Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos

Relacionados

29.06.18
ED. 5899

Campanha da situação na OAB-RJ é um elogio à perfídia

A OAB-RJ está sendo palco de uma disputa florentina para a escolha do candidato da situação que disputará as eleições de novembro. Os pré-candidatos Marcelo Oliveira e Luciano Bandeira sentam-se à mesa com o cardeal, Felipe Santa Cruz – sumo patriarca da entidade desde 2013, sucedendo a Wadih Nemer Damous Filho – em cadeiras de espaldar alto de forma a evitar punhaladas na nuca. Bandeira odeia Oliveira, que odeia Bandeira. Santa Cruz dá corda aos dois. Como não chega a ser raro nas sucessões da OAB-RJ, a proximidade com o dinheiro é um fator determinante para definição da disputa.

Bandeira é tesoureiro da entidade. E Oliveira comanda a Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro (CAARJ). O atual alcaide da OAB-RJ também é egresso da CAARJ. Até aí, nada de mais, dinheiro procura dinheiro desde sempre. Tudo na perfeita ordem legal. A reparar, apenas o uso do expediente de sístole e diástole da OAB-RJ no repasse para a CAARJ dos recursos recolhidos, um gerador de maior ou menor congraçamento entre os presidentes das duas instituições. Segundo se pode apurar, Marcelo Oliveira não tem queixas de uma maior retenção de verbas.

O que chama mais a atenção, contudo, é a animosidade entre os dois postulantes. Oliveira guarda mágoa por ter sido expulso do escritório de advocacia de Bandeira. E estaria fazendo campanha difamatória na academia, onde tem grande acesso. Bandeira, para não deixar barato, é acusado pelo adversário de plantar nota depreciativa na imprensa. O confronto se dá faltando cerca de cinco meses da eleição. Raras vezes se viu uma situação tão inamistosa na disputa pelo comando da entidade. Do jeito que está, o maior aliado da oposição são mesmo os candidatos duelistas. Cabe a Santa Cruz sair do muro e definir o escolhido para ser príncipe.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.11.17
ED. 5756

Segunda ordem

Na OAB, o senso comum é que o STF empurrará para 2018 o julgamento da ação que trata da prisão ou não de condenados em segunda instância. Em agosto, o ministro Marco Aurélio Mello garantiu que levaria o caso a plenário ainda neste ano, mas até agora a questão está parada no Supremo. A ação impetrada pela própria OAB pede a suspensão da execução antecipada da pena após condenação em segunda instância. Por motivos notórios, esta é uma questão que pode vir a fazer toda a diferença nas eleições de 2018.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.09.17
ED. 5705

Excesso de zelo

O presidente da OAB, Cláudio Lamachia, tem sido criticado por alguns de seus pares no Conselho devido à suspensão cautelar do registro do ex-procurador Marcelo Miller. Não obstante a aparente gravidade do caso, o entendimento é que a decisão foi rápida demais. Há quem lembre, inclusive, de José Dirceu, que, guardadas as devidas proporções, manteve seu registro durante meses, mesmo após ser preso.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.