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25.01.21

Missão cumprida?

Entre os procuradores da recém-extinta Operação Greenfield, a aposta é que Celso Três, chefe da força tarefa, não encaminhará mais nenhuma denúncia à Justiça. Apesar do grupo de trabalho ter sido desfeito, Três ainda tem a prerrogativa de indicar investigados pelo MPF. Mas talvez não tenha sido para isso que o PGR Augusto Aras o escolheu para comandar a Operação em sua reta final.

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15.01.21

Nome certo no lugar certo

No Ministério Público circula a informação de que Augusto Aras pretende transferir o procurador Celso Três da chefia da Operação Greenfield para o comando da Lava Jato. O curioso é que Três assumiu a liderança da Greenfield há apenas dois meses e sua atuação tem sido questionada por seus colegas. Há quem diga ele vem agindo para esvaziar a Operação. Sob a lógica de Aras, talvez seja um mérito. Ressalte-se ainda que Três sempre foi um crítico da Lava Jato e, em especial, de Sergio Moro. Entre outros ataques, já disse que a “parcialidade de Moro é escandalosa”.

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A rádio-corredor do Ministério Público informa: a ex-presidente da Caixa e ex-conselheira da CaixaPar Maria Fernanda Coelho seria um dos alvos da Operação Greenfield, que investiga suposta gestão fraudulenta na associação da CEF com o Banco Panamericano. Até o momento, o MPF já denunciou cinco pessoas no processo. Consultado pelo RR, o Ministério Público informou que a “denúncia está em sigilo” e não é possível confirmar o nome de investigados.

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12.11.20

Prêmio ou castigo?

O RR apurou que três procuradores da República já foram sondados e teriam se recusado a assumir o comando da Operação Greenfield, que investiga irregularidades em fundos de pensão. Ninguém quer se sujeitar às interferências do PGR Augusto Aras nas forças-tarefas do Ministério Público.

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03.11.20

“Fraqueza-tarefa”

Informação auscultada pelo RR na PGR: Augusto Aras até deve aceitar o pedido de prorrogação da Operação Greenfield, prevista para terminar em dezembro. Mas, não está disposto a ceder mais procuradores, como também solicitou o comando da força-tarefa. Aliás, Aras não tem a menor simpatia por forças-tarefas.

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30.10.20

Conta-crime

A Operação Greenfield, que apura fraudes nos fundos de pensão durante os governos do PT, tem se revelado uma espécie de “Lava Jatinho” no quesito arrecadação. De acordo com um dos procuradores do MPF à frente das investigações, até o fim do ano a Operação deverá somar cerca de R$ 12,5 bilhões recuperados por meio de acordos de leniência, delações premiados e reparação de danos. É pouco mais de um terço do saldo alcançado pela Lava Jato até o momento, na casa dos R$ 34 bilhões.

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31.07.20

A desidratação da Operação Greenfield

Há um novo foco de embate dentro do Ministério Público. Simultaneamente ao desmonte da Lava Jato, procuradores do MPF apontam que Augusto Aras estaria agindo para desarticular também a Operação Greenfield, que investiga irregularidades nos fundos de pensão. A PGR tem ignorado os seguidos pedidos de locação de novos procuradores para o caso. A rigor, a força-tarefa da Greenfield hoje é o exército de um homem só, o procurador da República Anselmo Lopes, chefe de si próprio na equipe. O desmanche se dá justo no momento em que o MPF denunciou à Justiça 13 ex-dirigentes de Previ, Petros e Funcef, o que, na visão dos procuradores, poderá ensejar acordos de delação, denúncias e novas linhas de investigação. A PGR chegou a lançar um edital interno para selecionar colaboradores para a Greenfield, no entanto os desafetos de Aras no MPF dizem que a medida é apenas para inglês ver. Os procuradores sequer seriam cedidos de forma exclusiva para a Operação. Ou seja: formalmente ficariam alocados na força-tarefa, em Brasília, mas, na prática, seriam usados em outros casos.

A Lava Jato que interessa

Está por detalhes para a PGR fechar o acordo de delação de Rodrigo Tacla Duran. Trata-se de uma rara ponta da Lava Jato que Augusto Aras parece empenhado em levar adiante. Apontado como operador de empreiteiras, Tacla Duran se notabilizou por jogar foco sobre Sergio Moro. Ele acusou o advogado Carlos Zucolotto, amigo pessoal do ex-juiz, de ter cobrado US$ 5 milhões em troca de vantagens em um acordo de delação.

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A demissão do secretário especial de cultura, Roberto Alvim, após discurso parafraseando o ministro de propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, que dominou completamente o noticiário de hoje, se desdobrará amanhã em pautas sobre:

1) O histórico do secretário interino, José Paulo Martins, e nomes cotados para assumir o cargo permanentemente. Já ganha força a informação de que Bolsonaro convidou a atriz Regina Duarte, que daria resposta até amanhã.

A despeito de posições políticas da atriz e críticas da parte da oposição, a intenção será vista como espécie de recuo de Bolsonaro em linha ideológica na pasta.

Se ela aceitar, haverá impacto positivo para comunicação do governo, dentro do possível, após o enorme desgaste de hoje.

2) A política do governo no setor. É provável que seja traçado quadro muito negativo, de paralisia em áreas da Secretaria – ou correlatas, como a Ancine – e discriminação ideológica em outras;

3) Associação do presidente Bolsonaro e da chamada ala ideológica do governo e de Olavo de Carvalho com a política defendida por Roberto Alvim. Mesmo com a demissão, não será possível isolar o desgaste, nem em relação ao presidente nem em relação a outros ministérios. Na mira, sobretudo, o MEC e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos;

4) A repercussão internacional e o efeito sobre a imagem do Brasil. Serão relembradas crises anteriores, especialmente a referente à queimadas na Amazônia. E, embora não haja risco de recuo no apoio americano à entrada do Brasil na OCDE, deve haver ilações sobre a posição de outros países membros, diante de polêmicas;

5) Percepção de liderança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, um dos primeiros a se manifestar enfaticamente pedindo a demissão de Alvim.

Os serviços do governo na berlinda

A eficiência de serviços prestados pelo governo continuará em “inferno astral” amanhã.

Por um lado, o pedido do MP para que seja suspensa a contratação de militares visando suprir funções no INSS alimentará a visão já crítica da mídia sobre a medida. E deve ensejar novas explicações da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.

Por outro, ganharão espaço novos problemas, dessa vez no site da Receita Federal. Falhas dificultam, entre outros pontos, a emissão de certidão negativa de empresas com o Fisco.

A ANP e a política de energia

Após a saída do presidente da ANP, Décio Odone, está aberta e terá novos capítulos amanhã a fase de especulações, tanto sobre seu substituto quanto em relação a eventuais mudanças na política da Agência.

O primeiro nome a ser “testado” será o do o contra-almirante José Roberto Bueno Junior, chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia. Pode, no entanto, enfrentar resistências, sobretudo por não ter histórico técnico no setor, fora da esfera militar, e favorecer preocupações quanto a intervencionismo do governo na instituição.

A Secretaria de Comunicação voltará à tona

Apesar de perda de tração do tema devido ao destaque para crise na Cultura, hoje, permanecerá delicada a posição do chefe da Secretaria de Comunicação Social, Fabio Wajngarten, diante de revelações de que sua empresa tem contratos com emissoras e agências de publicidade que recebem verbas do governo.

Assessor de Paulo Guedes na mira da Justiça

Decisão da Justiça, aceitando denúncia da Operação Greenfield que atinge o assessor especial do ministro Paulo Guedes, Esteves Colnago, também vai gerar noticiário negativo, amanhã.

Os ventos da China

Após as primeiras avaliações sobre os efeitos do acordo comercial entre China e EUA para a economia brasileira, terão mais espaço amanhã panoramas sobre impactos, em 2020, quanto ao que parece ser o novo ritmo, menos intenso, da economia chinesa, atestado pelo PIB de 2019, que fechou com crescimento de 6,1%.

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A rádio-corredor da Polícia Federal informa: uma nova fase da Operação Greenfield estaria prestes a sair do forno. Ela seria resultado de centenas de documentos e informações passadas à PF pela Funcef sobre investimentos em dois fundos: o FIP Global Equity e o FIP Sondas, leia-se a famigerada Sete Brasil. Procurada, a PF diz que não comenta “eventuais investigações em andamento”.

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23.07.19

Arqueologia de malfeitos

A Previ também procura ossadas da era PT. Abriu investigações internas para apurar as condições dos aportes no FIP GEP entre 2009 e 2014. O objetivo é reunir munição para responsabilizar criminalmente ex-executivos por eventuais malfeitos. Segundo a Operação Greenfield, o investimento no FIP GEP gerou perdas de R$ 1,3 bilhão para o trio Previ/Funcef/Petros.

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