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02.09.21

Total recarrega os investimentos em energia limpa no Brasil

A francesa Total prepara um pacote de investimentos em energia renovável no Brasil. Um dos projetos mais ambiciosos em estudo seria a entrada no segmento de geração eólica em alto-mar. O grupo teria planos de construir um cinturão de energia em torno de suas plataformas offshore. Os franceses detêm participação em 18 blocos de petróleo e gás em sete bacias da costa brasileira, em 10 dessas áreas como operadores.

Procurada, a Total não quis se pronunciar. O Brasil é peça importante no tabuleiro do padrão ESG da Total. O grupo se compromete a zerar suas emissões de carbono até 2050. A meta dos franceses é chegar a essa data com 40% do seu faturamento provenientes da geração de energia elétrica, notadamente de fontes renováveis. Hoje, a empresa já tem uma capacidade instalada de 12 GW, sendo 7 GW oriundos de usinas eólicas e solares.

A Total deverá buscar parceiros para os seus investimentos no Brasil. Quem sabe não poderia ser a senha para os franceses reabrirem conversações com a Petrobras? Em 2019, as duas companhias romperam uma joint venture para investimentos conjuntos em geração eólica e solar. De lá para cá, cada um tomou um rumo diferente. A Total avançou em energia verde no Brasil: hoje, soma cerca de 300 MW, contabilizando-se projetos já em operação e em construção. A estatal, por sua vez, vive um curioso stop and go and stop no segmento de renováveis. Nos últimos meses, a fase é de “stop”. A Petrobras vendeu participações em usinas eólicas e praticamente restringiu seus investimentos em novas fontes de geração à área de pesquisa e desenvolvimento – ver RR edição de 19 de maio.

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01.09.21

Uma operação gasosa

A venda da participação da Petrobras na Gaspetro para a Compass, leia-se Cosan, corre o risco de parar nos tribunais. Governadores, notadamente do Nordeste, têm discutido a possibilidade de entrar na Justiça para brecar a operação até que os estados exerçam o direito de preferência para a compra da participação da holding em suas respectivas concessionárias. A Gaspetro está no capital de 18 distribuidoras estaduais de gás. Ressalte-se que os governos da Bahia e da Paraíba já confirmaram que pretendem recomprar as ações da BahiaGás e da PBGás.

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26.08.21

Todos os homens do general da Petrobras

O processo de “militarização” da Petrobras avança a passos largos. Segundo a rádio-corredor da estatal, o coronel da reserva do Exército Ricardo Pereira Bezerra foi promovido a general de quatro estrelas na hierarquia peculiar da companhia. Bezerra é assessor direto e, não é de hoje, homem de confiança do general Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras. O coronel manda e desmanda. Em Itaipu, por exemplo, ocupava a chefia de gabinete de Silva e Luna na presidência da estatal. A ala militar da Petrobras tem ainda nomes como o coronel da reserva Ricardo Silva Marques, gerente executivo da área de Inteligência e Segurança Corporativa, e o capitão-tenente da reserva da Marinha Carlos Victor Guerra Nagem, também assessor da presidência – ver RR de 14 de junho. Nos corredores da companhia, são chamados de “todos os homens do general”.

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11.08.21

Desinvestimento em marcha lenta

A Petrobras está retomando o processo de venda da Araucária Nitrogenados, fábrica de fertilizantes no Paraná. Entre idas e vindas, lá se vão quase dois anos tentando passar o ativo adiante.

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06.08.21

YPFB quer lugar da Petrobras no Gasbol

O RR apurou que a YPFB entrou na disputa pela participação de 51% da Petrobras na TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil- Gasbol). O ativo está avaliado em aproximadamente US$ 1 bilhão. Segundo uma fonte envolvida nas negociações, a estatal boliviana estaria, inclusive, conversando com a belga Fluxys sobre a possibilidade de uma oferta conjunta pelas ações. Ambas já estão no capital da TBG: a Fluxys detém 29% da companhia; os bolivianos, por sua vez, aumentaram recentemente sua participação de 12% para 19%. A investida da YPFB pode não apenas representar uma reviravolta no processo de venda da TBG como dar aos bolivianos um peso ainda maior no mercado brasileiro de gás. A empresa passaria a ter uma posição relevante nas duas pontas da operação: como grande fornecedora do insumo para o Brasil e como controladora da principal malha de transporte de gás do país. Ressalte-se que a YPFB tem feito movimentos também para fechar a venda direta do combustível para estados, vide o recente acordo firmado com o governo do Mato Grosso.

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26.07.21

Fim de ciclo?

A Petrobras estaria esperando apenas o fim dos Jogos de Tóquio para rever sua política de patrocínios aos esportes olímpicos. As discussões passarão muito pela performance do Brasil na Olimpíada. Atualmente, a estatal financia 25 atletas – cinco deles paralímpicos -, a um custo médio de R$ 3 milhões/ano. Em tempo: caso venha a cortar os recursos, a gestão do general Joaquim Silva e Luna vai repetir o que a Petrobras fez em 2016, sob a direção de Pedro Parente.

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15.07.21

Caminhoneiros no radar do GSI

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) intensificou o monitoramento dos sindicatos de caminhoneiros. Fonte da área de Inteligência informou a RR que o GSI acompanha, desde o último fim de semana, líderes da categoria. Eles têm discutido a possibilidade de uma greve de advertência. A probabilidade de uma paralisação vem crescendo entre os sindicalistas. Seria uma reação ao aumento médio de R$ 0,10 nos preços do diesel anunciado na semana passada. As atenções do GSI estariam voltadas, sobretudo, para São Paulo e Rio Grande do Sul, onde os caminhoneiros, nos últimos tempos, têm se mostrado mais hostis ao governo. Foram os dois estados que articularam a fracassada tentativa de paralisação da categoria no fim de janeiro. Procurado pelo RR, o GSI informou que “não irá se pronunciar, positiva ou negativamente, por se tratar de assunto de Inteligência de Estado”.

Por falar em caminhoneiros – e em “monitoramento”, a decisão de Jair Bolsonaro de demitir Roberto Castello Branco da Petrobras teve menos relação com a política de preços da estatal e mais a ver com a antipatia do presidente pelo executivo. Desde que o general Joaquim Silva e Luna assumiu o comando da estatal, em abril, os valores dos combustíveis subiram, na média, 2%. Bolsonaro sempre implicou com o estilo sofisticado e independente do ex-presidente da Petrobras. Castello acreditou na promessa de Paulo Guedes de que teria autonomia na gestão da empresa. Bulhufas! Para subir ou descer os preços dos combustíveis, quem quer que seja, tem de pedir benção a Bolsonaro. Na verdade, ao tirar Castello Branco do comando da Petrobras, Bolsonaro buscou infiltrar na empresa um quadro fiel aos seus interesses. Talvez já de olho na maior verba de comunicação do país para as eleições de 2022…

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06.07.21

Greve inflamável

A paralisação dos funcionários da Petrobras Biocombustível (PBio) está gerando um impasse de difícil resolução. A Petrobras, do general Joaquim Silva e Luna, não vai ceder terreno aos pleitos dos grevistas, a começar pelo principal deles: a transferência para outras empresas do grupo de trabalhadores da PBio que não aderiram ao Plano de Demissão Voluntária da companhia. Consultada, a estatal informou que a “PBio é uma subsidiária da Petrobras, com autonomia estatutária e personalidade jurídica distinta, patrimônio e gestão próprios. A incorporação dos empregados da PBIO aos quadros da Petrobras, pleiteada pelas entidades sindicais, encontra óbice no princípio constitucional da concursividade”.

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14.06.21

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Petrobras, SBT, Light e Afya.

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07.06.21

Petrobras parece até outra empresa com Silva e Luna

Quem viu Roberto Castello Branco e vê agora Joaquim Silva e Luna na presidência da Petrobras tem a mesma sensação de quem assiste a um economista à frente do BC e um general no comando de um quartel. Os maneirismos, usos, práticas, em síntese, os estilos de gestão de um e de outro são completamente distintos. Enquanto Castello tinha preferência por reuniões remotas, o general tem exigido agendas presenciais para praticamente todos os compromissos. Não custa lembrar que Jair Bolsonaro, grosseiro como de hábito, chamou Castello Branco de “vagabundo” por fazer reuniões virtuais. Ou seja: Silva e Luna já havia recebido o recado anteriormente.

As diferenças entre ambos se espraiam por outros pontos. O ex presidente privilegiava as palavras “alavancagem” e “desinvestimento”; o atual praticamente sumiu com esta última dos documentos oficiais. Até mesmo as apresentações da estatal têm chamado a atenção dos funcionários. Na era Castello, todos os PowerPoint ou materiais do gênero respeitavam o padrão visual da Petrobras. No entanto, desde que Silva e Luna assumiu, os PowerPoint da presidência da companhia passaram a ser feitos em um formato próprio, até antiquado. Por ora, não é questão de melhor ou pior, até porque não deu nem tempo para se fazer qualquer avaliação da gestão do general na Petrobras. Mas as diferenças entre um e outro estão na ordem do dia 09nos corredores da estatal.

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