fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
10.02.20

Moro corre para dar o troco no PCC

A fuga de 75 criminosos do PCC do presídio de Juan Pedro Caballero, no Paraguai, forçou Sergio Moro a precipitar os fatos. O ministro deverá acelerar a instalação, ainda neste ano, de mais dois Ciofs (Centro Integrado de Operações de Fronteira), a exemplo da unidade de Foz do Iguaçu, inaugurada em dezembro. Mato Grosso, divisa com a Bolívia, e Roraima, nos limites com Venezuela e Colômbia, devem ser os estados escolhidos. Com isso, os Ciofs cobririam o que as Forças Armadas costumam chamar de “áreas quentes” da fronteira brasileira, regiões que concentram as principais rotas de entrada de drogas e armas no país.

Procurado, o Ministério da Justiça confirmou que “entre suas estratégias está, sim, a instalação de novos Ciofs, ainda em local a ser definido.” Acelerar a instalação dos Centros Integrados de Operações de Fronteira atenderia não só às necessidades do Estado, mas também às de Sergio Moro. Pressionado, o ministro precisa dar uma pronta resposta contra o crime organizado. A fuga de Juan Pedro Caballero calou fundo em Moro.

De um lado, ajudou a criar um turbilhão político, com a ameaça de Jair Bolsonaro de cindir seu Ministério; do outro, escancarou vulnerabilidades na segurança pública. Inteligência foi exatamente o que não funcionou na fuga dos prisioneiros. Segundo informações filtradas do Ministério da Justiça, toda a operação foi articulada no Brasil e membros do PCC se deslocaram até a fronteira para dar suporte aos comparsas sem serem monitorados. Em tempo: o governo pretende dar uma dimensão ainda maior aos Ciofs, centros não apenas de operação, mas, sobretudo, de inteligência, que integram dados da Polícia Federal, Receita Federal, Abin, Unidade de Inteligência Financeira (antigo Coaf) etc. O objetivo é transformá-los em instâncias multilaterais de combate ao crime organizado. Para isso, a ideia é convidar ministros da Justiça de países vizinhos para ocupar cadeiras permanentes nestes centros.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

05.02.20

Porta de cadeia

Governadores – entre eles Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, e Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso do Sul – fazem pressão em Brasília para derrubar o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), delegado Fabiano Bordignon. O motivo principal é a insatisfação com os critérios de transferência de presos do crime organizado, especialmente do PCC. Mas, no que depender de Sergio Moro, Bordignon só cai para cima, bem para cima: é o nome de preferência do ministro para assumir o comando da Polícia Federal em caso de queda do atual diretor, Maurício Valeixo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.12.19

Sergio Moro ataca o crime organizado pelos ares

O ministro Sergio Moro abriu mais uma frente no combate ao crime organizado. De acordo com informações filtradas do Ministério da Justiça, a Polícia Federal, com o apoio da Anac, tem feito operações em hangares e oficinas de reparos de aeronaves no Centro-Oeste. A área de inteligência da PF rastreou uma rede de manutenção de aviões usados por facções criminosas para o tráfico de drogas e contrabando, notadamente na fronteira com o Paraguai e a Bolívia.

São mais de duas dezenas de oficinas suspeitas de servir de biombo para o crime organizado, sobretudo o PCC, atuando não apenas no conserto de aviões, mas como estoque de combustíveis e peças. Moro tenta asfixiar as facções criminosas que atuam na faixa de fronteira, minando seu poderio de logística e transporte aéreo. No ano passado, mais de 70% da cocaína apreendida pela PF no Mato Grosso do Sul vieram da Bolívia em aviões clandestinos, muitos deles clonados, utilizado prefixos de aeronaves registradas na Anac.

Procurado, o Ministério da Justiça não entrou em detalhes sobre as ações contra hangares e oficinas. A Pasta informou que “uma de suas prioridades é barrar a entrada de contrabando, drogas, armas e munições no país.” Entre as ações neste sentido, criou o cita o Programa de Segurança nas Fronteiras e o Centro Integrado de Operações de Fronteira (Ciof).

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.11.19

M&A criminal

Observatório

Por Kelly Nascimento, jornalista.

 

Um dos poucos setores que fecharão 2019 em franco crescimento é o crime organizado.  Enquanto as polícias estaduais enxugam gelo e deixam um rastro de sangue em incursões nas favelas Brasil afora, a maior facção criminosa do país está em plena expansão. Enquanto escrevo este artigo, em alguma cela nos rincões do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC) batiza um novo afiliado. Assim, vai se preparando para assumir o posto de maior cartel de drogas da América.

Segundo o Ministério Público Federal, faltam apenas mecanismos mais requintados de lavagem de dinheiro para que o PCC passe de organização criminosa para o patamar de uma máfia. A missão explica, em parte, o esforço da facção paulista para promover “intercâmbio cultural” com grandes players globais do crime. Não se chega ao topo sem alianças estratégicas. Os “cabeças” da facção sabem bem disso. E se dedicaram, nos últimos anos, a costurar parcerias mundo afora.

A polícia de São Paulo já sabe que a facção nascida nos presídios paulistas vem estreitando laços com a turma do temido Joaquin “El Chapo” Guzmán, no México. As autoridades brasileiras têm informação detalhada sobre a conexão Sinaloa-São Paulo: os mexicanos fornecem cocaína já processada para os paulistas abastecerem o Brasil, países do Cone Sul, Europa e África.

A interação PCC-Sinaloa, per si, já vale como uma formação máster em “melhores práticas da criminalidade internacional”. A turma de El Chapo opera em mais de 50 países e é apontada por órgãos de investigação internacionais como a maior organização criminosa das Américas e a quinta associação mais perigosa do mundo. Tanta expertise movimenta cifras bem superiores às conseguidas por outro ícone global da criminalidade: o colombiano Pablo Escobar. Autoridades mexicanas estimam que o Cartel de Sinaloa lucre R$ 3 bilhões por ano com a exportação de cocaína. Outra importante ligação transnacional do grupo paulista está cravada na Itália: os mafiosos da ‘Ndrangheta.

 À luz desses fatos, o recente anúncio, por parte do ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, de um acordo que permite que a polícia brasileira atravesse fronteiras de países do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia) em perseguições a criminosos parece tão eficaz quanto tentar conter uma tsunami construindo um puxadinho.

Talvez a expansão internacional do PCC nem seja o principal problema com que Moro tenha de lidar. As forças de segurança sabem que a prioridade das lideranças é colocar em prática um ousado plano de fuga para libertar o comandante em chefe da facção: Marco Willians Herbas Camacho, vulgo Marcola. O líder está, desde fevereiro deste ano, sob custódia em um presídio federal em Brasília. Seu maior objetivo é recuperar a liberdade perdida. O salve geral já circulou.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.09.19

Será que Macron encara o PCC?

O crime organizado está devastando o Acre. Literalmente. Investigações do Ministério Público local apontam o Bonde dos 13, uma espécie de “franquia” do PCC na Região Norte, e o Comando Vermelho como responsáveis por mais da metade das áreas desmatadas no estado desde janeiro – algo em torno de 37 mil hectares. Trata-se do resultado de picadas abertas por facções criminosas na floresta amazônica para facilitar o transporte de armas e drogas trazidas da Bolívia e do Peru. O “departamento de engenharia” do crime organizado é especialista em pistas de pouso clandestinas e estradas. Além dos ganhos com o tráfico e o contrabando de armamentos, o Bonde dos 13 e o CV ainda levam um troco com a venda de madeira e a grilagem de terras.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.08.19

Sergio Moro tenta estancar o poder do PCC no Norte

Em meio ao momento de maior desgaste desde que assumiu o Ministério da Justiça, Sergio Moro tenta desarticular o crescente poderio do PCC na Região Norte. Uma variável chave nesta ofensiva é a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Roraima. Moro pretende prorrogar a intervenção federal no presídio até o fim do ano – a data inicialmente fixada é 4 de outubro.

Investigações da Polícia Federal mostram que a cadeia de Roraima funciona como uma espécie de hub decisório do PCC no Norte do país. De lá, criminosos têm irradiado ordens para ramificações da facção na Região Amazônica e em áreas de fronteira. Moro quer ganhar tempo para o trabalho de remanejamento de detentos. Não custa lembrar que a cadeia agrícola de Roraima carrega a macabra estatística do terceiro maior massacre carcerário da história do país – 33 mortos na rebelião de 2017.

Outra questão preocupa o Ministério da Justiça. O presídio de Monte Cristo abriga venezuelanos flagrados em delitos de menor proporção – como furto e roubo. Esses detentos vêm sendo aliciados por criminosos do PCC. Em sua maioria, são refugiados que não pretendem voltar para a Venezuela e dificilmente encontrarão mercado de trabalho do lado de cá da fronteira. São alvos potenciais para o crime organizado. Ressalte-se que a maior parcela desses presos cumpre penas brandas. Ou seja: trata-se, em sua maioria, de uma “mão de obra”, que, uma vez cooptada, logo, logo estará à disposição do PCC nas ruas.

A Casa Civil e o Ministério da Justiça estudam um projeto de construção de presídios próximos a zonas industriais, por meio de PPPs. O modelo abriria caminho para que detentos de baixa periculosidade cumprissem parte da pena trabalhando em fábricas. As discussões ainda estão em fase embrionária. Segundo a fonte do RR, há cerca de duas semanas houve uma reunião em Brasília da qual participaram o secretário especial da Casa Civil, Abelardo Lupion, e o diretor geral do Departamento Penitenciário Nacional da Pasta da Justiça, Fabiano Bordignon. Por ora, a ideia seria a instalação de uma única unidade, como projeto piloto. A iniciativa não é discutida necessariamente sob o ponto de vista do seu impacto sobre a política de segurança pública, mas, sobretudo, da repercussão positiva que provavelmente teria junto à sociedade. Há um antigo pleito de redução dos gastos públicos com a manutenção de presos – fora o aspecto da ressocialização de criminosos. Já existe uma experiência neste sentido em Santa Catarina. Detentos da penitenciária de Joinville trabalham em indústrias locais: são quase 200 presos empregados na Tigre, Ciser e Cordaville.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.07.19

Toma que o criminoso é seu

As autoridades do Paraguai já comunicaram ao ministro Sergio Moro que vão acelerar os trâmites legais para a expulsão de brasileiros condenados ou presos no país vizinho. A prioridade é a extradição de integrantes do PCC detidos por tráfico de drogas e homicídios. Estima-se que existam aproximadamente 150 cidadãos brasileiros cumprindo pena do lado de lá da fronteira. No ano passado, o governo do Paraguai expulsou nomes importantes na estrutura do crime organizado no Brasil: o caso mais notório foi o do traficante Marcelo Pinheiro, o “Marcelo Piloto”, que estava preso em Assunção e foi transferido em novembro. Não custa lembrar que, há cerca de duas semanas, detentos brasileiros se envolveram no massacre do presídio San Pedro del Ycuamandiyú, a 325 quilômetros de Assunção, que deixou dez mortos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.06.19

Ouro é o novo “business” do PCC

O crime organizado está ampliando seu espectro de atuação na fronteira Norte do país. O Primeiro Comando da Capital (PCC) entrou na extração e no contrabando de ouro. Segundo uma fonte da área de Inteligência da Polícia Federal que atua no monitoramento da região, a facção já domina vários garimpos clandestinos localizados tanto em território brasileiro quanto venezuelano.

Do lado de cá da divisa, as atividades se concentram ao longo do Rio Madeira, entre os estados do Amazonas e de Rondônia. No país vizinho, a presença do PCC se dá no chamado Arco Minero del Orinoco, uma faixa de aproximadamente 111 mil quilômetros quadrados com jazidas comprovadas de ouro e diamante. Com o enfraquecimento do regime de Nicolás Maduro e a grave crise econômica da Venezuela, as Forças Armadas locais afrouxaram o combate ao crime naquela área, considerada uma Zona de Desarollo Estratégico Nacional, abrindo caminho para a presença do PCC.

Procurada pelo RR, a Polícia Federal não se pronunciou. O ingresso do PCC na extração e contrabando de ouro e pedras preciosas se deve, grande parte, à mudança na dinâmica do tráfico de drogas na fronteira Norte do Brasil. Graças à sua ligação com as Farc, o Primeiro Comando da Capital tinha praticamente o monopólio das rotas e dos mercados de cocaína na região. Com o desmantelamento do grupo guerrilheiro colombiano, essa hegemonia se rompeu. Vários “operadores” autônomos – a maioria oriunda das próprias Farc – surgiram na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela, reduzindo os ganhos do PCC.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.07.18

Startup do crime

Segundo fonte do RR, o serviço de Inteligência do Exército tem informações de que o PCC vem investindo na formação de especialistas em tecnologia, alguns com cursos fora do Brasil. Uma das especialidades são as mensagens criptografadas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.12.17

Alta tensão

O serviço de Inteligência do Exército está em alerta redobrado após o assassinato de um líder do PCC, nesta semana, no presídio Presidente Venceslau, em São Paulo. Mortes como esta costumam desencadear vendetas sanguinárias. O monitoramento se concentra, sobretudo, nos presídios de São Paulo, Paraná e Alagoas, que abrigam o maior contingente de criminosos ligados ao PCC – são quase 12 mil detentos nos três estados.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.