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De acordo com uma fonte do Ministério das Relações Exteriores, o governo do Chile já sinalizou ao Itamaraty o descontentamento com a demora do presidente Jair Bolsonaro em aprovar a nomeação de Sebastián Depolo. Trata-se do novo embaixador chileno no Brasil. Depolo, por sinal, tem sido um crítico assíduo de Bolsonaro.

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05.04.22

Uma “Operação Acolhida” para os ucranianos

A questão dos refugiados ucranianos tem mobilizado cada vez mais as autoridades brasileiras. Os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores discutem a hipótese de o governo disponibilizar estruturas temporárias, provavelmente instalações do próprio Exército, para abrigar os imigrantes. Guardadas as devidas proporções, seria algo nos moldes da “Operação Acolhida”, voltada ao recebimento dos venezuelanos que atravessam a fronteira.

Desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, cerca de 60 ucranianos entraram no Brasil formalmente na condição de refugiados. Esse número, no entanto, não dá a exata dimensão do problema. Estima-se que mais de 300 imigrantes já tenham desembarcado no país sem se declararem refugiados.

Isso porque o governo brasileiro autorizou a permanência de ucranianos em território nacional por até 90 dias sem a necessidade de visto. Com a continuidade dos ataques russos, esse contingente tende a aumentar consideravelmente: no Itamaraty, segundo o RR apurou, há previsões de que mais de 400 refugiados ucranianos cheguem ao país até o dia 15 de abril.

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23.03.22

Mais um espinho diplomático de Paulo Guedes

O repúdio do governo do Paraguai à recente declaração de Paulo Guedes em relação ao país não se restringiu à nota publicada no Twitter no fim de semana. Segundo uma fonte do Itamaraty, na última segunda-feira o Ministério das Relações Exteriores fez chegar à Embaixada do Brasil em Assunção, mais precisamente ao diplomata João Carlos Storti, encarregado de Negócios, um protesto contra a fala do ministro da Economia. Na sexta-feira passada, Guedes disse que o “Paraguai se tornou praticamente um estado brasileiro com impostos baixos, atraindo de plantadores de soja a fabricantes de chicote elétrico”. O timing para a rusga diplomática não poderia ser mais inconveniente. Nos próximos dias, José Antônio Marcondes de Carvalho assumirá a Embaixada do Brasil em Assunção. Some-se a isso o fato de que nos próximos meses os governos dos dois países iniciarão formalmente as tratativas para a renovação do Tratado de Itaipu.

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24.02.22

Um militar a mais no governo

O RR apurou que o vice-almirante da reserva Edervaldo Teixeira de Abreu Filho está cotado para assumir uma diretoria na Antaq, na vaga aberta com a saída de Adalberto Tokarski. Entre outros postos, Abreu Filho foi diretor do Centro de Inteligência da Marinha. Tido nos meios militares como um apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o oficial já contabiliza uma passagem pelo governo: entre 2019 e 2021, ocupou a diretoria de Gestão Corporativa da Apex, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores.

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18.10.21

Governo Biden quer cortar na raiz imigração ilegal de brasileiros

A gestão Biden está colocando a imigração ilegal no centro das relações diplomáticas com o Brasil. Segundo uma fonte do Itamaraty, os Estados Unidos costuram um acordo de cooperação com o governo brasileiro. O objetivo é combater quadrilhas especializadas no tráfico de pessoas que agem dentro do Brasil e, com isso, conter o fluxo de imigrantes clandestinos nos Estados Unidos.

Os norte americanos deverão dar apoio às investigações em território brasileiro, possivelmente com o envio de agentes do Homeland Security Investigations (HSI), braço do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Consultado pelo RR, o Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou. De certa forma, chama a atenção que uma negociação diplomática desta natureza entre Brasil e Estados Unidos se desenrole agora, com Joe Biden na Casa Branca.

Em tese, esta seria uma agenda mais afeita a Donald Trump, o presidente do muro na fronteira com o México. Ocorre que o problema ganhou novas proporções nos últimos meses. De outubro de 2020 a setembro deste ano, 46 mil brasileiros foram detidos nos Estados Unidos ao tentarem entrar de forma clandestina no país.

Trata-se de um número seis vezes maior do que o registrado no período entre outubro de 2019 e setembro de 2020. O governo Biden está tentando matar o “mal” pela raiz. O acordo de cooperação pode ser interpretado como uma forma sutil – ou nem tanto – dos Estados Unidos pressionarem o governo Bolsonaro a combater as quadrilhas que atuam no tráfico de pessoas dentro do território brasileiro.

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27.09.21

O bloco do anti-Mercosul

Há tratativas, no âmbito do Ministério das Relações Exteriores, para um encontro entre Jair Bolsonaro e o presidente do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou. A reunião deverá ocorrer em outubro. No tabuleiro do Mercosul, o evento terá razoável peso, ainda que venha a ser apenas de caráter simbólico. O Uruguai desponta como principal aliado do Brasil na pressão pela flexibilização das regras do bloco econômico e a redução da Tarifa Externa Comum (TEC). Consultado, o Itamaraty disse que “ainda não há confirmação do encontro”.

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20.08.21

Um teste nada doce para a política externa brasileira

O governo Bolsonaro vem tentando reabrir conversações com a diplomacia norte-americana em torno das cotas de importação do açúcar brasileiro. Este é um pleito crônico dos usineiros. As tratativas giram basicamente em torno de um “toma lá dá cá” sucroalcooleiro: o Brasil se dispõe a aumentar os limites para a compra de etanol produzido nos Estados Unidos em troca de redução das barreiras à entrada de açúcar no mercado norte-americano. A conversa é difícil. Ressalte-se que nem com o “aliado” Donald Trump na Casa Branca o governo brasileiro conseguiu quebrar esse muro. Consultado, o Ministério das Relações Exteriores não se manifestou.

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19.08.21

Paraguai parte para o ataque

O Paraguai vai subir o tom em relação à cobrança de uma suposta dívida de US$ 4,1 bilhões de Itaipu Binacional – ver RR de 4 de agosto. Segundo informação que chegou ao Ministério das Relações Exteriores, políticos e entidades sindicais paraguaias estão organizando uma manifestação em frente à Embaixada brasileira em Assunção para amanhã. O protesto teria o endosso do próprio governo do presidente Mario Abdo Benítez. Consultado, o Ministério informou ter ciência da manifestação e disse estar em “contato com as autoridades do estado paraguaio para assegurar a proteção de seu pessoal e de suas instalações”.

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O mérito da iniciativa é indiscutível, mas a decisão do governo Bolsonaro de doar oito mil toneladas de arroz para o Líbano e Moçambique vai custar mais do que o previsto. Segundo o RR apurou, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, terá de arcar com o transporte marítimo do produto. O curioso é que ações humanitárias desta natureza costumam ser bancadas pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas. Não dessa vez. Vai ver, foi a forma encontrada pela ONU para abater alguns grãos dos mais de US$ 300 milhões que o governo brasileiro lhe deve. Trata-se de mais um caroço nas relações entre o organismo multilateral e o governo Bolsonaro. Em setembro do ano passado, por exemplo, o relator especial da ONU, Baskut Tunkat, pediu a abertura de uma investigação contra o Brasil por conta do desmatamento da Amazônia e por violação de direitos humanos. Procurado, o Ministério da Agricultura confirmou a doação, mas disse que questões relacionadas às despesas logísticas deveriam ser esclarecidas pela ABC. O Itamaraty, por sua vez, não se pronunciou.

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27.07.21

Taxa de incêndio

O ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, abriu conversações com os governos da Noruega e da Alemanha na tentativa de retomar os aportes dos dois países no Fundo Amazônia, suspensos desde 2019. O problema é o de sempre: segundo dados divulgados ontem pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a área desmatada da Amazônia cresceu 10% nos últimos 12 meses.

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