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07.01.21

Água no feijão

O Ministério da Agricultura já projeta um novo repique dos preços do feijão nas próximas semanas. A importação de grãos da Argentina, que vinha segurando a oferta no mercado brasileiro, perdeu força devido à baixa qualidade do produto.

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Segundo informações filtradas junto ao Ministério da Agricultura, a área de cultivo de tabaco no Brasil vai cair 6% na safra 2020/2021. Trata-se de uma consequência da postura da Philip Morris e, sobretudo, da hegemônica Souza Cruz, que têm pressionado os agricultores com preços cada vez mais baixos. Parte dos produtores têm trocado o plantio de fumo por milho e soja, bem mais rentáveis.

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A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, estuda a criação de uma cota mínima para a venda de carne bovina no front doméstico, que teria de ser cumprida pelos pecuaristas. Trata-se de uma medida polêmica, devido ao seu caráter intervencionista. Mas, seria uma trava de segurança. No ano passado, as exportações de carne subiram quase 20%, puxadas principalmente pela demanda chinesa. Resultado: redução da oferta interna e aumentos de preços de até 30%.

O Ministério da Agricultura cogita a retomada dos estoques oficiais de grãos, política abandonada pelo governo Bolsonaro. A proposta sobre a mesa passa pela concessão de subsídios a agricultores que venderem uma parcela da sua produção para o Ministério. Os estoques passariam a ter um papel importante para regular os preços dos produtos agrícolas, amortecendo, por exemplo, o impacto de variáveis climáticas. É o que está acontecendo com o milho. Os preços ao consumidor subiram quase 50% ao longo de 2020 por conta da forte estiagem na Região Sul, que provocou a quebra de aproximadamente 20% da safra.

Em tempo: a ministra Tereza Cristina tenta arrancar do Ministério da Economia crédito suplementar para repassar aos produtores de milho do sul do país, atingidos pelas secas. Tarefa difícil. A equipe econômica entende que já irrigou suficientemente o agronegócio com a prorrogação do pagamento das operações de crédito rural de custeio.

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18.12.20

Uma rara boa nova

O Ministério da Agricultura trabalha com a projeção de queda dos preços da carne bovina no mercado interno já a partir de janeiro. O motivo é a redução dos embarques programados para a Ásia. Ao longo de 2020, o custo médio da carne para o consumidor subiu aproximadamente 25%.

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Informação que circula no Ministério da Agricultura: a Pacific Ethanol, um dos maiores produtores de biocombustíveis dos Estados Unidos, planeja instalar uma fábrica de etanol de celulose no Brasil. São Paulo e Mato Grosso estão no páreo.

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11.12.20

“Minha terra, minha vida”

O Ministério da Agricultura, mais precisamente o Incra, vai lançar um programa de crédito fundiário voltado à venda de lotes para agricultores familiares. Em contrapartida, os produtores terão de se comprometer a negociar parte da sua colheita para o Programa de Aquisição de Alimentos da Pasta da Agricultura. O Banco do Brasil vai ser o agente financeiro do projeto, segundo as negociações do Incra. A primeira área prevista para ser ofertada está em Mato Grosso. No governo Lula, uma iniciativa semelhante fez grande sucesso. Mas, isso, claro, não será lembrado.

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08.12.20

Força-tarefa anti-gafanhoto

O Ministério da Agricultura vai reforçar a vigilância sobre plantações no Rio Grande do Sul, inclusive com o envio de técnicos. Nos últimos dias, produtores rurais têm relatado a presença de gafanhotos em propriedades de Santa Rosa, Horizontina, Porto Lucena, Erechim, Passo Fundo e Cruz Alta.

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08.12.20

Corda bamba

Informação que circula no Ministério da Agricultura: além da mudança na presidência da Conab, o governo vai trocar um dos diretores da estatal para acomodar mais uma indicação do Republicanos.

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A ministra Tereza Cristina e equipe discutem a possibilidade de um cavalo de pau na atual política do governo brasileiro de não formar estoques de grãos. A estratégia de deixar o mercado correr solto, sem interferência do Ministério da Agricultura por meio de leilões oficiais, tem se mostrado um tiro no pé. O alerta mais contundente vem do setor de soja. Com a escassez global do produto – devido à quebra de três milhões de toneladas da safra americana – tradings e cooperativas brasileiras têm sido forçadas a raspar o tacho e pagar caro para importar grãos e, assim, honrar contratos firmados. A falta de soja tem provocado um efeito cascata sobre os preços dos derivados. Por exemplo: nos últimos três meses, o valor médio do óleo premium subiu de R$ 9 para R$ 20 nas prateleiras dos supermercados.

… café de mais

Os produtores brasileiros de café vivem um momento de apreensão. Os negócios futuros com a commodity estão paralisados. Segundo o RR apurou junto a uma das maiores empresas do setor, grandes tradings internacionais, a exemplo de Louis Dreyfus e Cofco, vêm recebendo ordens para suspender operações de compra de café a futuro nos países produtores. O principal motivo é a crescente estiagem na oferta de crédito global para esta modalidade de negócio. Como consequência, os produtores brasileiros terão um carregamento de estoques na safra 2020/2021 bem acima do esperado, com custos de manutenção que não estavam no script. Estima-se que a queda das margens possa chegar a 30%.

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O Brasil corre risco de sofrer uma “Moratória do trigo”. Por “moratória” entenda-se um boicote por parte dos países compradores de alimentos derivados do cereal, notadamente da Europa e da América do Sul. Segundo informações filtradas do próprio Ministério da Agricultura, já há sinalizações neste sentido em decorrência da crescente possibilidade do governo Bolsonaro aprovar a importação e, posteriormente, a produção de trigo transgênico. Guardadas as devidas proporções, seria um movimento similar ao capitaneado por grandes grupos internacionais, a exemplo de Walmart, Carrefour e McDonald ́s, que se recusam a comprar soja produzida em áreas devastadas da Amazônia.

O boicote seria um golpe duro para a indústria brasileira de alimentos a base de trigo, no momento em que o Brasil tem conquistado novos mercados e ampliado consideravelmente suas exportações. No primeiro semestre, as vendas para o exterior de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados cresceram 73% em relação ao mesmo período no ano passado. A ministra Tereza Cristina vem usando do seu poder de articulação para administrar um cabo de guerra entre a indústria e o campo em torno do assunto.

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) já se manifestou de forma veemente contra a importação de uma nova variedade transgênica do cereal aprovada recentemente na Argentina – o país vizinho atende a mais de 60% da demanda brasileira pelo insumo. Alegam que não há testes suficientes acerca dos riscos à saúde e tampouco sobre o impacto ambiental. Por essa razão, a indústria brasileira de alimentos teme se tornar um pária no mercado internacional. Por outro lado, há uma pressão dos grandes produtores e da bancada ruralista para que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), ligada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), aprove o uso da semente HB4, desenvolvida na Argentina. Ela se mostrou bastante resistente às secas.

O trigo, ao que parece, é o grão da discórdia no momento: a indústria pressiona a Camex (Câmara de Comércio Exterior) a prorrogar por mais três meses a isenção tarifária para a importação do produto de países de fora do Mercosul. O setor teme uma nova disparada dos preços do cereal, com o aumento da demanda no fim do ano. No entanto, nos gabinetes do Ministério da Economia, o RR ouviu que Paulo Guedes e cia. não vêm com simpatia a prorrogação da medida. O entendimento da equipe econômica é que a isenção tarifária não surtiu o efeito esperado no preço do trigo e de seus derivados; Somente em novembro, a farinha subiu 20%.

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