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03.12.21

“Mandelização” de Lula será uma das armas de campanha do PT

Pode soar como uma tirada ao melhor estilo do humor inglês: Lula quer fazer do limão do cárcere uma limonada. Uma das estratégias de campanha que será usada pelo PT é a comparação entre a passagem do ex-presidente pela prisão e a via crucis de Nelson Mandela – ainda que uma tenha durado 580 dias e a outra, 27 anos. A ideia é explorar o discurso de que Lula, assim como o líder sul -africano, foi um prisioneiro político, vítima de uma ação persecutória de seus inimigos.

Esse processo de “mandelização” do petista funcionaria como uma peça de ataque, mas também de defesa contra a agenda da corrupção que certamente será levantada pelos adversários durante a campanha. Ainda que, tecnicamente, o ex-presidente não esteja livre dos processos, as absolvições que já ocorreram e, sobretudo, a decisão do STF anulando as sentenças da 13a Vara de Curitiba garantirão a consistência jurídica da mensagem. Há outro componente que dá uma coloração ainda mais especial a essa estratégia: o iminente embate eleitoral com Sergio Moro.

De um lado, o “preso político”; do outro, o magistrado que o “perseguiu”. Os planos de Lula incluem uma viagem à África do Sul. Em maio deste ano, o petista se encontrou com o embaixador sul-africano em Brasília, Vusi Mavimbela, quando manifestou a intenção de visitar aquele país. Colar sua imagem à de Nelson Mandela traria ainda outros dividendos para Lula. O ex-presidente poderá explorar esse reconhecimento de fora para dentro do Brasil, aproveitando-se do seu prestígio internacional – vide a sua recente passagem pela Europa.

As desculpas pedidas por Sergio Moro ao STF pelo “levantamento do sigilo” – melhor dizer vazamento – das conversas da presidente Dilma Rousseff com Lula, tido como inconstitucional por carradas de juízes, são mantidas como um brinco de brilhantes no arsenal do ex-presidente. O comitê de campanha de Lula considera que tem munição de sobra contra Bolsonaro – e está certo. Agora, é o momento de guardar a artilharia contra Moro.

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