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14.05.20

Aproximação com Maia não pacificará instituições

Termômetro

POLÍTICA

Aproximação com Maia não pacificará instituições

A tentativa de aproximação entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia, que chegou a animar o mercado hoje, indica que o presidente da Câmara não quer ser identificado como inimigo do governo. Ou seja, vai manter posição contra o impeachment, no atual cenário (que pode mudar com divulgação de vídeo de reunião ministerial), e adotará, nos próximos dias, linha mais conciliatória em projetos da área econômica. Maia age, também, para não ser isolado pelo Centrão.

O cenário de instabilidade institucional, no entanto, se manterá amanhã. Será alimentado por guerra aberta entre o presidente e o governador de São Paulo, João Doria, – que tem como bastidor a disputa pelo apoio do setor empresarial. Também continuará em pauta a MP editada hoje por Bolsonaro, protegendo agentes públicos de responsabilização por atos na crise do coronavírus.

A iniciativa provocará polêmica no Congresso e rejeição no STF, sob o escrutínio negativo da mídia. Crescerá a preocupação com tendências autoritárias do governo e visão negativa – que até pouco tempo atrás era contida – sobre o comprometimento de militares com Bolsonaro. Artigo do vice-presidente Hamilton Mourão, hoje, contribui para esse processo.

ECONOMIA

Petrobras e Varejo nos EUA

Destaque no Brasil para o balanço da Petrobras no primeiro trimestre do ano, que dá medida do impacto – e das projeções – da pandemia do coronavírus na operação da estatal. Também está prevista a PNAD Contínua Trimestral (IBGE), ainda que dados divulgados no final de abril já apontassem para tendência de aumento no desemprego (12,2%) em março.

No exterior, saem as Vendas no Varejo nos EUA em abril, para as quais estima-se queda vertiginosa (-12, sobre -8,4% em março), e o PIB Trimestral da Alemanha, que deve apresentar recuo na casa de 2,2%, refletindo parcialmente (até março) os efeitos da pandemia.

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11.05.20

Muito gás e pouco contrato

A boliviana YPFB vem procurando grandes grupos industriais e empresas privadas de geração no Brasil para vender gás a preço de ocasião. Até agora, as boas relações da presidente interina, Jeanine Áñez, com o governo brasileiro não tem adiantado muito. Ressalte-se que a YPFB amarga perdas expressivas com a decisão da Petrobras de reduzir a importação de gás boliviano, no rastro da retração da atividade econômica.

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24.04.20

Mudanças

Parece que Jair Bolsonaro mudou a bandeira da distribuidora (de ideias) do seu “Posto”. Aderiu à Petrobras. Mas a escolha é por aquela estatal de antes do governo Lula.

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17.04.20

Questão de timing

A Petrobras cogita suspender o processo de venda da sua participação de 51% na Gaspetro. A entrega das propostas já foi adiada uma vez – do fim de março para o dia 30 de abril.

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01.04.20

A peça que faltava no mosaico da Petrobras

A decisão da Petrobras de criar uma diretoria de logística representa, a um só tempo, o equacionamento de um gap histórico da companhia e uma medida vital para o enfrentamento dos efeitos do novo coronavírus sobre a cadeia do petróleo. A nova área, a cargo do executivo André Chiarini, terá a responsabilidade de integrar todo o processo logístico das operações de upstream e downstream, que sempre funcionaram de maneira isolada, sem necessariamente conversar entre si.
A crise atual exige visão holística. A baixa demanda por combustíveis, no Brasil e no mundo, está elevando os estoques de óleo e seus derivados. A Petrobras já sinalizou a hibernação de unidades de águas rasas e a redução na produção mensal de petróleo em plataformas. Com o agravamento da pandemia e o isolamento da população por tempo ainda indeterminado, o mais provável é que outras atividades sejam paralisadas nas próximas semanas. A redução da carga processada de refino é praticamente inexorável, dadas as curvas de crescimento dos estoques.

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27.03.20

Petros alivia seu “ajuste fiscal”

Em meio à borrasca que se anuncia na economia, os beneficiários da Petros terão um oportuno alívio no bolso até a última semana de abril. É o prazo estimado pela própria diretoria da fundação para a entrada em vigor do novo plano de equacionamento atuarial. A cobrança da contribuição extra para funcionários e aposentados da Petrobras, realizada desde 2018, prossegue – o “ajuste fiscal” é mais do que necessário cobrir um rombo de R$ 37 bilhões. No entanto, a mordida será menos dolorida: em vez de uma taxa fixa para todos, haverá uma alíquota progressiva, proporcional aos rendimentos dos contribuintes. Faixas menores pagarão menos.

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19.03.20

Endereço certo

A Petros tem municiado o Ministério Público com novas provas de irregularidades em aportes na Sete Brasil. As flechadas estariam concentradas em Luis Carlos Afonso, ex-presidente da fundação, e Wilson Santarosa, todo-poderoso na comunicação Petrobras no governo Lula – ambos já denunciados pelo MPF. Para o governo Bolsonaro, a “Operação Dedo Duro” contra o passado petista da Petros soa como música.

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10.03.20

Queda do petróleo põe estados em uma encruzilhada

O jogo da tributação do petróleo, objeto de recente divergência entre Jair Bolsonaro e governadores, mudou. O governo federal deverá
aproveitar a forte queda da cotação do barril – 25% apenas ontem – para propor aos estados que o ICMS cobrado sobre os combustíveis deixe de ser aplicado em cima do valor pago pelo consumidor. A taxação se daria sobre o volume de venda na porta da refinaria. Esse novo modelo funcionaria como um sistema de contrapeso para a inevitável perda que as unidades da federação terão caso a queda do petróleo perdure ao longo dos próximos meses.

Além de funcionar como um hedge para os estados, com essa mudança a equipe econômica deixaria a Petrobras livre para executar sua política de preços. Essa nova forma de tributação eliminaria o problema do carregamento dos preços com impostos quando a cotação do petróleo voltar a subir. O mundo dá voltas. Não faz muito tempo, as discussões sobre o petróleo giravam em torno da alta do preço do Brent.

O consequente aumento dos combustíveis atrapalhava o governo federal, que propôs aos estados a redução do ICMS para evitar que o preço final na bomba ficasse elevado demais. Bolsonaro chegou a bravatear que, se os governadores cortassem o imposto sobre circulação de mercadorias, ele reduziria todos os tributos federais sobre os combustíveis. O assunto acirrou ainda mais a já tensa relação entre o presidente e os chefes do executivo estadual.

Os governadores se recusaram a abrir mão de receita. Agora o panorama está invertido. Com a drástica queda no preço do Brent, que ontem chegou a US$ 33 o barril, a arrecadação de ICMS tende a cair expressivamente. O vento mudou de lado e, agora, talvez os governadores tenham de fazer um mea culpa e estender a mão à Brasília para não assistirem a uma deterioração ainda mais acelerada de suas respectivas contas públicas.

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10.03.20

Corrida contra o relógio

O governador gaúcho Eduardo Leite considera não ter mais outra opção se não acelerar a privatização da Sulgás. A Petrobras já anunciou a venda da sua participação de 51% na Gaspetro, por sua vez dona de 49% da distribuidora gaúcha de gás. Ou seja: por via indireta, um novo investidor privado passará a ser sócio da empresa. O temor do governo gaúcho é que a operação comandada pela Petrobras esvazie a venda do controle da Sulgás.

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09.03.20

Bolsonaro, as reformas e o mercado

Termômetro

POLÍTICA 

Bolsonaro, as reformas e o mercado

O presidente Bolsonaro passará, amanhã, pelo maior teste do seu governo junto a forças produtivas e do mercado, que garantem sustentação à política econômica e ao governo. A debandada de hoje nas bolsas globais, em meio ao surto de coronavírus, que gera medo de recessão mundial, vai levar a forte clamor por iniciativa do Planalto em relação às reformas, em acordo com o Congresso Nacional, bem como por medidas de estímulo econômico. Paralelamente, haverá cobranças por política de preços que crie alguma proteção à Petrobrás – há especulação generalizada sobre aumento da Cide.

O ministro Paulo Guedes já deu o mote inicial e, se o governo mostrar agilidade, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre terão que responder positivamente, já que também sofrem pressão. Nesse contexto, seria possível uma aceleração das reformas tributária e administrativa (em qualquer roupagem que assuma). Faltariam as iniciativas mais imediatas, sobre as quais o ministro ainda não deu sinalização.

O maior risco, no entanto, é que o presidente mantenha agenda de campanha, falando para setores como o dos caminhoneiros e os apoiadores que organizam manifestações no dia 15. Se o fizer, pode assegurar popularidade localizada, mas verá sua imagem junto aos agentes econômicos derreter. E Guedes perderá autoridade.

A margem para erros reduziu-se decisivamente – se é que ainda existe.

PSICOSSOCIAL

O jogo do petróleo

O jogo do petróleo é tanto econômico quanto geopolítico – daí a dificuldade em se prever a possibilidade de algum tipo de acordo entre a Rússia e a Arábia Saudita. Além do conflito entre os dois países, está a concorrência com o shale gás norte-americano, cuja produção aumentou exponencialmente nos últimos anos, mas tem um custo mais alto. A Rússia quer testar o mercado, enquanto a Arábia Saudita pretende deixar inequívoca a liderança que exerce na formulação da política de preços para o setor.

A incógnita, até o momento, e que pode ser o fiel da balança, será a atitude dos EUA. O presidente Trump tentará surfar na redução de preços, de olho na popularidade interna, ou agirá para estabilizar o cenário, diante das incertezas geradas pelo coronavírus? As quais ainda vão aumentar, amanhã, com a OMS admitindo risco de pandemia e a decisão da Itália de declarar quarentena em todo o país.

Se decidir intervir, os EUA têm capacidade de influir nas decisões da Arábia Saudita.

ECONOMIA

A indústria brasileira

O principal número a ser divulgado nesta terça-feira será a Produção Industrial de janeiro, para a qual se prevê retração de 1,2%, em termos anualizados, e crescimento de 0,6% frente ao mês anterior. O número vai contribuir para o panorama negativo, mas, se confirmado nesse patamar, não causará surpresa.

No exterior, sai amanhã para o PIB na zona do Euro (deve ficar na faixa de 0,9%, na taxa anualizada). Há, ainda, expectativa – nesta terça e nos próximos dias – de medidas de estímulo econômico dos bancos centrais dos EUA, Japão e União Europeia.

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