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30.11.21

Acabou a pipoca

Apesar da pressão de grandes frigoríficos, a exemplo de JBS e BRF, o Ministério da Economia não vai estender a isenção do PIS/Cofins sobre a importação de milho, que vigora até 31 de dezembro. Para a equipe econômica, o waiver tributário perdeu sentido com a recente queda dos preços do cereal no mercado interno.

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30.11.21

A integridade de um economista candidato a ministro

O colunista de O Globo, Lauro Jardim, que costuma acertar quase todas, cantou a pedra, na edição do último domingo, sobre a nova predileção da avenida que é sinônimo do rentismo no Brasil. A Faria Lima já começou a oferecer seu rico apoio a Sergio Moro. Sabe-se que um banco especializado em estar muito próximo, às vezes dentro do governo, já teria corrido para ofertar recursos de campanha Moro, especialmente devido à presença do professor Affonso Celso Pastore como futuro ministro da Economia. Pastore é um inegável chamariz para a Faria Lima, por sua respeitabilidade e laços com o mercado financeiro. Mas não pensem que ele é o caminho para essas conversas. Se forem falar com o professor de dinheiro, provavelmente vão ouvir: “Porra, que papo é esse? Não estou entendendo. Esse assunto não é comigo, porra!”. O RR acha Pastore um personagem tão íntegro que deveria ser condecorado pela República.

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26.11.21

A volta de Joaquim Levy?

O ex-titular do Ministério da Economia no governo Dilma, Joaquim Levy, passou a ser cotado a ocupar o mesmo cargo na gestão Lula. Levy tem as bênçãos do mercado. E ainda dispõe de outro atrativo: intensificou-se tremendamente com a agenda ESG. Em tempo: Levy saiu do governo Bolsonaro, mais precisamente da presidência do BNDES, chamuscado. O que conta ponto junto a Lula e seu grupo mais próximo.

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25.11.21

Quanto vale uma conta offshore para Paulo Guedes?

“Péssimo momento para essa história da offshore… Vai atrapalhar as negociações no Congresso”. A frase teria sido proferida por Arthur Lira, na última terça-feira, logo após a tensa audiência de Paulo Guedes na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara. A relutância do ministro em revelar o valor depositado em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas não poderia vir em pior hora para Jair Bolsonaro e seus aliados.

A performance de Guedes só serve para lançar suspeições desnecessárias sobre ele próprio e o governo, justo no momento em que o Palácio do Planalto mais precisa de apoio na Câmara e no Senado para aprovar medidas de seu interesse. Mais do que isso: o episódio coincide com a antecipação do calendário eleitoral, criando um fato para ser explorado pela oposição. Em certo momento, notadamente no primeiro ano de mandato, Paulo Guedes foi o principal negociador do governo junto a deputados e senadores.

O ministro entrava no Parlamento como um czar da economia. Isso mudou. A sua postura reativa, quando não arrogante – na última terça, ameaçou abandonar a audiência após ser chamado de “sonegador” – turvou a relação com políticos. O custo para o governo é alto, a começar de R$ 60 bilhões por ano. Esse era o valor que o Ministério da Economia estimava arrecadar, já em 2022, com a recriação da CPMF, por iniciativa do Congresso, a pedido do próprio Paulo Guedes.

Essa receita adicional permitiria custear a desoneração da folha de salário, além de outros gastos do governo em 2022, ano eleitoral. Aparentemente, essa articulação foi para o espaço. Há muito de injustiça nessa orquestração política contra Paulo Guedes. Ninguém pergunta ou questiona se algum dos 594 parlamentares tem conta offshore, ainda que devidamente declarada à Receita, como a de Guedes. O que falta ao ministro é jogo de cintura, ao afirmar que não declararia seus bens no exterior em nome dele, da mulher e da filha, porque isso o deixaria, inclusive, sob o risco de ações criminosas. Guedes falou uma platitude. Todo mundo sabe que ele é rico. Uma cifra a mais ou a menos não vai fazer diferença. Com isso, o ministro deixou a descoberto suspeições desnecessárias, a despeito das fontes legítimas de originação da sua fortuna. O fato é que a conta offshore de Guedes e a sua indisposição para um disclosure maior prejudicam a ele e ao governo extremamente.

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18.11.21

Nem pensar

Com todas as mudanças ocorridas no staff do Ministério da Economia, o atual presidente do NBD (Novo Banco de Desenvolvimento” ou Banco dos Brics, Marcos Troyjo, foi cogitado para voltar ao time. Ainda que com outras palavras, certamente disse algo como: “Me deixa aqui pelo amor de Deus”.

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11.11.21

Aposta de risco

O site de apostas KTO, do Grupo Bravalia- sediado em Curaçao -, tem planos de montar uma operação no Brasil. Como alguns de seus grandes concorrentes globais, aguarda “só” o Ministério da Economia regulamentar a nova lei que autorizou a atuação de empresas de apostas eletrônicas no país. Lá se vão dois anos e nada.

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08.11.21

RR “invade” Ministério da Economia de Portugal

Nas cercanias da estação ferroviária do Rossio, uma das joias arquitetônicas lisboetas, mais precisamente no início da Rua da Prata, se situa em um prédio modesto o gabinete de estudos estratégicos do Ministério da Economia de Portugal. O RR atravessou a porta de vidro cinza e se apresentou como uma newsletter de economia e negócios brasileira. “Gostaríamos de trocar um dedinho de prosa com um economista do gabinete”. Aguardou pouco para ser levado a um técnico da casa, Manoel Bonfim.

O bate bola teve início com a indagação sobre a evolução da parceria entre Brasil e Portugal. Bonfim não se fez de rogado: “Não vamos bem no comércio exterior (os portugueses importam do Brasil menos de 3% das suas compras externas, e somente 0,8% das exportações brasileiras são dirigidas a Portugal), mas melhoramos a nossa posição nos investimentos. Hoje há cerca de 600 empresas portuguesas no Brasil. Nós temos nos preocupados em atrair as firmas brasileiras. Temos um programa que subsidia até 70% da internacionalização das empresas.

Mas a maior geração de riqueza proporcionada pelos brasileiros vem do seu ingresso maciço para morar em Portugal através do Visa Gold (visto permanente que funciona como um passaporte para toda a União Europeia). De Lisboa, seguindo para Cascais e Cintra, onde se encontram as quintas mais caras de Portugal, os brasileiros são os maiores donos de imóveis. Os ricos do seu país também compram terrenos e casas velhas para refitá-las e revendê-las. Os brasileiros residentes já representam mais de 5% da população. Quando se trata do Visa Gold, o Brasil somente se encontra atrás da China.

Os brasileiros vêm buscar colocação no nosso país.” Pudera! São 23 mil vagas de empregos sem candidatos em Portugal. O RR perguntou, então, o que o Ministério da Economia lusitano pensa das notícias que chegam sobre a política econômica do Brasil. Bonfim matutou por alguns segundos, como se estivesse pensando com cuidado suas palavras. “Nos preocupa muito. Parece-nos que o Brasil toma muitas decisões ao mesmo tempo e não consegue cumprir nenhuma delas. O ministro Paulo Guedes é um homem honrado e um economista preparado, mas, cá para nós, parece meio perdido.

O país cresce pouco, tem um desemprego alto e agora tem de volta a inflação. E o presidente tem atitudes de difícil compreensão. É aflitivo ver o Brasil assim. É uma pena”. O RR acrescentou que uma parte do problema é o fato do governo brasileiro não acreditar em planejamento. E perguntou a Bonfim como o Ministério da Economia português trata a questão. A resposta veio com o chiado típico da lusofonia local: “Meu senhor, me diga se viu bem o nome deste departamento. Somos um gabinete de estudos estratégicos. Planejamos Portugal para mais de 30 anos”. A janela entreaberta da sala deixava entrar um vento frio, sibilante, que vinha das bandas do Rio Tejo. O fado, com sua tristeza visceral, bem poderia ser a trilha sonora daquele momento. Pena do Brasil.

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03.11.21

Pouso forçado

O Ministério da Economia já perdeu a primeira batalha, com a criação da NAV Brasil, que será responsável pelo controle do espaço aéreo do país. Agora, tenta ao menos ganhar a segunda, brecando a realização de concurso público na nova estatal. A NAV Brasil se limitaria aos pouco mais de 1,6 mil funcionários herdados dos quadros da Infraero.

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28.10.21

Os “Brasis” chegam a Glasgow

A acusação da ONU de que o Brasil cometeu “pedalada ambiental” aumentou a pressão sobre praticamente todos os ministérios para trabalhar em uma agenda ESG. A contribuição será levada sob a forma de documentos para os ministros Joaquim Leite e Bento Albuquerque e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, participantes da COP26.

O ministro Paulo Guedes ainda não sabe se vai a Glasgow. O próprio Ministério da Economia disse ao RR não ter confirmação sobre a ida ou não de Guedes à COP26. O ministro ficou tão indexado ao chefe que só vai aonde Jair Bolsonaro está. A missão de representar o Brasil ficou para o já citado trio. Campos Neto comparecerá para dar pinceladas sobre o BC-ESG, que está sendo construído sem alarde. Bento Albuquerque terá a dura missão de falar sobre seca e desastre climático. Joaquim Leite, bem, esse ainda é uma incógnita. Mas, a princípio, caberá ao novato a missão mais espinhosa: defender as metas climáticas do país, uma das menos ambiciosas do mundo.

Os governadores da Região Amazônica atropelaram o poder central. Por meio do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, vêm mantendo interlocução direta com os governos dos Estados Unidos, Reino Unido e Noruega. São os integrantes da coalizão LEAF (Lowering Emissions by Accelerating Forest Finance), lançada neste ano. O grupo pretende disponibilizar US$ 1 bilhão, em recursos públicos e privados, para projetos voltados à redução do desmatamento. As tratativas vêm sendo capitaneadas por Flavio Dino. Há reuniões com líderes do LEAF entabuladas para Glasgow.

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22.10.21

A coisa na equipe econômica era pior do que parecia

A fonte do RR que informou sobre o pedido de desligamento de assessores do Ministério da Economia – ver edição da última terça -feira – poupou em demasia o ambiente na Pasta de Paulo Guedes. Segundo o informante da newsletter, sairiam dois colaboradores em função de convites do setor privado. Como se viu, era mais do que isso. Ontem veio à tona que são quatro e não só dois os desertores. O motivo não seria simplesmente a perspectiva de novos empregos, mas, sim, um descontentamento em relação à condução da política econômica. Está feito o registro.

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