industrial (ICEI/CNI) de fevereiro; 2) O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (IACE) e o Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE) de janeiro (FGV).

Tanto os números da FGV quanto da CNI para a indústria indicaram, em janeiro, aumento da confiança do setor no médio prazo – com resultado mais reticente para a situação atual. Já os Indicadores Compostos da Economia apresentaram avanços (em dezembro), com aumento, respectivamente, de 1% e 0,1%.

O que interessa verificar amanhã é o grau de contaminação tanto das expectativas industriais quanto dos prognósticos para a economia como um todo pela maior preocupação do mercado, expressa pelo recuo nas projeções do PIB para 2020.

A visão do FED

No exterior, destaque para a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto, que trará informações sobre os prognósticos do FED para a economia norte-americana. Ao manter a taxa de juros estável, o Banco Central dos EUA sinalizou mudança na tendência do consumo interno, de forte para moderada, aspecto que deve ser mais detalhado amanhã.

Ainda nos Estados Unidos, nesta quarta, sairá o número das Novas Construções Residenciais em fevereiro, ainda em aberto (mas diversas projeções indicam recuo frente a dezembro) e do índice de Preços ao Produtor de janeiro (estima-se número entre 0,1% e 0,2%).

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17.02.20

Reforma administrativa saindo do forno?

Termômetro

Há expectativa de que o teor da reforma administrativa a ser proposta pelo governo seja divulgado amanhã, mesmo que parcialmente. A iniciativa seria uma forma de, ao mesmo tempo, medir a temperatura de reações e sinalizar para o Congresso e para o mercado:

1) Que o ministro Paulo Guedes continua forte e detém as rédeas da condução econômica, apesar de ilações da última semana indicando que aumentava a oposição a ele no seio do Planalto – inclusive no núcleo militar;

2) Que o projeto de reforma vai mesmo ser apresentado ao Congresso até o fim da semana, como indicou o presidente Bolsonaro.

Apresentada a linha do governo, dois fatos-chave a serem observados nesta terça:

1) A reação de Rodrigo Maia. Ainda que tenha se recusado a bancar a reforma administrativa pelo Congresso – ao contrário do que faz com a tributária –, o apoio do presidente da Câmara será decisivo para a aprovação do projeto;

2) O impacto das medidas na mídia, entre analistas e na opinião pública. O equilíbrio será delicado. Se a reforma parecer tímida, não fortalecerá expectativas econômicas, que recuam significativamente neste início de ano. Por outro lado, se não for transmitida a percepção de que serviços essenciais serão mantidos – e na verdade tornados mais eficientes -, levantará associações perigosas com problemas no INSS, na Receita e no Bolsa Família.

Reforma tributária: governadores e Câmara

A grande questão acerca da reforma tributária, amanhã, será a articulação entre governadores e o presidente da Câmara. Novo capítulo de enfrentamento entre estados e governo federal hoje, com carta de 20 governadores criticando Bolsonaro, deve jogar, de vez, a reforma no colo do Congresso.

A greve dos petroleiros começa a entrar no radar

Pode crescer amanhã o noticiário – e a preocupação – com o efeito negativo da greve dos petroleiros, que até o momento tem ficado quase que totalmente fora do radar, em função do sucesso de medidas de contenção da Petrobras.

O ministro Weintraub volta à linha de tiro

Retomada de agenda pública mais forte e fim da validade de decreto que instituiu a carteirinha estudantil do MEC levarão o ministro Weintraub de volta ao campo de batalha, amanhã. Fortalecido pelo presidente Bolsonaro, Weintraub deve partir para a ofensiva, retomando o estilo agressivo que foi posto em banho-maria após desgaste com o Enem.

Por outro lado, sofrerá, nesta terça, novos ataques – diretos ou de bastidores – do Congresso, capitaneados por Rodrigo Maia, que investe pesado para tirar o ministro do cargo.

Novo embate com Moro?

Posicionamento da AGU hoje, defendendo a implantação do juiz de garantias diante do ministro Fux, pode gerar nova série de especulações sobre guerra fria entre o ministro Moro e o presidente Bolsonaro, amanhã.

O embate, no entanto, deve ser travado indiretamente, já que ambos têm investido em imagem de proximidade nas últimas semanas. Os campos de batalha? 1) O julgamento do juiz de garantias no STF; 2) As movimentações do MP e da PF na investigação de Flavio Bolsonaro e da morte do miliciano Adriano da Nóbrega, na Bahia.

As ameaças ao Supremo

A notícia de que a Polícia Federal informou ao STF a possibilidade de atentados terroristas contra membros da corte terá desdobramentos amanhã: tanto sobre o grau efetivo da ameaça quanto no que se refere ao andamento de inquérito do próprio Supremo – muito criticado pela mídia – que apura ataques ao Tribunal em redes sociais.

A inflação no Brasil e as expectativas econômicas na Europa

Sai nesta terça-feira a segunda parcial do IGP-M de fevereiro (FGV), que deve confirmar forte desaceleração frente a janeiro.

No exterior, destaque para o Índice de Expectativa na Economia (ZEW) de fevereiro, na Alemanha, para o qual se estima retração (21,5 contra 26,7 de janeiro), mas ainda em patamar positivo; e na Zona do Euro, que tende para alta importante, na casa de 30,0, frente a 25,6 no mês anterior.

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