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Balanço da primeira reunião de planejamento em 2020 realizada hoje pela equipe econômica tomará conta do noticiário amanhã – vocalizada pelo ministro Guedes ou através de ilações na mídia.

Cobranças por iniciativa mais ágil e enfática para enfrentar o que começa a ser avaliado como paralisia do INSS na concessão de benefícios será destaque entre pautas negativas. Falta de mobilização e respostas fracas de autoridades vêm transformando a questão em risco importante de imagem para o governo. O tema cairá no colo do ministro Guedes, nesta terça. Outra pauta delicada será o reajuste do salário mínimo, que ficou abaixo da inflação de 2019.

Ao mesmo tempo, terão espaço:

1) Teor e cronograma para apresentação das reformas administrativa e tributária ao Congresso;

2) Possibilidade de ajustes ao Orçamento – e novos cortes – em função da inflação superior ao previsto em 2019;

3) Agenda de privatizações para 2020 e prognósticos do Ministério da Economia. Nesse âmbito, governo contará com o otimismo do mercado e de boa parte da mídia.

Petrobrás: redução de tarifas favorece a não intervenção

Diminuição de 3% determinada pela Petrobras nas tarifas da gasolina e do diesel nas refinarias tende a ser bem avaliada amanhã, como fruto de estabilização de preços internacionais e do câmbio. Comando da estatal – e política de não intervenção em preços – sairão fortalecidos. E diminuirá apoio da mídia à ideia de fundo para amortizar flutuações dos preços de combustíveis, defendida pelo Ministério da Infraestrutura e pelo próprio presidente Bolsonaro.

A retomada dos embates entre o Legislativo e o Judiciário

Alguns temas que têm sido majoritariamente percebidos pela mídia como reflexos de embate político entre a Operação Lava Jato e o Poder Legislativo estarão em foco amanhã:

1) Negociações na Câmara dos Deputados para emenda a projeto, aprovado no Senado, que estabelece o fim do foro privilegiado. Seria criado contraponto, para impedir que os juízes de primeira instância determinem medidas cautelares contra políticos. Não há definição de data para votação, mas exposição do debate levará, amanhã, ao bombardeamento e provável inviabilização prévia das negociações em curso.

Deve haver questionamentos, nesta terça, quando ao posicionamento do presidente Rodrigo Maia, que dará medida importante do ambiente na Câmara quanto ao tema;

2) Novos capítulos sobre o Juiz de Garantias, que será associado às negociações para limitar poderes de juízes de primeira instância. Se deputados não indicarem recuo nessa questão, começarão, rapidamente, a contaminar o debate, abrindo espaço para nova ofensiva de entidades do Judiciário e do próprio ministro Moro contra a medida.

3) A retomada de ilações sobre  o “cabo de guerra” entre a Câmara e o Senado no reestabelecimento da prisão em segunda instância. A conferir amanhã, mas tudo indica que o Senado (na verdade a ala identificada com a Lava Jato), que defende projeto de lei de tramitação mais rápida e aplicação restrita à esfera criminal, largará na frente.

O impulso do comércio e a indústria regionalizada

Saem amanhã a Pesquisa Mensal do Comércio (PMS) e a Pesquisa Industrial Regional (PIM) de novembro, ambas do IBGE.

No comércio, há forte expectativa em função: 1) Da desaceleração de outubro (0,1%) após expansão de setembro (0,8%) e da percepção de que o setor é um dos principais impulsionadores da recuperação econômica; 2) De impactos da Black Friday para o setor (data oficial do evento foi 29/11).

Na Indústria, resultados nacionalizados, divulgados na semana passada, apresentaram queda de 1,2%. A conferir se recuo foi generalizado ou se houve concentração regional.

A Balança Comercial chinesa e o acordo comercial com os EUA

Internacionalmente, vale destacar nesta terça:

1) A Balança Comercial da China em dezembro. Estima-se expansão importante, com aumento do superávit (de US$$ 37,93 bilhões para projeções que oscilam entre US$ 45 e 50 bilhões); exportações (crescimento em torno de 3,2% após recuo de 1,3% em novembro) e importações (expectativas acima de 8% após aumento de 0,3% em novembro).

Se confirmados, números alimentarão otimismo em relação à economia chinesa e ao fim – ou ao menos contenção – da guerra comercial com os EUA. A expectativa de que os dois países anunciem a primeira etapa de acordo comercial já animou mercados internacionais hoje.

2) O Índice de Preços ao Consumidor de dezembro, nos EUA, que deve se manter estável, em 0,2%.

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13.01.20

Petrobras corta mais de R$ 1 bilhão em custos

O “Chicago Old” mais celebrado pelo mercado, à exceção é claro do hors concours Paulo Guedes, é indiscutivelmente o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. O executivo acerta em todas as direções e está realizando a proeza de pouco a pouco debelar a resistência da corporação a uma gestão de corte liberal. Do período do seu ingresso na estatal aos dias de hoje, a antipatia do funcionalismo com Castello arrefeceu bastante. Soma para isso seu discurso de valorização da estatal.

Castello é um “mercadolatra”, mas joga para cima a imagem da Petrobras. Pois agora, conforme apurou o RR, o executivo está liderando o que se anuncia como o maior programa de corte custos da história recente da empresa. Já para este ano, está prevista uma redução de despesas gerais e administrativas da ordem de 20%, em termos absolutos algo superior a R$ 1 bilhão. Trata-se de uma economia bem superior à obtida pela gestão de Pedro Parente, mesmo com o apoio da consultoria Falconi e aplicando o incensado método do Orçamento Base Zero. Antes que alguém pense em uma carnificina de empregos – o mais tradicional e, na maioria dos casos, o mais preguiçoso instrumento de corte de gastos –, não haverá demissões em massa na estatal.

Uma parte significativa da economia virá, sim, de programas de desligamentos voluntários ainda vigentes e outros PDVs que estão por vir. Mas haverá, sobretudo, um ataque ao desperdício. A direção da Petrobras estipulou uma meta global de cortes e cada setor ficará responsável por identificar onde poderá reduzir mais suas despesas. As áreas de serviços deverão renegociar ou mesmo encerrar contratos com fornecedores, reduzir custos imobiliários, devolver prédios. A orientação, comum a todos os departamentos, é atacar também os gastos miúdos, tradicionais roedores de grandes somas no acumulado: despesas com viagens, transporte, serviços de telefonia, papel para impressão, material de escritório, assinaturas de jornais (nada a ver com a vendeta de Jair Bolsonaro contra a mídia) etc etc.

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A grande questão amanhã serão as consequências, para o Brasil, do ataque norte-americano que levou à morte o principal líder militar iraniano, Qassen Suleimani:

1) Prioritariamente, no que se refere à política de reajuste de preços da Petrobras. O mais provável é que não haja aumento imediato, à espera de desdobramentos do cenário internacional. Mas a estatal e – mais do que ela – o presidente Bolsonaro e o ministro da Economia serão pressionados, amanhã, para definirem, a priori, uma linha de ação.

Primeiros sinais, a serem confirmados neste sábado, indicam que se buscará algum tipo de meio termo. Ou seja, uma forma de amortizar o aumento de preços, caso se intensifique, mas mantendo a margem para flutuação.

2) Ainda assim, estarão em debate os riscos para a estatal, caso haja opção política por contenção de preços. Avaliação do mercado é de que ações nesse sentido gerariam perda de credibilidade e dificultariam venda de ativos, parte central do planejamento da empresa para 2020;

3) Em segundo plano, no âmbito da política externa. Presidente Bolsonaro se alinhará ostensivamente com os EUA, prejudicando relações comerciais com o Irã e gerando certa indisposição com a China, ou buscará manter pontes com iranianos, ainda que mostre apoio a Trump? Tema está em suspenso até o momento, em parte ofuscado, justamente, por ilações ligadas ao custo de combustíveis e à Petrobras;

4) Por fim, análises sobre instabilidade que pode ser alimentada pelo conflito e o impacto que teriam no comércio global, bem como, internamente, no dólar, na inflação e na Bolsa.

Os limites da reforma administrativa

Próximos dias serão importantes para entender o grau de engajamento do presidente na reforma administrativa. A iniciativa é prioritária para o Ministério da Economia, e Bolsonaro começa a emitir sinais positivos após ter deixado a medida em banho-maria.

Mas limitará o alcance do projeto, de modo a diminuir o desgaste político junto ao funcionalismo, em ano eleitoral. A questão, que deve começar a ficar mais clara de amanhã até segunda, é o quanto.

O cronograma do Juiz de Garantias

Polêmica em torno da criação do Juiz de Garantias se manterá amanhã, mas reversão da iniciativa vai se tornando cada vez mais improvável. O tema deve se direcionar, nos próximos dias, para a definição de cronograma de implementação do projeto, que foi debatido, hoje, pelo ministro Dias Toffoli e o Conselho Nacional de Justiça.

A inflação até 2,5 salários mínimos

Sai na segunda-feira o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC C1) de dezembro, da FGV, que mede a flutuação de preços para famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Gera particular interesse porque:

1) O índice apresentou alta acima da média auferida para faixa de renda superior, entre 1 e 33 salários mínimos, em novembro (0,56% frente a 0,49%);

2) Trata-se de grupo no qual o presidente Bolsonaro tem a mais baixa aprovação, segundo pesquisas recentes, dentre elas a do Datafolha.

O setor de serviços na China, Europa e EUA

Internacionalmente, destaque para:

1)  Previsão geral de crescimento na série PMI no Setor de Serviços em dezembro para EUA (de 51,6 para 52,2), União Europeia (de 51,9 para 52 a 52,4), Alemanha (de 51,7 para 52) e França (52,2 para 52,4). Destoa da tendência a China, para a qual se estima recuo, mas ainda em patamar bastante positivo (de 53,5 para 53);

2) Vendas no Vareja na Alemanha em novembro. Projeções apontam para importante recuperação, com avanço de 1,1% frente à queda de 1,9% em outubro.

 

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A nova Lei de Abuso de Autoridade vai alimentar importante discussão, amanhã, quando entrará em vigor. Por um lado, serão analisados em termos gerais os efeitos imediatos da legislação no que se refere às limitações – e punições – que poderão ser impostas a juízes e promotores. Como serão implementadas? Significarão maior controle ou atrapalharão investigações contra a corrupção?

Por outro, se aprofundará viés que já ganha corpo hoje: a relação com a Lava Jato. Diversas medidas previstas impediriam iniciativas emblemáticas da força-tarefa, como a condução coercitiva para depoimentos ou a liberação de parte dos áudios do ex-presidente Lula e sua mulher.

De toda forma, o assunto será abordado como derrota do ministro Moro, que deve ser questionado, assim como o presidente Bolsonaro, que teve parte de seus vetos ao projeto derrubados pelo Congresso. Ainda que o ministro venha atuando de maneira mais política, não se pode descartar algum atrito com parlamentares caso critique a nova lei.

Paralelamente, o tema vai favorecer o debate, já acirrado, sobre a criação do Juiz de Garantias.

Comércio exterior: os resultados e as previsões para 2020

O pior resultado na Balança Comercial desde 2015 levantará pautas sobre o comércio exterior no ano que se inicia. Atenção se voltará sobretudo para as exportações, que apresentaram queda significativa. Nesse âmbito, terão destaque:

1) A política externa, particularmente a concorrência por mercados com os EUA e a importância da China.

2) O ambiente mais positivo no comércio internacional, ao menos no momento, com anúncio de acordo entre o governo norte-americano e o chinês, a ser selado no dia 15 de janeiro;

3) A redução na exportação de manufaturados e as relações com a Argentina, importante comprador nesse campo, especialmente no setor automotivo.

Petrobras: investimentos e iniciativa privada

Plano de investimentos da Petrobras estará em foco amanhã, a partir de especulações sobre volumes que serão investidos pela empresa na revitalização da Bacia de Campos. Avaliações – e manifestações da estatal – podem transbordar, também, para o aumento de participação da iniciativa privada no processo.

A polêmica do Fundo Eleitoral

Tudo indica que vai se confirmar amanhã a sanção presidencial ao Fundo Eleitoral de R$ 2 bilhões para pleitos de 2020. Presidente já se protegeu de críticas alegando que poderia sofrer impeachment caso vetasse o Fundo e pode haver algum desgaste ao Congresso. Mas como o tema já teve muito destaque e chegaram a ser aventados valores bastante superiores ao aprovado, polêmica será limitada.

A inflação nas capitais brasileiras

Sai amanhã o IPC-S Capitais para a 4ª quadrissemana de dezembro, fechando o mês. O índice vem de desaceleração na terceira parcial (0,86% sobre 0,87% na segunda).

O desemprego e a indústria na Alemanha e nos EUA

No que tange os indicadores internacionais, destaque para:

1) A Taxa de Desemprego de dezembro na Alemanha. Apesar de leve aumento no número de desempregados, a taxa deve permanecer em patamares baixos, na casa de 5%;

2) O PMI Industrial dos EUA em dezembro. Número quase certamente se manterá abaixo dos 50 pontos, mas com tendência de alta (de 48,1 para 49,0).

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O ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a pauta da segurança e do combate à corrupção terminarão o ano em foco. Acerca de Moro, balanços vão corroborar sua forte popularidade e amplo potencial como futuro candidato – a presidente ou vice. Mas também apontarão para derrotas e jogo de “morde e assopra” da parte do presidente Bolsonaro.

Já no que se refere à versão final do pacote anticrime, o destaque será para a figura do juiz de garantias. Diminuição de resistência virá do apoio, ao menos parcial, do STF, na figura dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Morais e Celso de Mello.

Ao mesmo tempo, pode ser mantida – ou até mesmo aprofundada – a resistência de entidades e setores do judiciário, como o Conselho Nacional de Justiça, com base, sobretudo, no argumento de que muitas comarcas contam apenas com um juiz.

No final das contas, definição de cronograma, do alcance (valerá para decisões anteriores ou somente daqui para frente?) e de eventuais custos para implementar o novo sistema serão os fiéis da balança. Nesse sentido, o prazo de um mês para efetivar a mudança será, provavelmente, posto em xeque nos próximos dias.

Também devem ter mais espaço análises sobre os aspectos positivos do projeto no combate ao crime organizado. O tema ficou um pouco apagado, no primeiro momento, com os holofotes voltados para questões ligadas ao combate à corrupção.

Por fim, vai gerar debate a pesquisa do Datafolha, salientando que a maioria da população prefere o investimento social como principal maneira de enfrentar a violência. Conclusão difere da ênfase na repressão, quase sempre dada ao tema tanto pelo presidente Bolsonaro quanto pelo ministro Moro. Vai, assim, alimentar cobranças por agenda social, que ainda parece fraca na atual gestão.

As reformas e o crescimento em 2020

Apesar da perda de densidade do noticiário, bem como de movimentações políticas nos últimos dias do ano, ganharão corpo previsões acerca de 2020:

1) Em primeiro plano, para agenda de reformas, tanto da parte do governo, capitaneado pelo ministério da Economia, quanto do Congresso, sob a liderança de Rodrigo Maia.

Da parte do governo, o ministro Paulo Guedes indica que aproveitará a “pausa” para dar mais força à reforma administrativa, que já declarou ser prioridade, mas encontra resistência dentro do núcleo político e do próprio presidente Bolsonaro. Angariar o apoio da mídia e de analistas pode ser primeiro passo para reverter dificuldades. Estará em pauta, dentre outros pontos, a flexibilização da estabilidade dos servidores.

No que se refere a Maia, a menina dos olhos será a reforma tributária. Também tende a crescer a mobilização em torno da autonomia do Banco Central, que encontrará menos resistência em setores organizados da sociedade.

2) Em segundo plano, por ter sido destaque das últimas duas semanas, sobre rumos da economia, com tendência positiva – demonstrada hoje no Boletim Focus – para estimativas de  crescimento. De novidade, terá espaço o bom resultado no financiamento imobiliário, que apresentou o melhor mês de novembro em quatro anos. Já as especulações acerca de retomada do emprego devem ser mais tímidas.

Os ministérios ideológicos, o viés autoritário e Flávio Bolsonaro

Panorama mais negativo para o governo, nos próximos dias, virá de: 1) Prováveis avaliações críticas acerca de atuação na cultura, educação, meio ambiente (que terá gancho no ressurgimento de manchas de óleo no litoral cearense) e, em menor medida, relações exteriores. Essas áreas serão expostas como exageradamente ideológicas, pouco eficientes e voltadas para o confronto; 2) O que é percebido como viés autoritário em declarações do presidente Bolsonaro e seus filhos, ao longo de 2019; 3) O desgaste contínuo – ainda que perca um pouco de força por ausência momentânea de fatos novos – gerado por acusações contra o senador Flávio Bolsonaro.

Instabilidade política na Bolívia e negociações com a Petrobras

Expulsão de embaixador do México e de dois diplomatas espanhóis, acusados de facilitar a saída de ex-integrantes do governo de Evo Morales, reporá, amanhã, a sensação de instabilidade e desconfiança quanto à atuação da presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez.

Já no campo da economia, acaba amanhã o contrato entre a Petrobras e a boliviana YPFB para compra de gás, mas foi fechado acordo de transição, válido até março de 2020. De toda forma, negociações apontam para manutenção de monopólio da estatal no uso do gasoduto Bolívia-Brasil por pelo menos mais um ano.

Cresce o otimismo sobre a “Guerra Comercial”

Devem se intensificar, nos próximos dias, as ilações – positivas – sobre a nova rodada de negociações entre China e Estados Unidos, alimentadas por notícia de que o vice-primeiro-ministro chinês embarcará para Washington no início de 2020.

A confiança dos consumidores nos EUA

Nos EUA, sai amanhã o índice de Confiança do Consumidor Conference Board de dezembro, que oferece medida importante dos gastos dos consumidores norte americanos. Projeta-se crescimento significativo, de 125,5 para 128, 2, após três meses de relativa estagnação.

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16.12.19

AGU contra os petroleiros

Vem chumbo grosso para cima dos petroleiros. Além da Petrobras, a AGU vai recorrer da decisão do TST que livrou a Federação Única dos Petroleiros e sindicatos filiados de pagarem multas de R$ 32 milhões. As sanções se referem a paralisações dos trabalhadores da estatal entre 25 e 29 de novembro, consideradas indevidas pela companhia. O dueto Petrobras-AGU chama atenção. Embora a petroleira seja controlada pela União, não é a prática mais comum.

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10.12.19

Roleta russa

Após a fracassada negociação para a compra da unidade de nitrogenados da Petrobras em Três Lagoas (MS), a russa Acron tem um novo alvo no Brasil: a Heringer. Em recuperação judicial, a fabricante de fertilizantes estaria avaliada em torno dos US$ 120 milhões. A Acron duela com duas conterrâneas: as também russas Uralkali e Uralchem.

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04.12.19

Refino verde e amarelo

Finalistas na disputa pelas refinarias da Petrobras, o Grupo Ultra e a Raízen estariam costurando um consórcio para a compra casada dos ativos. A dupla brasileira tem interesse na Alberto Pasqualini e na Repar.

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03.12.19

Pisa alimenta debate sobre políticas educacionais

Termômetro

Dados do Pisa (avaliação da OCDE que mede resultados da educação), afirmando que o setor está essencialmente estagnado no Brasil desde 2009, provocarão movimento duplo, amanhã: 1) Mapeamento de falhas e avanços da política educacional nos governos do PT (sobretudo) e de Michel Temer; 2) Cobranças acerca de planejamento da atual gestão. 

Como números avaliados são de 2018, não haverá responsabilização do ministro Weintraub por resultados do Pisa em si. No entanto, sua imagem na mídia é negativa, piorou recentemente com relatório técnico de comissão parlamentar, capitaneada pela deputada Tábata Amaral, e suas declarações de hoje foram consideradas agressivas e pouco propositivas. O quadro tende a alimentar duros questionamentos sobre medidas tomadas na educação em 2019 e em projetos para 2020. 

Ministério ainda enfrentará desgaste em função de relatório da Controladoria Geral da União apontando irregularidades em licitação de R$ 3 bilhões para a compra de equipamentos de informática. Pregão (eletrônico) já foi suspenso. 

O Embate no PSL

Confirmação, pelo diretório nacional do PSL, de suspensões e punições a 18 deputados vai somar-se à dissolução do diretório de São Paulo para gerar nova reviravolta na estrutura de comando do partido. Assim que a decisão for protocolada, o deputado Eduardo Bolsonaro deve perder a liderança da sigla na Câmara. Demais deputados suspensos também perderão os cargos que exercerem em comissões. Nesse contexto, serão dois os desdobramentos centrais, a partir de amanhã:

1) Indicações de quem será o novo líder do partido e de como o PSL se posicionará diante do governo Bolsonaro;

2) Reação da ala “bolsonarista” da agremiação, que terá de fazer algum movimento para manter a influência parlamentar. Tendem a ganhar espaço, novamente, especulações sobre as dificuldades e riscos para a criação de novo partido do Presidente (Aliança pelo Brasil). 

Anvisa em foco

Decisão da Anvisa, permitindo o registro e venda de medicamentos à base de Cannabis, mas proibindo o plantio no Brasil, alimentará um amplo debate, amanhã. Por um lado, serão aventadas as consequências e limitações da medida para pacientes. Por outro, a existência ou não de influência político-ideológica na decisão. 

Na Câmara, vetos e orçamento

Na Câmara, destaque amanhã deve ser para votação de vetos do presidente à minirreforma eleitoral. Deputados – irritados por demora em liberação de emendas – podem reverter questões como o fim do horário eleitoral gratuito. Vale atenção, ainda, para movimentações em torno da votação do orçamento 2020. 

PIB: análises e impulso para a equipe econômica

Números acima do esperado para o PIB do terceiro trimestre continuarão a gerar noticiário majoritariamente positivo para o governo amanhã. Haverá detalhamento e análise por setor da economia, com foco na curva de investimentos, percebida como indicação da sustentabilidade do crescimento. Resistência do desemprego se manterá como grande calcanhar de Aquiles, servindo de contraponto a diagnóstico e projeções mais entusiasmadas. 

Isso posto, equipe econômica ganhará importante capital de imagem, nesta quarta, com benefícios estratégicos para o ministro Paulo Guedes, que vem do maior desgaste de sua gestão, após declarações sobre o AI-5. Pode aproveitar o momento para avançar em “balões de ensaio” lançados hoje com o objetivo de acelerar privatizações e concessões – destaque para o Banco do Brasil, que dependeria de aval de Bolsonaro. 

Petrobras valorizada

Vai gerar bom efeito para o mercado, amanhã, anúncio do presidente da Petrobras de que pretende realizar nova oferta de ações da BR Distribuidora. Outro fator importante será o anuncio de que o Fundo Soberano da Noruega retirou a estatal de uma lista de empresas que poderiam perder investimentos devido ao risco de corrupção.

A indústria pode alimentar otimismo

Saem amanhã a Produção Industrial de outubro (IBGE) e o Índice de Commodities de novembro (IC-Br) do Banco Central. Na indústria, a expectativa é de crescimento de 0,5% sobre setembro e de 0,7% sobre outubro de 2018. Seria a terceira alta seguida, frente ao mês anterior, e a segunda, frente ao mesmo mês de 2018. Se tais dados se confirmarem, favorecerão o aumento de estimativas para o PIB em 2020. Em relação às commodities, que têm expressiva influência nas contas externas, projeções estão em aberto. Número vem de alta de 2,21% em outubro (mas queda de 1,56% em taxa anualizada). 

Adiamento de negociações EUA-China e alinhamento brasileiro

Declarações do presidente Trump, hoje, de que acordo com a China pode ficar para depois das eleições presidenciais norte-americanas, estimulará volatilidade de mercados, amanhã. Afirmação será lida por boa parte da mídia internacional – e brasileira – como forma de desviar atenções para dificuldades internas geradas por processo de impeachment em curso. Questão também aprofundará percepção negativa quanto à política de alinhamento automático com os EUA. Nesse mesmo sentido, pode haver, amanhã, mais informações acerca de anúncio de Trump de que vai taxar o aço e o alumínio brasileiros. 

Os serviços nos EUA, Zona do Euro e Alemanha

No exterior, destaque para PMI de serviços nos EUA, Zona do Euro e Alemanha, em  novembro. Espera-se queda nos índices dos três países: pequena nos EUA (de 54,7 para 54,5) e na Alemanha (de 51,6 para 51,3) e mais significativa na Zona do Euro (de 52,2 para 51,5). Os números se mantêm em patamar positivo e não devem provocar maiores abalos. Mas gera particular atenção o recuo na Zona do Euro, que sofre com temores de retração econômica. 

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28.11.19

A denúncia no Tribunal Penal Internacional e o fator simbólico

Termômetro

A denúncia por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional deve ensejar reação do presidente, entre hoje e amanhã. A ação ainda não foi aceita pela Corte e, mesmo que seja, dificilmente terá consequências práticas. Mas vai criar novo símbolo de que a atual gestão não tem políticas nem para a população indígena nem de proteção ambiental. Como resultado, tais setores devem ser avaliados de maneira fortemente crítica, nesta sexta.

Paralelamente, aumentará o interesse, nacional e internacional, para o caso de membros de ONG no Pará, presos sob acusação de terem participado de incêndio da floresta na região. Justiça acaba de determinar soltura dos acusados e, até o momento, prevalece na mídia imagem de que a investigação policial é confusa e não apresenta nenhuma prova.

STF libera o Coaf

A decisão final do STF, liberando o compartilhamento de dados pelo Coaf com o MP, sem autorização judicial, vai aprofundar o destaque para investigações que atingem o senador Flávio Bolsonaro. O alvo central, nesta sexta, será o possível enfraquecimento político de Flávio e suas consequências para o núcleo duro do presidente, ora mobilizado para a criação de novo partido.

A PEC Emergencial e os servidores

Deve ser apresentado amanhã o parecer do relator da PEC Emergencial, o senador Oriovisto Guimarães (Pode-PR). Ministro Guedes já salientou que a PEC ficará para o ano que vem, em função de considerações políticas. No entanto, a leitura do parecer em si, se ocorrer, já provocará desgaste para o governo junto a servidores públicos, que seriam os principais afetados com a medida. Também obrigará o presidente ou o ministro a se posicionarem novamente sobre o tema

Petrobras 2024

Estarão em pauta, amanhã, detalhes do plano de investimentos da Petrobras de 2020 a 2024, anunciado hoje. Destaques serão: 1) Diminuição de valores previstos, em comparação ao plano anterior, para o período de 2019 a 2023 (US$ 75,7 bilhões contra US$ 84,1 bilhões); 2) Priorização do segmento de exploração e produção, com foco no pré-sal. Tanto agentes econômicos quanto a mídia devem avaliar positivamente o planejamento da estatal.

A exclusão da Folha de São Paulo e a reação da Imprensa

Os desdobramentos de exclusão da Folha de São Paulo de licitação da Presidência para assinatura de jornais ainda são incertos. Se demais veículos de mídia se mobilizarem, amanhã, pode haver maior impacto para o governo.

EUA, Hong Kong e Uruguai

Na política internacional, serão dois os principais temas, nesta sexta:

1) O grau de comprometimento do presidente Trump com projeto de lei por ele sancionado, em apoio à democracia em Hong Kong. Questão está no ar porque não houve, ainda, manifestação clara dos EUA diante de dura (mas possivelmente retórica) reação inicial da China. Hoje, Trump tratou apenas de retomada de negociações com o Talibã, no Afeganistão.

2) Primeiros passos de Lacalle Pou  –  confirmado hoje como presidente eleito do Uruguai –,  particularmente no que tange ao Brasil. Pou, de centro direita, rompe com domínio de 15 anos da Frente Ampla (coalização de centro esquerda)  no governo federal.

Mapa da economia brasileira

Estão previstos para amanhã uma série de indicadores com impacto em expectativas econômicas no Brasil. Destaque para:

1) A PNAD Contínua de outubro. Espera-se leve recuo em números do desemprego, na faixa de 11,6% (contra 11,8% em setembro). Se confirmado, dado será lido como indício de recuperação econômica, ainda que muito lenta, como tem sido a marca de 2019. Ao mesmo tempo, às vésperas de ano eleitoral, aumentará a pressão sobre a equipe econômica para acelerar a criação de novos postos de trabalho. As cobranças tendem a se agravar porque a MP que institui o Programa Verde e Amarelo – principal medida da atual gestão para gerar empregos, com foco nos jovens –, está em xeque. Davi Alcolumbre ameaça devolver a MP ao Planalto (ou parte dela) por vícios de inconstitucionalidade, e ministra Carmen Lúcia pediu explicações sobre o projeto.

2) O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) e a Sondagem de Serviços de novembro, ambos da FGV. O IIE-Br cumprirá papel estratégico, já que, ao contrário de panorama em outubro, quando grau de incerteza caiu 5,8 pontos, o momento é de renovada preocupação com a guerra comercial entre China e Estados Unidos. Além de menor otimismo com reformas, passada a empolgação com a Previdência.

3) O Indicador de Atividade da Fiesp, para outubro. Índice vem de três altas seguidas, com dados de setembro mostrando crescimento moderado na economia do estado. Expectativa é de que tal curva se mantenha, atestando retomada mais forte em São Paulo, comparada à média nacional.

4) Definição da bandeira tarifária de energia elétrica de dezembro (ANEEL). Em novembro a Agência passou de bandeira amarela (R$ 1,34 a cada 100 kWh consumidos) para vermelha 1 (R$ 4,16 a cada 100 kWh consumidos).

Resultados na China e Europa

No exterior, atenções amanhã se voltam para economias chinesa e europeia, com ênfase:

1) No PMI da Indústria e de não manufaturados de novembro, na China. Expectativas de crescimento na margem (de 49,3 para 49,5) para a indústria, mas ainda em patamar negativo (abaixo de 50); e de leve aumento (em faixa positiva) para não manufaturados (de 52,8 para 53,1).

2) Taxa de Desemprego de novembro e Vendas no Varejo de outubro, na Alemanha. Estima-se estabilidade no desemprego, em 5%, e queda no varejo (3,0% contra 3,4% em setembro). Números não devem alterar expectativas sobre a economia alemã.

3) Taxa de Desemprego de outubro e Prévia do  Índice de Preços ao Consumidor (IPC) anualizado para novembro, na Zona do Euro. Desemprego deve permanecer em 7,5% e IPC aponta para aceleração (de 0,7% para 0,9%).

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