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17.06.22

Hora da Petrobras dar o troco?

A estatal boliviana YPFB está tentando comprar óleo diesel no Brasil em meio a uma crise no abastecimento local. O caminho natural é a Petrobras. No entanto, como se sabe, as relações entre as duas empresas estão estremecidas devido à redução no fornecimento de gás da Bolívia.

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10.06.22

Petrobras pode servir para mais uma pirotecnia fiscal

Pau que bate em Chico bate em Francisco. Política econômica que fura teto e Lei da Responsabilidade Fiscal (LRF) pode muito bem cavar outras heterodoxias em ano eleitoral. O Ministério da Economia estuda uma medida tremendamente polêmica: usar como recebível para gasto público presente uma promessa de privatização da Petrobras no futuro. A missão de cranear esse projeto está a cargo do ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, que já anunciou publicamente o pedido à Pasta da Economia para o início dos estudos da venda da companhia. Na realidade, essa encomenda só faz sentido se houver a intenção de antecipação de receita. É como realizar gasto no presente lastreado em nuvens cinzentas do futuro.

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09.06.22

Petrobras quer acionar YPFB por “calote” na entrega de gás

O RR apurou que a Petrobras estuda uma ação de arbitragem contra a YPFB pelo descumprimento do contrato de venda de gás à estatal brasileira. Nos últimos meses, a empresa boliviana reduziu, unilateralmente, o volume fornecido em 30%, para vender o insumo a preços mais altos à Argentina. A estatal deve exigir da YPFB um ressarcimento pelos prejuízos causados, notadamente o custo referente à importação de GNL, para cobrir o buraco deixado pelos bolivianos. Em contato com o RR, a Petrobras informou que “vem exercendo seu papel diligentemente, reivindicado o cumprimento do contrato com a YPFB e adotando as medidas para assegurar o fornecimento de gás aos seus clientes”. Consultada especificamente sobre o processo de arbitragem, a companhia não se manifestou. A relação comercial entre as duas empresas é marcada por turbulências. Em 2007, por exemplo, a Petrobras ameaçou recorrer a uma Câmara de Arbitragem após a expropriação de duas refinarias na Bolívia. Depois de tensas negociações, a YPFB aceitou ressarcir a empresa, pagando US$ 112 milhões. É o desfecho que a direção da Petrobras espera ver de novo.

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08.06.22

Bola dentro das Minas e Energia

A falta de “aprovações governamentais” – termo usado pela Petrobras para justificar a suspensão da venda da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III à russa Acron – diz da missa apenas a metade. O próprio Ministério de Minas e Energia brecou a operação por receio de calote. Por duas vezes seguidas, segundo o RR apurou, a Acron teria adiado a apresentação de garantias financeiras para a conclusão do negócio. Tampouco comprometeu-se a investir os R$ 4 bilhões necessários para a conclusão das obras. Nos dois casos, alegou problemas de ordem operacional. “Problema de ordem operacional” para transações financeiras é exatamente o que mais a Rússia tem neste momento: o país está banido do Swift, o sistema bancário internacional.

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06.06.22

Hora de fechar a porteira

O Ministério Público Federal está abrindo um flanco de batalha que atinge diretamente a Petrobras e demais petroleiras em operação no Brasil. A Câmara de Coordenação e Revisão do MPF enviou parecer ao PGR Augusto Aras atestando a inconstitucionalidade da decisão do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) de suspender os limites para a emissão de poluentes em plataformas de petróleo e gás. Aprovada no ano passado, a medida foi uma das últimas “boiadas” da gestão do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

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31.05.22

Com todo o gás

No embalo dos sete blocos na Amazônia comprados à Petrobras em 2020, a Eneva vai acelerar seus negócios no Norte do Brasil. Até dezembro deve iniciar o fornecimento de GNV para postos da Região.

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30.05.22

Ao pé do ouvido

O ex-governador do Piauí Wellington Dias vem ganhando espaço na formulação do programa de governo de Lula, notadamente na pauta econômica. É dele, por exemplo, uma das vozes que ecoam dentro do PT favoráveis à recompra de ativos já vendidos pela Petrobras.

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27.05.22

Vira casaca nos preços

O bochicho de que Paulo Guedes defende um aumento nos preços dos combustíveis de seis em seis meses gerou um novo chiste junto aos companheiros de Pasta. Guedes criaria seu próprio CIP (Conselho Interministerial de Preços), com o nome de CPG (Conselho de Preços do Guedes). Mas há quem defenda um alcance mais restrito, com o “CPG” tornando-se o “CIPP” (Conselho Interministerial de Preços da Petrobras). O CIP foi um dos órgãos mais fortes do regime militar, comandado com mão de ferro pelo poderoso ministro Delfim Netto. Com ou sem “CPG” ou “CIPP”, mais parece que Guedes quer estatizar a Petrobras em vez de privatizá-la.

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18.05.22

No território da Petrobras

A estatal colombiana Ecopetrol planeja investir em energia renovável no Brasil. E dizer que a Petrobras praticamente virou as costas para esse setor… Trata-se de mais um movimento estratégico da Ecopetrol com o objetivo de reduzir sua dependência do petróleo. No ano passado, o grupo comprou o controle da conterrânea ISA, dona de uma das maiores carteiras de ativos em transmissão da América Latina, incluindo a brasileira CTEEP.

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17.05.22

Fundo de reconstrução de Guedes é só a ponta do iceberg

O fundo de reconstrução nacional para investimentos em infraestrutura, prometido ontem pelo ministro Paulo Guedes, é o primeiro movimento no tabuleiro após o encaminhamento dos estudos para a privatização da Petrobras. Guedes anunciou que o fundo será constituído das participações que a União detém em diversas companhias. Não especificou em quais. Apenas adiantou que a carteira do BNDES será vendida para geração do funding inicial.

Imagina-se que o fundo de reconstrução não será um segundo BNDESpar e também não terá o mesmo papel de banco de fomento do BNDES. O segundo movimento será a inclusão de outros ativos politicamente mais sensíveis. E o terceiro será adocicar a operação com a venda de uma fração das ações aos funcionários das estatais caso elas realmente venham a ser incluídas no fundo. A título de exemplo, algo similar ao modelo de privatização da Vale, quando o equivalente a 5,1% do capital total foi reservado para os trabalhadores da mineradora. Trata-se de uma engenharia híbrida.

As participações da BNDES-Par em empresas privadas seriam vendidas e os recursos diretamente aportados no fundo. No caso das estatais icônicas, o caminho seria outro: as ações da União nessas empresas seriam transferidas para o fundo. A privatização – seja da Petrobras, do BB ou da Caixa – poderia vir, portanto, por uma via oblíqua, com os devidos cuidados para não parecer uma desestatização lato sensu. Até porque vender uma dessas empresas na atual conjuntura seria um convite ao ingresso em um Vietnã político em plena campanha eleitoral. Curioso é pensar que, de certa forma, Guedes, neoliberal elevado à enésima  potência, está adotando uma ideia de um ícone da esquerda: Ignácio Rangel.

O economista defendia a venda das estatais maduras para a criação de novas estatais ou frentes geradoras de emprego, ao invés do abatimento direto da dívida pública. Como se sabe, investimentos em infraestrutura geram uma enxurrada de postos de trabalho. Verdade seja dita, Paulo Guedes sempre defendeu a criação de um instrumento similar, mas insistia com a tese de que os imóveis da União seriam os ativos aportados no fundo. A ver se o ministro fará todos os movimentos, guardando uma quarta jogada para o xeque-mate: a adoção de uma golden share e uma pílula de veneno, se  realmente o fundo vier a ser securitizado, carregar as estatais “sagradas” e tiver maiores pretensões de buscar dinheiro em mercado.

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