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18.07.19

BNDESPar pula do trem

No que deve ser uma das primeiras operações da gestão Montezano, a BNDESPar vai vender sua participação na Odebrecht TransPort (OTP), por sua vez sócia minoritária da Supervia. Deverá ter a companhia do FI-FGTS, gerido pela Caixa.

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19.06.19

Luz no fim do túnel para a Odebrecht

A recuperação judicial da Odebrecht vem sendo tratada como o último ato da companhia. Mas também pode ser um bálsamo para a enfermidade do grupo. Existem ativos valiosos que não foram contaminados. São eles a Braskem, a Odebrecht Engenharia & Construção (OEC) e a Odebrecht Latinvest (OLI), braço da companhia no Peru, Colômbia e México. A Braskem é senhora do seu destino. A OEC avança na reestruturação de seus bonds, sem risco de contágio pela holding. E o Prosub – Programa de Desenvolvimento de Submarinos – permanece como estuário de um contrato de R$ 30 bilhões. Além do Riachuelo,lançado ao mar em dezembro do ano passado, o contrato prevê a entrega de mais três submarinos convencionais e de um nuclear até 2029. A OLI, por sua vez, tem concessões importantes no Peru – IIRSA Norte, IIRSA Sur e o Projeto de Irrigação Olmos. São quase 2.000 km de rodovias pedagiadas e 48 mil hectares de terras com alta produtividade agrícola. A Odebrecht ainda tem muito jogo pela frente.

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09.05.19

Nos trilhos

Dois grandes grupos asiáticos, um chinês e outro japonês, vêm mantendo conversações com os governos de São Paulo e do Distrito Federal. Em jogo, a licitação da linha 6 do metrô paulistano e a privatização do Metrô de Brasília. No caso de São Paulo, são necessários R$ 8 bilhões para a conclusão das obras. A linha 6 vinha sendo construída por um consórcio entre Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, que deixaram o projeto.

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31.01.19

Bons ares

Em menos de uma semana, a Odebrecht vendeu todos os apartamentos das duas torres residenciais que lançou no Horto, em Salvador. São duas unidades por andar, de 230 m2 ou 285 m2, ao preço médio de R$ 2,5 milhões. Era o último espaço para edificação no nobre bairro da capital baiana.

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30.11.18

Redenção das empreiteiras nacionais ganha espaço na agenda do governo Bolsonaro

O resgate das quatro grandes empreiteiras do país – Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão – está entre as premissas da equipe de Jair Bolsonaro para a reconstrução do setor de infraestrutura. Os principais defensores desta agenda seriam os auxiliares militares do presidente eleito. A descontaminação das grandes empresas de construção pesada é considerada essencial para a conclusão das mais de 2,7 mil obras paradas e o início de outras tantas. Esta retomada é necessária para que o país possa crescer acima dos 3,5% a 4%. Sem o avanço da infraestrutura, o teto do PIB é baixo.

O ajuste das contas públicas e mesmo o equilíbrio geral dos fatores poderão atrair recursos externos para os investimentos. Mas a equação da empreitada das obras permanece um dilema. Os assessores de Bolsonaro duvidam que mesmo a vinda em profusão de construtoras chinesas, por exemplo, não daria conta do conhecimento necessário para levantar os projetos de infraestrutura. Que empreiteira do país asiático conseguiria mobilizar a Amazônia em torno de grandes obras de energia e logística essenciais? As quatro grandes empreiteiras, que representavam mais de 50% do faturamento total do setor, foram praticamente interditadas com a operação Lava Jato. Agora, pagas as multas, punidos os gestores e controladores e fechados os respectivos acordos de leniência, estariam dadas as condições para a descriminalização ampla, geral e irrestrita das companhias.

Aliás, uma das autocríticas compartilhadas pelas equipes de Michel Temer e do futuro presidente é que as operações das empreiteiras deveriam ter sido preservadas. Uma coisa é a culpa dos homens; outra é o capital humano e a capacidade de contribuição das construtoras. Outro dado é que a Lava Jato mudou a intensidade do compliance das contratantes e das contratadas. As condições do passado para práticas de corrupção hoje são exíguas. Durante o processo de expurgo das big four, a construção pesada perdeu cerca de 400 mil postos de trabalho.

Uma parcela desse contingente era altamente especializada. Existe sempre a possibilidade de grupos estrangeiros sublocarem parte das empreiteiras nacionais, assumindo em bloco contratos, mão de obra etc. A receita parece trivial, mas, na prática, nunca deu certo, pelo menos na escala necessária. As diferenças de culturas e de conhecimento das peculiaridades locais não podem ser ignoradas. No Equador, por exemplo, onde houve um aumento expressivo do número de obras tocadas por companhias chinesas, operários dormiam amontoadosdentro de contêineres. O Brasil detém uma das melhores expertises internacionais no setor de construção pesada. O que mudou foi a higienização de expedientes inaceitáveis. A qualidade dos serviços permanece a mesma.

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10.07.18

Quem paga a conta?

O acordo de leniência assinado ontem pela Odebrecht foi cozido em banho maria por 830 dias. A empreiteira vai ter de pagar R$ 2,7 bilhões. O prejuízo do Brasil pela lerdeza do processo será bem mais alto.

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29.06.18

Dubai Ports

Após comprar a participação da Odebrecht na Embraport – uma negociação estimada em US$ 500 milhões, a Dubai Ports World mantém conversações com o governo de Pernambuco para investir em um novo terminal de contêineres no Porto de Suape.

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20.04.18

Aliados

Os aliados de ACM Neto no DEM não perdoam: propalam que o prefeito desistiu de concorrer ao governo da Bahia para não perder o foro privilegiado. O “Anão” da lista da Odebrecht ficaria, ao menos, oito meses na chuva. Faz sentido.

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12.04.18

Gato Angorá, o único

Responda rápido: você colocaria um político suspeito, mencionado 34 vezes na mesma delação, acusado por formação de quadrilha, com dois processos na Comissão de Ética da Presidência, apelidado de “Angorá” na planilha de controle das propinas da Odebrecht, condenado a devolver R$ 2 milhões ao estado do Rio por surrupiar a merenda de escolas do primeiro grau quando era governador, com outros processos por desviar gastos do estado do Rio em causa própria etc etc, que desconhece o setor de energia e finanças corporativas… Pois bem, você indicaria esse sujeito para liderar a privatização da Eletrobras, a maior já feita no país?

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20.03.18

Voo rasante

A asiática Changi, que comprou a parte da Odebrecht no Galeão, tem forte interesse em aterrissar no aeroporto de Confins, com a aquisição da fatia da Infraero.

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