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05.06.20

Medicina de família

O Ministério da Saúde vai consultar a OMS sobre a possibilidade de enviar uma equipe técnica para acompanhar os novos testes com hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19 que serão feitos pela entidade. A julgar pela obsessão de Jair Bolsonaro com o medicamento, periga mandar um dos rebentos na comitiva.

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08.04.20

O plano para os estados e a expansão de gastos

Termômetro

ECONOMIA

O plano para os estados e a expansão de gastos

 

Continuarão amanhã os anúncios de novas injeções de recursos na economia, após a decisão, hoje, de liberar mais uma rodada do FGTS. Destaque para o debate em torno de projeto do Congresso, voltado para estados, que substituirá o Plano Mansueto, mas cuja votação pode ficar para a semana que vem.

O programa tem três pontos centrais: a suspensão do pagamento de dívidas com a União; a manutenção do ICMS e do ISS nos mesmos patamares de 2019 por três meses (o que custará R$ 36 bilhões ao governo federal) e o aumento do endividamento dos estados em 8% da receita corrente líquida. A iniciativa, no entanto, gera polemica, com críticas de que seria uma espécie de “contrabando” de estados para resolver problemas fiscais, no bojo de pacote para enfrentar o coronavírus.

De qualquer forma, a medida representará movimentação do Congresso – e de Rodrigo Maia – para aprofundar liderança na formulação de reação econômica. Sempre no sentido de ampliar gastos planejados pelo governo federal, vistos por parlamentares, ainda, como aquém do necessário para o momento.

A pressão nesse sentido é tão grande – não apenas do Congresso, mas de parte importante dos economistas do país, de diferentes posições – que pode ganhar corpo defesa de que o Banco Central aja para expandir a base monetária. A tese foi encampada hoje pelo ex ministro Henrique Meirelles, um defensor conhecido do ajuste fiscal.

Em termos de indicadores, saem amanhã:

  • No Brasil, o IPCA de março, que trará a medida da curva inflacionária diante dos efeitos do coronavírus. O número terá efeito importante sobre as iniciativas que ainda podem vir a ser tomadas em termos de estímulo econômico;
  • No exterior, destaque para os pedidos por seguro desemprego nos EUA, na última semana. Os dados devem ser, novamente, excepcionalmente altos (foram 6,6 milhões na semana passada). Também se espera para amanhã o Índice de Preço ao Consumidor em março na China (com recuo importante).

 

POLÍTICA

Bolsonaro e a curva do coronavírus

 

Pronunciamento do presidente, previsto para hoje à noite, dará o tom das disputas internas no governo, da relação com governadores e Congresso e da aposta de Bolsonaro em relação ao panorama do coronavírus, tanto em termos de saúde quanto de economia.

Espera-se linha conciliatória e de valorização de medidas econômicas do governo, ainda que com ênfase na última polêmica criada pelo “gabinete do ódio” para gerar polarizações contínuas: o uso generalizado da cloroquina no tratamento ao coronavírus. Também não se pode descartar críticas à OMS, seguindo o caminho já adotado pelo presidente Trump.

Contemporizações, no entanto, ainda que venham, terão fôlego curto em se tratando do presidente Bolsonaro. E será tarde demais para que mudança radical de posição sobre o tema evite desgaste, em caso de agravamento da situação na saúde.

Por outro lado, se o presidente dobrar a aposta no conflito tudo indica que se afundará em terreno ainda mais pantanoso, dado que a curva de contaminação e mortes parece ter entrado em franca ascendência.

Em resumo: qualquer que seja a mensagem, instabilidade política voltará, mais cedo ou mais tarde.

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11.03.20

Agenda social X ajuste fiscal

Termômetro

POLÍTICA

Agenda social X ajuste fiscal

Está prevista para amanhã audiência da CCJ do Senado para discutir a PEC Emergencial. A audiência será termômetro para as movimentações entre o Congresso e o governo federal, que evoluem de paralisação para embate.

O Congresso mostrou hoje, ao derrubar veto que impedia ampliação do BPC (Benefícios de Prestação Continuada), que, para enfrentar o que percebe como chantagem do presidente – expressa por manifestações do dia 15 – vai investir em agenda de gastos sociais. O que afetaria, e muito, a visão de ajuste fiscal da equipe econômica. A derrubada se deu mesmo com o apoio de Rodrigo Maia e do Centrão ao Planalto.

Se, em um estado normal de temperatura e pressão, parlamentares teriam dificuldade para bancar essa linha, em momento de crise e cobranças sociais (a expansão do BPC significaria aumento de gastos de R$ 20 bilhões, mas se voltaria para idosos que ganham até ¼ de salário mínimo), ganharão força frente ao governo – a despeito de críticas da mídia e impactos negativos no mercado.

A saída para o impasse só ocorrerá se o governo federal puser na mesa uma agenda clara de reformas e medidas para responder a efeitos do coronavírus. O caminho – sinalizado hoje por Guedes – pode ser um “pacto” para a concessão de estímulos fiscais associado à agenda de reformas e privatizações. Eletrobras à frente.

Mais do que a lista de projetos prioritários enviada hoje pelo ministro Paulo Guedes, no entanto, será preciso articulação no Congresso e entrada no jogo do presidente Bolsonaro.

PSICOSSOCIAL

O coronavírus chega ao cotidiano brasileiro

A previsão de aumento exponencial nos casos de coronavírus no país e o reconhecimento tardio da OMS de que se enfrenta uma pandemia criarão uma cascata de cancelamento de eventos, medidas de restrição de circulação e de isolamento domiciliar. Consequentemente, levarão o clima de apreensão ao cotidiano dos brasileiros.

Por um lado, esse processo ampliará a pauta tanto para instituições privadas quanto para outras esferas do setor público, a começar pelo Ministério da Educação, que pode determinar cancelamento de aulas.

Por outro, vai tornar premente a ampliação nacional de leitos disponíveis para internação, o que demandará fortes investimentos do governo federal. No final das contas, será essa a grande régua para avaliar a atuação do Ministério da Saúde – e do Planalto – no enfrentamento da crise.

ECONOMIA

O olhar do BC europeu

Internacionalmente, expectativas amanhã se voltam para reunião do Banco Central europeu, que pode baixar as taxas interbancárias e de depósitos e deve adotar novas medidas de estímulo econômico, entre elas o aumento na compra de títulos públicos e privados.

Já nos EUA, sai nesta quinta o Índice de Preços ao Produtor de fevereiro (voltado para os setores de bens e serviços), para o qual se projeta recuo de 0,1% (o primeiro desde setembro de 2019).

 

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Reunião de comitê da OMS, amanhã, determinará se será declarada situação de emergência global em função do coronavírus. A decisão vai pautar não apenas o noticiário como o próprio Ministério da Saúde, que, salvo surpresa, se manifestará às 16h, com balanço e entrevista coletiva. A iniciativa, conforme anunciado hoje, será repetida diariamente, com atualizações sobre casos suspeitos – detectados e confirmados – e medidas em curso.

Alguns pontos serão abordados com maior ênfase, amanhã:

1) A preocupação com a proliferação nacional do vírus, já que, hoje, são nove casos suspeitos, em diversos estados (Rio, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Ceará);

2) O Sistema para a realização de triagens, em diversos centros no país, e troca de informações com a Fiocruz, que centralizará o diagnóstico final, com apoio, nos próximos dias, de mais dois laboratórios nacionais;

3) A previsão para o desenrolar da situação, caso o contágio se aprofunde e demande maior agilidade na avaliação e tratamento de casos, localmente. Essa questão irá além do Ministério e levará a questionamentos sobre a capacidade dos sistemas públicos de saúde estaduais e municipais de lidarem com a doença;

4) As possíveis iniciativas a serem tomadas para enfrentar o contágio da doença durante o carnaval, em função da grande quantidade de viagens e aglomerações;

5) O planejamento para o controle de viagens e aeroportos. Por enquanto, não há maiores restrições, no entanto, se casos se espalharem pelo país, haverá cobrança mais detida nesse âmbito.

A linha de Regina Duarte na cultura

As primeiras medidas de Regina Duarte na secretaria de Cultura, bem como sinalização de linha política e de nomeações para espaços-chave da Pasta estarão em foco amanhã. Além de indicações de Regina, deve se delinear quadro mais claro de correntes que a apoiam e que tendem a combatê-la, tanto no âmbito de apoiadores do presidente (dentre eles o “guru” Olavo de Carvalho) quanto na classe artística.

De qualquer forma, a tendência é de que a nova secretária crie, amanhã, fato positivo para o governo, com boa aceitação da maior parte da mídia, especialmente a televisiva.

Protagonismo do presidente em Minas Gerais

O presidente Bolsonaro e o governo federal assumirão protagonismo, amanhã, no combate a efeito das chuvas em Minas Gerais, que já deixou mais e 35 mil desabrigados. Entrada mais forte no tema, ainda que se antecipe a possível desgaste, será faca de dois gumes: o presidente mostrará mobilização, mas vão se acelerar cobranças sobre o governo federal. Também será posta em teste a relação com o governador Romeu Zema.

O ministro Weintraub acuado

O MEC e o ministro Weintraub continuarão em “inferno astral”, amanhã, com afirmação (em off) de funcionários do próprio Ministério de que resultados do Enem não são 100% confiáveis e indícios de falhas do Sisu na oferta de vagas para deficientes, segundo o MPF.

BNDES: o fim da caixa-preta?

Há expectativa por posicionamento definitivo do presidente Bolsonaro amanhã sobre explicações dadas hoje pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano, a respeito de auditoria de mais de R$ 40 milhões, que não encontrou irregularidades em operações do banco. Permanência de Montezano é a hipótese mais provável, mas não está garantida.

Agenda de privatizações e EBC

Exposição do secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, hoje, indicando cronograma de privatizações, alimentará pauta, amanhã: 1) Sobre capacidade que o governo terá para acelerar o processo; 2) Particularmente, acerca de privatização da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

Os serviços e o IGP-M de janeiro

Saem amanhã a Sondagem de Serviços e o IGP-M de janeiro, ambos da FGV. Projeta-se que a primeira sondagem do ano confirme avaliação positiva do setor, detectada em dezembro de 2019, que trouxe salto importante no Índice de Situação Atual (avanço de 1,8 ponto) e, em menor medida, no de Expectativa (+0,4 ponto), apesar da ligeira queda (–0,1 ponto) no Nível de Capacidade Instalada.

No IGP-M, estima-se número entre 0,55% e 0,65%, com forte desaceleração frente ao final do ano passado (2,09%).

O PIB dos EUA e as tendências na Europa e na China

Internacionalmente, será divulgado amanhã o PIB do quarto trimestre nos EUA, que deve confirmar crescimento, anualizado, de 2,1%. Destaque ainda para: 1) Pedidos de auxílio desemprego nos EUA em janeiro, que devem trazer pequeno aumento, sem maiores impactos; 2) Taxas de desemprego em janeiro na Zona do Euro (mantendo-se na faixa de 7,5%) e na Alemanha (também estável, em 5%); 3) PMI Industrial e de Serviços de janeiro na China. Ainda sem levar em conta efeitos do coronavírus, se projeta equilíbrio na indústria, com número em torno de 50,0 pontos e crescimento nos serviços, passando-se de 53,0 para 53,5 pontos.

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Continuará – e pode se intensificar perigosamente – a fritura do ministro Weintraub, caso seja mantida a decisão judicial que impede divulgação de resultados do Sisu, prevista originalmente para amanhã.

Atenção nesta terça para o crescimento do “fogo amigo”, inclusive com o surgimento de candidatos a ocupar a vaga no MEC – como o ministro da Casa Civil, Onyz Lorenzoni.

O coronavírus na economia

A disparada de casos do coronavírus na China, descoberta de falhas na prevenção ao contágio e mudança de posição da OMS, que agora elevou a avaliação de risco, continuarão a elevar a pressão em torno da doença.

Na economia, o dia ainda deve ser de incertezas. Acomodação mais nítida de expectativas – e de oscilações – deve demorar algum tempo, já que o cenário de contágio, o impacto comercial e na imagem da China mantêm-se totalmente em aberto e parece estar em curva francamente ascendente.

O Brasil sofrerá o impacto global, por um lado (hoje houve queda no Ibovespa e forte efeitos sobre as ações da Petrobras e da Vale) e, por outro, verá crescerem diariamente os questionamentos sobre a Anvisa e o Ministério da Saúde. Respostas até o momento têm sido bem recebidas, na área de saúde, mas paira no ar a possibilidade de um primeiro caso no Brasil, o que levaria a situação a um patamar totalmente diferente.

Resultados e visto para a Índia

Haverá, amanhã, balanço de resultados da viagem do presidente de Bolsonaro para a Índia, com análise dos efeitos concretos – e em qual prazo – para acordos formalizados. Há expectativa por confirmação, da parte do governo brasileiro, para isenção de vistos para indianos.

A reforma tributária como prioridade?

As reformas estarão em pauta amanhã e pode-se esperar início de temporada de especulações – e balões de ensaio –, como espécie de preparação para a retomada dos trabalhos do Congresso, no dia 2 de fevereiro.

A terça-feira será dia de novas movimentações e recados de parlamentares, que tendem a convergir para uma mensagem: no momento, o interesse é pautar, prioritariamente, a reforma tributária, que deve ganhar corpo como iniciativa do próprio Congresso.

Quanto às demais propostas, como a reforma administrativa e a PEC da emergência fiscal (esta última já enviada ao Congresso), “meninas dos olhos” de Guedes, a grande variável a ser observada, amanhã, será o grau de articulação com os presidentes das Casas legislativas, especialmente com Rodrigo Maia.

Na cultura, Regina perde lastro com artistas

Já a cultura viverá certo limbo amanhã à espera de decisão de Regina Duarte. No meio tempo, Duarte pode se aproximar de alas vistas como mais ideológicas do governo e continuará a perder um pouco da boa vontade inicial que angariava na classe artística e na mídia.

Moro move suas peças

Entrevista do ministro Moro hoje, salientando que o presidente assumiu o compromisso de unir a Justiça e a segurança pública ao chamá-lo para o Ministério e aventando indicação para o Supremo, será metabolizada pelo Planalto e pela mídia, amanhã, como recado a Bolsonaro. A questão é: Bolsonaro estenderá o embate ou manterá o recuo estratégico? Segunda hipótese é a mais provável.

O futuro da Embraer

Aprovação pelo Cade, sem restrições, da compra de parte da Embraer pela Boeing vai alimentar retomada de pauta sobre as consequências do negócio para o futuro da empresa brasileira, que viu suas ações caírem hoje na Bovespa.

A construção em 2020

Saem na segunda-feira a Sondagem da Construção e o Índice Nacional de Custos da Construção – Mercado (INCC-M) de janeiro, ambos da FGV. São os primeiros dados da Fundação para o setor em 2020 e projetarão expectativas para o primeiro semestre.

Custos apresentaram tendência de crescimento na mesma faixa (entre 0,14% e 0,15%) nos últimos dois meses de 2019. Vale atenção particular para o item de mão de obra, que ficou estável (0%) em novembro, mas acelerou para 0,23% em dezembro. Já no que se refere à Sondagem, interessa se confirma curva positiva de dezembro, após 2019 com muitas oscilações.

Ainda na segunda-feira será divulgado o Relatório Mensal da Dívida Pública de dezembro. O número tem subido (cresceu 0,4% em novembro, atingindo 77,7% do PIB), mas a aposta da equipe econômica é de desaceleração, com balanço final abaixo de 80% em 2019.

Bens duráveis e consumo nos EUA

Internacionalmente, destaque para os EUA, com o Pedido de Bens Duráveis em dezembro nos EUA, para o qual se espera crescimento da ordem de 0,3% após queda de 0,2% em novembro, e a Confiança do Consumidor (CB) de janeiro, que deve se ampliar de 126,5 para 128 pontos. Dados do consumidor não incluirão, ainda, preocupações geradas pelo coronavírus.

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