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planos
08.11.18
ED. 5990

A ministra de toda a agricultura

O RR acertou o milagre, mas não o nome do santo. A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, é absolutamente favorável a resolver o imbróglio da venda de terras para estrangeiros por meio de limites de área e pré-requisitos para produção. Não pode ser um “liberou, geral”. Desde o início das sondagens para assumir o Ministério, a deputada federal também se mostrou relutante em misturar sua Pasta com lixo, usina nuclear, barragem, dejetos industriais etc. Atual presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, Tereza Cristina é mais uma agradável surpresa no Ministério de Jair Bolsonaro. A deputada federal tem o raro apoio de todas as entidades do agronegócio. O principal aliado na sua indicação foi o presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins. A deputada atropelou o líder da UDR Luiz Antônio Nabhan Garcia, que era candidato dele mesmo.Superou também Pedro de Camargo Neto, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira.

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07.11.18
ED. 5989

Rússia mobiliza bancada ruralista

O futuro ministro da Agricultura sequer foi escolhido, mas já tem sua missão nº 1. Os líderes da Frente Parlamentar da Agricultura fecharam um acordo com Jair Bolsonaro para que o novo titular da Pasta vá à Rússia em caráter de urgência logo no início do mandato. Caberá a ele buscar uma solução definitiva para o embargo daquele país às carnes bovina e suína brasileira. O atual ministro, Blairo Maggi, falhou. Depois de 10 meses de pleno bloqueio, os russos reabriram as importações, mas de maneira quase pró-forma. Apenas nove frigoríficos brasileiros foram autorizados pelo governo Putin a retomar os embarques. Antes do embargo, eram 48. Ou seja: o risco social ainda é grande. Bolsonaro convive, desde já, com a ameaça de iniciar seu mandato em meio a uma nova temporada de demissões no setor. Em 2018, mais de 2,5 mil postos de trabalho foram fechados, a maior parte em razão da suspensão das vendas para a Rússia.

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06.11.18
ED. 5988

Bolsonaro planeja “golden share fundiária” para destravar venda de terras a estrangeiros

Enquanto se debate a polêmica fusão entre os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, o futuro governo vai passando o rodo nos assuntos fundiários, antiga pasta da Reforma Agrária. A gestão da área será transferida integralmente para o Ministério da Agricultura. Há planos ambiciosos para o setor. A ideia na equipe de Jair Bolsonaro é resolver o imbróglio da compra de terras por estrangeiros, favorecendo o crescimento da produção agrícola. Quem comprasse os latifúndios seria obrigado a cumprir determinada meta de hectares plantados. Seria uma espécie de “golden share fundiária”. A medida, em tese, permitiria um aumento do agronegócio, notadamente das exportações de commodities. Contribuiria também para os planos do guru Paulo Guedes de fazer uma varredura nos ativos da União que podem ser vendidos ou securitizados para o abatimento da dívida pública. Com um novo ordenamento jurídico mais firme, as terras ganhariam maior liquidez e poderiam ser incorporadas, junto com os imóveis do Estado, em um fundo similar à BNDESpar composto por esses ativos.

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31.10.18
ED. 5985

Bancada ruralista e lobby privado duelam pela Pasta da Agricultura

O Ministério da Agricultura – dono de um orçamento de R$ 12 bilhões e por onde passam quase 24% do PIB – desponta como uma das esferas de Poder mais disputadas do governo Bolsonaro. A novidade é a entrada na arena da indústria da agrociência, que duela com a bancada ruralista pela indicação do futuro titular da Pasta. Segundo o RR apurou, grandes companhias do setor teriam feito chegar a Bolsonaro os nomes de Laércio Giampani e Rodrigo Santos.

O primeiro deixou a presidência da subsidiária brasileira da Syngenta, uma das maiores fabricantes mundiais de sementes, em julho deste ano. Santos, por sua vez, é o todo poderoso CEO da divisão de CropScience da Bayer-Monsanto na América Latina. De acordo com a fonte do RR, as indicações teriam chegado por intermédio do deputado estadual eleito Frederico D ́Avila (PSL-SP), que durante a campanha serviu de ponte entre o Capitão e empresários e grupos da cadeia do agronegócio.

A eventual escolha de um destes dois nomes seria um sinal de que o governo Bolsonaro pretende dar ênfase à agrotecnologia em suas políticas para a área da Agricultura. Em contrapartida, poderia ser encarada também como uma influência excessiva de grandes multinacionais da cadeia do agronegócio na futura gestão da Pasta. Não custa lembrar que embaixo do Ministério da Agricultura estão a Embrapa e seu cobiçado banco de patentes estimado em mais de US$ 1 bilhão – noves fora seu valor intangível.

Do lado da bancada do agronegócio, o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan, que chegou a ser tido como favorito para o cargo, perdeu fôlego. De domingo para cá surgiram à mesa os nomes de Antonio Galvan, vice-presidente da Aprosoja, e do deputado Valdir Colatto (MDB-SC). Por sua vez, a Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) intensificou o lobby pela escolha de Luiz Carlos Heinze, eleito para o Senado pelo Rio Grande do Sul.

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30.07.18
ED. 5920

Maggi aduba uma proposta de privatização “transgênica” para a Embrapa

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e a bancada ruralista se articulam com o objetivo de acelerar a votação do projeto de lei no 5243/2016, que prevê a criação da EmbrapaTec, subsidiária da Embrapa. Mas não exatamente a mesma proposta que hiberna no Congresso há dois anos. A semente que estaria sendo cultivada neste momento no solo fértil do Legislativo é um “projeto transgênico”. A mudança viria com a inclusão de uma emenda propondo a transferência de algumas das funções e ativos da empresa-mãe para a EmbrapaTec.

Originalmente concebida para ser um braço de comercialização da estatal e um istmo societário que permitiria acordos com grupos privados, a subsidiária ganharia uma dimensão ainda maior. Congressistas mais ousados falam até na possibilidade de migração para a nova empresa do banco genético da Embrapa, um de seus maiores patrimônios. Na prática, a manobra permitiria que, ao se associar à EmbrapaTec, um grande grupo internacional tivesse o bilhete para acessar o Fort Knox das pesquisas e projetos de melhoramento genético da estatal. Esse acervo da última fronteira da agrociência nacional é estimado em mais de US$ 1 bilhão, fora o seu valor intangível.

Procurada, a Embrapa nega esta possibilidade e afirma que “o projeto de lei tem como objetivo criar uma subsidiária que vai permitir mais agilidade comercial sem ferir princípios e compromissos de uma empresa pública”. Está feito o registro. No entanto, faltou combinar com os próprios funcionários. Nos corredores da própria estatal, o assunto está na ordem do dia. Sindicatos de trabalhadores da Embrapa se mobilizam contra o projeto da EmbrapaTec. Ao mesmo tempo, há internamente uma onda de insatisfação com a gestão de Mauricio Lopes, presidente da estatal.

Aos olhos do corpo técnico da empresa, Lopes se “politizou” em demasia, aproximou-se demais do ministro Blairo Maggi – Lopes, inclusive, esteve cotado para substituí-lo caso Maggi deixasse o cargo para disputar as eleições. As próprias medidas que vêm sendo adotadas pela atual diretoria são interpretadas como uma arrumação da casa para esvaziar a Embrapa e alinhar o terreno para a criação de uma EmprapaTec “geneticamente modificada”. Recentemente, a estatal reduziu suas áreas administrativas de 17 para seis e cortou quatro centros de pesquisa. Há ainda discussões em torno de um plano de demissões voluntárias. Aguardam-se as sementes dos próximos capítulos.

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30/07/18 9:04h

pereira silva

disse:

As decisões de fim de governo que impactam diretamente a vida das pessoas, deveriam ser mais discutidas com a sociedade e questionadas pela câmara, senado e judiciário a luz das vantagens e desvantagens reais para o Brasil.

22.11.17
ED. 5750

Chineses investem US$ 1 bi no agronegócio brasileiro

Os acordos firmados pelo presidente Michel Temer durante sua visita à China, em setembro, começam a deixar o campo da pirotecnia das relações bilaterais para dar seus primeiros resultados práticos. Segundo informações filtradas do Ministério da Agricultura, autoridades chinesas são aguardadas no Brasil no início de 2018 para anunciar uma série de projetos agropecuários, notadamente no Centro-Oeste e no sul do Pará. A expectativa é que os investimentos passem de US$ 1 bilhão. A maior parcela destes recursos virá do China-LAC Cooperation Fund. Neste caso, as tratativas já estão ocorrendo com alguma velocidade. Em viagem à Ásia há duas semanas, o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, se reuniu com a direção do fundo para alinhavar investimentos no estado. Em contrapartida, segundo o RR apurou, desde o mês passado, representantes do fundo têm visitado cidades do Centro-Oeste. Estiveram também em uma das maiores cooperativas agrícolas da região.

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22.11.17
ED. 5750

Não foi por falta de aviso

Ontem, tão logo saiu o anúncio do embargo russo à carne brasileira, os grandes frigoríficos nacionais começaram a disparar críticas contra a burocracia e a má vontade do Ministério da Agricultura. Há quase um ano, os russos sinalizavam a medida em retaliação à demora do governo brasileiro em abrir o mercado à importação de trigo e pescado do país eurasiano. Deu no que deu.

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05.06.17
ED. 5633

Os custos da Carne Fraca

O Ministério da Agricultura ainda pena para varrer os ossos da Operação Carne Fraca. Ao longo deste mês, uma delegação vai percorrer países da Ásia levando quilos de laudos técnicos atestando as perfeitas condições fitossanitárias do rebanho brasileiro.

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22.03.17
ED. 5583

Que hora…

Na semana passada, o Ministério da Agricultura costurava os últimos detalhes da visita de uma comitiva do governo russo, no início de abril, para habilitar novos frigoríficos brasileiros. Agora, a viagem foi para o brejo.

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A PF colocou meio galho dentro em sua nota conjunta com o Ministério da Agricultura. Mas ainda é pouco para acalmar o mercado lá fora. É preciso assumir que a Operação Carne Fraca foi uma lambança.

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13.02.17
ED. 5559

Dinheiro russo pinga no agronegócio

A passagem de uma comitiva do Ministério da Agricultura por Moscou, na semana passada, teve múltiplas funções. A delegação chefiada pelo secretário-executivo da Pasta, Eumar Roberto Novacki, começou a costurar um intrincado acordo para que o governo Putin não saque da algibeira novas barreiras a produtos agrícolas brasileiros. A Rússia é useira e vezeira em criar obstáculos, notadamente à entrada de carne bovina. Ao mesmo tempo, a comitiva discutiu com autoridades locais possibilidades para investimentos russos no agronegócio brasileiro. As tratativas se iniciaram em setembro do ano passado, quando Blairo Maggi esteve na China para uma reunião entre os ministros da Agricultura dos Brics. O cardápio vai da compra de terras à produção de grãos, passando pela área de carne bovina, tudo vinculado ao fornecimento para o mercado russo. As negociações preveem o aporte de grupos privados, como a Rusagro e a Prodimex, com o apoio de agências de fomento locais.

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25.11.16
ED. 5503

Brasil que dá certo

Depois do susto da quebra da safra de grãos no início deste ano, a expectativa do Ministério da Agricultura é que o PIB da agropecuária tenha altas superiores a 6% nos três próximos trimestres.

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 O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, pretende privatizar boa parte dos armazéns e centros de distribuição da Conab – Companhia Nacional de Abastecimento.

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