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29.07.20

OCDE de festim

A obsessão de Jair Bolsonaro pela entrada do Brasil na OCDE parece ser apenas retórica. Seis meses após o governo anunciar a criação de uma secretaria especial na Casa Civil para cuidar dos trâmites para o ingresso na Organização, a promessa ainda não saiu do papel. No Palácio do Planalto, a nova data para a instalação do órgão é setembro. Nesse intervalo, ressalte-se, a Colômbia se tornou o terceiro país latino-americano a entrar na OCDE.

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14.04.20

Fumaça

A Covid-19 abalroou o sonho do governo Bolsonaro de ver o Brasil na OCDE. O processo de candidatura, que já andava a passos de cágado, parou por completo. No Itamaraty, a aposta é que, na melhor das hipóteses, a bola branca só viria em 2023,quando Bolsonaro pode não estar mais no Palácio do Planalto.

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28.02.20

À espera da OCDE

Informação de fonte do Itamaraty: a primeira missão da OCDE para avaliar o ingresso do Brasil desembarcará no país em abril. Vem para produzir um diagnóstico sobre a política de direitos humanos e de meio ambiente do governo Bolsonaro. Por ora, é tudo meio jogo de cena. Enquanto Trump não der o sinal – se é que vai dar -, o Brasil continuará enxergando a OCDE de binóculos.

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13.02.20

O teatro da OCDE

Primeiro embaixador do Brasil na OCDE, Carlos Márcio Cozendey deverá se reunir nos próximos dias com o ministro Ernesto Araújo. Para todos os efeitos, vão discutir os ritos para a entrada do Brasil na entidade. Puro jogo de cena. Enquanto os Estados Unidos não derem o sinal verde de fato – se é que vão dar –, as portas da OCDE seguem fechadas.

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15.01.20

O PIB da China, o Fed e o Banco Central europeu

Termômetro

A política externa estará em foco amanhã em função da assinatura da primeira fase do acordo comercial entre EUA e China e do apoio norte-americano para entrada brasileira na OCDE.

Ainda que tarifas impostas a produtos chineses não tenham sido totalmente suspensas, o que deixa o mercado em certo compasso de espera, o acordo vai gerar ambiente internacional bastante positivo, nesta quinta, com expectativa de diminuição de turbulências. O problema para o Brasil é o compromisso da China com o aumento de US$ 17 bilhões na compra de produtos agrícolas norte-americanos, em 2020.

Tema terá impacto amanhã, já que o setor concorre diretamente com o agronegócio brasileiro – a soja está entre os produtos que podem ser afetados. Ainda não está claro o quanto as exportações nacionais podem ser afetadas e se isso terá consequências para previsões de crescimento do PIB no ano.

Já a entrada na OCDE teve destaque hoje, mas serão aprofundadas as avaliações, não apenas quanto ao cronograma real para efetivação da medida como acerca dos efeitos concretos para o país, em termos econômicos e geopolíticos (incluindo possibilidade de passar à frente da Argentina na “fila de entrada” da organização).

Toffoli limita o juiz de garantias e diminui resistências

Decisão do ministro Toffoli, ampliando para 6 meses o prazo de implantação do juiz de garantias e limitando seu alcance terá boa repercussão amanhã, por deixar mais claro o escopo da medida.  A leitura será a de que diminuem significativamente as incertezas em torno da mudança – e, consequentemente, as resistências a ela.

Mas pode haver reação – e especulações – sobre posicionamento dos demais ministros do STF, bem como de parlamentares.

O secretário de comunicação social na corda bamba

Reunião de hoje com o presidente Bolsonaro deve definir a situação do secretário especial da Comunicação Social (Secom), Fábio Wajngarten, amanhã, após revelação de que empresa da qual é sócio tem contratos com emissoras de televisão e agências de publicidade que recebem verbas do governo federal. Conflito do presidente com a Folha – que fez a denúncia – vai favorecer o secretário, mas não será fácil reverter imagem de conflito de interesses e o desgaste público que acarreta.

O crescimento em 2019 e a curva da inflação

Saem amanhã números importantes para a economia brasileira, tanto no que se refere ao fechamento de 2019 quanto a projeções para 2020:

1) IBC-Br (BC) de novembro, que indicará, ainda que parcialmente, o grau de aquecimento da economia no final de 2019 e a tendência para o PIB. Influenciará expectativas do mercado quanto ao número final para o ano e, consequentemente, as projeções para 2020;

2) IGP 10 de janeiro e IPC S para a segunda quadrissemana do mês. Ambos os números serão essenciais para confirmar estimativas de analistas, de que o salto inflacionário dos últimos meses de 2019 não transbordará para 2020.

O PIB da  China, o Fed e o Banco Central europeu

Internacionalmente, destaque amanhã será a China, que divulgará, dentre outros dados, o PIB de 2019 e a produção industrial de dezembro. O PIB deve apresentar trajetória de crescimento em patamares baixos, para os padrões chineses dos últimos anos, fechando o ano em 6%. Já a produção industrial deve ficar em torno de 5,9%, abaixo dos 6,2% de novembro.

Também vale atenção para:

1) A publicação da ata da última reunião e declaração da presidente do Banco Central europeu. Ainda que não se espere sinalização de redução de juros, trará prognóstico importante sobre a economia europeia e as possibilidades de medidas de estímulo em 2020;

2) Nos EUA, Vendas no Varejo em dezembro (estima-se crescimento de 0,3% frente a 0,2% em novembro) e Índice de Atividade do Fed da Filadélfia em janeiro (projeta-se aceleração importante, na faixa de 3,8 pontos após 0,3 em dezembro).

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03.12.19

Pisa alimenta debate sobre políticas educacionais

Termômetro

Dados do Pisa (avaliação da OCDE que mede resultados da educação), afirmando que o setor está essencialmente estagnado no Brasil desde 2009, provocarão movimento duplo, amanhã: 1) Mapeamento de falhas e avanços da política educacional nos governos do PT (sobretudo) e de Michel Temer; 2) Cobranças acerca de planejamento da atual gestão. 

Como números avaliados são de 2018, não haverá responsabilização do ministro Weintraub por resultados do Pisa em si. No entanto, sua imagem na mídia é negativa, piorou recentemente com relatório técnico de comissão parlamentar, capitaneada pela deputada Tábata Amaral, e suas declarações de hoje foram consideradas agressivas e pouco propositivas. O quadro tende a alimentar duros questionamentos sobre medidas tomadas na educação em 2019 e em projetos para 2020. 

Ministério ainda enfrentará desgaste em função de relatório da Controladoria Geral da União apontando irregularidades em licitação de R$ 3 bilhões para a compra de equipamentos de informática. Pregão (eletrônico) já foi suspenso. 

O Embate no PSL

Confirmação, pelo diretório nacional do PSL, de suspensões e punições a 18 deputados vai somar-se à dissolução do diretório de São Paulo para gerar nova reviravolta na estrutura de comando do partido. Assim que a decisão for protocolada, o deputado Eduardo Bolsonaro deve perder a liderança da sigla na Câmara. Demais deputados suspensos também perderão os cargos que exercerem em comissões. Nesse contexto, serão dois os desdobramentos centrais, a partir de amanhã:

1) Indicações de quem será o novo líder do partido e de como o PSL se posicionará diante do governo Bolsonaro;

2) Reação da ala “bolsonarista” da agremiação, que terá de fazer algum movimento para manter a influência parlamentar. Tendem a ganhar espaço, novamente, especulações sobre as dificuldades e riscos para a criação de novo partido do Presidente (Aliança pelo Brasil). 

Anvisa em foco

Decisão da Anvisa, permitindo o registro e venda de medicamentos à base de Cannabis, mas proibindo o plantio no Brasil, alimentará um amplo debate, amanhã. Por um lado, serão aventadas as consequências e limitações da medida para pacientes. Por outro, a existência ou não de influência político-ideológica na decisão. 

Na Câmara, vetos e orçamento

Na Câmara, destaque amanhã deve ser para votação de vetos do presidente à minirreforma eleitoral. Deputados – irritados por demora em liberação de emendas – podem reverter questões como o fim do horário eleitoral gratuito. Vale atenção, ainda, para movimentações em torno da votação do orçamento 2020. 

PIB: análises e impulso para a equipe econômica

Números acima do esperado para o PIB do terceiro trimestre continuarão a gerar noticiário majoritariamente positivo para o governo amanhã. Haverá detalhamento e análise por setor da economia, com foco na curva de investimentos, percebida como indicação da sustentabilidade do crescimento. Resistência do desemprego se manterá como grande calcanhar de Aquiles, servindo de contraponto a diagnóstico e projeções mais entusiasmadas. 

Isso posto, equipe econômica ganhará importante capital de imagem, nesta quarta, com benefícios estratégicos para o ministro Paulo Guedes, que vem do maior desgaste de sua gestão, após declarações sobre o AI-5. Pode aproveitar o momento para avançar em “balões de ensaio” lançados hoje com o objetivo de acelerar privatizações e concessões – destaque para o Banco do Brasil, que dependeria de aval de Bolsonaro. 

Petrobras valorizada

Vai gerar bom efeito para o mercado, amanhã, anúncio do presidente da Petrobras de que pretende realizar nova oferta de ações da BR Distribuidora. Outro fator importante será o anuncio de que o Fundo Soberano da Noruega retirou a estatal de uma lista de empresas que poderiam perder investimentos devido ao risco de corrupção.

A indústria pode alimentar otimismo

Saem amanhã a Produção Industrial de outubro (IBGE) e o Índice de Commodities de novembro (IC-Br) do Banco Central. Na indústria, a expectativa é de crescimento de 0,5% sobre setembro e de 0,7% sobre outubro de 2018. Seria a terceira alta seguida, frente ao mês anterior, e a segunda, frente ao mesmo mês de 2018. Se tais dados se confirmarem, favorecerão o aumento de estimativas para o PIB em 2020. Em relação às commodities, que têm expressiva influência nas contas externas, projeções estão em aberto. Número vem de alta de 2,21% em outubro (mas queda de 1,56% em taxa anualizada). 

Adiamento de negociações EUA-China e alinhamento brasileiro

Declarações do presidente Trump, hoje, de que acordo com a China pode ficar para depois das eleições presidenciais norte-americanas, estimulará volatilidade de mercados, amanhã. Afirmação será lida por boa parte da mídia internacional – e brasileira – como forma de desviar atenções para dificuldades internas geradas por processo de impeachment em curso. Questão também aprofundará percepção negativa quanto à política de alinhamento automático com os EUA. Nesse mesmo sentido, pode haver, amanhã, mais informações acerca de anúncio de Trump de que vai taxar o aço e o alumínio brasileiros. 

Os serviços nos EUA, Zona do Euro e Alemanha

No exterior, destaque para PMI de serviços nos EUA, Zona do Euro e Alemanha, em  novembro. Espera-se queda nos índices dos três países: pequena nos EUA (de 54,7 para 54,5) e na Alemanha (de 51,6 para 51,3) e mais significativa na Zona do Euro (de 52,2 para 51,5). Os números se mantêm em patamar positivo e não devem provocar maiores abalos. Mas gera particular atenção o recuo na Zona do Euro, que sofre com temores de retração econômica. 

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21.11.19

Presidente Bolsonaro e eleições 2020

Termômetro

Declarações do presidente acerca de seu novo partido (Aliança pelo Brasil) vão gerar fortes especulações amanhã, particularmente sobre dois pontos:

1) Quais as questões técnicas envolvidas e qual a tendência do TSE acerca de validações eletrônicas de assinaturas, que permitiriam a criação da sigla? Se o procedimento não for autorizado, a Aliança pelo Brasil estaria praticamente fora das eleições em 2020;

2) Nesse caso, como se daria a atuação do presidente no ano que vem? Possibilidade de que fique sem partido durante o pleito de 2020 vai alimentar, amanhã, cenário de incertezas e especulações. Por um lado, sobre temores de enfraquecimento político de Bolsonaro e de seus apoiadores. Por outro, sobre possibilidade de ser uma estratégia do presidente para se descolar do sistema político partidário como um todo.

Excludente de Ilicitude no Congresso

A observar, amanhã, a reação do Congresso e sobretudo de Rodrigo Maia a envio de Projeto de Lei, pelo presidente Bolsonaro, ampliando o excludente de ilicitude para todas as forças de Defesa e Segurança, durante operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Maia já se declarou contra o projeto, anteriormente, e parte da mídia deve assumir posição crítica ao projeto. Buscará escrutinar as situações em que o excludente se aplicaria, relacionando o tema com casos recentes de grande exposição. Como a morte da menina Agatha, sabe-se hoje, por bala oriunda de arma policial, no Rio de Janeiro.

Outros aspectos que devem ser abordados nesta sexta serão: 1) afirmação de Bolsonaro de que pode não autorizar mais GLO´s se o seu projeto não for acatado pelo Congresso; 2) Possibilidade de que a pauta contamine negativamente debate sobre reformas econômicas no Congresso.

OCDE: recuo internacional e impacto no Brasil

Apesar de OCDE corroborar cenário de – lenta – recuperação da economia brasileira, também alimentado por boa repercussão de dados do Caged hoje, com a criação de 70.852 empregos, o diagnóstico preocupante da Organização sobre a economia mundial vai gerar desdobramentos, amanhã. Uma questão vem ganhando corpo: qual o grau de exposição do Brasil a turbulências internacionais?

Marielle, Bolsonaro e Witzel

Mesmo sem fatos novos, haverá repercussão nesta sexta para investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco, a partir de duas abordagens delineadas hoje: 1) Testemunho do porteiro, que diz ter se confundido ao citar o nome de Bolsonaro, ainda que tenha prestado depoimento duas vezes sem fazer a correção; 2) Guerra aberta entre o presidente e o governador Witzel, a quem acusou de manipular investigações. Witzel já mostrou que também pretende subir o tom.

STF: Toffoli X Moraes

Julgamento do STF sobre compartilhamento de informações entre órgãos de controle (como UIF e Receita) e de investigação (MP e PF) foi adiado para semana que vem, mas estará em pauta nesta sexta. Serão expostas sondagens sobre posicionamentos de ministros do STF (espera-se decisão acirrada). E consequências caso prevaleça tese do ministro Toffoli, que não impediria compartilhamentos, mas restringiria o processo a dados gerais, não detalhados. Se linha de Alexandre de Moraes for vencedora, compartilhamentos estarão liberados.

Colômbia é a bola da vez

Enquanto incertezas continuam a pairar sobre Bolívia e Chile – apesar de alguns avanços, especialmente o ensaio de um calendário eleitoral pela autoproclamada presidente boliviana –, protestos ganham força na Colômbia, com greve geral, hoje. Tema central, amanhã, será: manifestações se darão dentro de embate político tradicional ou em explosão similar a que tem marcado América do Sul nos últimos meses? Parte da resposta dependerá de reações do presidente colombiano, Iván Duque, cuja popularidade está em baixa.

Netanyahu enfraquecido

Será interpretada como notícia negativa para o presidente Bolsonaro, amanhã, o indiciamento do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por crimes de suborno, fraude e quebra de confiança.

Tendências industriais e da inflação no Brasil

Saem amanhã a Prévia da Sondagem da Indústria de novembro (FGV) e o IPCA-15 (IBGE), que antecipa a inflação de novembro. Sondagem vem de números negativos em outubro, tanto no Índice de Situação Atual quanto – pior – no de Expectativas, com aumento significativo de empresas que esperam redução no quadro de pessoal (foram de 15,1% para 19,2%). Vale acompanhar dados amanhã, já que novo recuo indicaria tendência preocupante para a indústria, com vistas ao início de 2020.

Já para o IPCA-15, projeta-se crescimento de 0,10% (após 0,09% em setembro e outubro). No entanto, tal número não inclui, ainda, o reajuste das loterias, que deve levar o número da inflação em novembro para algo em torno de 0,5%, segundo avaliações da FGV.

Indústria e serviços: EUA, Zona do Euro e Alemanha

No exterior, destaque para PMI da Indústria e dos Serviços nos EUA, Zona do Euro e Alemanha: 1) Nos EUA, estima-se avanço para 51,5 na indústria (frente a 51,3 em outubro) e para 51,0 nos serviços (50,6 em outubro); 2) Resultados também devem apresentar evolução na Zona do Euro, com número em torno de 46,5 na indústria (ainda bem abaixo da linha positiva, de 50 pontos, mas superior aos 45,9 de outubro) e de 52,5 nos serviços (52 em outubro); 3) Curva similar na Alemanha, com crescimento em patamar ainda muito baixo na indústria (43 diante de 42,1 em outubro) e números positivos nos serviços (52 em novembro diante de 51,6 em outubro).

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