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Ministério da Agricultura

07.07.20

Pandemia coloca frigoríficos brasileiros em “confinamento”

O Brasil começa a sofrer na carne os efeitos da má gestão da pandemia. Além da China, Rússia e Arábia Saudita também sinalizaram ao Ministério da Agricultura que vão suspender as importações de frigoríficos onde foram constatados casos de Covid-19 entre os funcionários. Os próprios chineses, que anunciaram o cancelamento de encomendas de cinco unidades de abate, já informaram às autoridades brasileiras que vão ampliar esse índex.

Ao todo, em um primeiro momento dez frigoríficos de Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul deverão ser atingidos pelo crescente boicote internacional à carne bovina e suína do Brasil. O receio na Pasta da Agricultura e entre os grandes grupos do setor é que essa onda se alastre por outros mercados. Países como Hong Kong e Egito já solicitaram informações sobre as condições sanitárias dos frigoríficos brasileiros. Espera-se que seja apenas uma “gripezinha” para a balança comercial.

No Ministério da Agricultura, a percepção é que grandes importadores mundiais estão se aproveitando da pandemia para confinar os produtores brasileiros e pressionar os preços. Pode até ser. Mas o fato é que, aos olhos internacionais, os frigoríficos do país já viraram uma espécie de epicentro dentro do epicentro da contaminação. O caso mais sério é o do Rio Grande do Sul. A indústria de abate de carne é considerada pelas autoridades de saúde como uma das principais propagadoras da doença no estado. São mais de quatro mil casos entre funcionários do setor. Dos 30 municípios gaúchos com mais registros da Covid-19, 28 deles são sede de frigoríficos ou cidades-dormitório de trabalhadores do segmento.

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A ministra Tereza Cristina tem defendido dentro do governo a liberação de recursos de bancos públicos para financiar startups ligadas ao agronegócio. Prega ainda crédito para garantir a expansão da banda larga no campo. Ninguém discute o mérito do pleito. Mas cadê o dinheiro?

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12.06.20

A reforma agrária do Centrão

O Centrão está pisando em um campo minado. Quer a Secretaria de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, ocupada por Luiz Antonio Nabhan, ex-presidente da UDR e um das mais fiéis personificações da bancada ruralista.

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03.06.20

Saída pela tangente

A ministra Tereza Cristina comprometeu-se com a indústria sucroalcooleira a montar um plano de ações para aumentar as exportações de etanol. Um dos focos é o mercado árabe. Na verdade, em meio à crise do coronavírus, o que os usineiros queriam mesmo era dinheiro público na veia. Mas não vai rolar.

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01.06.20

Vamos botar água no feijão

Há uma pressão do varejo para que o Ministério da Agricultura, por meio da Conab, volte a realizar leilões de feijão. Os preços subiram quase 50% desde o início do ano, com a quebra da segunda safra no Paraná, São Paulo e Noroeste do Rio Grande do Sul em razão das secas. O receio é de novas altas até o início de setembro, quando começa a colheita da terceira safra.

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25.05.20

Passando por cima

O secretário de assuntos fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, recebeu uma missão do Palácio do Planalto: montar uma “Operação Trator” no Congresso para garantir a aprovação do projeto de lei 2.633, que trata da regularização fundiária, com as emendas do governo. Na verdade, as emendas da bancada ruralista, que deixam brechas para a grilagem de terras.

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20.05.20

Isolamento na própria carne

Os grandes frigoríficos do país foram à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em busca de apoio do governo à manutenção das atividades do setor. Há um receio de que governadores e prefeitos, notadamente da Região Sul, imponham restrições ao funcionamento das unidades de abate devido ao crescente número de trabalhadores infectados pelo coronavírus. Somente no Rio Grande do Sul, mais de 250 casos da doença já foram confirmados entre funcionários da indústria. Hoje, o principal interlocutor do setor tanto com a ministra da Agricultura quanto com o ministro Paulo Guedes é o presidente da BRF, Lorival Nogueira Junior. A empresa já sentiu na pele o risco que paira sobre os frigoríficos. Seu abatedouro na cidade de Lajeado (RS) chegou a ficar interditado por uma semana por decisão do Ministério Público.

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À luz do dia, o secretário de assuntos fundiários do Ministério da Agricultura, Nabhan Garcia, nega que queira o lugar de Tereza Cristina; na calada da noite, conspira dentro do próprio DEM, partido da ministra da Agricultura, para assumir o cargo.

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08.05.20

Armazém chinês

O governo chinês sinalizou ao Ministério da Agricultura a disposição de investir em estocagem de grãos no Brasil. O projeto, que incluiria a aquisição de silos no país, seria tocada pela estatal Sinograin, um gigante que movimenta mais de US$ 50 bilhões por ano.

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07.05.20

Coronavírus é um “embargo” a mais para a carne brasileira

A Covid-19 pode causar um efeito colateral de razoável proporção sobre um dos itens mais importantes da pauta de exportações: a carne bovina. Por conta da pandemia, o Ministério da Agricultura teve de restringir a inspeção fitossanitária de rebanhos, feita presencialmente por técnicos da Defesa Agropecuária. O trabalho foi praticamente suspenso, provocando um efeito-cascata e o atraso no envio de relatórios para a Organização Mundial de Saúde Animal, em Paris.

A análise dos relatórios é condição sine qua nom para a entidade declarar, ou não, a erradicação da febre aftosa no Paraná e no Rio Grande do Sul. Sem o imprimatur da Organização Mundial, cresce o risco de novos embargos internacionais à carne brasileira. As circunstâncias são preocupantes. A pecuária brasileira já convive com restrições em importantes mercados internacionais. Em fevereiro, o governo Trump suspendeu o embargo à importação de carne bovina in natura do Brasil, que já durava quase três anos.

No entanto, a medida é questionada pelo Senado norte-americano. Os congressistas pressionam o USDA – o Departamento de Agricultura dos EUA – a rever a decisão, com o argumento de que a carne brasileira ainda oferece riscos de ordem sanitária. Em outro front, há meses a ministra Tereza Cristina está submersa em complexas negociações com o governo russo para levantar completamente o embargo do país à carne brasileira, em vigor desde de 2017.

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