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Ministério da Agricultura

09.10.19

Sucessão a passos lentos na Embrapa

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, não tem culpa no cartório. A sucessão na Embrapa, sem presidente há quase três meses, está parada no gabinete do próprio Jair Bolsonaro.

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07.10.19

Pecado capital

O secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia, não vai se contentar em ter derrubado o general João Carlos Jesus Corrêa da presidência do Incra – informação antecipada pelo RR em 8 de agosto. Já trabalha pela nomeação do ex-deputado da bancada ruralista Valdir Colatto, hoje diretor do Serviço Florestal Brasileiro.

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02.10.19

Mudanças à vista na Agricultura

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, está por um fio. Segundo o RR apurou, a ministra Tereza Cristina não esconde sua insatisfação com a demora da Secretaria em executar parcerias com universidades e o Sistema S para programas de capacitação do pequeno agricultor, uma de suas promessas ao assumir a Pasta.

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22.09.19

Conab é um farol apagado para os produtores de café

O Ministério da Agricultura está prestando um desserviço à cafeicultura brasileira, setor que gera cerca de US$ 5 bilhões por ano em divisas para o país. O problema está na Conab, órgão vinculado à Pasta, que se tornou uma bússola às avessas para o produtor de café por conta dos seguidos equívocos em suas projeções para a safra nacional. A descalibragem nas estimativas do órgão oficial do governo têm confundido o mercado e induzido o cafeicultor a erro no cálculo de seus custos e receitas. Nos últimos cinco anos, as previsões da Conab subestimaram a produção brasileira em mais de 10 milhões de sacas.

Dito assim, pode soar como algo menor, uma vez que esse volume representa aproximadamente 5% da colheita no período. No entanto, a dispersão média de dois milhões de sacas por safra – distância entre as estimativas da estatal e a efetiva produção brasileira – já é mais do que suficiente para distorcer as projeções para o preço final da saca. Este erro provoca um efeito-cascata, jogando por terra o planejamento financeiro dos cafeicultores. Na prática, ao errar para menos, a Conab gera a expectativa de uma escassez do produto e consequentemente de uma alta das cotações que não se consumam. Procurada, a Conab informou que “sempre responde aos questionamentos do setor em relação à metodologia”. A estatal afirma ainda que “o que se entende como erros de projeções, na verdade são revisões de estimativas, ocorrência natural porque as condições climáticas não são controladas.”

Segundo a fonte do RR, um grande produtor nacional de café, a Conab reduziu o número de visitas de pesquisadores às lavouras, aumentando significativamente a margem de erro das estimativas. A estatal nega e garante que “todos os levantamentos são realizados com visitas in loco nas propriedades”. O fato é que, segundo a mesma fonte, os maiores produtores brasileiros e as tradings de café têm sido obrigados a recorrer cada vez mais a consultorias privadas devido às distorções nas estatísticas oficiais.

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16.09.19

Ministra da proteína

Segundo informações filtradas do Ministério da Agricultura, nas próximas semanas mais dez frigoríficos brasileiros deverão receber o imprimatur para retomar as exportações de carne bovina para a China. Não por outra razão, a ministra Tereza Cristina está de bola cheia entre a turma do boi. Desde que ela esteve em Pequim, em maio, 25 plantas frigoríficas do Brasil voltaram a ser habilitadas pelo governo chinês.

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10.09.19

Agricultura aperta o cerco na concessão de florestas

Entre as ações discutidas no âmbito federal para combater a devastação do bioma amazônico,  o Ministério da Agricultura pretende estipular regras mais severas para os próximos editais de concessão de áreas florestais à iniciativa privada. A Pasta deverá estabelecer uma série de obrigações que terão de ser cumpridas pelas empresas vencedoras das licitações, no combate à grilagem de terras, exploração predatória de recursos naturais e, claro, queimadas ilegais. Vai também proibir o uso do solo para outros fins, como agricultura e pecuária.

As regras atuais são porosas e dúbias com relação a este ponto. Os próximos leilões estão previstos para o início de 2020. Somente no Pará, onde se concentram alguns dos maiores focos de incêndio, há cerca de 578 mil hectares de florestas prontas para concessão, segundo o Plano Anual de Outorga do Serviço Florestal Brasileiro, vinculado à Agricultura.

Desde 2006, o governo concede a investidores licenças para o manejo sustentável de matas na Região Norte, extração de madeira e fabricação de produtos não-madeireiros, além da oferta de serviços de turismo. Hoje, há 17 contratos de concessão em vigor, que totalizam algo em torno de um milhão de hectares. As Unidades de Manejo Florestal concedidas estão localizadas nas Florestas Nacionais do Jamari e Jacundá (RO) e nas Florestas Nacionais de Saracá-Taquera, Crepori, Altamira e Caxiuanã (PA).

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04.09.19

Agronegócio se une para impedir que o Cerrado seja a nova Amazônia

O Ministério da Agricultura e grandes grupos do agronegócio estão  se unindo para evitar que a tentativa de colonização da Amazônia se repita em outro importante bioma brasileiro. Há uma mobilização para rechaçar a pressão internacional pela assinatura da “Moratória da Soja do Cerrado”. Trata-se de uma extensão do pacto firmado em 2006 por meio do qual as empresas signatárias se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas desmatadas.

Entidades da área ambiental e corporações internacionais de diferentes setores, que vão do McDonald ́s à Unilever, passando por Walmart e Tesco, cobram das tradings agrícolas um acordo similar para a aquisição de grãos produzidos na Região Centro-Oeste e no cinturão conhecido como “Mapitoba” (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia). A imposição encontra uma forte resistência, que junta a ministra Tereza Cristina, os ruralistas e os grandes grupos que atuam na originação e na exportação da soja. Todos são ferrenhamente contra a “Moratória”. A avaliação é que o Cerrado não precisa de tal proteção, uma vez que as condições de preservação do bioma local seriam incomparavelmente melhores do que na Amazônia.

Além disso, há um receio de que uma iniciativa como esta coloque risco a economicidade da região responsável por mais de metade da produção brasileira de soja. No entendimento das autoridades do setor e da cadeia do agribusiness, em vez de funcionar como um atestado de boas práticas ambientais, a simples assinatura da “Moratória” já seria vista como uma mácula para o agronegócio do Cerrado, uma confissão ao mundo de que há problemas de maior dimensão na preservação do bioma local. O alarido em torno do Cerrado tende a crescer, no rastro do desvario que cerca a questão da Amazônia.

Além disso, recente estudo produzido por pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Áustria, França e Bélgica aumentou o frenesi em relação à região. Segundo o trabalho, publicado recentemente na revista Science Advances, sem a “Moratória da Soja no Cerrado”, cerca de 3,6 milhões de hectares de vegetação nativa da região serão devastados e transformados em área de cultivo de grãos ao longo dos próximos trinta anos. A ministra Tereza Cristina tem um papel fundamental neste enredo, não apenas como uma barreira às pressões externas, mas também como um algodão entre cristais no próprio agronegócio.

Vide o episódio recente protagonizado pela Cargill. Embora totalmente alinhada aos ruralistas contra a “Moratória do Cerrado”, a empresa causou polêmica recentemente ao anunciar a doação de US$ 30 milhões para a preservação da região. Acabou atiçando ONGs e entidades internacionais que se aproveitaram do fato para questionar as condições ambientais do bioma. A reação interna foi dura. Em um manifesto público, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja recusou a “ajuda”, afirmando “não encontrar motivos que justifiquem a decisão”. Disse não haver qualquer ameaça ao bioma da região. A ministra Tereza Cristina interce- deu e evitou que o episódio ganhasse maior proporção.

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03.09.19

Fermentação

Produtores de leite estão reivindicando ao governo novo aumento das alíquotas de importação de lácteos. A condução do assunto, por ora, está restrita ao Ministério da Agricultura. No início do ano, não custa lembrar, Paulo Guedes determinou o fim das sobretaxas para o leite e teve de voltar atrás após a azeda reação do setor.

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29.08.19

Sabor de dumping

A bancada ruralista pressiona o governo a aumentar as alíquotas para a importação de alho, notadamente da China. Os produtores nacionais acusam os asiáticos de estar praticando dumping no país, com preços até 20% mais baixos, para conquistar mercado rapidamente. O problema é que o Brasil depende desse tempero externo. Produz apenas metade do alho que consome.

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27.08.19

Um teto para os grãos brasileiros

O Ministério da Agricultura estuda um novo modelo para a concessão de armazéns da Conab. Os vencedores das licitações se comprometeriam a investir na construção de centros de armazenamento em áreas estratégicas predefinidas pela Pasta. Seria uma espécie de “toma lá, dá cá do bem”, em prol do agronegócio: a cada pacote de ativos arrematado corresponderia uma unidade instalada do zero. Este formato permitiria ao governo arar dois campos com uma só enxadada: se livrar dos altos custos de manutenção das unidades da Conab e expandir a estrutura logística em novas fronteiras agrícolas, a exemplo de Luis Eduardo Magalhães (BA), Balsas (MA), Urussuí (PI) e Paragominas (PA). O país tem um déficit crescente no armazenamento de grãos. Um terço da produção agrícola nacional – cerca de 80 milhões de toneladas – é um “sem teto”. Grandes grupos do agronegócio já teriam manifestado interesse no negócio, casos de Cargill e Amaggi. A Rumo, operadora ferroviária, também estaria disposta a entrar no segmento como forma de verticalizar sua atuação na área de logística. Procurada, a Conab confirma que “estão sendo estudadas formas de desapossar-se, por meio de venda ou cessão, de imóveis”. Diz ainda que “não há decisão formalizada”.

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