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18.08.21

Slow track

Até agora, nem sinal de data para o plenário do Senado votar a indicação de Marcelo Crivella para a Embaixada do Brasil na África do Sul. O mesmo se aplica à nomeação do ex-no 2 do Itamaraty Otávio Brandelli para a OEA. Ecos do desprestígio de Jair Bolsonaro na casa.

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14.07.21

Um Weintraub só é pouco…

As conversações entre Abraham Weintraub e o Partido Trabalhista Cristão (PTC) envolveriam também a filiação de Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro da Educação. Segundo uma fonte ligada à sigla, ambos fariam uma dobradinha da extrema-direita em 2022: Abraham como candidato ao governo de São Paulo e Arthur, na disputa por uma vaga na Câmara Assim como o brother mais famoso, o ex-assessor especial de Jair Bolsonaro também está em Washington, mais precisamente na OEA.

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13.04.21

OEA ameaça Brasil com suspensão

Segundo fonte do Itamaraty, a OEA subiu o tom na cobrança dos valores que o governo brasileiro deve à entidade. O passivo acumulado desde 2019 já estaria na casa dos US$ 30 milhões. Caso a dívida não seja paga, o Brasil poderá perder direito a voto já a partir deste semestre. O governo Bolsonaro, ressalte-se, tem sido useiro e vezeiro em atrasar o pagamento das contribuições obrigatórias a organismos multilaterais. No caso da OEA, no entanto, a pressão aumentou devido à crise financeira que a entidade atravessa. A instituição está atrasando salários e ainda se viu obrigada a hipotecar um edifício na Rua 16, em Washington, e o imóvel que abriga a Junta Interamericana de Defesa, também na capital norte-americana. Procurado, o Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou até o fechamento desta edição.

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02.02.21

Grande família

Arthur Weintraub, irmão de Abraham Weintraub e ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, caminha para se tornar persona non grata dentro da OEA. Arthur, que ocupa o cargo de secretário de Segurança Multidimensional da entidade, tem angariado a antipatia de seus colegas com as críticas sarcásticas ao isolamento social e à vacina contra a Covid-19. Qualquer uma.

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23.11.20

Quando as sungas falam

Primeiro brasileiro a assumir a representação da OEA em Belize, país monárquico vizinho do México e da Guatemala, com PIB anual da ordem de US$ 3 bilhões, o carioca Luiz Coimbra ficou surpreso há dias, quando foi apresentar credenciais ao primeiro-ministro. O senhor que o recebeu era o mesmo Dean Morrow que o cumprimentava sorridente de sunga, por dias, num clube recreativo da capital Belmopã, onde os dois nadavam. Belize tem como chefe de Estado a Rainha Elizabeth, da Inglaterra.

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06.10.20

Governo Bolsonaro lança o Brasil na “dívida ativa”da OEA

Enquanto sonha com a OCDE, o governo Bolsonaro pratica a “diplomacia do calote” na OEA. Segundo fonte do Itamaraty, a entidade ameaça aplicar sanções administrativas contra o Brasil, como o afastamento de representantes do país de comissões e grupos de trabalho e até mesmo a suspensão do direito a voto em decisões de maior relevo. O motivo é a dívida que o governo brasileiro acumula junto à Organização, superior a US$ 20 milhões. De acordo com a mesma fonte, desde o início do mandato de Bolsonaro, o Brasil não teria feito qualquer pagamento à OEA. A cifra, per si, é pequena, mas, para dentro do corpo burocrático da Organização, a inadimplência tem um peso simbólico grave. Procurado pelo RR, o Ministério das Relações Exteriores confirma a existência de uma dívida de US$ 21.027.390,00. Desse total, segundo a Pasta, “US$ 10.396.79,00 são relativos a saldos em aberto de 2019 e US$ 10.630.600,00 referentes à integralidade da cota de 2020.” O Ministério afirma ainda que “a quitação das contribuições a organismos internacionais depende tanto do Executivo quanto do Legislativo”. Não é a primeira vez que o Brasil entra no “SPC Serasa” da OEA. No entanto, o numerário nunca foi tão expressivo. Em 2017, na era Temer, o passivo chegou a US$ 8 milhões, quitados em abril daquele ano. Um fator aumenta a pressão do organismo multilateral sobre o governo brasileiro: devido à pandemia, a OEA tem sido obrigada a cortar na própria carne. Nos últimos dias, segundo informação que circula no Itamaraty, demitiu 17 funcionários.

Por falar em OEA: menos de um mês após a sua chegada a Washington, já existe uma mobilização entre os funcionários da Organização pelo afastamento de Arthur Weintraub, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro e irmão do ex-ministro Abraham Weintraub. De acordo com informações que chegam ao Ministério das Relações Exteriores, o advogado tem desrespeitado os protocolos internos para a Covid-19 e várias vezes se recusa a usar máscara em reuniões presenciais. Recentemente, ao se referir a medidas de prevenção à doença, o “Weintraub do B” postou em seu Twitter que tinha vontade de “enfiar os testículos” na garganta de quem acha necessário se adaptar ao “novo normal”. Mais Weintraub, mais Olavo, mais Bolsonaro, impossível.

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26.06.20

Os garimpeiros da pandemia

ONGs internacionais acionaram a OEA, mais precisamente a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, para que o governo brasileiro retire todos os garimpeiros espalhados pelo território yanomani, na Amazônia. O local é visto pelos indigenistas como uma bomba-relógio biológica. Cerca de 26 mil índios, que têm pouco contato com o homem branco, correm o risco de contaminação pelo coronavírus. Esquece… Trata-se de um isolamento impossível de ser feito. Calcula-se que mais de 2o mil garimpeiros estejam atuando irregularmente nas terras dos yanomani.

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25.06.20

Quem quer Weintraub?

Um cargo na OEA, também em Washington, é o Plano B de Jair Bolsonaro caso a indicação de Abraham Weintraub para o Banco Mundial (Bird) naufrague. Sua nomeação enfrenta forte resistência dentro do Bird.

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10.06.20

Ernesto Araújo a distância

O Itamaraty tem informações de que a 50a Assembleia Geral da OEA, em outubro, será realizada inteiramente de forma remota, a partir do QG da entidade em Washington. Toda a programação presencial previamente estabelecida será suspensa. Pelo Zoom ou qualquer aplicativo do gênero, a ver se o chanceler Ernesto Araújo vai se comportar melhor do que na sua última incursão na OEA. Em 2019, o ministro discursou por menos 20 minutos e deixou o evento sem participar dos debates multilaterais, como reza o protocolo.

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19.02.20

Carinho ou um novo cascudo?

Jair Bolsonaro busca um cargo de consolação para abrigar o ex-ministro da Cidadania, Osmar Terra. Uma das hipóteses ventiladas no Palácio do Planalto é a Secretaria de Acesso a Direitos e Equidade na OEA. O mandato do advogado brasileiro Gastão Alves de Toledo está chegando ao fim e o governo brasileiro deverá ter prioridade na indicação, até pelo apoio à reeleição do uruguaio Luis Almagro na presidência da entidade. Se bem que, a essa altura, tirar Osmar Terra da Câmara dos Deputados para escondê-lo na OEA, tem mais pinta de duplo castigo do que de afago…

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