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23.09.20

Caçada conjunta aos guerrilheiros

O Brasil, mais precisamente a área de Inteligência da Polícia Federal, está dando apoio ao Paraguai nas ações para o resgate do ex- vice-presidente do país, Oscar Sanchéz. O político foi sequestrado pelo EPP (Exército do Povo do Paraguai), grupo guerrilheiro aliado do PCC no tráfico de drogas. Em tempo: ainda que indiretamente, outra participação brasileira na operação se dá com o uso de blindados Urutu e Cascavel, comprados pelo Exército do Paraguai à antiga Engesa nos anos 80.

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18.09.20

Made in Paraguay

Os governos do Brasil e do Paraguai deverão selar na próxima semana as regras do novo sistema de venda online de produtos e de delivery na fronteira – ver RR de 27 de agosto. Segundo o RR apurou, brasileiros terão autorização para comprar até US$ 500 livres de impostos em lojas de Ciudad del Leste, Salto de Guaíra, Pedro Juan Caballero e Encarnación. As mercadorias serão retiradas em quatro centros de distribuição na divisa entre Brasil e Paraguai.

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27.08.20

E-commerce vira antídoto para o contrabando made in Paraguai

A proposta das autoridades paraguaias de criação de uma espécie de sistema de delivery para a venda online de mercadorias ao Brasil está provocando divergências dentro do governo Bolsonaro. O Ministério da Economia não demonstra muita simpatia pela ideia. A justificativa da equipe econômica é que a medida beneficiará apenas um lado da moeda: ela funcionaria como uma espécie de “auxílio-emergencial” aos mais de cinco mil lojistas paraguaios instalados em Ciudad del Leste e Pedro Juan Caballero e duramente afetados pela pandemia.

Um auxílio, ressalte-se, bancado por divisas brasileiras. No entanto, o Ministério da Justiça e os generais palacianos defendem a implantação do sistema, posição que começa a ganhar corpo dentro do governo. O ministro da Justiça, André Mendonça, e os militares do Palácio do Planalto enxergam a questão sob a ótica da defesa e segurança da fronteira. A medida é vista como uma forma de inibir o contrabando entre o Paraguai e o Brasil, que disparou desde o início da pandemia e o consequente fechamento do comércio na divisa entre os dois países.

Há muito tempo a Polícia Federal não tinha tanto trabalho naquela região. Entre abril e junho, o número de apreensões de mercadorias contra- bandeadas cresceu mais de 250% em relação a igual período no ano passado. No caso do cigarro, o principal item da “pauta” de exportações ilegais do Paraguai para o Brasil, a quantidade apreendida subiu incríveis 4.000%. Segundo informações filtradas da Polícia Federal, comerciantes paraguaios montaram “sistemas” paralelos de venda deprodutos para o Brasil, inclusive com sites e grupos de WhatsApp.

Entre as autoridades da área de segurança, há o temor de que essa “deep web” do comércio seja usada para encobrir atividades criminosas mais pesadas, como tráfico de drogas e contrabando de armas. Inicialmente, o sistema de delivery foi idealizado como uma medida emergencial, para funcionar até o fim da pandemia. A proposta das autoridades do Paraguai prevê a criação de uma plataforma de e-commerce para as lojas localizadas nas cidades de fronteira. A economia da região está à beira do caos com as medidas de isolamento e a proibição à circulação de brasileiros nas divisas entre os dois países. Caberia à Receita Federal do Brasil montar postos na fronteira para acelerar o despacho aduaneiro das encomendas. As encomendas feitas por brasileiros junto a comerciantes paraguaios não poderiam ultrapassar a cota de US$ 500,00.

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27.05.20

Paraguai desponta como uma ameaça aos frigoríficos brasileiros

Em meio à pandemia surge uma ameaça a mais ao agronegócio brasileiro. Corre no Ministério das Relações Exteriores a informação de que o Paraguai poderá romper relações diplomáticas com Taiwan, abrindo caminho para o consequente restabelecimento dos laços com a China. A medida seria motivada pela pressão do agronegócio local, notadamente dos grandes frigoríficos, que querem retomar as exportações para o mercado chinês.

Uma vez consumado, trata-se de um movimento que teria razoável impacto comercial para o Brasil. O Paraguai voltaria ao game para disputar uma fatia da demanda chinesa por proteína animal. A questão é ainda mais preocupante na atual circunstância, com a disparada dos casos de coronavírus e o risco do Brasil sofrer um lockout internacional – vide RR edição do dia 22 de maio.

Ressalte-se que a China duplicou, em abril, as compras de carne bovina, um indício de que os asiáticos estariam antecipando a formação de estoques para o caso de uma eventual interrupção das importações do Brasil. Some-se a isso o fato de que o Paraguai poderia se aproveitar dessa brecha para reduzir o preço da commodity. Não custa lembrar que, no início do ano, pouco antes do estouro da pandemia, a China iniciou uma pressão sobre os frigoríficos brasileiros para diminuir o valor do produto: no fim de 2019, os preços da carne atingiram o maior nível em 30 anos.

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18.05.20

Um retrato cruel do Rio

Em conversa com uma fonte do RR, o cônsul-geral do Paraguai no Rio, Hernando Melgarejo, relatou uma de suas principais funções diplomáticas: atender a compatriotas que vivem em bairros da periferia e comunidades e são forçados a pagar pedágios cobrados pela milícia ou pelo tráfico na região.

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06.03.20

Mario Garnero made in Paraguay

Mario Garnero ataca novamente. Seu novo front é o Paraguai. Na última segunda-feira, o empresário  desembarcou em Assunção para uma série de reuniões. A um interlocutor e fonte do RR citou investimentos na produção de etanol em terras paraguaias, em parceria com sócios locais. Historicamente, Garnero sempre aumentou um ponto nos contos sobre seus negócios. De toda a forma, caso o projeto se confirme, seria uma espécie de volta ao passado.

Foi sob a gestão de Garnero à frente da Anfavea, em 1979, que as montadoras firmaram um protocolo com o Ministério da Indústria e Comércio para iniciar a produção de veículos a álcool no país. Eram os tempos do Pró-Álcool. Nos últimos anos, Garnero perdeu combustível.

Muitos dos seus projetos ficaram pelo acostamento. Mas nunca se pode desprezar suas conexões com o poder. Hoje, por exemplo, tem um ex-colaborador em posição de destaque no governo: Marcos Troyjo, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia.

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21.11.19

Brasil e Paraguai aumentam munição contra o crime organizado

O pedido de prisão do ex-presidente Horacio Cartes é apenas a primeira grande consequência do acordo de cooperação entre os Ministérios Públicos do Brasil e do Paraguai antecipado pelo RR na edição de 11 de outubro. A “joint venture” entre os dois países na área criminal irá além das investigações sobre o doleiro Dario Messer, que levaram a Cartes. Empossada na última segunda-feira, a nova ministra da Justiça do Paraguai, Cecilia Perez, deverá vir ao Brasil já na próxima semana para uma reunião com Sergio Moro. De acordo com a fonte do RR, em pauta a adoção de medidas conjuntas mais duras para combater e punir membros de organizações criminosas que atuam dos dois lados da fronteira.

Segundo informações filtradas do Ministério da Justiça, os dois países já acenam, de forma recíproca, com uma espécie de “fast track” para os processos de extradição de criminosos de parte a parte. Do lado brasileiro, a expectativa é que, no encontro, Cecília já formalize a transferência ao menos de três importantes traficantes brasileiros presos no Paraguai, a começar por Marcio Gayoso. Ele é apontado como o braço direito de Levi Felicio, considerado um dos maiores fornecedores de drogas e armas para braços do PCC e do Comando Vermelho (CV) do lado de lá da fronteira. Preso em outubro, Felicio já foi extraditado para o Brasil.

Procurado, o Ministério da Justiça não se pronunciou. Sergio Moro parece ter encontrado sua cara-metade no combate ao crime organizado no âmbito do Mercosul. Terceira ministra da Justiça do Paraguai em 15 meses, Cecilia assumiu pressionada a mostrar serviço o mais rapidamente possível. Seus dois antecessores caíram após apresentar fracos resultados no combate ao crime organizado. Um deles, Julio Javier Ríos, ficou marcado pela fuga de Jorge Samudio, um dos chefões do CV, de uma prisão paraguaia.

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13.03.18

Paraguai é a receita mais simples para driblar Custo Brasil

A exemplo de Portugal, onde foi constituída mais de uma centena de firmas “facilitadoras” de negócios e obtenção da cidadania europeia, o Paraguai está se tornando a Suíça da América do Sul. Um festival de consultings vai abrindo caminho para empresas brasileiras tendo ao fundo a trilha sonora das guarânias. Estima-se que, em 2017, mais de 300 firmas surgiram em Assunção com origem em capitais brasileiros.

Dando boas vindas a legiões de executivos estão auditoras, advisers e consultoras que podem ser encontradas a granel na internet. A abertura de uma fileira de empresas não está relacionada a serviços bancários de lavação de dinheiro – indústria financeira em decadência no Paraguai. Os brasileiros seguem para lá para se livrar do Custo Brasil, especialmente do assassinato fiscal de todo o dia. Abrir uma empresa no Paraguai rende muitos benefícios.

Os fatores de produção são amplamente vantajosos, tais como imposto único apenas na saída do bem exportado, custo de energia 70% inferior, tributação no salário 65% menor e ausência de taxação sobre a renda da indústria, contando com ofertas de uma infraestrutura competitiva e completa a apenas 11 km do Brasil. Isto em um ambiente político estável e favorável ao mercado, com uma economia que cresce 3,5% ao ano. Parece até uma propaganda de resort. O paradoxo é que o país mais ameaçador ao Brasil com o contrabando nas fronteiras é o mesmo invadido por brasileiros ávidos por formalizar seus negócios e se livrar de condições inóspitas ao capital. Vai que há um pouco disso tudo misturado.

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