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30.03.20

Procura-se um CEO para a crise do coronavírus

Um grupo de empresários da indústria, em reunião na última quinta-feira, recordou, saudoso, o papel de Pedro Parente no comando do comitê de crise do apagão da energia elétrica, no governo Fernando Henrique Cardoso. A unanimidade foi que a gestão Bolsonaro carece de um executivo talhado para o comando das ações emergenciais em uma situação de calamidade. A iniciativa recomendável seria a criação de um gabinete de crise, sem prazo para o encerramento das suas atribuições.

Caberia ao presidente a suspensão das suas atividades. Hoje, a autoridade que mais se aproxima dessa função de coordenador da crise é o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ocorre que o ministro ideologiza demais suas iniciativas e tende a aprovar as medidas necessárias a conta gotas. Um empresário comentou que Guedes é um economista extremamente preparado, mas lento no timing em situação de crise e insuficiente na aprovação dos recursos públicos.

Além do que o ministro, em meio às atuais circunstâncias, viu se esvair o poder do pensamento único. Ou seja: a solução miraculosa do ajuste fiscal recebeu o tranco que a Escola de Chicago sempre se recusou a aceitar em sua cartilha. Diz um antigo mantra da teoria econômica: Keynes não uma solução para o capitalismo; Keynes a única solução para a crise do capitalismo.

Em vez de anunciar, em paralelo às medidas de apoio à saúde, o preparo de um plano grandioso o suficiente para recuperação da economia mais à frente, Guedes insiste repetidamente em bater na tecla das reformas estruturantes. Pedro Parente não sofre dessas idiossincrasias intelectuais. É um pragmático. E conhece mais de crise do que Guedes conhece sobre o pensamento econômico. Na última sexta-feira, o descascador-mor de abacaxis foi reeleito chairman da BRF por mais dois anos. Parente certamente quer que o deixem em paz onde se encontra. Um dos empresários que trouxe a tese à baila, encerrou a hipótese sem chance: “É uma pena para o Brasil.”

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09.04.19

Legado Pedro Parente

Pedro Parente deixará para o seu sucessor na presidência da BRF, Lorival Luz, um plano de abate da estrutura da companhia no Brasil. O projeto prevê o fechamento de cinco pontos de produção da companhia, entre eles a unidade de processamento de frangos de Carambeí (PR), fechada “temporariamente” na semana passada. Procurada, a BRF limitou-se a confirmar a interrupção temporária da unidade paranaense.

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26.02.19

Pedro Parente abrevia sua via crucis na BRF

A nomeação do ex-presidente da Petrobras Ivan Monteiro como CFO da BRF é vista na própria empresa como um rito de passagem. O RR apurou que Pedro Parente antecipará sua saída da presidência da companhia, inicialmente prevista para junho. Caberia a Monteiro a missão de substitui-lo, em um déjà vu do que ocorreu na Petrobras. De acordo com a mesma fonte, Parente vai se unir a um grupo de investidores na montagem de um fundo de private equity. A princípio, permanecerá apenas como hairman da BRF. Não chega a ser uma posição confortável se o exemplo mais recente, o de Abilio Diniz, for o modelo de comparação. A mudança na gestão executiva coincide com o turning point da companhia. A BRF terá pela frente um labirinto de negociações com a Justiça e órgãos de controle da República até fechar a Caixa de Pandora da Operação Carne Fraca, que investiga pagamentos de propina a fiscais do Ministério da Agricultura. Segundo a fonte do RR, os próprios advogados da empresa estimam que a negociação do acordo de leniência não estará concluída em menos de oito meses, considerando-se apenas as tratativas com o Ministério Público Federal (MPF). O MPF ainda terá de designar um comitê de investigação para submergir nas entranhas da BRF e conduzir todo o trabalho de apuração dos malfeitos. Após a conclusão dos trabalhos do comitê de investigação do MPF, a BRF ainda será obrigada a implantar um
novo sistema de compliance e higienizar os seus processos internos. Somente, então, poderá ter o sinal verde dos procuradores e sacramentar o acordo de leniência. O enigma é: que BRF existirá ao fim deste calvário? Estima-se que a empresa terá de vender algo próximo a R$ 4 bilhões em ativos para levar seu passivo para um nível razoavelmente palatável – no último balanço divulgado, no terceiro trimestre de 2018, a relação dívida líquida/ebitda era superior a seis para um.

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08.11.18

Candidato

O nome de Pedro Parente circula na equipe de Romeu Zema como candidato à chairman da Cemig.

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21.06.18

Cartão de visitas

Ao determinar a venda da participação da BRF na Minerva Foods, Pedro Parente desarmou as gestões que vinham sendo feitas para uma fusão entre as duas companhias. A prioridade de Parente é reduzir o nível de alavancagem da BRF: a relação dívida líquida/ebitda saiu de 3,7 para 4,4 vezes em 12 meses.

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04.06.18

O destino de Parente está traçado

A “Rádio BRF” informa: o ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, não só vai assumir o cargo de CEO da empresa como já teria, inclusive, acertado sua remuneração: um salário anual em torno de R$ 6,8 milhões – o triplo do que recebia na estatal. Esta é a informação que circulava nos corredores da companhia na última sexta-feira, poucas horas após Parente anunciar seu desligamento da Petrobras. O que se dizia, inclusive, na fabricante de alimentos é que, inicialmente, Abilio Diniz teria convidado Parente para assumir a presidência executiva da BRF e não o Conselho de Administração, posto que ocupa hoje. Em tempo: que ninguém acuse o executivo de ter uma atitude pouco ética ao eventualmente aceitar a missão de comandar a BRF. Se há um Brutus nesta história é o próprio governo, que esfaqueou Parente pelas costas. Primeiro, forçou o executivo a engolir uma redução dos preços de diesel; depois, fritou Parente ao jogar sobre suas costas a responsabilidade pela política de preços dos combustíveis da Petrobras, que, em uma última instância, também era sua. O destino de Parente está traçado.

Por falar em Pedro Parente, o RR apurou que Fernando Henrique Cardoso tentou demover seu antigo ministro da Casa Civil da ideia de deixar a presidência da Petrobras. A conversa teria ocorrido no feriado da última quinta-feira. Em vão.

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01.06.18

O dia em que “Pôncio Parente” lavou as mãos

Em um mundo quase perfeito, o estrago político e econômico provocado pela regra de reajuste dos combustíveis com base nos preços internacionais poderia ter sido evitado há exatamente três meses e quatro dias. Vale retroagir à data de 28 de fevereiro, por ocasião de International of Oil, realizada na fundação Getúlio Vargas. Um breve resumo do diálogo entre os presidentes da Petrobras, Pedro Parente, e da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, que pode ser encontrado no Youtube, mostra como uma singela proposta teria impedido um terremoto:

Carlos Ivan: A Petrobras está vendendo seus produtos a preços internacionais. Essa regra impede interferências políticas e o populismo. Mas a inflação está caindo no Brasil. É uma coisa que não e boa para os consumidores é a volatilidade nos preços de energia. Então, como você decide o que é bom para a Petrobras o que é bom para o mercado? A solução para isso não depende da estatal porque a Petrobras tem que cobrar os preços internacionais. A saída seria substituir o ad valorem tax (imposto cobrado com base em um percentual sobre o preço), pelo adrem tax (valor fixo sobre as vendas dos combustíveis). Então, conseguiríamos separar o que é interesse do governo e o que é interesse da Petrobras, ampliando a competitividade da empresa e dos mercados internos contra as importações.

Pedro Parente: Não é verdade… Gostei do que você falou antes, mas…

Carlos Ivan: Reduziria volatilidade…

Parente: Não tenho certeza…

Carlos Ivan: Se a taxa é , se cobraria de todos, certo? Então, não faz diferença se for importado ou produzido internamente. E se temos um bom planejamento do ponto de vista das finanças públicas, deve dar o mesmo resultado. O que você acha disso?

Parente: Eu gosto dessa ideia, mas quem deveria tomar essa iniciativa? Não é a Petrobras. Então, o máximo que posso dizer é que é uma ideia muito inteligente. Mas o que eu tenho de fazer é continuar praticando os preços da política internacional. Eu tenho de manter um olho no market share e outro nas margens da empresa. Se não cuidarmos disso, o que vai acontecer é que perderemos participação no mercado ou reduziremos as margens. Então, a Petrobras está enfrentando um momento diferente. Foi muito mais fácil no passado, porque não havia concorrência. Não estou dizendo que competição é ruim. É muito bom para o país. Mas é uma nova realidade para a empresa e temos de lidar com isso. Então, eu gosto da ideia, muito inteligente, mas não nos cabe lidar com isso.

Obs: Se fosse aplicado o imposto sobre os combustíveis, o efeito sobre a majoração dos preços teria sido de 18% e não os 60% praticados.

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30.05.18

Déficit da Petros põe mais fervura no caldeirão da Petrobras

Em meio ao momento mais conturbado da gestão de Pedro Parente, uma bomba-relógio de R$ 27 bilhões que parecia desativada volta a ser motivo de apreensão na Petrobras. Segundo o RR apurou, a direção da Petros já trabalha com o cenário de suspensão do plano de equacionamento lançado no ano passado para cobrir seu rombo atuarial. O regime emergencial de contribuições tem sido esfarelado no Judiciário pelas seguidas contestações feitas por funcionários e aposentados do Sistema Petrobras.

De acordo com informações obtidas pelo RR, cerca de 40 associados da Petros já entraram na Justiça para se livrar da cobrança adicional. É bem provável que levem. O cancelamento do plano automaticamente empurraria o problema na direção da Petrobras e de suas controladas. Em seu Artigo 48, o regulamento do PPSP, plano que acumulou déficits bilionários entre 2013 e 2015, determina que as patrocinadoras do fundo assumam a responsabilidade por encargos adicionais caso os recursos em carteira sejam insuficientes.

Apenas para efeito de comparação, tomando-se como base os R$ 350 milhões de perdas iniciais que a estatal teria ao reduzir o preço do diesel por 15 dias, o buraco de R$27 bilhões na Petros equivale a algo como 77 greves dos caminhoneiros. Procurada, a Petrobras não quis se manifestar. A Petros, por sua vez, nega a suspensão do plano de equacionamento. Consultada especificamente sobre o número de processos que já grassam na Justiça, a fundação não se pronunciou. A 20a Câmara Civil do TJ-RJ já concedeu liminar a alguns dos beneficiários da Petros desobrigando-os de pagar a taxa extra.

A bola de neve tende a crescer: entre os petroleiros, articula-se uma ação coletiva que daria ainda mais fôlego na batalha contra o fundo de pensão. A própria área jurídica da Petros considera provável que os tribunais superiores corroborem a decisão da Justiça do Rio de Janeiro, impondo à fundação uma escalada de derrotas. Nessa toada, a suspensão do plano seria um recuo pragmático e quase inevitável, ainda que trouxesse a reboque o desgaste de uma cobrança à própria Petrobras.

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25.05.18

O RR na crise dos preços da Petrobras

45. O Relatório Reservado sabe que foi o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, quem ligou para Pedro Parente dizendo que o governo teria de mexer na política de preços da Petrobras.

. O RR não ouviu, mas tem certeza do tom de voz arrogante e do caráter afirmativo de Moreira ao comunicar a decisão em nome do presidente Temer.

. A newsletter não estava próxima, mas é quase como se tivesse visto Parente suspirar fundo e afirmar a Moreira que retornaria com a melhor fórmula de colaboração da empresa.

. O RR tem a informação do charivari ocorrido na cúpula da Petrobras depois da chamada telefônica de Moreira Franco, com consultas a conselheiros e deliberações em conjunto com a diretoria executiva.

. A newsletter sabe também que o insight de reduzir o preço do diesel por um curto prazo, a “solução temporária”, foi do próprio Parente, em meio a múltiplas ideias.

.  O RR tem convicção de que o presidente da Petrobras não cogitou deixar o cargo, pelo menos no calor dos fatos, segundo disse a colaboradores. Parente é um homem de aparelho de Estado, forjado nas maiores crises. Não deixaria a luta por fricote de orgulho ferido.

. Segundo o RR, a sinalização dada ao mercado incomodou bastante Parente. Em um ano político, com um presidente da República caindo aos pedaços, não há por que os agentes financeiros pensarem que este episódio de intervenção na política de preços foi o único.

.  O RR extraiu daquele ambiente conturbado que uma das grandes preocupações do presidente da estatal e seu staff diz respeito ao impacto da medida sobre os planos de desinvestimento da empresa. Que investidor aceitará se associar à área de refino da Petrobras com esse grau de intervencionismo do governo?

. Parente tem consciência da ranhura que a medida representa na sua gestão, que pode ser considerada o melhor acontecimento do governo Temer.

.  O RR tem certeza de que um dos detalhes que mais irritou Parente foi a forma como o “Gato Angorá” falou com ele.

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24.05.18

E agora, José?

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que somente permaneceria na estatal se não houvesse intervenção na política de preços dos combustíveis. E agora, Pedro?

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