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26.03.20

Coronavoucher, Congresso e injeção de recursos X Impactos econômicos

Termômetro

ECONOMIA

Coronavoucher, Congresso e injeção de recursos X Impactos econômicos

No Brasil, a novidade amanhã deve ser a entrada mais forte do governo em agenda de gastos sociais, puxada pelo Congresso, que deixou clara a intenção de elevar para R$ 500 o que agora vem sendo chamado de “coronavoucher”. Na esteira do processo, o presidente Bolsonaro indicou que vai concordar com valor ainda maior, de R$ 600.

Por um lado, é indicação de que o ministério de economia, diante dos enormes impactos econômicos previstos com o coronavírus, “abrirá os cofres”. O que terá forte contrapartida não apenas para trabalhadores formais e informais como para empresas, com provável ampliação da fatia de salários a serem pagos pelo governo federal e garantia de crédito, especialmente no setor de serviços – com destaque para hotéis, restaurantes e companhias aéreas. Também é sinal de que devem haver importantes medidas tributárias, como o adiamento por três meses do pagamento de impostos federais.

Por outro lado, aumenta a possibilidade de que se aceite ampliação da dívida pública e do déficit primário, mesmo que seja mantido o teto de gastos.

A mudança de atitude tem como motor não apenas a pressão do Congresso como os indícios de que o desemprego virá forte, evidenciados por números de pedido de auxílio desemprego nos EUA hoje, que superaram os 3 milhões na semana passada.

Para o mercado, os próximos dias serão dúbios. Trarão uma avalanche de recursos, cuja execução terá de ser mais detalhada – em torno de US$ 5 trilhões anunciados pelo G20; implementação do pacote de US$ 2 trilhões dos EUA – mas, também, os primeiros números indicando o impacto já auferido na economia global, em termos de empregos e recuos de atividades comerciais.

 

POLÍTICA

Beco ainda sem saída entre Bolsonaro e governadores

Na política, continuará a “guerra” entre governadores – aliados ao Congresso – e o presidente Bolsonaro, com uma espécie de mediação dos ministérios da saúde e da economia. Quarentenas e medidas para conter a circulação de pessoas serão mantidas, em maior ou menor medida e podem até ser endurecidas em São Paulo, diante de evidências de avanço do coronavírus. Os efeitos sobre o sistema de saúde tendem a se fazer sentir mais duramente nos próximos dias.

Já o presidente continuará a tentar disputar a opinião publica, mesmo sem conseguir impor medidas a governadores.

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16.03.20

Plano de Guedes é um passo, mas ainda aquém do necessário

Termômetro

POLÍTICA E PSICOSSOCIAL

Plano de Guedes é um passo, mas ainda aquém do necessário

 

O anúncio do programa emergencial do Ministério da Economia, no final do dia de hoje, terá efeito positivo pelo valor anunciado (R$ 150 bilhões), pela injeção de recursos na economia (para empresas e famílias) e pelas medidas de incentivo fiscal. Que se somam a aumento de liquidez dos bancos, implementado mais cedo pelo Conselho Monetário Nacional. Outro ponto importante será a percepção de maior compromisso do Ministério com reação permanente a efeitos do coronavírus, inclusive no que se refere a recursos para a saúde.

Ao mesmo tempo, ainda parece haver, no tom do ministro, um subdimensionamento do pânico global provocado pelo coronavírus. A provável necessidade de se ampliar o isolamento da população brasileira, inclusive dos jovens, por exemplo, pouco entrou nas contas apresentadas. E os valores expostos – como antecipação do 13º de aposentados e pensionistas e aumento do alcance do Bolsa Família – não representam propriamente novos recursos. Também não está claro se haverá apaziguamento com o Congresso – na verdade o ministro, em cobranças por privatização da Eletrobrás, assumiu linha de certo confronto.

No geral, especialmente se comparada à abordagem adotada por governos ao redor do mundo, o planejamento exposto hoje, ainda que com direção certa, parece aquém das necessidades e da urgência do momento.

A expectativa será de que – como aventado pelo próprio Guedes – novas iniciativas sejam tomadas nos próximos dias. À frente delas, algum tipo de articulação com o Congresso, sem a qual as cobranças por reforma feitas hoje pelo ministro da Economia – PEC Emergencial à frente – terão pouco fôlego. Bem como o impacto no mercado do plano anunciado.

O pânico global

 

O grande problema é que qualquer iniciativa, como o planejamento que começou a ser delineado pelos EUA, articulando diversos Bancos Centrais e prevendo a injeção de trilhões de dólares na economia, pode ser apagada, momentaneamente, pelo impacto no imaginário de pesadas ações de controle social, que se espalham pelo mundo. E vão piorar, diariamente, antes de melhorarem. Apenas a consistência, coordenação e reiteração de medidas conseguirão amenizar as oscilações.

Os fatores Brasil: Congresso e governadores

 

No Brasil, o panorama torna-se ainda mais volátil porque o presidente e o Congresso avançam para um estado de conflito permanente, quase em um rompimento institucional. Pode até haver composições, através da pauta econômica, mas, politicamente, o embate permanecerá como fator de instabilidade.

À medida que os estados entram no combate ao coronavírus, sentindo a pressão sobre seus sistemas de saúde e máquina pública, também crescerão como atores nesse jogo – o que já fica claro hoje. Doria e Witzel disputarão protagonismo com Bolsonaro nos próximos dias. Tentarão mostrar paralisia do presidente apresentando, de forma coordenada com outros governadores, plano nacional para enfrentar a crise.

INSTITUCIONAL

STF, Congresso e Ministério da Saúde

 

O Ministério da Saúde pode se consolidar como outro polo de estabilização institucional, a partir de reunião de hoje, do ministro Mandetta com o presidente do STF e lideranças do legislativo. Ao mesmo tempo, o encontro deve marcar um alinhamento do Legislativo e do Judiciário diante de desacordos com o presidente Bolsonaro.

ECONOMIA

Dados dos EUA

 

Números de vendas no varejo e produção industrial de fevereiro nos EUA devem trazer crescimento moderado (respectivamente em torno de 0,2% e 0,4%). Positivo, mas ainda sem computar efeitos do coronavírus.

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12.03.20

A crise entre o governo federal e o Congresso em tempos de coronavírus

Termômetro

POLÍTICA

A crise entre o governo federal e o Congresso em tempos de coronavírus

O horizonte entre o governo federal e o Congresso permanece nublado e não há nenhuma garantia de entendimento em torno de pauta base para enfrentar os efeitos do coronavírus, que impacta drasticamente a bolsa brasileira.

Há, no entanto, alguns movimentos que podem evoluir positivamente amanhã, ainda que em diferentes graus:

  • A liberação de R$ 5 bilhões em emendas parlamentares para o Ministério da Saúde, o que, tudo indica, vai acontecer.
  • A “pausa” na votação de novas pautas que envolvam aumento de gastos pelo Congresso – incerta, mas com boas chances de se concretizar em função do receio de parlamentares em contribuírem para pânico no mercado;
  • O ensaio de uma “trégua” de parlamentares com o governo federal, centrado em medidas imediatas de estímulo (como a desoneração da folha de companhias aéreas, agenda de concessões e oferta de crédito para pequenas e médias empresas do setor de serviços) e o aceno para a retomada das reformas.

Esta última é a menos provável das três, contudo, está em pauta tanto por ação de lideranças do Congresso (Rodrigo Maia à frente) quanto por mobilização dos ministros da Infraestrutura e da Economia. O maior problema, aqui, é o espectro das manifestações de domingo e a perda de capacidade de interlocução do ministro Paulo Guedes que, na avaliação do Congresso, age lentamente e de maneira confusa.

Se houver algum avanço nesse campo, contudo, pode ocorrer também uma sinalização favorável à reversão de aumento do BPC.  Mesmo que seja, apenas, por aceitação tácita de que a medida seja revista pelo TCU ou pelo STF, para os quais o governo federal recorrerá, com boas chances de sucesso.

PSICOSSOCIAL

Aumenta pressão sobre sistema de saúde pública

A atuação do ministro Mandetta, inclusive politicamente, segue muito bem avaliada e teve impacto o alerta de que o cotidiano da população e o sistema brasileiro de saúde verão um aumento exponencial dos efeitos do coronavírus, a partir de agora. Ao mesmo tempo, crescerá a demanda de estados tanto por recursos quanto por apoio logístico do Ministério.

Já os cancelamentos de eventos, a paralisação de instituições – que se acumulam, seguindo tendência internacional – e o aumento de internações hospitalares mudarão o ambiente no país, trazendo o coronavírus para o dia a dia. Esse panorama será afetado, ainda, se for confirmada a contaminação do presidente Bolsonaro, que foi testado hoje.

ECONOMIA

Indicador deve refletir preocupação com pandemia

Internacionalmente, destaque amanhã para o Índice Michigan de Percepção do Consumidor de fevereiro, nos EUA. O indicador vem de seis meses consecutivos de alta, mas deve cair em torno de 6 pontos (de 101 para 95), já refletindo o impacto nas bolsas e a forte preocupação causada pelo coronavírus.

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05.03.20

Reajuste dos remédios a caminho

O RR apurou que o Ministério da Saúde vai anunciar, nos próximos dias, um reajuste da ordem de 4% nos preços dos medicamentos. O aumento deverá vigorar a partir de 1º de abril e abrangerá cerca de sete mil remédios. O índice ficará um pouco abaixo do estipulado no ano passado, 4,33%. O governo repetirá o modelo de 2019, fixando um reajuste único e linear para todas as categorias de medicamentos: genéricos, concorrência moderada e concorrência concentrada (produtos de maior complexidade). Como o varejo farmacêutico costuma se antecipar aos reajustes e encher seus estoques para dois ou três meses, ainda vai demorar um pouquinho para os consumidores acusarem a dor no bolso

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28.02.20

O novo patamar do coronavírus

Termômetro

O tema central dos próximos dias será, inevitavelmente, o coronavírus. O Ministério da Saúde, que vem ganhando pontos por comunicação transparente e antecipação de medidas, terá que sustentar resposta em novo patamar, com a multiplicação de casos sob análise, o avanço do temor de contágio no Brasil e as especulações crescentes – incluindo aí a disseminação de fake News – sobre o tema.

Estará em jogo a capacidade de diagnóstico, o apoio aos estados, o fornecimento de material e a comunicação junto à população, de forma a evitar clima de pânico.

Igualmente forte será o impacto sobre o noticiário – e as autoridades – da área econômica. Vão se ampliar os questionamentos e estimativas sobre o efeito da disseminação global do vírus e de sua chegada ao Brasil no crescimento do PIB. Haverá novas medidas de estímulo à economia? O Banco Central vai alterar a política para lidar com a alta do dólar? Mudará o timing das reformas, como espécie de “antídoto” para preocupações do mercado e maneira de estimular investimentos?

Por fim, crescerão análises sobre possibilidade real de retração econômica nos EUA e na Europa, e seus efeitos para o Brasil.

Manifestação e crise com o Congresso

Vão ganhar corpo amanhã negociações de bastidores, envolvendo o presidente e lideranças do Congresso, para tentar pacificar o ambiente de forte conflito institucional.

Há expectativa de alguma sinalização do presidente Bolsonaro em direção a Alcolumbre, Maia e ao STF, que teria como contrapartida negociações sobre o Orçamento, ampliando margem de manobra do governo federal.

Essa linha pode incluir ação do núcleo presidencial para diminuir a temperatura de manifestações previstas para o dia 15 de março. Mas está longe de ser uma certeza.

Ao mesmo tempo, a leitura de qualquer acordo tende a ser muito delicada. Imagem de que o Congresso foi “emparedado” pelo presidente teria repercussão muito negativa na mídia, alimentando percepção de autoritarismo e riscos aos pesos e contrapesos democráticos.

O Ceará e o embate com governadores

Ainda em relação a embates institucionais, aumentará amanhã a tensão entre Bolsonaro e governadores, capitaneados pelo Ceará. Renovação de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no estado por 10 dias foi definida hoje, mas com reticências do presidente, o que alimentará imagem de que apoia – ou ao menos tende a tolerar, por razões políticas – ações de policiais em greve.

As pautas negativas na área ambiental

Demissão de autoridades do Ministério do Meio Ambiente, ligadas ao combate às mudanças climáticas, relançará críticas ao ministro Salles. Estará em pauta a possibilidade de perda de investimentos e consequências para o comércio exterior – em momento no qual o coronavírus já afeta o setor – e o desmonte de estrutura técnica da Pasta.

Paralelamente, a área ambiental sofrerá questionamentos em função de vazamento em navio carregado de minério, na costa do Maranhão.

As primárias nos EUA

Primárias do Partido Democrata, na Carolina do Sul, anteciparão tendências da Superterça. A grande questão será quem ganhará cacife para se tornar opção de centro ao hoje favorito Bernie Sanders.

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O Coronavírus “infectou” as relações institucionais entre os ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O sintoma principal da doença é a insatisfação de Mandetta com a insistência de Lorenzoni em protagonizar a gestão do gabinete de crise montado pelo governo para tratar do assunto. Um exemplo foi o anúncio de que as cidades  de que os pacientes suspeitos de contaminação seriam encaminhados para Anápolis ou Florianópolis quando o Ministério da Saúde ainda decidia sobre a estrutura de atendimento de cada cidade. Nada que não tenha remédio.

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06.02.20

Dança das cadeiras no governo?

Termômetro

A substituição do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, pelo atual secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, abrirá espaço para série de especulações, amanhã, sobre temas como:

1) Em primeiro plano, a intenção do presidente Bolsonaro em promover reforma ministerial, da qual faria parte o ministro Onyx Lorenzoni e, possivelmente, outros nomes desgastados, mas que contam com a simpatia do Planalto – como o ministro da Educação, Abraham Weintraub;

2) Os objetivos do novo ministro do Desenvolvimento, especificamente o planejamento para o Minha Casa Minha Vida;

3) O degaste anterior de Rogério Marinho frente a problemas na concessão de benefícios do INSS e a possível mudança de rumo – ao menos indicação disso – com a sua transferência para o Desenvolvimento Regional.

O meio ambiente e a economia

A área ambiental do governo Bolsonaro estará em foco e vai gerar nova leva de desgaste para o governo, amanhã, com duas pautas centrais:

1) O projeto de abertura das terras indígenas para a exploração mineral, pecuária, geração de energia e agricultura. Com detalhamento da proposta, vão proliferar críticas e estimativas sobre efeitos negativos da medida, inclusive em termos econômicos e na atração de investimentos externos;

2) Com o mesmo sentido, a exclusão de representantes da sociedade civil do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA).

Os sinais de Paulo Guedes

Deve haver novas sinalizações do ministro Paulo Guedes sobre a PEC do Pacto Federativo e o cronograma de reformas no primeiro semestre, nesta sexta, em evento na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro.

O carnaval do coronavírus e o olhar para os estados

Apesar de bom desempenho de comunicação diante do coronavírus, até o momento, o Ministério da Saúde se verá frente à escalada de cobranças, amanhã, com os ganchos:

1) Da proximidade do carnaval, que alimenta temores de contágio e cobranças por medidas mais claras de contenção envolvendo aglomerações e viagens;

2) Da evolução de medidas preventivas e preparação de redes estaduais;

3) Da estrutura para quarentena de brasileiros repatriados da China, que ainda ganhará mais espaço.

As tendências da inflação em janeiro

Saem nesta sexta feira o IPCA (IBGE) e o IGP-DI de janeiro. Projeta-se número na faixa de 0,33% no IPCA (contra 1,15% em dezembro). Já no que se refere ao IGP-DI, estima-se crescimento de 0,26%, frente a 1,74% em dezembro.

Baixo desemprego nos EUA e números negativos na China

Internacionalmente, os destaques desta sexta serão: 1) A Taxa de desemprego dos EUA, que deve se manter em patamar muito baixo, na casa de 3,5% – o que fortalece o presidente Trump; 2) A Balança Comercial da China, com expectativa de recuo significativo, de US$ 46,79 bilhões para número entre US$ 36 e 38 bilhões. Números tendem a impactar negativamente os mercados globais, amanhã.

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04.02.20

Tour de force contra o Coronavírus

O Ministério da Saúde está mapeando junto ao Itamaraty e a entidades empresariais o roteiro de missões oficiais da China que visitaram o Brasil nos últimos dois meses. Há registros de viagens de delegações chinesas por São Paulo, Bahia, Goiás e Ceará. As Secretarias de Saúde desses estados já foram alertadas pelo governo federal.

Além do Acre, o governador do Amazonas, Wilson Miranda, também consultou o governo federal sobre a hipótese de fechamento da fronteira com o Peru, onde quatro possíveis casos de Coronavírus estão sob investigação. Por ora, a chance é zero.

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Podem-se esperar, amanhã, movimentações políticas, econômicas e na mídia em torno de resultados da PNAD Contínua (IBGE) de dezembro, os quais fecharão o balanço do mercado de trabalho em 2019.

Está precificada – inclusive em termos de imagem – uma queda leve, da ordem de 1%, na taxa de desemprego para o mês (chegando a 11,1%), ainda com grande parcela de vagas de informais (estavam em 41,1% no trimestre até novembro). Confirmada esta margem, prevalecerá avaliação otimista, mas moderada, indicando evolução consistente do emprego na esteira da atual política econômica, mas lenta e gradual. Retomada de patamares realmente positivos estariam, assim, em horizonte de médio e longo prazos.

Por outro lado, números superiores ou inferiores ao esperado tendem a alimentar avaliações mais enfáticas – seja aumentando preocupação com o ritmo da recuperação econômica, caso não haja nova queda do desemprego, seja favorecendo percepção de que a retomada pode se acelerar em 2020, se houver avanço mais significativo.

Comporá, ainda, panorama importante de resultados auferidos pela equipe econômica no primeiro ano de governo, amanhã, os números fechados da Dívida Pública/PIB. Relação estava em 77,7% em novembro, indicando aumento frente a 2018, mas dentro do previsto pelo Ministério da Economia (abaixo de 80%).

A imagem a ser consolidada nesta quinta terá efeito estratégico para ambições do governo em 2020, já que estão a todo vapor as articulações para pautar o cronograma – e o alcance – de reformas no Congresso, no primeiro semestre.

Nesse sentido, interessa acompanhar amanhã a articulação do ministro Paulo Guedes com os presidentes da Câmara e do Senado. O ministro tem indicado que prioriza a reforma administrativa, enquanto as lideranças do legislativo apostam mais fichas na tributária. Movimentações desta sexta darão sinais mais claros sobre as chances reais de que ambas avancem.

O rombo na Previdência em 2019: corte de gastos e militares

Rombo recorde na Previdência em 2019 – R$ 318 bi em 2019 – terá efeito duplo amanhã: 1) Vai gerar pauta sobre impactos e limites da reforma da Previdência, com possível olhar para economia considerada pequena com militares (cujo rombo previdenciário cresceu 7,2% frente a 2018); 2) Dará força para medidas de corte de gastos do governo federal – como a reforma administrativa.

Onyx, Congresso e reforma ministerial

A retirada do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) da Casa Civil se soma à demissão (novamente) do ex-secretário-executivo da Pasta, Vicente Santini, para jogar o ministro Onix Lorenzoni na frigideira, amanhã.

A possibilidade de que Onyx perca o cargo alimentará, nesta terça, especulações sobre reforma ministerial. Seria a maneira de o presidente lidar com nomes que geram muito desgaste para o governo – como Abraham Weintraub, hoje duramente criticado por Rodrigo Maia –, sem indicar que cede a pressões da mídia, o que costuma evitar ferrenhamente.

Por outro lado, aumentará a atenção, amanhã, para agenda do PPI, agora sob o comando do Ministério da Economia, que tem muito mais credibilidade na mídia do que a Casa Civil.

O coronavírus: emergência e efeitos econômicos

A decisão da OMS, declarando emergência de saúde pública de interesse internacional em função do coronavírus, aumentará pressões sobre estratégia de monitoramento e prevenção do Ministério da Saúde.

Ao mesmo tempo, enquanto não há confirmação de casos no Brasil – o que elevará cobranças a outro patamar -,  ganhará muita força a preocupação com efeitos econômicos e volatilidade do mercado. Que tende a se manter nesta sexta, com a expansão do vírus na China, primeira transmissão dentro dos EUA e o horizonte ainda muito em aberto sobre a curva de contágio.

O apoio federal à região Sudeste

Repasse de R$ 892 milhões do governo federal para a região Sudeste, visando enfrentar efeitos de chuvas e enchentes, terá repercussão positiva amanhã, especialmente por sobrevoo do presidente em regiões afetadas. Mas levantará questionamentos sobre a rapidez e a forma com que os repasses serão efetivados.

O PIB e a inflação na Zona do Euro

No exterior, destaque para números do PIB do quarto trimestre de 2019 e para a prévia da inflação de janeiro na Zona do Euro. No PIB, expectativa é de nova alta de 0,2%, fechando o ano com crescimento de 1,1%. Já no que se refere à inflação interanual, projeta-se aceleração, de 1,3% para 1,4%. Em menor medida, vale atenção para possibilidade de recuo importante em vendas no varejo na Alemanha, em dezembro.

 

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Continuará – e pode se intensificar perigosamente – a fritura do ministro Weintraub, caso seja mantida a decisão judicial que impede divulgação de resultados do Sisu, prevista originalmente para amanhã.

Atenção nesta terça para o crescimento do “fogo amigo”, inclusive com o surgimento de candidatos a ocupar a vaga no MEC – como o ministro da Casa Civil, Onyz Lorenzoni.

O coronavírus na economia

A disparada de casos do coronavírus na China, descoberta de falhas na prevenção ao contágio e mudança de posição da OMS, que agora elevou a avaliação de risco, continuarão a elevar a pressão em torno da doença.

Na economia, o dia ainda deve ser de incertezas. Acomodação mais nítida de expectativas – e de oscilações – deve demorar algum tempo, já que o cenário de contágio, o impacto comercial e na imagem da China mantêm-se totalmente em aberto e parece estar em curva francamente ascendente.

O Brasil sofrerá o impacto global, por um lado (hoje houve queda no Ibovespa e forte efeitos sobre as ações da Petrobras e da Vale) e, por outro, verá crescerem diariamente os questionamentos sobre a Anvisa e o Ministério da Saúde. Respostas até o momento têm sido bem recebidas, na área de saúde, mas paira no ar a possibilidade de um primeiro caso no Brasil, o que levaria a situação a um patamar totalmente diferente.

Resultados e visto para a Índia

Haverá, amanhã, balanço de resultados da viagem do presidente de Bolsonaro para a Índia, com análise dos efeitos concretos – e em qual prazo – para acordos formalizados. Há expectativa por confirmação, da parte do governo brasileiro, para isenção de vistos para indianos.

A reforma tributária como prioridade?

As reformas estarão em pauta amanhã e pode-se esperar início de temporada de especulações – e balões de ensaio –, como espécie de preparação para a retomada dos trabalhos do Congresso, no dia 2 de fevereiro.

A terça-feira será dia de novas movimentações e recados de parlamentares, que tendem a convergir para uma mensagem: no momento, o interesse é pautar, prioritariamente, a reforma tributária, que deve ganhar corpo como iniciativa do próprio Congresso.

Quanto às demais propostas, como a reforma administrativa e a PEC da emergência fiscal (esta última já enviada ao Congresso), “meninas dos olhos” de Guedes, a grande variável a ser observada, amanhã, será o grau de articulação com os presidentes das Casas legislativas, especialmente com Rodrigo Maia.

Na cultura, Regina perde lastro com artistas

Já a cultura viverá certo limbo amanhã à espera de decisão de Regina Duarte. No meio tempo, Duarte pode se aproximar de alas vistas como mais ideológicas do governo e continuará a perder um pouco da boa vontade inicial que angariava na classe artística e na mídia.

Moro move suas peças

Entrevista do ministro Moro hoje, salientando que o presidente assumiu o compromisso de unir a Justiça e a segurança pública ao chamá-lo para o Ministério e aventando indicação para o Supremo, será metabolizada pelo Planalto e pela mídia, amanhã, como recado a Bolsonaro. A questão é: Bolsonaro estenderá o embate ou manterá o recuo estratégico? Segunda hipótese é a mais provável.

O futuro da Embraer

Aprovação pelo Cade, sem restrições, da compra de parte da Embraer pela Boeing vai alimentar retomada de pauta sobre as consequências do negócio para o futuro da empresa brasileira, que viu suas ações caírem hoje na Bovespa.

A construção em 2020

Saem na segunda-feira a Sondagem da Construção e o Índice Nacional de Custos da Construção – Mercado (INCC-M) de janeiro, ambos da FGV. São os primeiros dados da Fundação para o setor em 2020 e projetarão expectativas para o primeiro semestre.

Custos apresentaram tendência de crescimento na mesma faixa (entre 0,14% e 0,15%) nos últimos dois meses de 2019. Vale atenção particular para o item de mão de obra, que ficou estável (0%) em novembro, mas acelerou para 0,23% em dezembro. Já no que se refere à Sondagem, interessa se confirma curva positiva de dezembro, após 2019 com muitas oscilações.

Ainda na segunda-feira será divulgado o Relatório Mensal da Dívida Pública de dezembro. O número tem subido (cresceu 0,4% em novembro, atingindo 77,7% do PIB), mas a aposta da equipe econômica é de desaceleração, com balanço final abaixo de 80% em 2019.

Bens duráveis e consumo nos EUA

Internacionalmente, destaque para os EUA, com o Pedido de Bens Duráveis em dezembro nos EUA, para o qual se espera crescimento da ordem de 0,3% após queda de 0,2% em novembro, e a Confiança do Consumidor (CB) de janeiro, que deve se ampliar de 126,5 para 128 pontos. Dados do consumidor não incluirão, ainda, preocupações geradas pelo coronavírus.

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