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À medida que o ministro da Educação, Ricardo Velez Rodriguez, murcha, cresce a influência na Pasta do presidente da Capes, Anderson Ribeiro. Ex-reitor do ITA, Ribeiro é um dos indicados pelos militares para o Ministério. A exemplo de Ivan Camargo, ex-Universidade de Brasília, nomeado para a secretaria-executiva.

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17.01.19
ED. 6035

Educação verde-oliva

O avanço da educação militar, ressalte-se, não ficará restrito à abertura de colégios específicos. O Ministério da Educação vai se inspirar no modelo destas escolas para formular as novas diretrizes para o ensino fundamental. Esta será a principal atribuição da Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares, criada na semana passada. A proposta é levar a metodologia dos colégios
militares para os sistemas de ensino municipais, estaduais e distritais, em parceria com governadores e prefeitos.

O avanço da educação militar, ressalte-se, não ficará restrito à abertura de colégios específicos. O Ministério da Educação vai se inspirar no modelo destas escolas para formular as novas diretrizes para o ensino fundamental. Esta será a principal atribuição da Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares, criada na semana passada. A proposta é levar a metodologia dos colégios militares para os sistemas de ensino municipais, estaduais e distritais, em parceria com governadores e prefeitos.

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05.07.18
ED. 5903

MEC flexibiliza regras para o ensino superior

Os grandes grupos de ensino superior do país têm pressionado o Ministério da Educação a aprovar a criação de uma nova modalidade para o segmento, que permitirá às empresas ampliarem a oferta de cursos e consequentemente sua base de alunos. Trata-se de um conceito híbrido, que não seria formalmente classificado pelo Ministério nem como presencial tampouco como educação a distância, mas combinaria recursos dos dois modelos. O entendimento das empresas do setor é que o modelo permitirá o desengessamento das regras atuais de classificação do ensino superior.

Hoje, os cursos registrados no MEC como presenciais podem ofertar, no máximo, 20% da carga horária em atividades desenvolvidas de forma remota. No caso das aulas a distância, avaliações e atividades práticas devem ser obrigatoriamente realizadas fisicamente. Ao se matricular, o aluno tem de escolher entre a graduação presencial ou a distância e, se quiser mudar de uma para outra, tem de pedir transferência. A mudança nas regras permitiria, por exemplo, que o estudante escolha quantas e quais disciplinas que fazer em um formato ou em outro.

Dez entre dez empresas do setor tratam o desengessamento das regras como fundamental, sobretudo na atual circunstância do mercado. Menos amarras significarão maior margem de manobra para as universidades aumentarem o número de cursos, em um momento no qual o setor sofre com a retração econômica, a desertificação dos instrumentos de financiamento público, como o Fies, e o êxodo de alunos. Ressalte-se que o Ministro da Educação, Rossieli Soares, tem feito alguns movimentos para flexibilizar as regras para o ensino superior. Recentemente, o MEC autorizou que as próprias universidades criem polos para as atividades presenciais dos cursos a distância – até então, o credenciamento desses centros dependia da análise do MEC. Não raramente, quando a Pasta dava o aval, o ano letivo já tinha acabado.

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08.02.18
ED. 5804

Cartilha da reeleição

A máquina de propaganda do Palácio do Planalto está embalando com carinho a divulgação de pesquisa recém-realizada pelo Ministério da Educação. Segundo a enquete, 86% dos alunos do nível médio preferem trocar as disciplinas obrigatórias por ensino técnico profissionalizante. O governo pretende propagandear o resultado como uma prova do êxito da política de educação voltada à geração de empregos. O timing não
é por acaso. Na semana que vem, o Ministério da Educação vai lançar o edital para o Mediotec – programa de ensino técnico para alunos da rede pública. Não, Michel Temer não é candidato à reeleição. Pois bem…

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19.01.18
ED. 5790

O “ajuste fiscal” de Mendonça Filho

Demissionário do cargo, que deixará em abril, o ministro da Educação, Mendonça Filho, tem propagandeado em seletos gabinetes da República sua “contribuição” para o ajuste fiscal. Sob sua gestão, a Pasta reduziu aproximadamente R$ 100 milhões em despesas anuais.

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15.03.17
ED. 5578

O Fies é um balão murcho

A crise econômica e, sobretudo, a nova regulação do setor pelo Ministério da Educação têm levado a uma lipoaspiração nos números do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo dados recém-fechados pelo MEC, o total de matrículas universitárias no âmbito do Fies neste primeiro semestre foi de 150 mil. É menos da metade dos financiamentos concedidos no início de 2016. Em 2014, no auge da chamada “farra do Fies”, foram contabilizadas 750 mil matrículas. Em tempo: não por outro motivo, nos últimos seis meses, as ações das empresas de educação acumulam, em média, uma queda de 23%.

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06.02.17
ED. 5554

Ser Educacional aplica as lições que recebeu na Estácio

Por mais dolorosa que tenha sido a lição, a derrota na disputa pela Estácio serviu como um pós-doutorado para Janguiê Diniz, dono da Ser Educacional. O novo plano de investimentos do grupo pernambucano, que está recebendo os últimos retoques, prevê a abertura de 18 unidades de ensino nas regiões Norte e Nordeste até 2018, além de outras 27 nos dois anos seguintes. Procurada, a empresa confirmou a meta de inaugurar 45 universidades até 2020. Informou ainda que nove delas já estão autorizadas pelo Ministério da Educação.

Trata-se do mais agressivo projeto de expansão nos quase 24 anos da Ser Educacional. Caso o número previsto seja atingido, significa dizer que ao longo dos próximos quatro anos o grupo vai duplicar de tamanho – hoje são exatamente 45 universidades. E onde, afinal, a citada Estácio entra nesta história? Janguiê Diniz só pensa em voltar à mesa da consolidação do setor de educação, mas está convicto de que, antes, precisa ganhar musculatura para as quedas de braço que tais negociações exigem.

A prioridade neste momento é crescer pelo greenfield e reforçar a posição da Ser Educacional no Norte e Nordeste. Trata-se do caminho natural e mais seguro para aumentar a escala da companhia. Janguiê Diniz conhece cada canto de sala de aula nas duas regiões, que concentram aproximadamente 85% dos 130 mil alunos da Ser Educacional. Some-se a isso a necessidade da empresa defender seu território no momento em que grandes grupos do Sudeste ensaiam investimentos no Norte e Nordeste, casos da Ânima Educação e da própria Kroton, que, aliás, venceu o duelo pela Estácio e agora corre o risco de perder o negócio por decisão do Cade.

A Ser Educacional é uma das emergentes da área de ensino. Fatura cerca de R$ 1,2 bilhão e tem crescido, em média, 20% ao ano desde 2012. Um indicador reflete o bom desempenho da empresa: sua margem Ebitda, na casa dos 24%, é hoje bem superior à da própria Estácio, que patina em torno dos 15% desde o ano passado. Mas ainda está longe das espécies mais parrudas do setor, como a própria Kroton, que trabalha com margens próximas de 50%.

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