fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
31.08.20

Planalto pensa em nova intervenção no Rio

A hipótese de uma nova intervenção federal no Rio de Janeiro foi aventada no Palácio do Planalto durante a última sexta-feira. A questão central é a segurança pública, agravada pela sensação de desmando no estado. Como se não bastasse a forte crise política, com o afastamento de Wilson Witzel e as suspeições em torno da sua linha sucessória – o vice Claudio Castro e o presidente da Alerj, André Ceciliano –, a grave onda de violência na cidade do Rio justificaria o envio de tropas federais e, mais uma vez, a presença do Exército.

Na semana passada, a região central da cidade foi aterrorizada por uma guerra entre quadrilhas rivais. Por dois dias, bairros ficaram sitiados, ruas foram interrompidas, houve seguidos tiroteios entre policiais e bandidos, moradores sequestrados e sendo usados como escudo. Segundo o RR conseguiu apurar, serviços de Inteligência da área de Segurança indicam que o Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país, estariam preparando uma nova ofensiva para os próximos dias com o objetivo de reconquistar territórios perdidos para quadrilhas rivais.

O crime corre solto em meio à sensação de que o Rio está acéfalo. Ressalte-se que um dos colaboradores mais influentes de Jair Bolsonaro é o ministro da Casa Civil, general Braga Netto, elogiadíssimo comandante da intervenção federal no Rio de Janeiro, em 2018, decretada pelo então presidente Michel Temer. Um dado curioso: o gabinete de intervenção instituído há três anos ainda não foi formalmente extinto. Vinculado à própria Casa Civil, o órgão segue ativo, com servidores lotados. Hoje, dedica-se a atividades administrativas ainda referentes à operação de 2018, como a gestão de equipamentos comprados pelo governo federal na ocasião, entre eles três helicópteros.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.08.20

E-commerce vira antídoto para o contrabando made in Paraguai

A proposta das autoridades paraguaias de criação de uma espécie de sistema de delivery para a venda online de mercadorias ao Brasil está provocando divergências dentro do governo Bolsonaro. O Ministério da Economia não demonstra muita simpatia pela ideia. A justificativa da equipe econômica é que a medida beneficiará apenas um lado da moeda: ela funcionaria como uma espécie de “auxílio-emergencial” aos mais de cinco mil lojistas paraguaios instalados em Ciudad del Leste e Pedro Juan Caballero e duramente afetados pela pandemia.

Um auxílio, ressalte-se, bancado por divisas brasileiras. No entanto, o Ministério da Justiça e os generais palacianos defendem a implantação do sistema, posição que começa a ganhar corpo dentro do governo. O ministro da Justiça, André Mendonça, e os militares do Palácio do Planalto enxergam a questão sob a ótica da defesa e segurança da fronteira. A medida é vista como uma forma de inibir o contrabando entre o Paraguai e o Brasil, que disparou desde o início da pandemia e o consequente fechamento do comércio na divisa entre os dois países.

Há muito tempo a Polícia Federal não tinha tanto trabalho naquela região. Entre abril e junho, o número de apreensões de mercadorias contra- bandeadas cresceu mais de 250% em relação a igual período no ano passado. No caso do cigarro, o principal item da “pauta” de exportações ilegais do Paraguai para o Brasil, a quantidade apreendida subiu incríveis 4.000%. Segundo informações filtradas da Polícia Federal, comerciantes paraguaios montaram “sistemas” paralelos de venda deprodutos para o Brasil, inclusive com sites e grupos de WhatsApp.

Entre as autoridades da área de segurança, há o temor de que essa “deep web” do comércio seja usada para encobrir atividades criminosas mais pesadas, como tráfico de drogas e contrabando de armas. Inicialmente, o sistema de delivery foi idealizado como uma medida emergencial, para funcionar até o fim da pandemia. A proposta das autoridades do Paraguai prevê a criação de uma plataforma de e-commerce para as lojas localizadas nas cidades de fronteira. A economia da região está à beira do caos com as medidas de isolamento e a proibição à circulação de brasileiros nas divisas entre os dois países. Caberia à Receita Federal do Brasil montar postos na fronteira para acelerar o despacho aduaneiro das encomendas. As encomendas feitas por brasileiros junto a comerciantes paraguaios não poderiam ultrapassar a cota de US$ 500,00.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.08.20

Fora bicões

Com a proximidade das eleições municipais, o Palácio do Planalto adotará critérios mais rígidos de “segurança” para as já habituais viagens de Jair Bolsonaro ao Nordeste. A ordem é evitar a presença de candidatos locais dispostos a pegar carona em projetos do governo federal.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.08.20

O novo superministro de Jair Bolsonaro

Paulo Guedes tem no ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, um sério oponente à sua permanência no governo. Marinho é privatista, reconhece a importância das reformas e do ajuste fiscal, mas, ao contrário de Guedes, acredita em planejamento e considera que um gasto público maior em investimentos ajudará no ajuste fiscal. Marinho é um articulador nato, pensa o tempo inteiro na reeleição de Jair Bolsonaro e aboletou-se de forma espaçosa no Palácio do Planalto. Faz dupla com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, e quer passear com o presidente por todo o Brasil. O tour começa pelo Nordeste – como antecipou o RR na edição de 3 de julho -, anunciando obras com forte impacto social.

Diz-se de Marinho que ele é o ministro solar do investimento e do emprego, enquanto Guedes seria o ministro noturno que se recusa a ter metas de crescimento do PIB e dos postos de trabalho. Na prática, Marinho tem assumido o papel de Ministro de Planejamento. Paulo Guedes já identificou há muito tempo a sabotagem ao seu programa econômico, que vem sendo corroído pelo “establishment” e pela ação permanente e persuasiva de Rogério Marinho junto ao presidente e, principalmente, aos ministros da ala militar. O ministro do Desenvolvimento Regional bate na tecla de que não existe só uma política econômica, referindo-se à inflexibilidade de Paulo Guedes. O ministro da Economia, no seu estilo bateu levou, partiu para guerra aberta.

É para Marinho o seguinte recado: “Os conselheiros do presidente que o estão orientando a pular a cerca e furar o teto vão levá-lo para uma zona sombria, uma zona de impeachment, de irresponsabilidade fiscal”, disse. Bolsonaro correu para apoiar o seu ministro com um posicionamento público firme. Ocorre que a assistência passou a percepção de que Paulo Guedes está de saída, e não contrário. Marinho costura por dentro e acha que quanto mais Guedes espernear, melhor. Aposta que se o ministro sair, não acontecerá nada nos mercados. O ministro do Desenvolvimento Regional pensa em um plano até 2035 – por coincidência a mesma data do plano do Comitê do Partido Comunista chinês.

A proposta inclui o diferimento do ajuste fiscal por três anos (mesmo assim com metas fiscais ainda que mais largas controladas durante esse período). O development target exigiria um orçamento paralelo por um triênio, tempo do waiver no teto dos gastos. O modelo prevê metas para o PIB e para o emprego. A dívida pública bruta em relação ao PIB subiria? Sem dúvida, mas, conforme o modelo proposto, voltaria a cair quando o crescimento desse o ar da sua graça. Esse seria o momento de retornar o aperto fiscal. Com a economia embicada para cima. Um programa com sístole e diástole. Cheio de obras. Toda essa geringonça teria de será validada no exterior, com um road show para apresentação do Plano Brasil. Paulo Guedes não aguenta isso. O ministro da Economia está cada vez mais cinza, cor de carvão carbonizado. Mas a hulha de Guedes ainda queima, com chamas fortes.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.08.20

O Itamaraty a serviço de Bolsonaro

A “diplomacia de esporas” entre Brasil e Argentina – ou melhor, entre Jair Bolsonaro e Alberto Fernández – terá uma nova espetada. Segundo informação que circula no Itamaraty, o próprio chanceler Ernesto Araújo deverá enviar uma nota de repúdio ao ministro da Saúde da Província de Buenos Aires, Daniel Gollán – o que, na liturgia diplomática, se configura em um manifesto mais grave e, por isso mesmo, raro. A determinação teria partido do Palácio do Planalto. Na semana passada, Gollán declarou que, se a “doutrina Bolsonaro” tivesse sido adotada em Buenos Aires, apenas a cidade teria mais de 30 mil mortes – a Argentina toda soma menos de cinco mil vítimas fatais.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.08.20

O mapa de Bolsonaro

Não contramão do que costuma ser praxe do cerimonial da Presidência, o Palácio do Planalto não comunicou ao governador Rui Costa, do PT, a viagem de Jair Bolsonaro à Bahia, na semana passada. Talvez seja o novo rito do Palácio para estados governados pela oposição.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.07.20

OCDE de festim

A obsessão de Jair Bolsonaro pela entrada do Brasil na OCDE parece ser apenas retórica. Seis meses após o governo anunciar a criação de uma secretaria especial na Casa Civil para cuidar dos trâmites para o ingresso na Organização, a promessa ainda não saiu do papel. No Palácio do Planalto, a nova data para a instalação do órgão é setembro. Nesse intervalo, ressalte-se, a Colômbia se tornou o terceiro país latino-americano a entrar na OCDE.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.07.20

Um passaporte para Salles

O Palácio do Planalto já estuda uma “solução Weintraub” para o ministro Ricardo Salles, leia-se seu “exílio” em um organismo multilateral. Bird e CAF, Corporación Andina de Fomento, são os destinos cogitados. Se bem que do jeito que Jair Bolsonaro gosta de uma provocação, periga o incendiário Salles acabar na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.06.20

Moderação de Bolsonaro tem prazo de validade

A versão “Jairzinho paz e amor”, conforme o epíteto criado pelo blogueiro Tales Faria, tem prazo de validade. Por enquanto, o presidente está enquadrado pelos seus generais, obedecendo à estratégia militar de que na guerra há momentos de avançar e recuar. Bolsonaro ficou tão bonzinho que gravou uma live tendo ao lado o seu principal mastim, o ministro Paulo Guedes, ouvindo uma Ave Maria tocada em um acordeão.

A questão para os bolsonaristas de raiz é que o mimetismo do presidente não satisfaz as suas hostes, acostumadas às pancadas que ele distribui para todos os lados. Falta uma narrativa que justifique a atual mudança do self de Bolsonaro. Particularmente os filhos do presidente consideram que a versão “Jairzinho” precisa ser controlada no relógio, seguindo um planejamento que resgate o verdadeiro Jair na medida em que vai se aproximando a conjuntura eleitoral.

O atual Bolsonaro é um homem “sensível e comedido”, incapaz das baixarias do passado recente. Não foi nessa versão que os 30% do seu eleitorado cativo votaram. Para fazer a ponte entre o Bolsonaro circunstancial e o Bolsonaro de sempre, há quem proponha, no Palácio do Planalto, uma reedição do Pró-Brasil, com ênfase no social. O objetivo seria enganchar no programa a ideia de um pacto político em nome do soerguimento do país. Com o novo estilo delicado, o presidente se dirigiria à população, em pronunciamento ao lado dos ministros militares e do ministro da Economia, ressaltando sua disposição ao diálogo.

O pacto daria “legitimidade” ao surgimento do “Jairzinho”. O presidente boiaria na superfície dessa tentativa de acordo com o tempo necessário até que a iniciativa seja detonada pelos adversários. Esse seria o momento para a volta do Jair, indignado com a oposição que se recusou apertar sua mão estendida. Seria, então, a hora, conforme os dizeres do cantor Lobão, do “sangue e porrada na madrugada”. Nada que já não se tenha visto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

O atual advogado geral da União, José Levi, é citado no Palácio do Planalto como um nome forte para assumir a Secretaria Geral da Presidência no fim do ano, numa eventual indicação do atual titular do cargo, Jorge Oliveira, para o STF. O avalista é ministro da Justiça, André Mendonça, ex-chefe de Levi na AGU.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.