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02.07.19
ED. 6147

Toma que o criminoso é seu

As autoridades do Paraguai já comunicaram ao ministro Sergio Moro que vão acelerar os trâmites legais para a expulsão de brasileiros condenados ou presos no país vizinho. A prioridade é a extradição de integrantes do PCC detidos por tráfico de drogas e homicídios. Estima-se que existam aproximadamente 150 cidadãos brasileiros cumprindo pena do lado de lá da fronteira. No ano passado, o governo do Paraguai expulsou nomes importantes na estrutura do crime organizado no Brasil: o caso mais notório foi o do traficante Marcelo Pinheiro, o “Marcelo Piloto”, que estava preso em Assunção e foi transferido em novembro. Não custa lembrar que, há cerca de duas semanas, detentos brasileiros se envolveram no massacre do presídio San Pedro del Ycuamandiyú, a 325 quilômetros de Assunção, que deixou dez mortos.

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11.06.19
ED. 6133

Ouro é o novo “business” do PCC

O crime organizado está ampliando seu espectro de atuação na fronteira Norte do país. O Primeiro Comando da Capital (PCC) entrou na extração e no contrabando de ouro. Segundo uma fonte da área de Inteligência da Polícia Federal que atua no monitoramento da região, a facção já domina vários garimpos clandestinos localizados tanto em território brasileiro quanto venezuelano.

Do lado de cá da divisa, as atividades se concentram ao longo do Rio Madeira, entre os estados do Amazonas e de Rondônia. No país vizinho, a presença do PCC se dá no chamado Arco Minero del Orinoco, uma faixa de aproximadamente 111 mil quilômetros quadrados com jazidas comprovadas de ouro e diamante. Com o enfraquecimento do regime de Nicolás Maduro e a grave crise econômica da Venezuela, as Forças Armadas locais afrouxaram o combate ao crime naquela área, considerada uma Zona de Desarollo Estratégico Nacional, abrindo caminho para a presença do PCC.

Procurada pelo RR, a Polícia Federal não se pronunciou. O ingresso do PCC na extração e contrabando de ouro e pedras preciosas se deve, grande parte, à mudança na dinâmica do tráfico de drogas na fronteira Norte do Brasil. Graças à sua ligação com as Farc, o Primeiro Comando da Capital tinha praticamente o monopólio das rotas e dos mercados de cocaína na região. Com o desmantelamento do grupo guerrilheiro colombiano, essa hegemonia se rompeu. Vários “operadores” autônomos – a maioria oriunda das próprias Farc – surgiram na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela, reduzindo os ganhos do PCC.

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27.07.18
ED. 5919

Startup do crime

Segundo fonte do RR, o serviço de Inteligência do Exército tem informações de que o PCC vem investindo na formação de especialistas em tecnologia, alguns com cursos fora do Brasil. Uma das especialidades são as mensagens criptografadas.

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07.12.17
ED. 5761

Alta tensão

O serviço de Inteligência do Exército está em alerta redobrado após o assassinato de um líder do PCC, nesta semana, no presídio Presidente Venceslau, em São Paulo. Mortes como esta costumam desencadear vendetas sanguinárias. O monitoramento se concentra, sobretudo, nos presídios de São Paulo, Paraná e Alagoas, que abrigam o maior contingente de criminosos ligados ao PCC – são quase 12 mil detentos nos três estados.

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