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Entrevista do secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, no fim da tarde de hoje, visa criar o primeiro horizonte para enfrentar percepção de paralisia em concessão de benefícios do INSS. No entanto, pode-se antever amanhã:

1) O escrutínio de medidas anunciadas, que precisarão ser defendidas e ter sua execução exposta e valorizada pelo governo para não parecerem improvisação. Convocação de 7 mil militares, por exemplo, alimenta imagem de que não se anteviu o problema. Mas, para além disso, de que cortes na máquina pública podem levar a fortes prejuízos para serviços essenciais;

2) Análise sobre profundidade do problema e de quanto tempo vai demorar para que seja equacionado, de maneira estrutural. De toda forma, é muito provável que ganhe corpo percepção de falha administrativa, particularmente negativa para um governo cuja área econômica ganhou – e investe em – selo de eficiência;

3) Ilações sobre degaste interno do secretário Rogério Marinho, cuja ênfase em que houve evolução no trabalho de organização interna e decréscimo em curva ascendente de pedidos, com número menor de funcionários, será de difícil assimilação.

O salário mínimo e a agenda social

O salário mínimo continuará em destaque amanhã: o novo reajuste já está definido, mas haverá questionamentos à equipe econômica quanto ao aumento de arrecadação anunciado hoje pelo ministro Guedes, como fonte para compensar os gastos gerados.

Governo pode conseguir valorizar a medida, mas a situação terá um caráter delicado porque favorece percepção de que tem agenda social frágil, por um lado e, por outro, gera preocupação no mercado.

As reformas de Guedes – e do Congresso

Tende a crescer, amanhã, o debate acerca das reformas tributária e administrativa, bem como, em segundo plano, de possibilidades de desoneração da folha de pagamentos. Tema já ganhava corpo no início de ano e será propulsionado com detalhamento, hoje, de uma espécie de cronograma do governo no primeiro semestre, pelo ministro Paulo Guedes.

Desdobramentos amanhã devem se concentrar em alguns vetores:

1) Movimentações de parlamentares, em especial de Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, e ilações sobre panorama para votações na Câmara e no Senado. Sobre a reforma administrativa, devem ter espaço avaliações políticas sobre eventual desgaste, em ano eleitoral – ainda mais após problemas no INSS.

Já no que se refere à reforma tributária, pode crescer, nesta quarta, imagem de que o projeto da Câmara, incorporando propostas do governo, largará na frente;

2) Nova rodada de análises na mídia, entre especialistas, matérias e articulistas, sobre as diferentes propostas de reforma tributária e as divergências que embutem. Nesse âmbito, pode haver destaque para insatisfações e projetos alternativos de governadores;

3) Possíveis críticas à imposto sobre transações financeiras, que, tudo indica, ainda está nos planos do ministro Guedes. Trata-se aqui de uma guerra de atrito. Se não houver questionamentos diretos sobre o tema ao presidente, ou críticas de parlamentares e instituições setoriais, amanhã, o ministro avançará. Se houver, pode ser novamente obrigado a recuar, antes de apresentar qualquer medida concreta.

Agenda de privatização e BNDES

Agenda de privatizações apresentada hoje pelo secretário especial de desestatização, Salim Mattar, estará em pauta amanhã, com destaque para o planejamento geral e, especificamente, para a Eletrobrás. Deve entrar na pauta, também, o BNDES, que planeja acelerar a venda de participações em empresas em 2020.

O desmatamento aumenta na Amazônia

Dados do Inpe, indicando aumento de 183% no desmatamento da Amazônia em dezembro de 2019, frente ao mesmo mês de 2018, vai gerar forte desgaste ao governo amanhã, com críticas e questionamentos ao ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, e à política ambiental da gestão federal como um todo.

A curva do comércio em 2019

Sai amanhã a Pesquisa Mensal do Comércio de novembro (IBGE). O índice vem do sexto mês seguido de crescimento, com acumulado de 1,6% no ano. No entanto, o avanço de outubro foi de 0,1%, frente a 0,8% em setembro. E dados dos serviços, divulgados hoje pelo IBGE, apresentaram recuo de 0,1%, após duas altas consecutivas, indicando acomodação. A conferir se o comércio segue curva similar.

Europa e EUA: balanços e projeções econômicas

Entre os indicadores internacionais, destaque amanhã para:

1) Na Zona do Euro, números de novembro para a Balança Comercial (deve haver recuo no superávit, de € 28 bilhões para algo próximo de € 23 bilhões) e a produção industrial (projeta-se recuperação, com avanço de 0,3% frente a queda de 0,5% em outubro);

2) Nos EUA, o Índice de Preços ao Produtor de dezembro (estimativas apontam para avanço de 0,2 após 0% em novembro) e a divulgação do Livro Bege, do FED, que trará um panorama geral e prognósticos para a economia norte-americana;

3) Na Alemanha, estimativa preliminar do PIB em 2019, que deve trazer número fraco, abaixo de 1%.

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Balanço da primeira reunião de planejamento em 2020 realizada hoje pela equipe econômica tomará conta do noticiário amanhã – vocalizada pelo ministro Guedes ou através de ilações na mídia.

Cobranças por iniciativa mais ágil e enfática para enfrentar o que começa a ser avaliado como paralisia do INSS na concessão de benefícios será destaque entre pautas negativas. Falta de mobilização e respostas fracas de autoridades vêm transformando a questão em risco importante de imagem para o governo. O tema cairá no colo do ministro Guedes, nesta terça. Outra pauta delicada será o reajuste do salário mínimo, que ficou abaixo da inflação de 2019.

Ao mesmo tempo, terão espaço:

1) Teor e cronograma para apresentação das reformas administrativa e tributária ao Congresso;

2) Possibilidade de ajustes ao Orçamento – e novos cortes – em função da inflação superior ao previsto em 2019;

3) Agenda de privatizações para 2020 e prognósticos do Ministério da Economia. Nesse âmbito, governo contará com o otimismo do mercado e de boa parte da mídia.

Petrobrás: redução de tarifas favorece a não intervenção

Diminuição de 3% determinada pela Petrobras nas tarifas da gasolina e do diesel nas refinarias tende a ser bem avaliada amanhã, como fruto de estabilização de preços internacionais e do câmbio. Comando da estatal – e política de não intervenção em preços – sairão fortalecidos. E diminuirá apoio da mídia à ideia de fundo para amortizar flutuações dos preços de combustíveis, defendida pelo Ministério da Infraestrutura e pelo próprio presidente Bolsonaro.

A retomada dos embates entre o Legislativo e o Judiciário

Alguns temas que têm sido majoritariamente percebidos pela mídia como reflexos de embate político entre a Operação Lava Jato e o Poder Legislativo estarão em foco amanhã:

1) Negociações na Câmara dos Deputados para emenda a projeto, aprovado no Senado, que estabelece o fim do foro privilegiado. Seria criado contraponto, para impedir que os juízes de primeira instância determinem medidas cautelares contra políticos. Não há definição de data para votação, mas exposição do debate levará, amanhã, ao bombardeamento e provável inviabilização prévia das negociações em curso.

Deve haver questionamentos, nesta terça, quando ao posicionamento do presidente Rodrigo Maia, que dará medida importante do ambiente na Câmara quanto ao tema;

2) Novos capítulos sobre o Juiz de Garantias, que será associado às negociações para limitar poderes de juízes de primeira instância. Se deputados não indicarem recuo nessa questão, começarão, rapidamente, a contaminar o debate, abrindo espaço para nova ofensiva de entidades do Judiciário e do próprio ministro Moro contra a medida.

3) A retomada de ilações sobre  o “cabo de guerra” entre a Câmara e o Senado no reestabelecimento da prisão em segunda instância. A conferir amanhã, mas tudo indica que o Senado (na verdade a ala identificada com a Lava Jato), que defende projeto de lei de tramitação mais rápida e aplicação restrita à esfera criminal, largará na frente.

O impulso do comércio e a indústria regionalizada

Saem amanhã a Pesquisa Mensal do Comércio (PMS) e a Pesquisa Industrial Regional (PIM) de novembro, ambas do IBGE.

No comércio, há forte expectativa em função: 1) Da desaceleração de outubro (0,1%) após expansão de setembro (0,8%) e da percepção de que o setor é um dos principais impulsionadores da recuperação econômica; 2) De impactos da Black Friday para o setor (data oficial do evento foi 29/11).

Na Indústria, resultados nacionalizados, divulgados na semana passada, apresentaram queda de 1,2%. A conferir se recuo foi generalizado ou se houve concentração regional.

A Balança Comercial chinesa e o acordo comercial com os EUA

Internacionalmente, vale destacar nesta terça:

1) A Balança Comercial da China em dezembro. Estima-se expansão importante, com aumento do superávit (de US$$ 37,93 bilhões para projeções que oscilam entre US$ 45 e 50 bilhões); exportações (crescimento em torno de 3,2% após recuo de 1,3% em novembro) e importações (expectativas acima de 8% após aumento de 0,3% em novembro).

Se confirmados, números alimentarão otimismo em relação à economia chinesa e ao fim – ou ao menos contenção – da guerra comercial com os EUA. A expectativa de que os dois países anunciem a primeira etapa de acordo comercial já animou mercados internacionais hoje.

2) O Índice de Preços ao Consumidor de dezembro, nos EUA, que deve se manter estável, em 0,2%.

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Será anunciado amanhã o resultado da reunião do Copom. A expectativa praticamente unânime do mercado é por nova redução de 50 pontos, o que levaria a taxa Selic a 4,5% ao ano. É provável que o BC deixe futuras diminuições em aberto, mas sem delineá-las (como fez nos dois anúncios precedentes), em função de flutuações cambiais.

 

Ainda que já seja esperada, a queda será  bem recebida e tende a alimentar, nesta quarta, balanço positivo da política econômica em 2019 – com destaque para o ministro Paulo Guedes.

 

Estima-se que o quadro positivo seja complementado por novo avanço na Pesquisa Mensal do Comércio de outubro (IBGE), para a qual se prevê crescimento moderado, na margem (0,2%). Aquém de resultados de setembro (0,7%), mas mantendo a tendência de alta no setor.

 

Também influenciará o quadro econômico, amanhã, o anúncio da taxa de juros do FED. Há possibilidades de nova redução de 0,25 ponto, mas a ampla maioria de analistas convergem para manutenção da faixa atual, em 1,75%. Ainda nos EUA, nesta quarta, sairá a inflação de novembro, que deve trazer recuo (de 0,4% para 0,2%).

 

A Lava Jato e Sérgio moro no Senado

 

Aprovação de projeto de lei que restabelece a prisão após condenação em segunda instância por 21 votos a 1, na CCJ do Senado, alimentará algumas vertentes do noticiário  amanhã:

 

1) A liderança  da senadora Simone Tebet e a força da ala lavajatista na Casa;

 

2) O avanço de Sérgio Moro como articulador político e a base que parece ter construído no Senado podem se tornar um contraponto à Câmara, que tem imposto sucessivas derrotas ao ministro?

 

3) As movimentações de Rodrigo Maia, da oposição e do Centrão. No que se refere ao projeto aprovado na CCJ em si, que Maia já taxou de inconstitucional, bem como a suas chances na Câmara;

 

4) Possível apoio mais enfático de parte da mídia ao projeto do Senado, em detrimento da emenda proposta pela Câmara. Trata-se de ponto muito importante porque, até agora, a questão não tem gerado intensas mobilizações. Se for criada onda favorável, pode ser difícil para Rodrigo Maia resistir à pressão.

 

O pacote anticrime

 

Paralelamente, terá espaço nova análise do pacote anticrime, também aprovado pelo Senado, sem modificações em relação ao texto da Câmara, e ilações sobre posicionamento do presidente Bolsonaro. Expectativa é de que sancione o projeto, mesmo com as supressões que desagradaram o ministro Moro. Nesse contexto, se não houver nenhuma sinalização de insistência no excludente de ilicitude, portas para aprovação da medida tendem a se fechar definitivamente.

 

Os bons ventos da Argentina

 

Ainda que declarações do presidente Bolsonaro permaneçam algo dúbias, posicionamento do vice-presidente Mourão e ênfase do novo presidente argentino na importância não somente do relacionamento com o Brasil como de mobilização em torno do Mercosul favorecerão análises otimistas amanhã.

 

Interpretação caminhará para linha de que, assim como fez no que se refere à China, o presidente Bolsonaro baixará o tom da retórica e apostará no pragmatismo.

 

No entanto, dadas as diferenças ideológicas entre os governantes – e especialmente à figura de Cristina Kirchner – equilíbrio estará longe de ser atingido, ainda.

 

Emprego Verde Amarelo patina

 

Importante acompanhar as movimentações e declarações do governo, amanhã, acerca do programa Emprego Verde Amarelo. Questionamentos à eficácia do projeto, que surgiram desde que foi apresentado, vêm num crescente nos últimos dias. Pode ser enterrado antes mesmo de entrar em discussão, o que vai gerar desgaste. Particularmente no sentido de que equipe econômica vai bem em ajustes e até em estímulo ao consumo e a investimentos, mas tem dificuldade para lidar com a questão do emprego.

 

Banco do Brasil em rota de colisão com o Banco Central

 

As declarações do presidente do Banco do Brasil hoje, criticando duramente limite de juros no cheque especial, determinado pelo Banco Central, podem abrir enfrentamento interno no governo. Desencontros do gênero já provocaram a fritura de diversas autoridades na atual gestão. A conferir.

 

Lava Jato, Oi e Lula

 

Investigações da PF acerca de supostos pagamentos da Oi ao filho do ex-presidente Lula (Lulinha) abrem novo campo de especulações e podem renovar apoio midiático à Força Tarefa, que havia perdido força desde revelações do The Intercept. Análise mais detida do inquérito, amanhã, será estratégica nesse sentido.

 

EUA: os efeitos do impeachment

 

Na política internacional, crescerão amanhã análises sobre efeitos de impeachment do presidente Trump na Câmara, que pode acontecer ainda essa semana. De toda forma, Trump permanecerá no cargo já que, nos EUA, o afastamento só se dá após votação no Senado, na qual os Republicanos tem maioria.

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