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24.08.18

BTG e Mitsubishi manobram em direções opostas

A relação societária entre o BTG e a Mitsubishi Motors percorre seus últimos quilômetros. O RR apurou que os sócios do banco pretendem vender sua participação na companhia, representante da marca japonesa no Brasil e controlada pelo empresário Eduardo Souza Ramos. Mesmo que de forma indireta, o movimento pode ser associado ao esforço de higienização da imagem do BTG e de seus acionistas, uma árdua escalada que teve início após a prisão de André Esteves.

A Mitsubishi é considerada um ativo tóxico para a reputação do banco. A montadora desliza a instituição financeira na direção da Operação Zelotes. A Mitsubishi é uma das principais citadas no esquema de compra de sentenças no Carf. Paulo Ferraz e Robert de Macedo Rittcher, ex-executivosda MMC Automotores do Brasil (empresa que detém a licença técnica para comercializar os automóveis da marca Mitsubishi no Brasil), foram condenados em primeira instância. Acabaram funcionando como um escudo para o seu patrão.

Até o momento, Eduardo Souza Ramos tem escapado da Zelotes apenas com algumas escoriações. Foi absolvido em primeira instância por falta de provas. A coabitação entre o BTG e a Mitsubishi Motors é cercada por pontos de interrogação. As partes nunca divulgaram formalmente o tamanho da fatia societária – a informação no mercado é que ela é de 25%. Além disso, o BTG sempre negou ser acionista da montadora. Garante que a participação pertence a sócios do banco reunidos na empresa BTG MB Investments. Não há por que duvidar. De toda a forma, o negócio sempre foi visto dentro da instituição financeira menos como um investimento e mais como uma ação entre amigos, notadamente de André Esteves, chapa de Eduardo Souza Ramos.

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01.06.16

Um delator no caminho da Caoa e da Mitsubishi

  Há um míssil apontado na direção de Eduardo de Souza Ramos, da Mitsubishi Motors, e Carlos Alberto de Oliveira, do Grupo Caoa. O lobista Mauro Marcondes, personagem central da Operação Zelotes, teria reaberto negociações com a Procuradoria Geral da República para um acordo de delação premiada. Em maio, Marcondes foi condenado, em primeira instância, a 11 anos e oito meses por conduzir um esquema de corrupção para a “venda” de Medidas Provisórias que favoreciam montadoras. Mitsubishi e Caoa são apontadas nas investigações como as principais beneficiadas. Entre 2009 e 2015, a consultoria de Marcondes teria recebido mais de R$ 70 milhões das duas empresas.  Em janeiro, Mauro Marcondes chegou a negociar um acordo de delação, mas, na hora H, recuou. De lá para cá, ganhou um forte motivo para entrar no confessionário da Zelotes. Assim como ele, sua mulher e sócia, Cristina Mautoni, foi condenada a seis anos e cinco meses, em regime semiaberto. Para o octogenário lobista, tão ou mais importante do que a própria liberdade é a possibilidade de redução da pena da esposa. Ressalte-se que o casal tem uma filha de 14 anos.

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11.03.16

Banco ejetável

 O executivo Robert Rittscher estaria de saída da presidência da Mitsubishi Motors. Não custa lembrar que tanto Rittscher quanto a montadora são investigados no âmbito da Operação Zelotes. Procura pelo RR, a Mitsubishi não comentou o assunto.

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01.02.16

BTG atola no capital da Mitsubishi

  Vai ser preciso muita tração nas quatro rodas para o BTG desatolar do capital da Mitsubishi Motors do Brasil (MMC). Guardadas as devidas proporções, os próprios acionistas do banco tratam a participação de 15% na montadora como um ativo tão difícil de ser passado adiante quanto as deficitárias Leader Magazine e BR Pharma – a incomparável Sete Brasil, claro, nem entra nesta conta. O BTG já ofereceu as ações ao sócio controlador da MMC, Eduardo de Souza Ramos, mas o empresário e amigo de longa data de André Esteves se recusa a recomprar a participação, mesmo com um expressivo deságio. O Plano B, a transferência para a própria Mitsubishi do Japão, também já foi descartado.  Sem uma solução caseira, o BTG partiu em busca de um comprador no mercado. Consultado, o banco nega a venda das ações. Mas, segundo fonte próxima à empresa, o problema é que uma série de circunstâncias joga contra o negócio, a começar pela performance da Mitsubishi do Brasil. Desde que desembarcou na empresa, em 2010, o banco já teria acumulado um prejuízo de quase US$ 150 milhões com o investimento. Além disso, se associar à montadora neste momento significa cair de paraquedas na Operação Zelotes. A MMC é uma das empresas suspeitas de participar do esquema de pagamento de propina a conselheiros do Carf.

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04.11.15

Zelotianas

 O raio de ação da Operação Zelotes ficou maior. O total de processos no Carf sob investigação já passaria de R$ 30 bilhões.  O racha entre a Mitsubishi Motors e a Anfavea é inevitável. A entidade já deixou claro que vai jogar para cima da montadora a responsabilidade por eventuais malfeitos cometidos pelo lobista Mauro Marcondes, preso na semana passada. A operação de descolamento começou pelo próprio comunicado do afastamento de Marcondes da vice-presidência da Anfavea, em que a Mitsubishi foi citada nominalmente.

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