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O Brasil corre risco de sofrer uma “Moratória do trigo”. Por “moratória” entenda-se um boicote por parte dos países compradores de alimentos derivados do cereal, notadamente da Europa e da América do Sul. Segundo informações filtradas do próprio Ministério da Agricultura, já há sinalizações neste sentido em decorrência da crescente possibilidade do governo Bolsonaro aprovar a importação e, posteriormente, a produção de trigo transgênico. Guardadas as devidas proporções, seria um movimento similar ao capitaneado por grandes grupos internacionais, a exemplo de Walmart, Carrefour e McDonald ́s, que se recusam a comprar soja produzida em áreas devastadas da Amazônia.

O boicote seria um golpe duro para a indústria brasileira de alimentos a base de trigo, no momento em que o Brasil tem conquistado novos mercados e ampliado consideravelmente suas exportações. No primeiro semestre, as vendas para o exterior de biscoitos, massas, pães e bolos industrializados cresceram 73% em relação ao mesmo período no ano passado. A ministra Tereza Cristina vem usando do seu poder de articulação para administrar um cabo de guerra entre a indústria e o campo em torno do assunto.

A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) já se manifestou de forma veemente contra a importação de uma nova variedade transgênica do cereal aprovada recentemente na Argentina – o país vizinho atende a mais de 60% da demanda brasileira pelo insumo. Alegam que não há testes suficientes acerca dos riscos à saúde e tampouco sobre o impacto ambiental. Por essa razão, a indústria brasileira de alimentos teme se tornar um pária no mercado internacional. Por outro lado, há uma pressão dos grandes produtores e da bancada ruralista para que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), ligada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), aprove o uso da semente HB4, desenvolvida na Argentina. Ela se mostrou bastante resistente às secas.

O trigo, ao que parece, é o grão da discórdia no momento: a indústria pressiona a Camex (Câmara de Comércio Exterior) a prorrogar por mais três meses a isenção tarifária para a importação do produto de países de fora do Mercosul. O setor teme uma nova disparada dos preços do cereal, com o aumento da demanda no fim do ano. No entanto, nos gabinetes do Ministério da Economia, o RR ouviu que Paulo Guedes e cia. não vêm com simpatia a prorrogação da medida. O entendimento da equipe econômica é que a isenção tarifária não surtiu o efeito esperado no preço do trigo e de seus derivados; Somente em novembro, a farinha subiu 20%.

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12.11.20

A “chanceler” Tereza Cristina

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, deverá ter um papel importante para reduzir a temperatura das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. Hoje, Tereza é a principal interlocutora entre o governo brasileiro e o embaixador norte-americano no país, Todd Chapman. O bom diálogo entre ambos foi fundamental para que, no início deste ano, os Estados Unidos suspendessem o embargo à importação de carne bovina in natura do Brasil. Na última terça-feira, não custa lembrar, Jair Bolsonaro disse que “quando a “saliva acaba, entra a pólvora”, em referência a investidas dos Estados Unidos sobre a Amazônia. Pouco depois, Chapman publicou nas redes sociais um post enaltecendo os fuzileiros navais norte-americanos.

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12.11.20

Uma balança comercial movida a proteína

Número auscultado pelo RR dentro do próprio Ministério da Agricultura: informalmente, a área técnica da Pasta já trabalha com a projeção de que as exportações brasileiras de carne bovina baterão seu recorde histórico neste ano, atingindo US$ 8,2 bilhões. Procurado, o Ministério informa que a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais não tem “estimativa oficial para os meses restantes do ano”. Uma vez confirmada, essa cifra representará uma alta de quase 8% em relação ao ano passado. Como se sabe a maior parcela dessas vendas cabe à JBS. E depois o governo ainda fica falando que o BNDES fez um mau negócio ao capitalizar a empresa. A JBS está certamente entre os melhores investimentos realizados no setor de commodities em todo o mundo.

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09.11.20

“PEC da bengala”

A reforma da Previdência chegou ao Ministério da Agricultura. Na última quarta-feira, a Conab desligou 13 funcionários sob o regime de CLT, todos com mais de 75 anos de idade e já aposentados. Procurada a estatal confirmou a informação e informou ainda que vinha sendo cobrada pelo TCU a realizar as dispensas, em cumprimento às novas regras da Previdência.

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03.11.20

Tereza Cristina é inocente

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, está convicto de que a recusa do Ministério da Agricultura em liberar para o estado 100 toneladas de milho é obra do próprio presidente Jair Bolsonaro. Seria uma vendeta ao melhor estilo Bolsonaro às críticas que Leite tem feito ao presidente durante a pandemia. Para todos os efeitos, o discurso oficial da Pasta da Agricultura é que os estoques do cereal nos armazéns da Conab estão baixos, e o Rio Grande do Sul não pode ser privilegiado. Há controvérsias. O fato é que os produtores gaúchos já estimam perdas de R$ 500 milhões devido ao impacto das secas sobre a safra 2020-21.

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29.10.20

Sempre os chineses

O clima é de tensão no Ministério da Agricultura: segundo o RR apurou, o governo chinês pretende enviar uma comitiva ao Brasil em novembro para uma nova inspeção em frigoríficos do país. Recentemente a China suspendeu importações de frango de algumas empresas brasileiras após detectar vestígios do coronavírus em uma remessa do produto.

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20.10.20

Efeito colateral

A greve nos Correios respingou no agronegócio. As superintendências regionais do Ministério da Agricultura estão penando com a falta de Certificados Fitossanitários, impressos pela Casa da Moeda e distribuídos pela ECT. O documento é imprescindível para a exportação de produtos agrícolas. Já há registros de mercadorias retidas em portos pela falta do papelucho.

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15.10.20

Câmera lenta

O Ministério da Agricultura está apreensivo com o impacto da seca sobre o plantio de soja, notadamente no Sul do país. Até o momento, apenas 2% das áreas de cultivo já foram semeadas, bem abaixo do índice histórico de 10% para o mês de outubro. O receio é que o plantio tardio provoque um efeito cascata empurrando quase toda a colheita para fevereiro, época marcada por tempestades.

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09.10.20

“Ministério da boiada”

Dentro do governo, um dos mais ferrenhos defensores da fusão entre os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente é o secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan. Ao longo da semana, Nabhan manteve intensa interlocução com integrantes da Frente Parlamentar da Agricultura sobre o tema. Ex-presidente da UDR, ele enxerga a chance de a bancada ruralista e dos grandes proprietários de terras terem ainda maior ingerência sobre os rumos da política ambiental. Parafraseando o atual ministro Ricardo Salles, seria uma boiada por dia.

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02.10.20

Governo Bolsonaro engasga com as tarifas do arroz

No que seria uma súbita confissão de fracasso, o governo já cogita dar meia volta, volver e suspender a isenção temporária das tarifas para a importação de arroz – a princípio idealizada para durar até dezembro. No Palácio do Planalto, a avaliação é de que a medida foi um tiro no pé. Gerou forte insatisfação dos produtores nacionais, colocou a bancada ruralista na contramão do governo e tudo isso sem entregar o principal: frear a alta dos preços do cereal no mercado interno.

As razões fogem ao controle dos tecnocratas de Brasília. Os estoques mundiais de arroz estão baixos. Até o momento as cargas importadas, notadamente dos Estados Unidos, Guiana e Índia foram pequenas e não tiveram impacto no mercado brasileiro. A solução natural seria buscar arroz no mercado asiático – maior produtor global.

No entanto, a grande parcela da safra local está sendo literalmente devorada pela China, que, de janeiro a agosto, aumentou as compras da commodity em 60% na comparação com igual período em 2019. Em tempo: se os preços do arroz não subiram ainda mais, o consumidor pode agradecer principalmente ao contrabando vindo da Argentina, Uruguai e Paraguai. No próprio Ministério da Agricultura esse comércio paralelo já ganhou o apelido de “passeio noturno”. Normalmente, a mercadoria entra no país durante a madrugada, sobretudo por meio de barcaças. No mesmo dia, na parte da tarde, já está no pátio de alguma indústria brasileira.

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