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19.03.20

Endereço certo

A Petros tem municiado o Ministério Público com novas provas de irregularidades em aportes na Sete Brasil. As flechadas estariam concentradas em Luis Carlos Afonso, ex-presidente da fundação, e Wilson Santarosa, todo-poderoso na comunicação Petrobras no governo Lula – ambos já denunciados pelo MPF. Para o governo Bolsonaro, a “Operação Dedo Duro” contra o passado petista da Petros soa como música.

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10.03.20

Queda do petróleo põe estados em uma encruzilhada

O jogo da tributação do petróleo, objeto de recente divergência entre Jair Bolsonaro e governadores, mudou. O governo federal deverá
aproveitar a forte queda da cotação do barril – 25% apenas ontem – para propor aos estados que o ICMS cobrado sobre os combustíveis deixe de ser aplicado em cima do valor pago pelo consumidor. A taxação se daria sobre o volume de venda na porta da refinaria. Esse novo modelo funcionaria como um sistema de contrapeso para a inevitável perda que as unidades da federação terão caso a queda do petróleo perdure ao longo dos próximos meses.

Além de funcionar como um hedge para os estados, com essa mudança a equipe econômica deixaria a Petrobras livre para executar sua política de preços. Essa nova forma de tributação eliminaria o problema do carregamento dos preços com impostos quando a cotação do petróleo voltar a subir. O mundo dá voltas. Não faz muito tempo, as discussões sobre o petróleo giravam em torno da alta do preço do Brent.

O consequente aumento dos combustíveis atrapalhava o governo federal, que propôs aos estados a redução do ICMS para evitar que o preço final na bomba ficasse elevado demais. Bolsonaro chegou a bravatear que, se os governadores cortassem o imposto sobre circulação de mercadorias, ele reduziria todos os tributos federais sobre os combustíveis. O assunto acirrou ainda mais a já tensa relação entre o presidente e os chefes do executivo estadual.

Os governadores se recusaram a abrir mão de receita. Agora o panorama está invertido. Com a drástica queda no preço do Brent, que ontem chegou a US$ 33 o barril, a arrecadação de ICMS tende a cair expressivamente. O vento mudou de lado e, agora, talvez os governadores tenham de fazer um mea culpa e estender a mão à Brasília para não assistirem a uma deterioração ainda mais acelerada de suas respectivas contas públicas.

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10.03.20

Corrida contra o relógio

O governador gaúcho Eduardo Leite considera não ter mais outra opção se não acelerar a privatização da Sulgás. A Petrobras já anunciou a venda da sua participação de 51% na Gaspetro, por sua vez dona de 49% da distribuidora gaúcha de gás. Ou seja: por via indireta, um novo investidor privado passará a ser sócio da empresa. O temor do governo gaúcho é que a operação comandada pela Petrobras esvazie a venda do controle da Sulgás.

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09.03.20

Bolsonaro, as reformas e o mercado

Termômetro

POLÍTICA 

Bolsonaro, as reformas e o mercado

O presidente Bolsonaro passará, amanhã, pelo maior teste do seu governo junto a forças produtivas e do mercado, que garantem sustentação à política econômica e ao governo. A debandada de hoje nas bolsas globais, em meio ao surto de coronavírus, que gera medo de recessão mundial, vai levar a forte clamor por iniciativa do Planalto em relação às reformas, em acordo com o Congresso Nacional, bem como por medidas de estímulo econômico. Paralelamente, haverá cobranças por política de preços que crie alguma proteção à Petrobrás – há especulação generalizada sobre aumento da Cide.

O ministro Paulo Guedes já deu o mote inicial e, se o governo mostrar agilidade, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre terão que responder positivamente, já que também sofrem pressão. Nesse contexto, seria possível uma aceleração das reformas tributária e administrativa (em qualquer roupagem que assuma). Faltariam as iniciativas mais imediatas, sobre as quais o ministro ainda não deu sinalização.

O maior risco, no entanto, é que o presidente mantenha agenda de campanha, falando para setores como o dos caminhoneiros e os apoiadores que organizam manifestações no dia 15. Se o fizer, pode assegurar popularidade localizada, mas verá sua imagem junto aos agentes econômicos derreter. E Guedes perderá autoridade.

A margem para erros reduziu-se decisivamente – se é que ainda existe.

PSICOSSOCIAL

O jogo do petróleo

O jogo do petróleo é tanto econômico quanto geopolítico – daí a dificuldade em se prever a possibilidade de algum tipo de acordo entre a Rússia e a Arábia Saudita. Além do conflito entre os dois países, está a concorrência com o shale gás norte-americano, cuja produção aumentou exponencialmente nos últimos anos, mas tem um custo mais alto. A Rússia quer testar o mercado, enquanto a Arábia Saudita pretende deixar inequívoca a liderança que exerce na formulação da política de preços para o setor.

A incógnita, até o momento, e que pode ser o fiel da balança, será a atitude dos EUA. O presidente Trump tentará surfar na redução de preços, de olho na popularidade interna, ou agirá para estabilizar o cenário, diante das incertezas geradas pelo coronavírus? As quais ainda vão aumentar, amanhã, com a OMS admitindo risco de pandemia e a decisão da Itália de declarar quarentena em todo o país.

Se decidir intervir, os EUA têm capacidade de influir nas decisões da Arábia Saudita.

ECONOMIA

A indústria brasileira

O principal número a ser divulgado nesta terça-feira será a Produção Industrial de janeiro, para a qual se prevê retração de 1,2%, em termos anualizados, e crescimento de 0,6% frente ao mês anterior. O número vai contribuir para o panorama negativo, mas, se confirmado nesse patamar, não causará surpresa.

No exterior, sai amanhã para o PIB na zona do Euro (deve ficar na faixa de 0,9%, na taxa anualizada). Há, ainda, expectativa – nesta terça e nos próximos dias – de medidas de estímulo econômico dos bancos centrais dos EUA, Japão e União Europeia.

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09.03.20

Coronavírus infecta mercado global de petróleo

Observatório

Por Leda Stein, economista e trader de petróleo, combustíveis e derivados.

Na sexta-feira antes do Carnaval, 21/02, os brasileiros conviviam com o Índice Bovespa acima de 113 mil pontos. Às vésperas da maior festa pagã, investidores assistiram a uma modesta queda de 0,79%. Nada ameaçador para a bolsa que vivia uma ascensão histórica e semanas antes testava a resistência dos 120 mil pontos.

Na mesma sexta-feira, um paulistano que viajava à lazer com a família retornava da Itália, o país europeu com o maior número de infectados pelo Coronavírus. Com sintomas gripais, o homem foi internado no Hospital Albert Einstein para ser examinado.

Enquanto o Brasil estava em festa, os mercados globais viviam tensão com o avanço do covid-19 para além da China. E o paulistano aguardava o resultado do exame e do teste contra-prova, que sairia na manhã da quarta-feira de cinzas. A confirmação do primeiro caso brasileiro foi apenas o jiló do bolo, pois as bolsas internacionais já amargavam quedas expressivas durante o feriado carnavalesco. O Ibov recuou 7,0% na quarta e de lá pra cá acumula queda de 13,8% em 8 dias de pregão, fechando abaixo dos 98 mil pontos na última sexta-feira.

É extremamente preocupante o desaquecimento da economia mundial em função da epidemia de Coronavírus. Dados internos da China mostram polos industriais com menos de 50% da produção em operação. Diversas cidades da província de Hubei ficaram isoladas, estimando-se que mais de 50 milhões de chineses estão em quarentena. Agora, os países europeus mais impactados estão seguindo o protocolo do isolamento. Na Itália – o país ocidental com maior número de infectados -, jogos de futebol foram cancelados, pontos turísticos estão fechados e diversas empresas passaram a adotar trabalho remoto. As ruas ficaram vazias, assim como as prateleiras dos supermercados.

Em meio a esse cenário de catástrofe cinematográfica, todas as projeções de crescimento econômico estão sendo revisadas. A OCDE calcula uma redução de 0,5 p.p. do PIB global em 2020, com impactos visíveis já no 1º trimestre. Para o PIB chinês, estima-se uma redução de 0,8 p.p. em 2020. E os cálculos ainda estão sendo atualizados…

Na quinta-feira passada, os países da OPEP reuniram-se para discutir os impactos do Coronavírus na demanda de petróleo. Antes de iniciar a reunião, a projeção de crescimento da demanda anual de petróleo era 1,1 MM bpd e, ao término do encontro, havia sido revisada para 480 MM bpd. Além disso, para tentar segurar os preços do petróleo, os países membros anunciaram redução de 1 MM bpd na produção do 1º semestre e recomendaram que os países parceiros no acordo OPEP+ reduzissem 0,5 MM bpd, sugerindo um corte adicional de 1,5 MM bpd aos 2,1 MM bpd já praticados atualmente.

No dia seguinte, os membros parceiros do OPEP+, liderados pela Rússia, rejeitaram a recomendação de corte adicional na produção de petróleo em uma reunião pouco amistosa, com direito a cancelamento da coletiva de imprensa. Com isso, na ausência de comunicação formal da OPEP, o Ministro de Energia russo declarou que nenhum país OPEP+ será obrigado a cortar produção já a partir de abril, insinuando que não irão mais manter nem o corte atual de 2,1 MM bpd. O impasse pressionou negativamente o preço do Brent, que fechou a US$ 45,50/bbl com expressiva queda de 8,9%.

No mercado brasileiro, a ausência de acordo entre os membros da OPEP e OPEP+ fez o Ibovespa cair mais 4,14%, puxado fortemente pelo volume de vendas das ações da Petrobras, que recuou 10,26% nas ordinárias (ON) e 9,73% nas preferenciais (PN).

Durante o final de semana os mercados Asiáticos derreteram mais. Há receio quanto o avanço do Coronavírus, mas o sabor mais amargo veio da decisão da Arábia Saudita de aumentar a produção de petróleo. Em retaliação à malcriação russa, os árabes estão promovendo o maior desconto no preço do barril desde a Guerra do Golfo. Analistas e traders estimam que o Brent chegará à 30 US$/bbl essa semana.

Por aqui ninguém se lembra mais do Carnaval, mas estão todos com saudades daquela sexta-feira, 21/02, antes do covid-19 invadir a nossa festa.

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20.02.20

O presidente e as manifestações policiais

Termômetro

Protestos e pressão de policiais militares em diversos estados do país, em diferentes graus, ameaçam evoluir para problema nacional, que poria o presidente Bolsonaro em situação delicada.

Primeiro teste será amanhã, com evolução de possíveis manifestações ou articulações em outros estados – como a Paraíba e mesmo São Paulo – e a entrada da Força Nacional de Segurança no Ceará.

O presidente pode se ver obrigado a escolher entre assumir posicionamento de garantia da ordem contra grupos organizados de policiais grevistas – ou que ameacem greve – em diversos estados do país, apoiando, no processo, governadores de oposição, ou ser acusado de tibieza diante de crise institucional.

Por outro lado, se a temperatura subir, pode haver conflito entre os próprios governadores, opondo os que resistem em ceder a demandas por reajustes salariais e os que cedem – destaque absoluto nesse sentido para o governador Romeu Zema, de Minas Gerais.

O novo round entre o Congresso e o Planalto

Sexta-feira entrará em ritmo de carnaval, no entanto, ainda estará fervendo a relação entre o Congresso, o Planalto e, agora, o ministro Paulo Guedes. Declarações do general Heleno, parcialmente corroboradas hoje pelo ministro da Economia, criaram clima de retaliação a propostas do governo – ainda que possa ser apenas simbólica – cuja extensão se delineará melhor nesta sexta-feira.

O processo não deve afetar a reforma tributária, porque sairá como versão quase autônoma do Congresso, mas pode contaminar outros temas – inclusive a reforma administrativa. Nesse âmbito, vale atenção, amanhã, para sinais do presidente Bolsonaro, mesmo que o projeto só venha a ser apresentado após o carnaval.

Banco Central e Caixa: crédito mais fácil para incentivar crescimento

Medidas visando reduzir o volume de recursos de clientes que os bancos não podem utilizar para conceder crédito, anunciadas hoje pelo Banco Central, vão alimentar, amanhã, projeções positivas sobre injeção de dinheiro na economia – já se trabalha com número de R$ 135 bilhões. Mas pode gerar algum ruído – ainda que marginal – sobre diminuição de margem de segurança no sistema bancário e iniciativas algo heterodoxas do governo para impulsionar o crescimento.

Também no campo positivo, nesta sexta, início de contratação de nova linha de financiamento imobiliário da Caixa, com juros fixos. Boa notícia em setor que tem mostrado sinais consistentes de aquecimento.

A morte de ex-PM na Bahia vira bola de neve

Morte do ex-PM Adriano da Nóbrega tende a gerar novos – e imprevisíveis – desdobramentos amanhã. Segunda perícia, agora no Rio, pode opor o governador Witzel a Bolsonaro. E fatos novos indicando proximidade de Adriano com Flávio Bolsonaro aumentarão o foco – e as possíveis reações – no Planalto.

Greve na Petrobras: conciliação à vista?

Sindicatos de petroleiros e Petrobras se reunião amanhã, no Tribunal Superior do Trabalho, para tentativa de conciliação, após decisão hoje, em assembleia da categoria, por suspensão temporária da greve.

Comércio, construção, setor externo e dívida pública

Saem amanhã as Sondagens da Construção e do Comércio de fevereiro (FGV), as contas do setor externo (BC) e o Relatório Mensal da Dívida Pública (Tesouro).

Na construção, expectativa é boa, já que o ano começou muito forte, com as melhores projeções na sondagem desde maio de 2014 (94,2 pontos); enquanto no comércio a perspectiva é de otimismo moderado, mais voltado para o cenário futuro do que para a situação atual.

Já no que se refere ao setor externo e à dívida, número serão importantes para projetar curvas de 2020. O ano de 2019 terminou com números fracos, mas estáveis (crescimento na margem para investimentos diretos no país, sobre 2018; estoque da dívida pública de R$ 4,248 trilhões, dentro da meta do governo).

Indústria, serviços e inflação nos EUA e Zona do Euro

No exterior, ênfase nesta sexta-feira estará no PMI Industrial e de Serviços da Alemanha, Zona do Euro e EUA para fevereiro; no Índice de Preços ao Consumidor de janeiro na zona do Euro e na Venda de Casas Usadas nos EUA, também em janeiro.

Tanto na Alemanha quanto na Zona do Euro, deve haver recuo na indústria (na faixa de 0,5 ponto) e crescimento nos serviços (na faixa de 0,4 ponto). Já nos EUA, previsão é de crescimento em torno de 0,4 ponto em ambos os setores. O IPC na zona do Euro tende à estabilidade, em 1,4% (taxa anualizada), e a Venda de Casas Usadas nos EUA à leve variação negativa, ainda em patamar alto.

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10.02.20

Santander é uma estrela na Justiça do Trabalho

Das 20 empresas com o maior número de reclamações no TST nos últimos 12 meses, nove são do poder público. Quase sempre foi assim, dado o gigantismo de corporações como Petrobras, Caixa e BB. A novidade do período é o Banco Santander, sexto no ranking geral e primeríssimo entre as empresas privadas.

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24.01.20

O clima de tensão no Oriente Médio e a volatilidade do preço internacional do petróleo

Observatório

Por Leda Stein, economista e trader de petróleo, combustíveis e derivados.

É de amplo conhecimento os recentes acontecimentos no Oriente Médio e o clima de tensão que se criou nas últimas semanas. Crises de preços do petróleo derivam da escalada de situações como as que vêm ocorrendo.

Em setembro de 2019, uma refinaria da Saudi Aramco, em Abqaiq, Arábia Saudita, sofreu um forte ataque com drones, gerando vários incêndios e obrigando a maior petroleira do mundo a cortar sua produção pela metade. Após o ataque realizado pelo grupo houthi do Iêmen, alinhado ao Irã; Donald Trump rapidamente afirmou ao príncipe saudita, Mohammed bin Salman, que os EUA estavam prontos para cooperar com a segurança do reino. Esse episódio provocou uma alta de 13,2% no preço do brent, em um único dia.

Nos primeiros dias de 2020, por ordem de Trump os EUA bombardearam, em Badgá, Iraque, o veículo em que viajava o general Qassem Soleimani, grande líder popular iraniano. Soleimani era comandante das Forças Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, desde os anos 1990, e era responsável pela coordenação das forças aliadas do Irã na Síria e no Iraque. O general, além de ser uma figura ideológica importante, estava no comando da política externa do país. O assassinato transformou Soleimani em mártir e gerou diversas manifestações populares na capital Teerã. O próprio líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu uma vingança implacável; após o assassinato do comandante. Esse episódio provocou uma alta de 10,4% no preço do brent, em dois dias.

O clima de tensão no Oriente Médio se manteve durante uma semana, com lançamentos sucessivos de mísseis balísticos às bases americanas no Iraque. Os seguidos ataques tiveram como consequência o abatimento acidental de um avião ucraniano, resultando na morte de 176 civis que estavam a bordo. Aos poucos o clima de ameaça militar arrefeceu, mas Trump não perdeu a oportunidade de anunciar que buscaria ampliar as sanções econômicas ao Irã até que eles mudassem seu comportamento, seja lá o que isso quer dizer.

Por enquanto, o preço do brent apresenta alta volatilidade em eventos aleatórios, mas ainda é difícil afirmar se ficaremos nesse morde-assopra ou se a cotação da commodity subirá para um novo patamar como ocorreu em momentos de crise no passado. Vamos aguardar os próximos capítulos dessa história e acompanhar com cuidado o movimento dos preços.

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17.01.20

Semente de esperança

A russa Acron vai apresentar até o fim do mês uma nova oferta para a compra da unidade de nitrogenados da Petrobras em Três Lagoas (MS). A proposta inclui o pagamento de antigas dívidas. Só o passivo trabalhista deixado pelo antigo consórcio responsável pela construção gira em torno de R$ 150 milhões. As obras estão paradas desde 2014.

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Balanço da primeira reunião de planejamento em 2020 realizada hoje pela equipe econômica tomará conta do noticiário amanhã – vocalizada pelo ministro Guedes ou através de ilações na mídia.

Cobranças por iniciativa mais ágil e enfática para enfrentar o que começa a ser avaliado como paralisia do INSS na concessão de benefícios será destaque entre pautas negativas. Falta de mobilização e respostas fracas de autoridades vêm transformando a questão em risco importante de imagem para o governo. O tema cairá no colo do ministro Guedes, nesta terça. Outra pauta delicada será o reajuste do salário mínimo, que ficou abaixo da inflação de 2019.

Ao mesmo tempo, terão espaço:

1) Teor e cronograma para apresentação das reformas administrativa e tributária ao Congresso;

2) Possibilidade de ajustes ao Orçamento – e novos cortes – em função da inflação superior ao previsto em 2019;

3) Agenda de privatizações para 2020 e prognósticos do Ministério da Economia. Nesse âmbito, governo contará com o otimismo do mercado e de boa parte da mídia.

Petrobrás: redução de tarifas favorece a não intervenção

Diminuição de 3% determinada pela Petrobras nas tarifas da gasolina e do diesel nas refinarias tende a ser bem avaliada amanhã, como fruto de estabilização de preços internacionais e do câmbio. Comando da estatal – e política de não intervenção em preços – sairão fortalecidos. E diminuirá apoio da mídia à ideia de fundo para amortizar flutuações dos preços de combustíveis, defendida pelo Ministério da Infraestrutura e pelo próprio presidente Bolsonaro.

A retomada dos embates entre o Legislativo e o Judiciário

Alguns temas que têm sido majoritariamente percebidos pela mídia como reflexos de embate político entre a Operação Lava Jato e o Poder Legislativo estarão em foco amanhã:

1) Negociações na Câmara dos Deputados para emenda a projeto, aprovado no Senado, que estabelece o fim do foro privilegiado. Seria criado contraponto, para impedir que os juízes de primeira instância determinem medidas cautelares contra políticos. Não há definição de data para votação, mas exposição do debate levará, amanhã, ao bombardeamento e provável inviabilização prévia das negociações em curso.

Deve haver questionamentos, nesta terça, quando ao posicionamento do presidente Rodrigo Maia, que dará medida importante do ambiente na Câmara quanto ao tema;

2) Novos capítulos sobre o Juiz de Garantias, que será associado às negociações para limitar poderes de juízes de primeira instância. Se deputados não indicarem recuo nessa questão, começarão, rapidamente, a contaminar o debate, abrindo espaço para nova ofensiva de entidades do Judiciário e do próprio ministro Moro contra a medida.

3) A retomada de ilações sobre  o “cabo de guerra” entre a Câmara e o Senado no reestabelecimento da prisão em segunda instância. A conferir amanhã, mas tudo indica que o Senado (na verdade a ala identificada com a Lava Jato), que defende projeto de lei de tramitação mais rápida e aplicação restrita à esfera criminal, largará na frente.

O impulso do comércio e a indústria regionalizada

Saem amanhã a Pesquisa Mensal do Comércio (PMS) e a Pesquisa Industrial Regional (PIM) de novembro, ambas do IBGE.

No comércio, há forte expectativa em função: 1) Da desaceleração de outubro (0,1%) após expansão de setembro (0,8%) e da percepção de que o setor é um dos principais impulsionadores da recuperação econômica; 2) De impactos da Black Friday para o setor (data oficial do evento foi 29/11).

Na Indústria, resultados nacionalizados, divulgados na semana passada, apresentaram queda de 1,2%. A conferir se recuo foi generalizado ou se houve concentração regional.

A Balança Comercial chinesa e o acordo comercial com os EUA

Internacionalmente, vale destacar nesta terça:

1) A Balança Comercial da China em dezembro. Estima-se expansão importante, com aumento do superávit (de US$$ 37,93 bilhões para projeções que oscilam entre US$ 45 e 50 bilhões); exportações (crescimento em torno de 3,2% após recuo de 1,3% em novembro) e importações (expectativas acima de 8% após aumento de 0,3% em novembro).

Se confirmados, números alimentarão otimismo em relação à economia chinesa e ao fim – ou ao menos contenção – da guerra comercial com os EUA. A expectativa de que os dois países anunciem a primeira etapa de acordo comercial já animou mercados internacionais hoje.

2) O Índice de Preços ao Consumidor de dezembro, nos EUA, que deve se manter estável, em 0,2%.

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