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12.03.18
ED. 5823

Tempero árabe

A família Queiroz está disposta a entregar mais alguns anéis ao fundo Salic, que já detém 20% do Minerva. O aporte dos árabes tornou-se peça-chave para o equacionamento do passivo do frigorífico. No intervalo de um ano, a relação dívida líquida/Ebitda saiu de 3,4 para 4,6 vezes.

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22.06.17
ED. 5645

Quibe e esfiha

Os controladores do Minerva dizem a pura verdade quando afirmam que o ciclo de aquisições na América do Sul está encerrado, após a compra de frigoríficos da JBS na região. A família Vilela de Queiroz só pensa agora em incorporar ativos no Oriente, pegando carona na associação com o fundo saudita Salic.

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02.08.16
ED. 5424

Carne e leite

 O Salic, fundo administrado pela família real saudita, avança no agronegócio brasileiro. Após se associar ao frigorífico Minerva, busca ativos no setor de laticínios.

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12.04.16
ED. 5346

Carne à moda árabe

 O fundo Saudi Agricultural and Liverstock (Salic), ligado à família real da Arábia Saudita, vai investir em negócios agropecuários no país atrelados a projetos de recuperação ambiental. Já há parcerias engatilhadas no Centro-Oeste. O Salic desembarcou no Brasil no fim do ano passado, ao comprar 20% do frigorífico Minerva.

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05.11.15
ED. 5241

Mignon e acém

 Lá fora, a Minerva tempera sua expansão: no ano, já comprou uma empresa na Colômbia, arrendou um frigorífico no Paraguai e, no momento, analisa a compra de duas plantas no Uruguai. Aqui dentro, mói gente: de julho para cá, já fechou dois frigoríficos no Centro-Oeste, com mais de 1,5 mil demissões.

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02.10.15
ED. 5219

Carne moída

 O câmbio que afaga a JBS é o mesmo que apedreja o Minerva. Quase 80% do passivo do frigorífico são em dólar, com a agravante de que, nos últimos 12 meses, a relação dívida líquida/Ebitda subiu de 3,5 para 4,4 vezes.

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29.06.15
ED. 5151

Bife ancho

O frigorífico Minerva está a  caça de ativos no Chile e no Uruguai, onde, aliás, já tem duas unidades de abate.

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21.10.14
ED. 4983

Abílio Diniz avança sobre o frigorí­fico Minerva

 A obsessão de Abílio Diniz em se tornar o “Sr. Proteína” não tem limites. Circula no mercado a informação de que o empresário vem comprando ações do Minerva em bolsa. As aquisições mais expressivas, feitas na pessoa física, teriam ocorrido nos primeiros dias de outubro. Aonde Abílio pretende chegar? Analistas de mercado não têm muitas dúvidas em relação a s cenas dos próximos capítulos. Abílio está construindo um cenário mais do que propício para a montagem de um império dos alimentos. O domínio dos grupos Minerva e BRF colocaria o empresário na proa de um negócio com faturamento de R$ 40 bilhões ao ano e presença física em quase 30 países. Procurada pelo RR, a Península Participações, braço de investimentos de Abílio Diniz, negou que o empresário esteja comprando ações do Minerva. Está feito o registro. Ressalte-se, no entanto, que Abílio já tem um pé na companhia. No ano passado, ao transferir para o frigorífico sua operação de bovinos e duas unidades de abate nas cidades de Várzea Grande e Mirassol do Oeste (MT), a BRF recebeu como pagamento 16,5% do capital votante da empresa. Significa dizer que hoje, mesmo de forma indireta, Abílio já é o segundo maior acionista do Minerva, atrás apenas da família Queiroz, controladora da companhia. Abílio Diniz não está reinventando a roda. O script guarda semelhanças com o processo de conquista da BRF. Sucessivas aquisições do papel em Bolsa, combinadas ao apoio da Tarpon Investimentos e, posteriormente, dos fundos de pensão, permitiriam ao empresário tomar o poder da companhia. No caso do Minerva, é bem verdade, há uma diferença que não pode ser desprezada. O frigorífico não é a BRF – uma empresa de controle difuso na qual um acionista com apenas 11% do capital consegue mandar e desmandar. No entanto, os Queiroz não têm uma participação societária tão folgada, que lhes garanta uma blindagem ao avanço de terceiros. Depois do IPO da empresa, em 2007, e da nova oferta de ações realizada em 2012, a família ficou com apenas 28,7% das ordinárias. Abílio Diniz, portanto, nem precisaria adquirir uma montanha de títulos em Bolsa para ombrear com os acionistas controladores. Num exercício meramente hipotético, bastaria, por exemplo, a  BRF fazer uma composição com a dupla SulAmérica Investimentos e Fidelity Asset – as duas gestoras de recursos detêm 12,03% do frigorífico. Feito o acordo, Abílio passaria a carregar no coldre o equivalente a 28,53% da companhia, praticamente igualando-se a  família Queiroz. No momento certo, o empresário sacaria da cintura as ações compradas em bolsa para desempatar a disputa. Seria o voto de minerva, com o perdão do trocadilho. A partir daí, nem é preciso avançar nas conjecturas sobre o futuro do frigorífico. A biografia de Abílio Diniz e a própria BRF falam por si.

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04.10.11
ED. 4259

JBS abusa do disclosure na dissimulação

 Recomenda-se ao Cade, a  Secretaria de Direito Econômico, ao Ministério do Desenvolvimento e a  CVM que leiam com atenção o comunicado ao mercado divulgado ontem pela JBS. Os irmãos Wesley e Joesley Batista, pretendentes a donos de todo o gado brasileiro, devem estar de brincadeira quando informam que qualquer ação voltada a  fusão com Marfrig e Minerva – será devidamente comunicada pelas vias oficiais, seguindo as boas práticas de governança.- Ora, é uma desgovernança cerebral achar que o governo permitirá tamanha concentração no setor. Só falta os irmãos Batista dizerem que, caso o BNDES participe, também irão comunicar ao mercado pelas vias oficiais. É o estouro da boiada!

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