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planos
09.08.19
ED. 6175

O “cidadão Kane” do Planalto

Transborda do Palácio do Planalto que o próximo movimento na cruzada santa de Jair Bolsonaro contra a mídia impressa será a determinação de que todas as instâncias do governo federal cortem as assinaturas de jornais e revistas. O argumento é que a modalidade impressa tornou-se desnecessária, com a combinação e avanço das TVs aberta e por assinatura, onlines e internet. O restante seria coberto através de um serviço de clipping que atendesse todo o aparelho de Estado.

Da mesma forma como justificou a MP 892, que suspendeu a obrigatoriedade de publicação de balanços e informes de companhias abertas em jornais, Bolsonaro reportaria à economia de gastos sua “principal motivação” para a adoção da medida.Há determinação e método nessa escalada do  presidente, curiosamente pajeado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Do ponto de vista da convergência ideológica liberal de Guedes, existe, sim, total afinidade com os objetivos de vingança que norteiam Bolsonaro.

Falou em corte de despesas, o ministro fica todo excitado. Mas Guedes desde o primeiro minuto foi o darling dos capitães da grande imprensa. Recebeu um apoio maior do que todos os ministros da Fazenda e Planejamento juntos. Perguntado, em outros idos, sobre a obrigatoriedade do anúncio em jornal de grande circulação, assunto que chegou a baixar na CVM, comentou que a suspensão se fazia desnecessária. Era de se esperar que não coadjuvasse tão mansamente uma campanha tão contraditória com suas relações históricas junto aos maiores formadores de opinião do país. De Bolsonaro sempre se esperou tudo. Está estripando as finanças da imprensa em nome de questões prosaicas, estritamente pessoais. O risco é querer estripar a democracia. Se continuar assim, vamos todos sentir saudade de Lula.

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09/08/19 10:39h

carlos.rsl

disse:

Já recomendei ao meu empregador a descontinuidade da assinatura desta publicação. O que era fabuloso no passado, tornou-se mediocremente panfletário.

09/08/19 10:38h

carlos.rsl

disse:

Já solicitei ao meu empregador o cancelamento desta publicação. O que era fabuloso no passado, tornou-se mediocremente panfletário.

09/08/19 8:43h

G.A.Werlang

disse:

Com todo respeito, o que se espera de um informativo eh informacao... nao tendenciosidade... dia a dia fica mais patente um explicito “bias” de voces. Creio que os leitores deste informativo sejam suficientemente inteligentes para nao serem manipulaveis... ou seja... o “bias” tem como unico efeito do demerito do informativo. Agradecido.

08.08.19
ED. 6174

Bang bang

O Palácio do Planalto deu uma missão prioritária ao Major Olímpio: agilizar a votação do Projeto de Lei 3.713, o chamado PL das Armas, que arruma a barafunda de decretos sobre o tema editado pelo governo no primeiro semestre.

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31.07.19
ED. 6168

A caixa preta da reforma agrária

O governo Bolsonaro decidiu destampar também a caixa preta do Incra. Levantamento feito por determinação do Palácio do Planalto revelou que, desde 1964, ano de lançamento do Estatuto da Terra, o Instituto atendeu a apenas 10% de todos os pedidos de Títulos Definitivos de Posse de Terra. Hoje, cerca de 974 mil famílias vivem em 9.443 assentamentos pelo país, à espera de legalização da propriedade. Ninguém tem dúvida de que esses números serão objeto de intensa publicidade nas redes sociais.

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26.07.19
ED. 6165

“Força Nacional do Trabalho” repousa em uma prateleira do Palácio do Planalto

O ministro Paulo Guedes tem feito ouvidos moucos a uma medida soprada pelo próprio Palácio do Planalto que combinaria geração de emprego, distribuição de renda e, de quebra, o destravamento de projetos na área de infraestrutura. A ideia, surgida de conversas dos militares palacianos com o presidente Jair Bolsonaro, consistiria na criação de mecanismos para capacitação e aproveitamento de mão de obra jovem, voltada notadamente para a execução das mais de 4,7 mil obras públicas paradas no país. A proposta poderia ser viabilizada de duas formas. Uma delas seria a formação de uma força civil de trabalho, mediante contratação temporária.

O treinamento desse contingente ficaria a cargo do Exército. Neste caso, uma das questões que teriam de ser definidas é onde este grupo de trabalhadores seria pendurado dentro da estrutura pública. Outra hipótese seria uma espécie de keynesianismo fardado. As Forças Armadas passariam, excepcionalmente, a absorver um contingente maior de jovens alistados no serviço militar obrigatório. A medida seria acompanhada da ampliação do tempo de permanência dos recrutas no Exército, Marinha ou Aeronáutica. Hoje, esse prazo é de um ano, podendo, em casos específicos, ser reduzido em dois meses ou estendido por seis meses.

Como o serviço militar obrigatório é remunerado – aproximadamente um salário mínimo por mês –, o soldo seria um alívio para jovens sem perspectiva de entrada no mercado de trabalho, a maioria oriunda de famílias de baixa renda já solapadas pelo desemprego. Tanto um modelo quanto o outro teria de passar pelo estreito buraco da agulha do Orçamento. Caberia à equipe econômica buscar as verbas necessárias para fundear a proposta. No caso da proposta se materializar no âmbito das Forças Armadas, a verba extra permitiria, por exemplo, a ampliação do projeto Soldado Cidadão.

Trata-se de uma parceria entre escolas militares e técnicas para a capacitação dos recrutas em áreas como telecomunicações, mecânica, eletricidade, transportes etc. Segundo dados do próprio Exército, 65% dos jovens que passam pelo Soldado Cidadão conseguem um emprego após a conclusão do serviço militar. O efetivo maior absorvido pelas Forças Armadas poderia ser utilizado pelos batalhões de infantaria nas obras de infraestrutura. Um caminho natural seria o seu aproveitamento na construção das 108 escolas cívico-militares que o Ministério da Educação pretende implantar no país.

O Exército, ressalte-se, já participa de importantes empreendimentos de infraestrutura, como a duplicação da BR-116, no Rio Grande do Sul, ou a pavimentação da BR-163 no Pará. Pelas notórias restrições orçamentárias, as Forças Armadas se viram obrigadas a restringir drasticamente o serviço militar obrigatório. Segundo dados do Ministério da Defesa, em média cerca de 1,8 milhão de jovens se alistam no serviço militar a cada ano. Apenas 5%, ou seja, aproximadamente 90 mil, são incorporados pelo Exército, Marinha e Aeronáutica. De acordo com a Pasta, o gasto anual por recruta é de R$ 19.642,00 (o que inclui remuneração, alimentação, fardamento e transporte), totalizando R$ 1,767 bilhão por ano. Em um exercício meramente hipotético, se o governo decidisse duplicar esse contingente com o objetivo de gerar 90 mil vagas de trabalho para jovens, não gastaria sequer o equivalente a 6% dos R$ 30 bilhões contingenciados do Orçamento de 2019. O ganho econômico e social compensaria o dispêndio adicional.

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10.07.19
ED. 6153

O generalato de Itaipu

O Palácio do Planalto escalou uma linha de frente de militares para conduzir a complexa renegociação do Tratado de Itaipu com o governo do Paraguai. O general de divisão Eduardo Garrido Alves, que assumiu a diretoria do Parque Tecnológico da estatal na última segunda-feira, chega para ser o braço direito do presidente de Itaipu, o general Joaquim Silva e Luna, nas tratativas com as autoridades paraguaias. Ambos se entendem por música. O general Garrido foi assessor especial do Ministério da Defesa durante a gestão de Silva e Luna à frente da Pasta, nogoverno Temer. A eles, ressalte-se, junta-se ainda um terceiro general, Luiz Felipe Carbonell, que desde o mês passado responde pela diretoria de Coordenação de Itaipu.

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03.07.19
ED. 6148

Saraivada de decretos

O tiroteio não tem fim: o Palácio do Planalto trabalha na oitava versão do decreto das armas. Os novos remendos teriam como objetivo consertar inconsistências jurídicas por recomendação do Advogado Geral da União, André Mendonça.

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01.07.19
ED. 6146

Intervenção verde

No que depender do Palácio do Planalto, a reforma na governança do Fundo Amazônia terá uma só medida: a transformação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, numa espécie de CEO do fundo. Tem tudo para acabar mal: dificilmente o governo Noruega, o dono do funding, aceitará tal imposição.

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03.06.19
ED. 6127

Acefalia conveniente

Empresários da Zona Franca começam a desconfiar que há método por trás do “descaso” do governo federal. Até o momento, o Palácio do Planalto não nomeou integrantes para o Conselho Administrativo da Suframa. Com isso, há mais de cem pedidos de incentivo fiscal encalhados na Superintendência. O ministro Paulo Guedes agradece.

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28.05.19
ED. 6123

Café com o Presidente

Não obstante o forfait de parte expressiva dos parlamentares nordestinos, o Palácio do Planalto decidiu manter a estratégia de reuniões entre o presidente Jair Bolsonaro e bancadas regionais. Está sendo costurado ainda para esta semana um café da manhã entre Bolsonaro e congressistas da Região Centro-Oeste.

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exercito-rj
14.05.19
ED. 6113

Bolsonaro abre temporada de tiros contra o interesse nacional

Alguém precisa apresentar o presidente Jair Bolsonaro aos generais. O decreto que abre o mercado brasileiro para a importação de armas e munição foi mais um movimento do Palácio do Planalto sem a devida sintonia com o Alto-Comando do Exército. As novas regras foram elaboradas sem consultas aos militares. A liberação de determinados armamentos de uso exclusivo das Forças Armadas não é vista com bons olhos pelos generais quatro estrelas.

O mesmo se aplica à facilidade para a importação sem a contrapartida de uma fábrica no Brasil. Ressalte-se ainda que o governo Bolsonaro vai na contramão da prática crescente entre grandes nações, notadamente na Europa. Recentemente, preocupada com um avanço de investidores russos e chineses, a Comunidade Europeia criou uma legislação proibindo estrangeiros de adquirir fabricantes de armamentos e munição. Discute-se naquele continente também a liberalização para as importações das armas de determinada origem de fabricação – o Brasil, por exemplo, tem sido gongado em operações de comércio exterior devido à péssima imagem do genocídio que ocorre nas grandes cidades do país.

Consultado, o Exército preferiu não fazer considerações sobre as medidas. Informou que, por intermédio da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados/Comando Logístico, “analisa o decreto 9.785, para emanar, em breve, a normatização decorrente dentro da sua esfera de atribuições”. Sem a exigência da produção local, o Brasil deverá se tornar um mero balcão de armas e projéteis sem qualquer investimento ou promessa de geração de empregos. A Glock foi uma das primeiras a fazer chegar a decisão de recuo: já avisou ao governo brasileiro que não tem qualquer intenção de montar uma fábrica no país.

A suíça Ruag vai pelo mesmo caminho. E pobre de quem disser o contrário. Segundo o RR apurou, na semana passada o grupo demitiu o representante que participou da LAAD no último mês de abril, no Rio de Janeiro. O executivo da Ruag aproveitou os holofotes da maior feira da área de Defesa da América Latina para sinalizar investimentos no país. Chegou, inclusive, a manter contato com autoridades da área de Defesa reacendendo expectativas da vinda da companhia para o Brasil. Acabou sendo alvejado pela direção do grupo. Em setembro do ano passado, o governo suíço, controlador da empresa, já havia proibido a Ruag de construir uma fábrica de munição no Brasil. O entendimento é que a iniciativa representaria um risco para a imagem da própria Suíça.

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07.05.19
ED. 6108

Sindicalista sob medida

O Palácio do Planalto acompanha com especial interesse a eleição na União Geral dos Trabalhadores, marcada para o fim do mês. Há uma indisfarçável torcida pela reeleição de Ricardo Patah, chamado por dirigentes de outras centrais de o “Sindicalista do Bolsonaro”. No último dia 30, Patah teve um encontro de mais de uma hora com Bolsonaro. Saiu de lá dizendo ser contra a greve geral convocada para 14 de maio.

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09.04.19
ED. 6090

Itamaraty mira em representações na África e no Caribe

O Ministério das Relações Exteriores, com o apoio integral do Palácio do Planalto, planeja fechar algo em torno de 15 representações diplomáticas na África e no Caribe ao longo deste ano. Os cortes atingiriam, entre outras nações, Burkina Faso, Mali, Mauritânia, Serra Leoa, Antígua e Barbuda e  Dominica. A medida envolveria a desativação de escritórios e mesmo de embaixadas menores.

Não é de hoje que esta medida vem sendo cotejada no Itamaraty – diga-se de passagem, sem que exista um consenso dentro da própria Pasta. Em 2017, um estudo da Comissão de Relações Exteriores do Senado apontou que as representações diplomáticas abertas entre 2003 e 2016 – nas gestões de Lula e Dilma Rousseff – somavam um gasto de aproximadamente R$ 380 milhões por ano, sem as devidas contrapartidas comerciais ou políticas. Com base nos números, o governo Temer chegou a iniciar preparativos para desativar boa parte delas.

No entanto, o então chanceler Aloysio Nunes Ferreira, que, curiosamente, havia sido presidente da Comissão no Senado, foi demovido pelo corpo diplomático do Itamaraty. O RR entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores, que preferiu não se pronunciar sobre o assunto. Caso se confirme, o fechamento de representações do Itamaraty em países da África e do Caribe será uma medida carregada de simbologia. Na prática, funcionaria como mais um gesto do presidente Jair Bolsonaro de distanciamento da política externa do PT. Os governos de Lula e de Dilma Rousseff, notadamente o primeiro, deram uma atenção especial a nações que nunca estiveram no eixo central da diplomacia brasileira. Nesse período, o Itamaraty ganhou embaixadas e escritórios em 44 países da África e do Caribe.

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07.03.19
ED. 6067

Mais ou menos guerrilha na reforma da Previdência?

O uso das redes sociais como forma de insuflar as bases do presidente Jair Bolsonaro voltou à baila no Palácio do Planalto. As discussões têm como pano de fundo a estratégia a ser adotada pelo governo para reforçar a imagem do presidente, visando garantir os apoios necessários à aprovação da reforma da Previdência. “Mais Carlos” ou “Menos Carlos”? Estas são as palavras de ordem que ecoam pelos corredores do Palácio e têm sido usadas para ilustrar a divisão de opiniões entre os aliados mais próximos de Bolsonaro. Por “mais Carlos”, entendase o resgate e a manutenção de um permanente clima de campanha, com um bombardeio nas mídias digitais e grupos de WhatsApp bem ao estilo de Carlos Bolsonaro, o Capitão do Capitão nas redes sociais.

Esta corrente, que tem entre seus entusiastas os próprios rebentos, além de partidários como o senador Major Olímpio, defende o retorno do Bolsonaro puro-sangue,que buscaria no apoio acalorado de sua claque, pautar a mídia através de um marketing extremamente agressivo, recriando o protagonismo digital para o governo. Por esta ótica, o próprio Carlos Bolsonaro deveria voltar à linha de frente da comunicação do pai, a exemplo do que ocorreu na campanha, lançando mão de toda a sua guerrilha digital para estimular o eleitorado do presidente. As ações nas redes sociais ajudariam Bolsonaro a não se tornar tão refém do “toma lá, dá cá” que começa a dominar o Congresso como moeda de troca para a votação da PEC da Previdência. Ou, pelo menos, disfarçar, dizendo que não está fazendo o que está fazendo.

As operações digitais seriam extremamente eficientes também para apagar ou contrapor os discursos feitos pelo próprio clã dos Bolsonaro contrário à reforma da Previdência. Entre outros, circula na rede um depoimento do deputado Eduardo desancando a reforma e afirmando que a última coisa a ser feita seria mexer com a aposentadoria do funcionalismo público. O monitoramento das próprias redes sociais e pesquisas de opinião reforçam o discurso dos “Bolsonaro Boys” pelo retorno do Capitão às origens. Um exemplo é o levantamentoCNT/MDA divulgado na semana passada. Ainda que 57% dos entrevistados tenham dito que aprovam o presidente Bolsonaro, apenas 38,9% classificam seu governo como positivo. E o viés é cadente.

Os petizes do clã pregam que é fundamental resgatar esse povo, sem o que dificilmente Bolsonaro terá o respaldo necessário para aprovar as reformas. Até porque existe outra variável: no próprio entorno do presidente, há quem diga que, sem o apoio do seu auditório eleitoral, o rei fica nu, ou seja, o Capitão se torna refém das suspeições e denúncias, como as que rondam seu filho Flávio e o escândalo dos laranjas do PSL. O Bolsonaro que conta é o Bolsonaro da campanha nas redes sociais. Até porque este é o espaço possível para o Presidente esconder sua insuficiência e ser celebrado pelo teatro que pratica no meio digital. No lado oposto, está a corrente do “Menos Carlos”, ou do “É a política, estúpido!”, que tem no ministro Onyx Lorenzoni um de seus cabeças. E, com menos intensidade, os generais Augusto Heleno e Santos e Cruz.

Estes últimos concordam que Bolsonaro deve intensificar sua exposição institucional nos Facebook e Twitters da vida, mas discordam da guerra de guerrilha no front digital. Para esta banda, campanha é campanha, governo é governo. As redes sociais podem ser muito boas para construir a persona de um candidato e desconstruir a reputação alheia, mas têm pouco efeito prático no mundo real do Congresso. Como disse o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia, “não se pode desprezar e muito menos criminalizar a política”. Este grupo de aliados prega o caminho convencional da articulação, da captura partidária e das oferendas de praxe, sejam cargos, sejam verbas orçamentárias. Isso mesmo com a notória dificuldade do governo Bolsonaro em construir canais de interlocução com o que se diz ser sua base aliada no Congresso.

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27.02.19
ED. 6064

Uma luz para Roraima

Na esteira da crise venezuelana, o Palácio do Planalto está elaborando um regime de fast track para viabilizar no menor tempo possível a extensão da linha de transmissão Tucuruí-Manaus até Boa Vista, capital de Roraima. O tema tem sido tratado em reuniões entre o Ministério de Minas e Energia (MME), a Casa Civil e a AGU. A meta é que Ibama e Funai concedam as licenças ambientais em caráter extraordinário no máximo em 90 dias – o tempo médio para a emissão dos certifi cados gira em torno dos seis meses. Segundo o RR apurou, o governo pretende iniciar as obras de construção em setembro. A extensão do linhão de Tucuruí é fundamental para garantir a conexão do estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e acabar com os seguidos cortes de energia na região. A situação é crítica. Com o derretimento do governo de Nicolás Maduro, a Venezuela interrompeu o fornecimento de energia – Roraima depende do insumo gerado pela hidrelétrica de Guri, no país vizinho. Consultado, o MME informou que “tem atuado para implantar a conexão de Roraima ao SIN, estando os estudos para obtenção da licença de instalação em andamento.”

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27.02.19
ED. 6064

Eunício fora da Anac

O Palácio do Planalto já procura um nome para a vaga de Ricardo Fenelon na diretoria da Anac. Seu mandato termina em agosto e não será renovado. Na prática, o Planalto mira em Fenelon para abater o ex-presidente do Senado, Eunício de Oliveira, responsável pela sua indicação para a agência reguladora.

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05.02.19
ED. 6048

Contra o tempo: aumento do funcionalismo prestes a cair

Definida a Presidência do Senado, o Palácio do Planalto está de olho na medida provisória que cancela ou adia o aumento salarial de várias carreiras do serviço público. A MP 849/18 aguarda designação de um relator e pode trancar a pauta de votação no Legislativo a partir da próxima sexta-feira, dia 8 de fevereiro. Publicada em setembro do ano passado, à época o governo informou que abrangia 209 mil servidores ativos e 163 mil inativos. Estima-se que a transferência de 2019 para 2020 da concessão do reajuste economizará R$ 4,7 bilhões para os cofres públicos este ano.

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22.01.19
ED. 6038

Não é fake news

A comunicação do Palácio do Planalto avalia criar nos sites de todos os Ministérios um espaço denominado “Fake News”. Serviria para esclarecer fatos, mas, sobretudo, desconstruir versões contra o governo. Tem tudo a ver com o estilo mais incisivo de comunicação dos Bolsonaro.

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22.01.19
ED. 6038

Regulação da mídia

O Palácio do Planalto vai destinar parte das verbas publicitárias do governo para projetos da Secretaria de Desenvolvimento Social, a começar pelo “Bem Brasil”, programa de assistência a deficientes físicos que será coordenado pela primeira-dama Michele Bolsonaro. Por menor que seja a quantia, Bolsonaro vai surfar no valor simbólico e no apelo  popular da medida, independentemente das suas motivações colaterais.

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21.01.19
ED. 6037

Paulo Guedes quer rasgar a camisa de força do Orçamento

O ministro da Economia, Paulo Guedes, está amadurecendo a ideia de enviar à apreciação do Palácio do Planalto não somente o projeto de reforma da Previdência, mas também a proposta de desvinculação das receitas orçamentárias. Quanto à disposição de Guedes de desengessar o Orçamento, nenhuma novidade. O fato surpreendente seria o envio conjunto para votação no Congresso dos projetos de flexibilização da rigidez orçamentária e mudança na Previdência. Nas conversas com lideranças políticas e governadores, a equipe econômica pôde medir a sensibilidade em relação à medida. A percepção é que o impacto dos dois projetos sobre as finanças dos estados seria altamente positivo. As unidades federativas estão quebradas. Os desequilíbrios provocados pelos gastos previdenciários e obrigatoriedade dos gastos estão entre as principais causas. Com relação ao orçamento federal, a flexibilização das obrigatoriedades permitiria o cumprimento do teto dos gastos. Atualmente o nível de engessamento do orçamento alcança 94%. O que sobra dá para comprar papel, lápis e uma borracha.

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14.01.19
ED. 6032

A nova comunicação do Planalto

Diagnóstico feito por um colaborador do Palácio do Planalto, que teria sido enviado para o Secretário de Governo, general Carlos Alberto Santos e Cruz:

  • O Palácio do Planalto precisa de uma Secom forte, mas diferente dos tempos do PT, quando era movida a verba publicitária.
  •  A estrutura de comunicação deve dar prioridade a uma blogosfera própria. Ou seja: é preciso multiplicar os canais de rede social, para pulverizar a disseminação de conteúdo.
  •  É preciso formar alianças na blogosfera privada, privilegiando o acesso à informação. Recomenda-se a construção de canais diretos de interlocução.
  • As redes sociais são essenciais. O governo deveria espalhar sua comunicação por meio desses veículos.
  • A mídia convencional sempre terá seu papel, mas ele irá se tornando cada vez mais cadente.
  •  É importante observar que a comunicação na mídia televisiva precisa contemplar não somente a audiência, mas o target temático. O governo deverá estar bem mais presente nas emissoras com programação popular e dirigida a nichos de apoio à gestão.

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11.12.18
ED. 6012

Fala que eu te escuto

O cerimonial do Palácio do Planalto está quebrando a cabeça para encaixar no protocolo os líderes de mais de uma dezena de igrejas evangélicas que querem se pronunciar no ato ecumênico programado para a posse de Jair Bolsonaro.

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25.09.18
ED. 5960

Nada a temer, ao menos até 2019

O Palácio do Planalto considera baixo o risco de que a PGR Raquel Dodge apresente ao STF a terceira denúncia contra Michel Temer. E menor ainda que exista tempo hábil para a Câmara dos Deputados abrir e votar um eventual processo de afastamento do presidente até o fim do mandato. Os problemas de Temer começam mesmo para valer a partir de 1o de janeiro de 2019.

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07.06.18
ED. 5883

Operação bombeiro

O Palácio do Planalto escalou o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, para uma rodada de entrevistas emergenciais à mídia nordestina, notadamente emissoras de rádio. O objetivo é debelar os boatos sobre possíveis cortes ou até mesmo o cancelamento do Bolsa Família que têm espocado na região nos últimos dias. Henrique Meirelles – para todos os efeitos, o pré -candidato de Michel Temer – agradece

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05.06.18
ED. 5881

Anúncio de gaveta

Parece até que Michel Temer ainda é candidato. A comunicação do Palácio do Planalto, à frente o marqueteiro Elsinho Mouco, já tem engatilhada uma campanha para alardear o sucesso do leilão de blocos do pré-sal programado para a próxima quinta-feira. Tão logo a licitação da ANP seja concluída, começará o bombardeio nas redes sociais

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21.02.18
ED. 5810

A segurança de Michel Temer

Desde a última sexta-feira, o marqueteiro Elsinho Mouco e o staff de comunicação do Palácio do Planalto têm colhido toneladas de dados nas redes sociais sobre a repercussão da intervenção federal no Rio. As medições mostram uma aprovação superior a 70%. Michel Temer jamais alcançou tamanha “popularidade”…

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19.01.18
ED. 5790

Concorrência desleal

A notícia de que o governo francês vai leiloar ainda neste ano sua participação nos aeroportos Charles de Gaulle e Orly acendeu o sinal de alerta no QG das PPIs, no Palácio do Planalto. O temor é que a concorrida disputa tire os grupos europeus, a começar pela francesa Vinci, da rota das concessões aeroportuárias previstas para este ano no Brasil.

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19.12.17
ED. 5769

Trabalhômetro

Inspirado no tradicional “impostômetro”, o Palácio do Planalto pretende instalar um “trabalhômetro” na Esplanada dos Ministérios, atualizando o número de empregos criados.

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18.10.17
ED. 5727

Celebração antecipada

O Palácio do Planalto avalia a possibilidade de Michel Temer fazer um pronunciamento à Nação às vésperas da votação do pedido de abertura de processo na Câmara. Como a vitória na Casa é dada como certa, os assessores de Temer enxergam mais prós do que contras na iniciativa.

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28.09.17
ED. 5714

Terra nostra

O Palácio do Planalto já cogita postergar, mais uma vez, o prazo final para a adesão de empresas e produtores rurais ao “Novo Funrural”, passando de 30 de novembro para 30 de dezembro. À bancada ruralista, tudo. Principalmente enquanto a segunda denúncia contra Temer ainda não tiver sido votada na Câmara dos Deputados.

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12.09.17
ED. 5702

Trunfo político

A taxa de juros Selic na casa de 6% é tratada como “trunfo político” no Palácio do Planalto. Mas é bom que se diga que não há combinação com o BC. Vontade cada um tem a sua.

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Ontem, o Palácio do Planalto foi chacoalhado pela informação de que Eduardo Cunha está prestes a encaminhar a Moreira Franco e Eliseu Padilha uma relação de perguntas demolidoras, como fez com Michel Temer. A conferir.

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02.08.17
ED. 5674

Pronunciamento no facebook

Em caso de resultado favorável, como se espera no Palácio do Planalto, Michel Temer deverá fazer um pronunciamento nas redes sociais logo após a votação de hoje na Câmara.

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31.07.17
ED. 5672

Intriga palaciana

O Palácio do Planalto tem feito mal à imagem do general Sergio Etchegoyen, ministro do GSI, junto a seus pares no
Alto Comando do Exército. Há quem diga que Michel Temer e seus ministros próximos estão tirando proveito da integridade do general.

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25.07.17
ED. 5668

Batalha cibernética

O Palácio do Planalto intensificou o monitoramento dos chamados “haters” nas redes sociais. Nos últimos dias, teria identificado e bloqueado dezenas de perfis ligados a partidos ou organizações da oposição que estavam praticando “cyber bullying” nas páginas oficiais do presidente Michel Temer.

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07.07.17
ED. 5656

Fidelidade líquida

O Palácio do Planalto confia desconfiando na lealdade do presidente da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG). O temor é que o atual aliado se volte contra o próprio governo, aproveitando os holofotes da denúncia contra Michel Temer para lançar de vez sua candidatura ao governo de Minas Gerais em 2018.

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06.07.17
ED. 5655

Operação de guerra

Lugar de “soldado” é no Congresso. O Palácio do Planalto decidiu, ontem, que os deputados com cargos em ministérios – como Bruno Araújo (Cidades), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Leonardo Picciani (Esportes) e Mendonça Filho (Educação) – reassumirão seus mandatos por um dia para votar contra o pedido de investigação do presidente Michel Temer.


Por falar em votos no Congresso, o ministro Gilberto Kassab está submerso na articulação política: tem passado dias e noites distribuindo cargos a parlamentares da base aliada.

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28.06.17
ED. 5649

Falta de sorte não é

O Planalto continua abusando da sorte na escolha do seu círculo mais próximo. Na semana passada, indicou o deputado Julio Lopes (PP-RJ) para integrar o recém-criado Conselho Nacional para a Desburocratização, comandado por Eliseu Padilha. Pois bem…Três dias depois, em depoimento à Justiça, o executivo Marcos Vidigal, da Odebrecht, acusou Lopes de pedir propina na construção da Linha 4 do Metrô do Rio.

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19.06.17
ED. 5642

Prestidigitação

Sandro Mabel deixou o posto de assessor especial da Casa Civil, mas algum sósia dele continua no Palácio do Planalto. E tem cumprido uma série de missões para Michel Temer, especialmente na distribuição de cargos para a base aliada.

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14.06.17
ED. 5640

Com a palavra, o Palácio do Planalto

Em relação à matéria “Governo Temer lança uma agenda nuclear em meio a crise”, publicada na última segunda-feira, o Palácio do Planalto entrou em contato com o RR para esclarecer que “inexistem discussões no governo sobre eventual revisão de sua adesão ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP)”. Segundo a assessoria da Presidência, recentemente “o país renovou seu compromisso com o Tratado ao participar do I Comitê Preparatório à Conferência de Exame de 2020 do TNP, realizada em Viena”. Ainda de acordo com o Planalto, o governo reafirma também “seu compromisso com o uso somente civil da energia nuclear.” O Relatório Reservado reitera as informações publicadas sobre os debates em andamento nas Forças Armadas, com o conhecimento do Planalto, sobre a mudança de postura do Brasil em relação ao TNP. A fonte do RR não poderia estar mais bem situada.

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12.06.17
ED. 5638

Governo Temer lança uma agenda nuclear em meio a crise

O Palácio do Planalto está reabrindo uma questão tão estratégica quanto diversionista. Segundo informações do boletim Insight Prospectiva, que circula com exclusividade entre assinantes, há discussões ainda embrionárias no governo para que o Brasil deixe o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, assinado por FHC em 1998. O primeiro aceno neste sentido foi dado com a recente entrevista do ministro do GSI, Sergio Etchegoyen, com críticas à participação do país no acordo.

O comandante do Exército, general Villas Bôas, teria, inclusive, abordado o assunto, por uma questão de mesura, em conversa reservada com o próprio Fernando Henrique, durante sua recente palestra no Instituto FHC. O maior clamor pela saída do Brasil do Tratado vem exatamente da área de Defesa. O argumento é que o país abriu mão de um quesito fundamental para a segurança nacional ao passo que nações instáveis dominam a tecnologia de produção de armas atômicas, casos de Irã e Coreia do Norte.

Procurados pelo RR, o Palácio do Planalto e o Ministério da Defesa não se pronunciaram. Os signatários do Tratado estão impedidos de desenvolver tecnologia nuclear com fins armamentistas. Ao menos em tese. Estados Unidos, Rússia (então União Soviética), Inglaterra, França e China, que já tinham avançados programas na área, tiveram permissão para tocar seus projetos. Além de questões relacionadas à Defesa, o entendimento é que a permanência no Tratado é um fator de atrofia para o país no campo da inovação. As amarras impostas pelo pacto inibem avanços em áreas como energia ou na medicina.

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09.02.17
ED. 5557

Mera formalidade

O Palácio do Planalto calcula que a indicação de Alexandre de Moraes ao STF já tem 60 votos líquidos e certos no Senado. Por sinal, mais um e iguala a votação de Eunício de Oliveira à presidência da Casa.

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