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09.05.22

Coalizão contra França

Há uma rara aliança entre um militar e um “olavista” se formando dentro do Palácio do Planalto: o secretário de Assuntos Estratégicos, Flavio Rocha, e o assessor especial da Presidência da República para a área de política externa, Filipe Martins – discípulo de Olavo de Carvalho -, têm trabalhado em sintonia em várias agendas. A mais importante de todas são as articulações para derrubar o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França.

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Olavo de Carvalho vive. Eduardo Bolsonaro pretende apresentar uma moção na Câmara para que fique registrada a contribuição do ilustre “filósofo” ao Brasil. Em tempo: pouco antes de falecer, Olavo afirmou que Jair Bolsonaro o usou como “poster boy”. Disse ainda que a briga pela reeleição já estava perdida.

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07.02.22

Olavo de Carvalho não morreu

De acordo com uma fonte do RR no Itamaraty, o diplomata Henri Carrières, genro do recém-falecido Olavo de Carvalho, está cotado  para substituir Abraham Weintraub no Banco Mundial – o ex-ministro da Educação deve voltar ao Brasil para disputar o governo de São Paulo ou uma vaga no Senado. Ex-assessor de Jair Bolsonaro, Carrières trabalha atualmente na Embaixada do Brasil em Washington.

Filipe Martins, assessor direto de Jair Bolsonaro para a área de política externa, trabalha junto ao presidente pela nomeação do diplomata Roberto Goidanich para uma Embaixada, mais precisamente na África. É mais um round na disputa entre “olavistas” e “itamaratecas” puro-sangue. Assim como Martins, Goidanich é um dos principais discípulos de Olavo de Carvalho no Itamaraty. Logo que assumiu o posto de chanceler, um dos primeiros atos de Carlos Alberto de França foi tirá-lo da presidência da Fundação Alexandre de Gusmão, think tank do Ministério das Relações Exteriores.

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14.01.22

Missão dada, missão cumprida

O jantar em clima de harmonia que reuniu, entre outros convidados, o blogueiro foragido Allan dos Santos e o ministro Fabio Faria, na última sexta-feira, em Miami, é uma prova de que Eduardo Bolsonaro cumpriu bem sua missão. O “03” teria sido o responsável por apaziguar os ânimos de Santos, que, na reta final de 2021, apoiou publicamente Olavo de Carvalho em críticas feitas ao presidente Jair Bolsonaro e ao seu governo.

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17.12.21

No encalço de Rasputin

Entreouvido pelo RR no STF: o ministro Alexandre de Moraes deverá determinar um novo depoimento de Olavo de Carvalho, desta vez presencial, com a ida de agentes da PF aos EUA. O “Guru da Virgínia” foi extremamente evasivo na arguição remota realizada no fim de novembro, no âmbito do inquérito que apura a formação de “milícias digitais”.

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21.10.21

Segunda época

A Polícia Federal aguarda pela saída de Olavo de Carvalho do Incor para intimar novamente o filósofo a prestar depoimento no inquérito que investiga a suposta existência de milícias digitais.

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20.07.21

Olavo de Carvalho quer ser o “filósofo da reeleição”

Há uma preocupação no clã Bolsonaro em relação ao quadro de saúde de Olavo de Carvalho, que passou recentemente por uma cirurgia de emergência na bexiga. Por todos os motivos. Além da notória afinidade com a família, estavam em curso conversas para que Olavo venha a se tornar uma espécie de “filósofo da reeleição”. O principal entusiasta da ideia é o “03”, Eduardo Bolsonaro. A intenção é que Olavo atue nas entranhas ideológicas da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro em 2022.

Caberia a ele o múnus de ser o conselheiro do presidente, notadamente em relação aos temas a serem abordados e abortados com a sua base de apoio. Olavo de Carvalho deseja ser algo como um “Steve Bannon de Bolsonaro” – em alusão ao ideólogo da campanha de Donald Trump em 2016. Um “Bannon” sem pegar no pesado, diga-se de passagem. As conversações com Olavo de Carvalho, ressalte-se, entraram em stand by com a sua internação. Até então, vinham sendo conduzidas pelo próprio Eduardo Bolsonaro, artífice desse novo figurino idealizado para Olavo e principal interlocutor entre ele e a família.

O filósofo passaria a ter um papel no aconselhamento da campanha bem maior do que em 2018, o que naturalmente reduziria a sua exposição intensiva nas redes sociais, uma medida compatível com a previsível fragilidade de saúde de Olavo. Trata-se de uma faca de dois gumes. Por um lado, existe um aspecto parcialmente negativo nessa mudança: Bolsonaro teria a perda da combatividade de Olavo nas mídias sociais. Ao longo da campanha de 2018 e mesmo durante um período da gestão, o filósofo teve reconhecida importância: inventou um personagem na internet que se tornou cult junto à extrema direita, pautando o discurso do presidente e tornando-se um de seus cabos eleitorais mais eficientes.

Em determinado momento, Olavo de Carvalho chegou a dizer textualmente: “Eu sou o segundo governo”. Por uma outra ótica, haveria um lado positivo para Bolsonaro nessa mudança de papel do filósofo. As aparições públicas de Olavo costumam criar arestas com importantes grupos de apoio ao presidente. Difícil imaginar, por exemplo, que os evangélicos tenham apreço pelo vocabulário por vezes grotesco e pela forma como o filósofo costuma se expressar, inclusive em relação a eles próprios.

Já se referiu aos pentecostais como “evanjegues”. Olavo também teve seus embates com um dos principais, se não o principal esteio do governo Bolsonaro: os militares. Entre outros ataques, chegou a chamar o general Santos Cruz, então ministro da Secretaria de Governo, de “bosta engomada”. Por essas razões, talvez Olavo seja mais útil aconselhando nas sombras do que militando nas redes sociais, à luz do dia.

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05.04.21

A lenta “higienização” do Itamaraty

O novo chanceler, Carlos Alberto França, parece empenhado em descontaminar o Itamaraty do “vírus” Ernesto Araújo. Além da iminente saída do embaixador Otávio Brandelli da Secretaria Geral das Relações Exteriores, França prepara mudanças importantes no chamado núcleo acadêmico e formulador do Ministério. Segundo o RR apurou, a ideia seria trocar o comando do Instituto Rio Branco, responsável pela formação dos diplomatas brasileiros, e da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), o think thank do Itamaraty. Os cargos são ocupados, respectivamente pela embaixadora Maria Stela Pompeu Brasil Frota e pelo diplomata Roberto Goidanich, ambos indicados por Araújo. Procurado, o Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou.

Ernesto Araújo já vinha sofrendo forte pressão interna por mudanças nos dois postos, especialmente na Funag. A gestão de Roberto Goidanich tem sido duramente criticada por diplomatas puro sangue. Goidanich é visto no Itamaraty como um robô teleguiado por Olavo de Carvalho, alguém que transformou a Funag em um bunker ideológico e um difusor das ideias do “guru da Virgínia”. Blogueiros e militantes “olavistas” tornaram-se presenças constantes em seminários e palestras da Funag.

O Palácio do Planalto tem encontrado dificuldades para definir o destino do Ernesto Araújo. A ideia inicial de Jair Bolsonaro era nomeá-lo para uma embaixada de destaque. Trata-se, inclusive, de uma tradição do Itamaraty: quando cai, o ex-chanceler costuma ser designado para um posto diplomático de primeiro nível. No entanto, dificilmente o nome de Araújo seria aprovado pelo Senado. Dessa forma, outra solução cogitada é a indicação para um organismo multilateral. Há cargos vagos da cota brasileira na OEA e a OMC. Neste caso, a nomeação não precisaria passar pelo Senado. Ainda assim, não vai ser simples: o filme de Araújo está bem queimado nessas entidades.

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Em meio ao “novo normal” imposto pelo terrível ano de 2020, ao menos um ponto não mudou: o assinante do RR teve acesso irrestrito aos corredores do Poder. Em 20 de abril, um mês após Jair Bolsonaro decretar estado de calamidade pública, o RR foi o primeiro veículo a noticiar os estudos dentro do governo para a criação de uma espécie de “Plano Marshall” brasileiro, um amplo programa emergencial de geração de investimento e de empregos. Poucos dias depois, o ministro da Casa Civil, general Braga Netto, surgiria no noticiário confirmando os estudos e fazendo referência exatamente ao termo “Plano Marshall”. O RR antecipou o flerte entre Jair Bolsonaro e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Em 3 de julho, a newsletter informou que Marinho estava montando uma intensa agenda de viagens de Bolsonaro para inaugurar obras no Nordeste, o que de fato ocorreu nos meses seguintes.

O poder em marcha

Em 5 de maio, o RR descortinou o incômodo dentro das Forças Armadas diante da insistência do presidente Jair Bolsonaro em associar a corporação a um discurso de intimidação e de risco de ruptura institucional, tema que ganharia o noticiário nos dias seguintes. O RR também antecipou a importante missão que o general Hamilton Mourão passou a ter no governo: em 22 de julho, noticiou, em primeira mão, que o vice-presidente se tornaria uma espécie de “embaixador do meio ambiente” da gestão Bolsonaro. Em 20 de agosto, o RR publicou, também com exclusividade, que o governo estenderia a “Operação Verde Brasil 2”, prorrogando a presença de militares no combate aos incêndios na Amazônia até o fim do primeiro trimestre de 2021 – o que se confirmaria em novembro.

Militares x “olavistas”

Os assinantes da newsletter tiveram também informações exclusivas sobre a disputa de poder entre os generais palacianos e a ala olavista do governo. Em 12 de maio, o RR cravou que os militares se movimentavam para ter um número maior de assentos no Conselho Nacional de Educação (CNE), tradicional área de influência de Olavo de Carvalho desde o início da gestão Bolsonaro. Em 25 de setembro, o RR revelou articulações para a possível saída do “olavista” Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores. Desde então, o noticiário tem tratado da hipótese de substituição do chanceler. Na última semana, a mídia passou a abordar também a possibilidade de demissão do embaixador brasileiro em Washington, o igualmente “olavista” Nestor Forster, informação antecipada pelo RR em 7 de dezembro.

Laços de família

Em 7 de agosto, o RR revelou que, ao criar o Centro de Inteligência Nacional na Abin, o presidente Jair Bolsonaro estava instituindo um “Family office” dentro da agência, com o objetivo de usar o aparato de Inteligência do Estado em benefício de si próprio e dos seus. Em dezembro, estouraria a denúncia de que a Abin produziu relatórios para Flavio Bolsonaro. Em 8 de junho, o RR informou, com exclusividade, que o deputado federal Eduardo Bolsonaro estava trabalhando para viabilizar o desembarque no Brasil da Sig Sauer, fabricante de armamentos de origem suíça. Mais: a newsletter antecipou as articulações conduzidas com o auxílio do “03” para uma parceria entre a empresa e a Imbel. Três dias depois, o assunto estaria em toda a mídia.

Despedida antecipada

O leitor da newsletter acompanhou de muito perto o processo de sucessão do Itaú Unibanco. Em 9 de setembro, o RR informou que Marcio Schettini deixaria o banco caso não fosse o escolhido para suceder Candido Bracher na presidência. Dito e feito! No início de novembro, preterido em detrimento de Milton Maluhy Filho, Schettini, diretor geral de varejo, anunciou sua saída do Itaú. No dia 9 do mesmo mês, o RR voltou ao tema para detalhar os bastidores da escolha, conduzida pelo próprio Bracher, e o mal estar que ela causou junto aos acionistas do Itaú.

Em janeiro, o RR informou com exclusividade que a Petrobras lançaria um plano de redução de despesas da ordem de R$ 1 bilhão, o que se confirmaria pouco depois. Também em janeiro, a newsletter revelou que Embraer e Boeing haviam desmobilizado um grupo de trabalho que discutia o desenvolvimento conjunto de aeronaves comerciais, apontando a medida como um indício de iminentre rompimento da fusão. Três meses depois, a associação entre as duas companhias foi para o espaço. Ainda sobre a Embraer, em julho o RR antecipou que a empresa estava negociando um empréstimo do BNDES, operação oficialmente confirmada em dezembro.

Em março, o RR foi o primeiro a noticiar os estudos no BNDES para a compra de participações em companhias aéreas, como forma de reduzir os efeitos da pandemia sobre o setor. Menos de 15 dias depois, o projeto se tornaria público, ainda que, na prática, não tenha decolado. Outro furo que veio dos céus foi a notícia de que o empresário David Neeleman, fundador da Azul, venderia sua participação na portuguesa TAP, antecipada pelo RR em 12 de fevereiro. O RR antecipou também o que poderia ter sido uma das maiores operações de M&A do ano no país. Na edição de 26 de agosto, informamos que a Ser Educacional estava levantando recursos para fazer uma oferta de compra do controle dos ativos da Laureate no Brasil.

Menos de um mês depois, a proposta de R$ 4 bilhões estava sobre a mesa dos acionistas do grupo norte-americano. A Ser acabou perdendo a disputa empresarial para a Ânima Educação. Em 5 de novembro, mais um furo no noticiário corporativo: o RR antecipou que os principais acionistas da Qualicorp se movimentavam para comprar o restante da participação de José Seripieri Filho, fundador da operadora de planos de saúde, devido às denúncias de corrupção contra ele. Menos de um mês depois, os sócios da companhia e o empresário fecharam um acordo para a transferência das ações, quase no mesmo período em que o STF homologava a delação premiada de Seripieri.

Cortes no Ministério Público

No dia 8 de dezembro, a newsletter revelou os planos do procurador geral da República, Augusto Aras, para fechar escritórios de representação do MPF e reduzir custos operacionais devido à escassez orçamentária da instituição – informação que acabou confirmada pelo próprio Ministério Público.

Gol atrás de gol

Em 16 de março, o RR informou, com exclusividade, que o início do Campeonato Brasileiro seria adiado por conta da pandemia. Uma semana depois, a newsletter antecipou que os clubes haviam pedido ao governo a suspensão dos pagamentos do Profut, o programa de refinanciamento de dívidas das agremiações esportivas junto à União – medida que seria implantada pouco depois. Que 2021 seja um ano muito diferente em quase tudo, menos na capacidade do RR de entregar a seu assinante um conteúdo qualificado e exclusivo.

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18.12.20

Olavo perde mais um round

A ala militar do governo, ao que tudo indica, ganhou mais uma. Segundo uma fonte do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro vai remanejar o “olavista” Felipe Martins para um cargo no exterior. Trata-se de uma medida carregada de simbolismo. Assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Martins é o último dos moicanos, o único discípulo de Olavo de Carvalho que ainda resta dentro do Palácio. Até o mês passado, havia pelo menos mais um: Henri Carrières, braço direito de Martins e genro do próprio Olavo. Carrières foi transferido ou talvez seja melhor dizer “escondido” em um cargo em Washington. De acordo com a fonte do RR, a principal voz contrária a Felipe Martins dentro do Palácio do Planalto é a de Hamilton Mourão. Martins tem uma relação difícil não apenas com Mourão, mas também com o diplomata de carreira Juliano Nascimento Féres, chefe da assessoria diplomática do vice-presidente da República.

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