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04.01.21

Prioridades

O tenente-coronel Jorge Kormann, atual secretário adjunto do Ministério da Saúde, vai subir um degrau. Está cotado para assumir a Secretaria Executiva do Ministério da Saúde. Ele tem padrinho forte: o próprio Jair Bolsonaro. Kormann se notabilizou por tentar mudar os critérios de contabilização dos casos de Covid-19, o que levou à criação do consórcio de veículos de imprensa.

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22.12.20

Bolsonaro joga com o “quanto pior, melhor”

Pode parecer tétrico. E certamente é mórbido. Mas o RR apurou que a nova cepa do coronavírus, responsável pela atual temporada de horror no Reino Unido, foi recebida por Jair Bolsonaro com um “eu não tinha dito?”. Por enquanto, o presidente ainda está em modo comedido. Mesmo “ele” deve considerar um cabotinismo sair faturando com a desgraça alheia em meio às festas natalinas, para as quais o povo está indo às ruas, sem máscara e álcool gel. Aliás, orientação do mandatário mor. Mas o negacionismo como forma de política virá turbinado logo à frente. A nova cepa permite a franquia do “eu já tinha avisado”. O Ministério da Saúde, a comunidade científica, João Dória, – e agora Eduardo Paes -, a Fiocruz, laboratórios, etc serão responsabilizados pelo estímulo a vacinas que podem produzir efeitos secundários e estão sendo recomendadas sem que se conheça efetivamente os vírus. Bolsonaro joga a política do quanto pior, melhor. Nada mais nocivo, do ponto de vista sanitário e moral, em todos os anos desta República.

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18.12.20

Receita dos céus

Há uma disputa, nos bastidores, entre as concessionárias de Guarulhos e do Galeão para ser o hub que receberá os inúmeros cargueiros com doses da vacina contra a Covid-19. As duas operadoras têm feito gestões junto a autoridades do Ministério da Saúde e da ANAC. Ambas, no entanto, enfrentam uma “concorrência” de peso: o governo avalia a opção de utilizar apenas aeroportos militares.

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16.12.20

Anticorpos do STF…

Em conversas reservadas, ministros do STF já falam em derrubar a MP que o governo Bolsonaro cogita editar, dando ao Ministério da Saúde poderes para requisitar vacinas contra a Covid-19 produzidas pelos estados. A lógica é que as unidades da federação têm autonomia para fabricar e distribuir o produto.

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04.12.20

Fogo “amigo”

Nos últimos dias, o nome do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, voltou a circular em gabinetes de Brasília como forte candidato a substituir o general Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde. O RR faz o registro, mas acha que tudo não passa de mais uma intriga da ala olavista contra um quatro estrelas do governo.

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29.09.20

Saúde quer 200 mil postos de vacinação contra Covid-19

Quando, ainda não se sabe ao certo, mas o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e sua equipe já começam a desenhar a operação de guerra para a maior e mais complexa campanha de vacinação da história do Brasil. De acordo com informações filtradas da própria Pasta, o Ministério planeja utilizar até 200 mil pontos simultâneos de imunização contra a Covid-19 – além de hospitais (públicos e privados) e postos de saúde, escolas, clubes, igrejas e farmácias serão arregimentados para a tour de force. Para efeito de comparação, trata-se de cinco vezes o número de locais disponibilizados em março deste ano para a aplicação da vacina contra as gripes H1N1 e H3N2. A escala tem duas razões: evitar que os postos de vacinação se tornem lugares de grande aglomeração e, paradoxalmente, uma área de risco, e a necessidade de que a imunização se dê no menor tempo possível. Dentro do ecossistema militar do Ministério da Saúde, um personagem importante nessa operação é o tenente-coronel Marcelo Duarte, braço direito de Pazuello no Departamento de Logística da Pasta. Como não poderia deixar de ser, as Forças Armadas terão um papel central na operação, seja na cessão de mão de obra para auxiliar no atendimento à população seja no apoio logístico. De acordo com a mesma fonte, uma das hipóteses já aventadas é o uso de caminhões do Exército como postos ambulantes de vacinação.

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22.09.20

O risco da segunda onda

A área técnica do Ministério da Saúde está submersa nos números da Covid-19 pós-relaxamento social na Europa, notadamente na Espanha. O objetivo é entender o comportamento da curva de contaminação com a flexibilização do isolamento. Assim como ocorreu na Espanha, há o receio de um novo aumento dos casos da doença no Brasil no período de duas a três semanas após as medidas mais impactantes de relaxamento. O Rio de Janeiro é um dos maiores motivos de preocupação: nos últimos fins de semana, as praias ficaram apinhadas.

Em tempo: aos ouvidos da equipe técnica da Pasta da Saúde, o ministro Eduardo Pazuello jogou para a galera ao declarar que os brasileiros começarão a ser vacinados contra a Covid-19 em janeiro de 2021. A jugar pelo ritmo dos testes, não há qualquer sinal de isso ocorrerá.

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21.09.20

Bolívia e Venezuela são os novos “epicentros” da Covid-19 no Brasil

Como se não bastassem os casos domésticos da Covid-19, o governo está apreensivo com o risco de uma nova onda de contaminações vinda de fora para dentro do país. O ministro da Saúde, o general Eduardo Pazzuelo, já discute com os Ministérios da Defesa e da Justiça a necessidade um reforço no patrulhamento das áreas de fronteira, especialmente nas divisas com a Venezuela e a Bolívia. Há um receio de que o agravamento da pandemia nos dois países vizinhos provoque uma fuga em massa de refugiados para o Brasil. Nos últimos dias, apesar das restrições na fronteira, houve um aumento da circulação de bolivianos entre as cidades de Pando e Epitaciolândia, no Acre.

O caso da Venezuela causa ainda mais preocupação entre as autoridades das áreas de Saúde e de Defesa. A situação na fronteira voltou a atingir níveis críticos e não apenas na divisa entre a cidade brasileira de Pacaraima e a venezuelana de Santa Elena de Uairén – único trecho onde a travessia rodoviária é possível. O Exército monitora o risco de um novo êxodo em larga escala de venezuelanos por meio de rotas clandestinas, notadamente ao norte de Pacaraima. A Venezuela, assim como a Bolívia, figura entre os países sul-americanos suspeitos de carregarem os maiores índices de subnotificações da Covid-19.

O receio do governo brasileiro é alimentado por uma combinação inflamável comum tanto à Bolívia quanto à Venezuela: o alastramento do novo coronavírus vis-à-vis as precárias condições da rede pública de saúde dos dois países. No caso venezuelano, há ainda um agravante: a crescente crise energética. A escassez de combustíveis nos postos da Venezuela tem provocado um efeito-dominó, com a paralisação de parte da frota de caminhões e o desabastecimento de produtos essenciais. Outro fator preocupa o governo: já existe uma concentração excessiva de venezuelanos nas cidades de Roraima próximas à fronteira.

Por conta da pandemia, o governo brasileiro precisou frear o processo de interiorização dos venezuelanos. Em janeiro e fevereiro, por exemplo, mais de três mil venezuelanos foram instalados em outros estados no âmbito da Operação Acolhida. No entanto, a partir de março, os números teriam descido para não mais do que mil imigrantes por mês. Consultado, o Ministério da Defesa informa que “as Forças Armadas mantém sua atuação rotineira nas regiões de fronteira com os países vizinhos”. A Pasta diz ainda que “a interiorização de imigrantes venezuelanos continua em andamento”, mas reconhece que “o processo foi reduzido devido à pandemia”. O governo criou a Área de Proteção e Cuidados (APC), para atender os venezuelanos que permanecem em Boavista.

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15.09.20

Balança comercial

O Ministério da Saúde tem consultado países vizinhos – a exemplo de Paraguai e Equador – na tentativa de desovar parte dos seus estoques de hidroxicloroquina. São mais de três milhões de compridos. Isso porque outros cinco milhões já foram distribuídos pelo Brasil e agora estorvam os estoques de secretarias municipais e estaduais de saúde.

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15.09.20

Casa de ferreiro…

O Ministério da Saúde terá de redobrar os cuidados na próxima edição do programa “Ações de Educação em Saúde em Defesa da Vida”, marcada para o dia 18, em Belo Horizonte. Na última sexta-feira, no Ceará, o evento, com a presença do ministro Eduardo Pazuello, foi um pandemônio. O auditório do Centro Universitário Christus ficou lotado e várias pessoas estavam sem máscara. A Vigilância Sanitária foi chamada e multou a instituição. Em Fortaleza, eventos com mais de 100 pessoas estavam proibidos.

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