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19.04.22

OEC vira a página da velha Odebrecht no Peru

A OEC, braço de construção pesada da Novonor (ex-Odebrecht), está perto de encerrar um contencioso com o governo do Peru, que remonta ao período mais turbulento da história recente do grupo. Segundo o RR apurou, há um acordo encaminhado entre a empreiteira brasileira e autoridades peruanas para a retomada do projeto de irrigação Chavimochic III, um dos grandes investimentos em infraestrutura do país, no valor total de US$ 700 milhões. O armistício passa pela retirada do processo de arbitragem movido pela OEC contra o governo peruano na Comissão das Nações Unidas para o Direito do Comércio Internacional (Uncitral).

Desde 2017, a construtora cobra do Ministério da Agricultura local cerca de US$ 100 milhões por  supostos custos adicionais não previstos no projeto original. Consultada pelo RR, a construtora brasileira confirmou que a “concessionária da qual a OEC é acionista comunicou que estaria disposta a aceitar a exigência do Governo e desistir da arbitragem, num cenário de acordo com o estado peruano”. Disse ainda que “a possibilidade em análise é a reativação do contrato existente e, através dele, concluir a obra.”

O projeto está a cargo de um consórcio capitaneado pela OEC, que tem ao seu lado a construtora peruana Graña y Montero, por sua vez, comprada pela gestora IG4 Capital no ano passado. As obras  foram interrompidas em 2016. Desde então, Chavimochic só irrigou o noticiário político e policial no Peru, com denúncias e suspeições. Se, de um lado, o consórcio alega ter direito a receber pagamentos adicionais, do outro as autoridades peruanas acusaram a OEC de ter inflado os custos da obra artificialmente. Há suspeitas ainda de que a antiga Odebrecht teria pagado propina a políticos da província de La Libertad para ganhar o contrato. Foi apenas um dos escândalos em que a empreiteira esteve citada no país andino. Não custa lembrar que o então presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, renunciou ao cargo em 2018 acusado de receber recursos ilegais da construtora brasileira. São páginas que a “nova Odebrecht” têm se empenhado para deixar no passado.

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29.03.22

Estrada no acostamento

Segundo informações filtradas do Ministério da Infraestrutura, as tratativas com o governo do Peru para a construção de uma rodovia ligando o Acre à cidade de Pucallpa foram suspensas. O projeto foi abalroado pela crise política no país vizinho – o presidente Pedro Castillo enfrenta um processo de impeachment. Má notícia: a Pasta da Infraestrutura considera o empreendimento estratégico, por dar ao Brasil uma saída logística para o Oceano Pacífico.

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05.10.21

Cepa delta plus acende sinal de alerta na fronteira com Peru

Segundo uma fonte da área militar, o Exército está reforçando sua presença na fronteira do Acre com o Peru, no âmbito da Operação Acolhida. A medida se deve a um movimento migratório triangular verificado na região. Centenas de refugiados venezuelanos que vivem no Peru estão entrando no Brasil, parcela expressiva de forma ilegal.

Esse número tende a aumentar consideravelmente nas próximas semanas. Isso porque o governo peruano tem adotado regras mais duras em relação a imigrantes que moram clandestinamente no país. Estima-se que existam mais de 1,2 milhão de venezuelanos no Peru. Procurado, o Exército não se manifestou. O assunto mobiliza não só a área de Defesa, mas também o Ministério da Saúde.

O fluxo descontrolado de pessoas aumenta o risco de ingresso no país de contaminados com o novo coronavírus, notadamente da variante delta plus. Na semana passada, o governo peruano confirmou os primeiros casos da nova cepa. Ressalte-se que o Peru registra o terceiro pior índice de vacinação da América do Sul – atrás apenas da própria Venezuela e da Bolívia: apenas 30% da população local estão completamente imunizados.

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24.09.21

Peru trava corredor logístico para o Pacífico

Um dos principais projetos do Ministério da Infraestrutura para a Região Norte corre o risco de parar no acostamento. Trata-se da extensão de 152 quilômetros da BR-364 até o Peru, mais precisamente à cidade de Pucallpa. Segundo o RR apurou, o governo peruano, do presidente de esquerda Pedro Castillo, tem demonstrado objeção em levar o empreendimento adiante.

Há uma forte pressão de ONGs locais voltadas à causa indigenista contra o investimento. O traçado do projeto prevê um corredor logístico dentro do Peru cortando reservas indígenas. Sem a garantia de conexão com a malha viária peruana, do lado brasileiro a extensão da BR-364 até a fronteira perderá seu maior sentido: abrir uma nova rota para o Pacífico.

Esse quebra-cabeças rodoviário é fundamental para permitir o escoamento de grãos pelo porto de El Callao, no Peru, com destino, sobretudo, ao mercado asiático. Como se não bastasse a questão indígena, os recentes solavancos nas relações entre Brasil e Peru também jogam contra o projeto. Com Castillo no Poder, o diálogo bilateral tem sido sinuoso. Basta lembrar o que o presidente peruano fez na Assembleia Geral da ONU na última terça-feira Castillo abandonou o local assim que Jair Bolsonaro iniciou seu discurso.

Enquanto tenta desentortar essa estrada, o Ministério da Infraestrutura segue com os estudos do empreendimento. Procurada, a Pasta informou que o “o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está elaborando os projetos básico e executivo para abrir um traçado de 152 quilômetros”. Também consultado, o Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou.

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