Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
assuntos

Michel Temer

Relacionados

08.11.18
ED. 5990

O Ministério do Trabalho já acabou?

Ao que parece, o governo Temer já antecipou a extinção da Pasta do Trabalho. Na última terça-feira, a cadeira reservada no auditório do BNDES para o ministro Caio Vieira de Mello ficou vazia. Por lá, realizava-se o seminário “Histórico e Desafios do FAT”, para celebrar os 30 anos do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Na véspera, na abertura da 150a Reunião Ordinária do Codefat, o ministro já dizia a quem quisesse ouvir o motivo da sua ausência no evento: “Não vou ficar mais um dia no Rio para ouvir o Serra”. O senador José Serra foi o autor da proposta constitucional que garantiu os recursos do PIS/Pasep para financiar o seguro-desemprego e teve participação na criação do FAT. No fim, nem Mello nem Serra compareceram ao seminário.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.11.18
ED. 5988

Temer preenche vagas

O Palácio do Planalto deve “recuar do recuo” e manter a nomeação dos indicados para as quatro vice-presidências da Caixa vagas desde agosto. Michel Temer atenderia, assim, a uma recomendação da AGU para evitar um futuro processo de prevaricação. Se bem que, tudo indica, esse seria o menor dos problemas de Temer em 2019.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.10.18
ED. 5985

Quem quer ouvir Michel Temer?

Michel Temer pretende fazer um pronunciamento em cadeia de rádio e TV até o fim desta semana para propagandear seu “legado” ao futuro presidente, Jair Bolsonaro. A apresentação deverá ser dividida em quatro eixos: economia, segurança pública, área social e infraestrutura. A Casa Civil já está municiando a comunicação do Palácio do Planalto com números e mais números. Será uma das últimas oportunidades para o marqueteiro de Temer, Elsinho Mouco, justificar sua presença no Palácio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.10.18
ED. 5983

O combustível final de Temer

O presidente Michel Temer está usando o poder que ainda lhe resta na reserva do tanque para assegurar que o projeto de lei do Rota 2030, o novo acordo automotivo, seja votado no plenário da Câmara até a próxima quinta-feira. Consta que o Palácio do Planalto, notadamente o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, colocou todo o seu empenho para que a prorrogação do regime automotivo regional por mais cinco anos contemplasse também as regiões Norte e Centro-Oeste. Hyundai e Mitsubishi, instaladas em Goiás, agradecem.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.10.18
ED. 5981

Ministros de transição

Ministros de Michel Temer vêm se achegando a Jair Bolsonaro. Sergio Sá, da Cultura, se engajou na campanha do Capitão e mantém intensa interlocução com Flavio Bolsonaro. Quem também se aproxima de Bolsonaro é o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.10.18
ED. 5977

Temer se despede com uma derrama nas compras pela internet

Ao apagar das luzes, a gestão Temer prepara uma desagradável surpresa para os milhões de brasileiros que despacham divisas para fora do país, entupindo os sites internacionais de e-commerce de pedidos. O governo planeja aumentar a taxação para as compras no exterior feitas pela internet. A principal medida a caminho seria o fim da isenção para remessas abaixo de US$ 50 feitas de pessoa física para pessoa física – há decisões da Justiça que sobem esse piso para US$ 100 com base em um Decreto-Lei, mas a Receita Federal considera o valor de US$ 50. Com isso, o Fisco tentaria coibir a versão cibernética do “jeitinho brasileiro”.

A Receita já mapeou, não é de hoje, os ardis utilizados pelos consumidores, com a conivência de grandes empresas internacionais de e-commerce, para ludibriar o Leão. Há serviços na internet que simulam caixas postais ou pessoas físicas. Os brasileiros são useiros e vezeiros em se utilizar da artimanha de triangular compras de produtos com esses perfis fake para descaracterizar que o remetente original da mercadoria é um site de e-commerce. As plataformas digitais chinesas são consideradas as campeãs de cumplicidade no quesito. Uma medida ainda mais dura considerada pelo governo é o aumento da própria alíquota sobre as encomendas internacionais – hoje o imposto é de 60% sobre o valor total (preço de face do produto, mais frete e eventual custo de seguro).

Neste caso, Michel Temer aproveitaria seus últimos momentos no Palácio do Planalto para “fazer o bem” vendo a quem. O lobby neste sentido vem dos grandes grupos da área de varejo e das maiores administradoras de shopping centers do país, todos atingidos pelo deslocamento de uma parcela importante de vendas para o comércio online internacional. Mesmo com o câmbio nas alturas e o desemprego na casa dos 14%, estima-se que, neste ano, os brasileiros gastarão mais de US$ 3,3 bilhões na compra de bens de consumo em sites estrangeiros, o que significará uma alta de mais de 20% em relação a 2017. No ano passado, essa cifra já havia crescido 15%.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.10.18
ED. 5977

Meu partido, minha vida

Michel Temer confidenciou a pessoas próximas a intenção de assumir a presidência do MDB em 2019. Chega a ser um projeto tão prosaico quanto inócuo. O teto do partido não protegerá Temer dos riscos que o esperam a partir de primeiro de janeiro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.10.18
ED. 5974

Risco jurisdicional ronda renovação de concessões

Algumas consultorias internacionais estão avaliando com certo temor os contratos de renovação das concessões feitos pelas agências reguladoras ou, quando não raras vezes, pelo Palácio do Planalto. A preocupação é que as ações do governo Temer sofram alguma suspeição, notadamente em relação às prorrogações acertadas sem licitação. A cobrança viria mais à frente.

O governo tem trocado investimento futuro por alargamento dos prazos das concessões. A priori, tudo é feito como se deveria, com estudos técnicos e documentos submetidos ao Tribunal de Contas da União (TCU). Ocorre que as renovações em troca de investimento não passam pela clivagem de um leilão prévio, que poderia medir a disposição de outro agente privado em ofertar valores maiores.

Problemas já ocorreram na área portuária, onde prorrogações foram suspensas e outras politizadas. Agora mesmo, em sua corrida desenfreada para tocar concessões para frente, o governo acelerou a permanência por mais 30 anos da Malha Paulista, que vai de Santa Fé do Sul (SP) até o Porto de Santos. É o primeiro caso de prorrogação antecipada de uma concessão ferroviária no país. As consultorias não discutem lisura, mas o ambiente político, no qual mesmo correções pontuais podem ser vistas como ameaça de recrudescimento do risco jurisdicional. O momento é delicado para quem renova ou para quem teve sua concessão renovada.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.10.18
ED. 5973

BNDES versão pocket

O BNDES segue em seu processo de desidratação. A previsão é que os desembolsos do ano caiam 60% em relação aos realizados em 2017. As liberações para o terceiro trimestre apontam para uma queda superior em 30% nas aplicações. No primeiro semestre os desembolsos caíram a 17% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O banco está alinhado junto aos ministérios com maiores orçamentos, quase todos acumulando restos a pagar. Inacreditável, mas o governo de Michel Temer não consegue sequer gastar o autorizado. E mesmo assim produzirá um mastodôntico déficit nas suas contas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.10.18
ED. 5969

Governo Temer cria uma “agência paralela” para os planos de saúde

Enquanto os olhares se voltam para as eleições, discretamente o governo Temer e as operadoras de medicina de grupo costuram uma camisa de força sob medida para a Agência Nacional de Saúde (ANS). Segundo o RR apurou, em até 15 dias a Presidência da República vai publicar o decreto que reativa as funções do Conselho de Saúde Suplementar (Consu). Na última sexta-feira, o próprio Temer e o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, estiveram reunidos no Palácio do Planalto com o presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Reinaldo Scheibe. O receituário do encontro não poderia ser outro. Na prática, o Consu vai tirar da ANS a autonomia na definição das regras para o setor de medicina de grupo. É como se os planos de saúde ganhassem uma agência paralela, mais flexível. O futuro ministro da Casa Civil, onde o Frankenstein regulatório ficará pendurado, terá uma injeção extra de poder. Questões viscerais, como o reajuste de tarifas dos planos de saúde, passarão pelo seu gabinete.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.18
ED. 5963

Ometto esbarra na “Estação TCU”

No encontro que teve com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, na última quarta-feira, o empresário Rubens Ometto falou de eleições (pouco) e de ferrovia (muito). Hoje, um dos grandes nós entre os negócios de Ometto é a renovação antecipada da concessão da Malha Paulista, pertencente à Rumo Logística. Depois de mais de um ano sentada sobre a questão, a ANTT aprovou a extensão do contrato por mais 30 anos. Ometto, no entanto, ainda aguarda pelo sinal verde do TCU, onde o processo está parado. Na conversa com Temer, o empresário jogou com sua carta trunfo, alertando que um investimento da ordem de R$ 4,5 bilhões está condicionado à renovação da concessão. A essa altura, contudo, a três meses de deixar o Planalto, o presidente está longe de ser o melhor “advogado” da República para interceder junto ao TCU.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.09.18
ED. 5961

Confins é uma bomba-relógio no colo do futuro governo

Como se não bastasse o fracasso do seu programa de concessões, a Era Temer ainda deixará um bilionário contencioso na conta do futuro governo. O RR apurou que a BH Airport, leia-se CCR, operadora do Aeroporto de Confins, está entrando nos próximos dias com uma ação no STJ para barrar a reabertura do terminal da Pampulha a voos comerciais. De acordo com a fonte do RR, o grupo exigirá uma indenização superior a R$ 10 bilhões da União caso a decisão seja mantida – o valor corresponde à receita projetada e aos investimentos previstos no período da concessão (30 anos). A CCR alega que a medida criará um desequilíbrio concorrencial não previsto no contrato de concessão de Confins. No ano passado, a concessionária chegou a entrar com um pedido de liminar no próprio STJ, sem sucesso. Recentemente, a empresa sofreu outras duas derrotas. No último dia 11, a Anac publicou portaria autorizando a operação de grandes aeronaves na Pampulha. Na semana passada, a área técnica do TCU considerou improcedente representação feita pelo senador e candidato ao governo de Minas Gerais Antonio Anastasia contra a reabertura da Pampulha a voos interestaduais. Além disso, recomendou ao plenário da Corte a suspensão de medida cautelar que impedia a medida. Ou seja: no intervalo de dez dias, a CCR e sua sócia na BH Airport, a Zurich Airport, levaram dois torpedos em pleno voo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26/09/18 12:22h

coutinho.r@uol.com.br

disse:

Na qualidade de ex-presidente do CADE e permanente estudioso das questões concorrenciais, não vejo como correta a manutenção do monopólio de Confins. O aeroporto da Pampulha, pelas suas próprias dimensões, é voltado para operações de média distância, operando , no limite, aeronaves B-737-800 e A-320, mesmo assim sem utilizar sua capacidade plena de combustível. É ideal para trechos Pampulha/Brasilia, Pampulha/S.Dumont e Pampulha/Congonhas. Nada impede que CNF opere também com esses destinos. Além do mais, Pampulha é ideal para os voos regionais, tradicionalmente usados pelos ATR-42 e ATR-72. Á maioria das grandes cidades possuem 2 ou mais aeroportos, geralmente um mais central. Injustificável, portanto, do ponto-de-vista concorrencial, a manutenção do monopólio de Confins. É a minha colaboração ao debate do tema. RUY COUTINHO - Ex-presidente do CADE,

25.09.18
ED. 5960

Nada a temer, ao menos até 2019

O Palácio do Planalto considera baixo o risco de que a PGR Raquel Dodge apresente ao STF a terceira denúncia contra Michel Temer. E menor ainda que exista tempo hábil para a Câmara dos Deputados abrir e votar um eventual processo de afastamento do presidente até o fim do mandato. Os problemas de Temer começam mesmo para valer a partir de 1o de janeiro de 2019.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.09.18
ED. 5956

O pato manco e a águia doida

O Itamaraty ainda tenta confirmar um encontro reservado entre Michel Temer e Donald Trump no próximo fim de semana, quando o presidente brasileiro estará em Nova York para participar da assembleia geral da ONU. Por ora, no entanto, não tem encontrado reciprocidade da parte da diplomacia norte-americana.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.09.18
ED. 5954

Henrique Meirelles cola em Temer para propagandear seu “governo de transição”

Os vídeos de Michel Temer nas redes sociais com críticas a Geraldo Alckmin e Fernando Haddad são apenas as primeiras cenas da colaboração velada entre o Palácio do Planalto e a campanha de Henrique Meirelles. Há um esforço conjunto e coordenado no sentido de alavancar a candidatura do emedebista. A priori, Temer continua sendo uma presença infectocontagiosa para a imagem de qualquer candidato e, para todos os efeitos, seguirá a léguas de distância de Meirelles. No entanto, o ex-ministro da Fazenda acredita ter encontrado um veio na relação com o presidente que só ele pode explorar.

Meirelles é o único dos concorrentes ao Planalto capaz de trazer para si a negociação com o governo de soluções antecipadas para alguns dos dramáticos problemas a serem enfrentados pelo futuro presidente. Mais do que qualquer outro candidato, Meirelles pode dizer com autoridade que o “governo de transição” começa antes mesmo da eleição. É sintomático, por exemplo, que o atual titular da Fazenda, Eduardo Guardia, uma extensão de Meirelles no cargo, tenha surgido em cena na semana passada resgatando a reforma da Previdência, com a proposta de um mutirão no Congresso para a aprovação do projeto logo após as eleições.

Quase que simultaneamente chama a atenção também a movimentação do ministro em torno da elaboração de proposta para a redução do Imposto de Renda para Pessoa Jurídica (IRPJ). Ninguém, a bem da verdade, acredita que o Congresso Nacional aprove qualquer medida polêmica ou impopular nesse período. Mas Henrique Meirelles poderia trazer para si a resolução do problema orçamentário do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), programas sociais que tiveram parcela expressiva de verbas diferidas para aprovação futura pelos congressistas. A saída está dada – ver RR edição de 13 de setembro – e tem sido objeto de discussão entre o candidato emedebista e seus ex-companheiros de equipe econômica.

O expediente não passa pelo Congresso. Os recursos seriam providos do lucro do Banco Central, uma artimanha fiscalmonetária condenada à extinção, que transfere para a instituição a rentabilidade das reservas cambiais sem que elas tenham sido vendidas. Conseguindo ou não êxito em suas demandas, o importante na campanha é o discurso e o espaço no noticiário. A reaproximação do governo e do presidente da República que o próprio Henrique Meirelles renega em sua campanha eleitoral é uma desesperada tentativa de içar uma candidatura pregada no chão. Com 3% nas últimas pesquisas do Ibope e do Datafolha, o solitário emedebista tem de inventar algo diferente, mesmo correndo o risco de levar um tombo.

Michel Temer é um chapéu de dois bicos: tanto atrapalha quanto ajuda. A estratégia de usar o próprio Temer para satanizar Geraldo Alckmin nas redes sociais foi elaborada a partir de uma “joint venture” entre Elsinho Mouco, o marqueteiro da Presidência da República, e os publicitários Chico Mendez e Paulo Vasconcellos, responsáveis pela comunicação de Meirelles. Outras peças deverão ser produzidas e disseminadas nos próximos dias. Enquanto isso, Meirelles analisa se vale a pena posar como o “candidato-estadista” que convenceu o presidente da necessidade de resolver parte dos graves problemas do futuro governante, seja ele quem for.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.09.18
ED. 5952

Michel Temer despreza solução para manter Bolsa Família no Orçamento

O presidente Michel Temer e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, preocupados apenas com a porta dos fundos, ignoraram uma decisão política da área econômica que, se fosse em início de governo, não passaria jamais. O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, empurrou metade das verbas do Bolsa Família para fora da proposta orçamentária de 2019. São R$ 15 bilhões que irão engordar um montante de R$ 258,1 bilhões – valor este que exige pedido de crédito adicional aos parlamentares.

O que deixou o Bolsa Família ao relento foi a ladainha da “Regra de Ouro”, que proíbe o endividamento público para o pagamento das despesas de custeioda máquina do estado. Na seleção de despesas que ficariam fora da cobertura orçamentária, o Planejamento não pestanejou: metade do Bolsa Família ficou dependurada. A medida causou constrangimento em alguns funcionários vinculados à área social do governo Temer e a técnicos ligados a Henrique Meirelles.

O incômodo é que havia uma saída à vista. O governo acumulou uma bolada com o lucro do Banco Central oriundo da desvalorização das reservas cambiais. Trata-se de uma espécie de pedalada fiscal-cambial enrustida, prestes a ser proibida pelo Congresso. O Banco Central transfere recursos ao Tesouro sem ter vendido as reservas, apenas em função de uma rentabilidade puramente contábil. Todos os governos, nos últimos anos, vêm usando o expediente para cobrir o buraco da “Regra de Ouro”.

Mas com Temer o uso do “jeitinho” excedeu a todas as gestões anteriores. Agora mesmo, o governo separou R$ 30 bilhões desse “lucro do BC” – que supera as centenas de bilhões de reais – para tampar o rombo da “Regra de Ouro”. A crítica que se faz é porque o governo não faz um a acerto de contas dessa dinheirama com o dinheirinho para pagar o Bolsa Família dentro do orçamento. A medida é simbólica e pode representar menos um abacaxipara Henrique Meirelles descascar. Afinal, esse governo que expurga o Bolsa Família foi o seu. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que poderia impedir a decisão, foi indicado por ele. E o uso da imagem de Lula e do próprio Bolsa Família na sua campanha eleitoral pode ir para a cucuia. Mas ainda há tempo para o bom senso.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.09.18
ED. 5952

Pouso forçado

A promessa do governo Temer de realizar, ainda neste ano, uma PPP para o controle do tráfego aéreo em todo o país deve ir para o espaço. As primeiras gestões junto ao Tribunal de Contas da União têm sido complexas. O TCU vai analisar o novo modelo da licitação vis-à-vis cada um dos 68 contratos hoje mantidos separadamente pela Aeronáutica, que, no plano de voo do governo, serão unificados em uma única PPP. Com isso, a licitação estimada em mais de R$ 4 bilhões corre o risco de só decolar no próximo governo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.09.18
ED. 5945

Embargo russo sangra os frigoríficos brasileiros

A convicção de que o governo Temer acabou faz tempo se espalha também pelo setor agropecuário. O embargo da Rússia à carne brasileira, que já entrou no nono mês, está deixando um dramático rastro de demissões sem qualquer sinal de solução do Ministério da Agricultura e do Itamaraty para o impasse. Segundo o RR apurou, números que circulam na própria Pasta da Agricultura indicam que os frigoríficos já abateram quase três mil postos de trabalho em decorrência direta da suspensão dos embarques para a Rússia. O problema tende a se agravar consideravelmente se não houver um acordo com o governo russo no curto prazo. O setor já calcula que os cortes deverão duplicar até o fim do ano, em razão do efeito cascata que a queda das exportações tem sobre o preço dos produtos no próprio mercado interno e consequentemente sobre a rentabilidade das empresas. No segmento de carnes suínas, a situação é ainda mais dramática: produtores já operam com margens negativas de 20%. De acordo com um empresário do setor ouvido pelo RR, o ministro Blairo Maggi manteve uma série de contatos com grandes grupos frigoríficos ao longo da última semana. Segundo a mesma fonte, Maggi acenou com a resolução do imbróglio bilateral ainda em setembro. Trata-se da mesma promessa que vem sendo refogada mês atrás de mês.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.08.18
ED. 5941

Um satélite fora de órbita

Uma das raras licitações que o governo Temer conseguiu realizar corre sério risco de ir para o espaço. O Palácio do Planalto e o próprio ministro Gilberto Kassab jogaram a toalha e vão empurrar para o próximo governo o imbróglio em torno da exploração do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações e Estratégicas (SGDC). A menos de dois meses das eleições, o governo desistiu de comprar briga com todas as instâncias – públicas e privadas – contrárias ao contrato firmado entre a Telebras e a norte americana Viasat. O TCU suspendeu o acordo. A Procuradoria Geral da República identificou irregularidades na licitação. E até as operadoras de telefonia celular entraram na Justiça contra a operação, alegando, entre outros pontos, que deveriam ter tido preferência na disputa. Por ora, a gestão segue nas mãos das Telebras. O SGDC cumpre missões estratégicas e sensíveis: além de ampliar o acesso à banda larga na Região Norte, serve para comunicações das Forças Armadas na frequência X.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.08.18
ED. 5934

Um pé em cada canoa

PP e DEM, integrantes da coalizão baleia montada por Geraldo Alckmin, trabalham para descolar sua imagem do governo Temer, mas jamais se distanciando do poder. Os democratas emplacaram Henrique Sartori como secretário executivo do Ministério da Educação. Já Ciro Nogueira, presidente do PP, reuniu-se com Michel Temer na semana passada e saiu com a garantia de duas nomeações para a Agência Nacional de Saúde (ANS).

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.08.18
ED. 5934

Síndico ausente

Michel Temer ainda deverá fazer ao menos mais uma viagem internacional antes de passar a faixa presidencial ao sucessor. Será um tour por países da América Latina. A essa altura, tanto fez como tanto faz.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.08.18
ED. 5933

O estranho fadeout do governo Temer no setor elétrico

O setor elétrico brasileiro viveu um curto circuito no dia de ontem. Segundo o RR apurou, mais ou menos na mesma hora em que a Eletrobras anunciava a venda de 71 participações em SPEs, a área técnica do TCU fez questionamentos extraoficiais aos critérios adotados pela estatal para a formação de preço dos ativos. O piso estipulado para os 18 lotes, R$ 3,1 bilhões, se baseia no valor contábil das participações. De acordo com informações filtradas da própria empresa, a Eletrobras não procedeu a avaliação econômica dos ativos. Estima-se que o valor econômico potencial seria da ordem de R$ 8 bilhões, bem mais que o dobro da cifra fixada.

Ressalte-se que a maior parte das SPEs é composta por investimentos que já atingiram seu ponto de maturação. São parques eólicos e linhas de transmissão em operação, com fluxo de caixa, o que aumenta a sua atratividade. Consultada acerca da ausência do laudo de avaliação econômica, a Eletrobras não se pronunciou sobre o tema, limitando-se a reproduzir os fatos relevantes divulgados ao mercado com as condições gerais do leilão. A contestação do TCU coloca, desde já, uma espada sobre os eventuais compradores dos ativos, diante do  risco de um posterior embargo à operação.

A quarta-feira se mostrou ainda mais insólita. Das duas uma: ou o governo Temer está batendo cabeça no setor elétrico ou identificou uma oportunidade derradeira de impor problemas para vender suas habituais soluções. Somente uma destas hipóteses explica a dúbia mensagem passada ao mercado. No mesmo dia em que a Eletrobras anunciava a venda das 71 participações, sendo 21 delas usinas eólicas, o novo diretor-geral da Aneel, André Pepitone da Nóbrega, e o ministro Moreira Franco acenaram com a possibilidade de um corte radical nos subsídios para a geração de energia limpa.

Traçando-se uma linha reta entre os dois pontos, é como se o dono de um imóvel estivesse desvalorizando seu próprio patrimônio no momento em que o coloca à venda. Mas, de tão desordenados, talvez exista alguma coreografia entre estes dois movimentos. Tamanha contradição se dá justamente no instante em que investidores do setor elétrico têm a sua disposição, de uma só vez, a maior oferta de ativos em energia limpa dos últimos anos no Brasil. Este sinuoso enredo não pode ser dissociado do timing político. Após passar quase dois anos trabalhando em cima do melhor modelo para o leilão, fica a sensação de que a Eletrobras corre para realizar a licitação das SPEs dentro do mês de setembro, portanto antes das eleições. É o tempo que resta até o apagar das luzes de Temer, Moreira e cia.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.08.18
ED. 5926

Saideira

A italiana Gavio é forte candidata ao leilão da Rodovia de Integração do Sul, marcado para novembro – uma das raras concessões que ainda devem sair do papel no governo Temer

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.08.18
ED. 5922

Privatização?

O governo Temer deverá liberar a participação da própria Caixa Econômica na segunda – e provavelmente última – tentativa de privatização da Lotex. A primeira licitação das loterias federais foi suspensa por falta de candidatos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.07.18
ED. 5913

Prefeitos infelizes

O Programa Criança Feliz – criado, entre outras razões, para transformar a primeira-dama Marcela Temer em “garota propaganda” do governo –tornou-se um ponto de fricção entre prefeitos e Michel Temer. A Confederação Nacional dos Municípios prepara uma ofensiva para denunciar o desmonte do projeto e a suspensão dos repasses prometidos às Prefeituras.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.07.18
ED. 5910

Ausência programada?

Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira foram a Michel Temer na tentativa de demovê-lo da ideia de fazer um giro pela África e pela Ásia entre o fim de julho e a primeira semana de agosto. O argumento é que o período concentrará o auge das convenções partidárias e a definição dos candidatos à Presidência. Temer ouviu, ouviu e não disse que sim nem que não.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.07.18
ED. 5906

Temer não ajuda ninguém

Michel Temer criou um problema a mais para a eventual candidatura de Henrique Meirelles. Na avaliação dos assessores de Meirelles, a decisão de Temer de tirar o Ministério do Trabalho do PTB sepultou as últimas esperanças do ex-ministro de contar com o apoio do partido de Roberto Jefferson

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

05.07.18
ED. 5903

Viagem de Temer à Rússia abre “vaga” para Cármen Lúcia

Segundo informações filtradas do próprio Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer está decidido a viajar para Moscou caso a seleção brasileira chegue à decisão da Copa do Mundo. A questão foi discutida na última segunda-feira à tarde, logo após a partida contra o México, pelo próprio Temer e o ministro Eliseu Padilha – além do sempre presente marqueteiro Elsinho Mouco. A essa altura, a viagem do mais impopular presidente da história do Brasil pouco importa pelo fato em si, mas, sim, pelo rebuliço institucional que provocará, mexendo com as principais peças dos três Poderes.  A ausência de Temer exigirá uma articulação envolvendo os comandos do Legislativo e do Judiciário. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício de Oliveira, não poderão assumir interinamente a vaga. Caso contrário, estarão impedidos de disputar a reeleição ao Congresso. A saída é uma “debandada” geral. Maia e Eunício também precisarão deixar o país simultaneamente à ausência de Temer, o que abrirá caminho para que a presidente do STF, Cármen Lúcia, despache no Palácio do Planalto enquanto Neymar e cia. disputam o hexa. O expediente, ressalte-se, já teve de ser usado em abril, quando Temer foi a Lima, no Peru, para participar da Cúpula da Américas. Na ocasião, Maia e Eunício cumpriram convenientes missões oficiais, respectivamente no Panamá e no Japão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.07.18
ED. 5901

Temer vai à China resgatar sobras de acordo bilateral

O presidente Michel Temer deverá ir a Pequim em agosto para salvar um acordo bilateral que, na prática, ainda não vingou: o Fundo Brasil-China de Cooperação para Expansão da Capacidade Produtiva, uma herança dos tempos de Dilma Rousseff. A piro-técnica parceria começou com cifras siderais, da ordem de US$ 50 bilhões. Posteriormente, o valor caiu para US$ 20 bilhões. E, ainda assim, Temer vai atrás apenas de uns farelos dessa cifra, algo em torno de US$ 2 bilhões. Se tudo correr como o Planalto espera, os governos dos dois países vão anunciar os primeiros projetos beneficiados, a começar pela construção do terminal portuário de São Luís (MA), conduzido pela China Communications Construction Company (CCCC). O RR apurou que a Cofco, gigante chinesa do agronegócio, também deverá ser contemplada, com recursos, sobretudo, para a construção de estruturas de armazenagem. O governo brasileiro ainda tem a esperança de garantir financiamento ao menos para um dos grandes projetos ferroviários em estudo no país: a Ferrogrão ou a Ferrovia de Integração Oeste-Leste. A seis meses do fim do mandato, no entanto, é muito pouco provável que consiga deslanchar nem que seja uma das duas licitações.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.06.18
ED. 5896

A Copa do Mundo de Temer já está perdida

O marqueteiro do Palácio do Planalto, Elsinho Mouco, encomendou pesquisa para avaliar o impacto que a Copa do Mundo pode ter no animus nacional. Puro diversionismo! A essa altura, não há hexacampeonato que melhore a popularidade de Michel Temer. Esse é um jogo perdido.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.06.18
ED. 5896

Quem sabe, em 2019?

O governo renovou por mais um ano – ou seja, pós-mandato – o contrato do intérprete pessoal de francês que atende a Michel Temer. Quem sabe, em 2019, ele não possa ser útil a Temer em alguma missão no exterior?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.06.18
ED. 5895

A última viagem

O presidente Michel Temer deverá fazer ao menos um grande giro internacional antes do fim do mandato. O Itamaraty trabalha para reagendar a viagem à Ásia, adiada duas vezes por conta das “flechadas” da PGR contra Temer. A avaliação do Planalto é que dificilmente haverá uma terceira denúncia. Nunca se sabe…

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.06.18
ED. 5894

O lusco-fusco de Temer

Michel Temer, o presidente que “dominava” o Legislativo, corre sério risco de sofrer mais uma derrota no Congresso. A própria bancada do MDB, à frente o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, trabalha para derrubar o projeto de lei que prevê o pagamento das dívidas das distribuidoras da Eletrobras no Norte com a criação de fundos setoriais e o repasse de parte dos valores para as contas de luz.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.06.18
ED. 5889

Canarinho Pistola

A dois dias da estreia do Brasil da Copa do Mundo, os assessores de Michel Temer ainda discutem o rito a ser seguido pelo presidente no próximo domingo. Há divergências, por exemplo, quanto à conveniência de se produzir imagens de Temer assistindo à partida com a camisa da seleção. Queira-se ou não, “amarelinha” em político virou símbolo de corrupto protestando contra o seu ofício

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.06.18
ED. 5888

Atletas olímpicos armam ataque em bloco contra Temer

A popularidade de Michel Temer caiu abaixo de zero, ao menos entre os atletas brasileiros. Nomes conhecidos do esporte nacional, como o ginasta Diego Hypólito, a nadadora Joanna Maranhão e a ex-jogadora de vôlei Ana Mozer, se mobilizam e articulam uma grande manifestação contra o presidente Temer. A ideia é realizar um ato público já no próximo fim de semana, além de um bombardeio nas redes sociais. Interlocutores dos atletas também negociam com veículos da mídia espaços para o lançamento de uma campanha contra a Medida Provisória 821, assinada por Temer. A MP transfere para o Ministério da Segurança Pública recursos das loterias federais que eram destinados ao Comitê Olímpico do Brasil (COB) e outras entidades esportivas. Estima-se que cerca de R$ 500 milhões deixarão de passar pelo orçamento do Ministério dos Esportes e por secretárias estaduais e municipais. A Medida Provisória já é tratada como o “fim” de diversas modalidades olímpicas brasileiras, que dependem visceralmente de subsídios públicos. A “rebelião” dos atletas tem o apoio de grandes clubes brasileiros, como Flamengo e Corinthians. Os desportistas não são insensíveis ao gravíssimo problema da segurança pública, justificativa para a MP. Mas o entendimento é que o governo federal foi radical, além de sequer ter convocado as entidades esportivas para discutir outros cenários.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.06.18
ED. 5887

Jogo de cena

O DEM tem feito uma curiosa coreografia com o Palácio do Planalto. À luz do dia, Rodrigo Maia se distancia de Michel Temer e de seu entorno; quando a noite cai, o deputado Heráclito Fortes (DEM-PI) chega e reconstrói as pontes, com a ajuda de Romero Jucá e Eliseu Padilha.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.06.18
ED. 5884

Perigo real e imediato

Em seu jogo nervoso de aproximações e distanciamentos, Michel Temer e Rodrigo Maia tiveram um discreto encontro na semana passada para discutir cenários eleitorais. Segundo o RR apurou, a conversa girou em torno da “ameaça” de uma polarização entre a esquerda – seja o candidato do PT ou Ciro Gomes – e Jair Bolsonaro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.06.18
ED. 5883

O apelo dos Yunes

O Planalto monitora, com alta dose de apreensão, os “batimentos” de José Yunes, o amigo de Michel Temer. Informações que circulam no Palácio dão conta de que o advogado estaria sendo pressionado pela família a fechar um acordo de delação premiada. O pedido da Polícia Federal de quebra do sigilo telefônico do próprio Temer, e também dos ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, deve aumentar o tom dos apelos familiares. A PF investiga a venda de um imóvel de Yunes à primeira-dama, Marcela Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.06.18
ED. 5883

Memórias da Lava Jato

Vem aí a “terceira denúncia” contra Michel Temer. Rodrigo Janot, que está escrevendo um livro sobre os bastidores da sua passagem pela PGR, já tem proposta para transformar as memórias da Lava Jato em filme

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.06.18
ED. 5882

Adiando aparição

Henrique Meirelles, o candidato do governo que não é candidato do governo, vai adiar ao máximo sua aparição em eventos públicos ao lado de Michel Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

05.06.18
ED. 5881

Anúncio de gaveta

Parece até que Michel Temer ainda é candidato. A comunicação do Palácio do Planalto, à frente o marqueteiro Elsinho Mouco, já tem engatilhada uma campanha para alardear o sucesso do leilão de blocos do pré-sal programado para a próxima quinta-feira. Tão logo a licitação da ANP seja concluída, começará o bombardeio nas redes sociais

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.06.18
ED. 5880

Távola redonda

A távola redonda de Michel Temer, notadamente Eliseu Padilha e Romero Jucá, tem cobrado que o pré-candidato Henrique Meirelles seja mais incisivo na defesa do governo. Melhor esperar sentado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.06.18
ED. 5880

Desimportante

Michel Temer descartou a ideia de viajar à Rússia para a estreia da seleção na Copa. De tão desimportante, a missão de representar o governo cairá no colo do ministro do Esporte, Leandro Cruz.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.05.18
ED. 5877

Cenários de risco já admitem até estado de sítio e suspensão do processo eleitoral

O “sucesso” da greve dos caminhoneiros pode resultar em uma descarga  elétrica nos movimentos sociais com  impactos  imprevisíveis sobre a Segurança Nacional e o próprio processo eleitoral. O cenário desenhado por analistas políticos não é o mais provável nem o desejável, porém é possível. Essa probabilidade, ainda que diminuta, tem levado a área de Inteligência do governo a um estado de tensão inédito mesmo em uma gestão conturbada como a de Michel Temer.

O risco de um estágio avançado de desabastecimento, suspensão dos serviços públicos e comoção social resultaria na decretação de um  estado de sítio, permitindo, segundo o  Artigo 139 da Constituição, as seguintes  medidas: obrigação de permanência em  localidade determinada; detenção em  edifício não destinado a acusados ou  condenados por crimes comuns; restrições relativas à inviolabilidade da  correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da lei; suspensão da liberdade de reunião; busca e apreensão em domicílio; intervenção nas empresas de serviços públicos; e requisição de bens. Esse cenário tétrico não suportaria a realização das eleições. O Gabinete de Segurança Insttucional da Presidência da República, que vem sendo acusado de responsável pela não antecipação do movimento dos caminhoneiros, está inteiramente voltado a medir a pulsação dos grupos de risco na área psicossocial.

Nos últimos dias, houve um número de  alusões a greves superior ao verificado  em todo o mandato de Temer. As ondas começam a se multiplicar: o locaute dos  caminhoneiros sequer foi contornado e já há uma paralisação dos petroleiros  que pode ser iniciada ainda hoje. No Rio de Janeiro, contavam-se ontem 20 focos de greve.

O GSI tem intensificado o monitoramento das principais entidades sindicais do país, que dão crescentes sinais de aproximação entre si. O mais acentuado até o momento veio no dia 1º de maio: pela primeira vez desde a redemocratização, o quarteto organizou um ato único no Dia do Trabalho, em Curitiba, que se transformou em um  protesto contra a prisão do ex-presidente Lula. Outro movimento agudo nesta direção está previsto para o dia 8 de junho, quando representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores  (UGT) e Central dos Trabalhadores e  Trabalhadoras do Brasil (CTB) vão se  reunir.

Será o primeiro de uma série de encontros com objetivo de discutir e elaborar uma agenda única do movimento trabalhista para as eleições. As propostas serão levadas aos principais candidatos à Presidência da República. As articulações têm sido conduzidas,notadamente, pelos presidentes da CUT, Vagner Freitas, e da  CTB, Adilson de Araújo. A negociação,  por si só, já representa um fato novo no ambiente político, a começar pela quebra do estado de abulia em que as grandes centrais sindicais do país estão mergulhadas.

O movimento sugere uma possível unicidade entre atores que hoje estão não apenas distantes uns dos outros, mas identificados com partidos distintos e até mesmo de campos políticos conflitantes. A CUT é historicamente ligada ao PT, assim como a CTB, ao PCdoB. A Força, por sua vez, é o braço sindical do Solidariedade – ambos controlados pelo deputado Paulinho da Força.

Já a UGT é alinhada ao PSD, de Gilberto Kassab. No âmbito do GSI, existe uma preocupação com o efeito dominó que estes movimentos possam provocar.  Há um receio ainda maior em relação ao risco de que essas manifestações de classe venham a retroalimentar, até de forma irresponsável, algumas das campanhas eleitorais.A partir de agora, muitas ações podem ser deflagradas não necessariamente de forma espontânea e sem que se saiba muito bem suas origens – a própria paralisação dos caminhoneiros ainda é um processo cercado de interrogações. Todos estes fatores cruzados trazem a reboque a ameaça de um novo “junho de 2013”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.05.18
ED. 5877

A Copa de Temer é outra

Em meio à grave crise deflagrada pela paralisação dos caminhoneiros, o Palácio do Planalto se debruça sobre uma questão a esta altura absolutamente prosaica: a presença ou não de Michel  na estreia do Brasil na Copa, no dia 17 de junho, em Rostov. O marqueteiro Elsinho Mouco, que ainda age como se o presidente fosse disputar a eleição, defende sua viagem à Rússia. Eliseu Padilha e Romero Jucá acham a ideia um disparate. E Temer? Como de hábito, o mais provável é que reflita, reflita, reflita e nada decida, o que, neste caso, significará ficar onde está.

Por falar em Copa, as vendas de camisas da seleção brasileira estão acima das projeções da Nike. Até o momento, o total comercializado já equivale ao dobro das vendas acumuladas no fim de maio de 2014. Isso, ressalte-se, em um intervalo menor: a Nike lançou a linha 2018 apenas em março – no Mundial do Brasil, as vendas começaram no início do ano. A essa altura, a julgar pelo panelaço contra Michel Temer no domingo à noite, é possível que as novas camisas tenham outra serventia além da torcida pela seleção.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.05.18
ED. 5871

Um escorpião destila a chapa Alckmin-Meirelles

Fernando Henrique Cardoso já emplacou a equipe econômica; agora quer fazer o vice de Geraldo Alckmin. Mentor do movimento feito por Alckmin na semana passada, colando sua campanha ao dream team do Plano Real, à frente Pérsio Arida e Edmar Bacha, FHC dedica-se a costurar a aliança entre o PSDB e o MDB e consequente indicação de Henrique Meirelles como companheiro de chapa do candidato tucano. Pelo menos é o que se espera entre os próceres tucanos. Sabe-se que FHC é ambíguo por natureza. Mas, a priori, o rito será cuidadosamente cumprido.

Nesta semana, FHC deverá se reunir com Michel Temer, detentor da caneta do orçamento do governo e um dos árbitros do MDB. Além da costura política, trata-se do cumprimento do protocolo, pois Temer ainda não anunciou a inevitável retirada da sua pré-candidatura à Presidência. Há informações de que a desistência poderá ser formalizada amanhã, durante o lançamento do documento “Encontro com o Futuro”, do MDB.

Na ocasião, o partido anunciaria a candidatura de Meirelles. Ainda que isso ocorra, os dados continuarão rolando até o início oficial da campanha. O fato é que FHC parece disposto a usar seu poder de sedução para convencer Meirelles a ser a peça que falta na chapa de Geraldo Alckmin. A dobradinha “Alckmin-Meirelles” teria a sonoridade capaz de atrair DEM, PP, PTB, PSD etc. Ao mesmo tempo, poderia, enfim, colocar um brilho nos olhos opacos da Av. Paulista e da Faria Lima, por ora, desanimados com a abulia daquele que seria sua imagem e tradução eleitoral.

O ex-ministro detém ainda um ativo único, capaz de levar a candidatura Alckmin para um terreno do eleitorado que o PSDB não consegue alcançar. Por ser politicamente bipolar (PT e MDB), Meirelles pode reduzir a contaminação da impopularidade do governo Temer e afirmar que, sob sua gestão no BC, o país viveu um período de distribuição de renda e ascensão social sem precedentes na história – será papel dos marqueteiros fazer a parte maior do que o todo, leia-se o governo Lula. A entrada em cena de FHC é uma boa e uma má notícia para Geraldo Alckmin. Ela traz a reboque toda a sinuosidade característica do semi-deus dos tucanos.

Ao mesmo tempo em que a presença de FHC dá maior senioridade política e poder de articulação à campanha de Alckmin, pode ser também o seu alçapão. Da mesma forma como se encantou com Luciano Huck e sutilmente estimulou sua candidatura, FHC não titubearia em atravessar a rua caso surgisse outro nome capaz de empolgar o eleitorado e amalgamar os partidos de centro, algo que Alckmin não conseguiu até o momento. É da natureza do escorpião.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.05.18
ED. 5871

Que maldade

Na rádio Polícia Federal antecipa-se que, um dia após Michel Temer deixar o Palácio do Planalto, será deflagrada a “Operação Bela Lugosi”. Que maldade!

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.05.18
ED. 5870

O pôquer de Kassab

Gilberto Kassab confidenciou ao presidente Michel Temer a intenção de deixar o Ministério das Comunicações em julho para cuidar das campanhas do PSD a governador. No Palácio do Planalto, no entanto, a sinalização foi vista como um blefe, uma tentativa oblíqua do ministro de ganhar maior poder de barganha na negociação de eventuais alianças entre o seu partido e o MDB. Kassab não tem mandato parlamentar. Se deixar o Ministério, perderá a marquise do foro privilegiado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.05.18
ED. 5870

Turismo oficial

O cancelamento das duas viagens que Michel Temer faria à Ásia em maio e em julho deixou pequenos papagaios nos cofres públicos. A União gastou quase R$ 2 milhões com passagens, hospedagem e outros custos das equipes precursoras do Palácio do Planalto e do Itamaraty, que se dedicaram aos preparativos para as visitas de Temer que não ocorrerão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.05.18
ED. 5868

Decoupling

Henrique Meirelles quer se descolar da gastança que será realizada pelo presidente Michel Temer. O discurso será o de que, enquanto permaneceu na Fazenda, o orçamento esteve equilibrado. Tá bem… Equilibrado, com déficits superiores a R$ 100 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.05.18
ED. 5867

Coalizão de festim

Na semana passada, as paredes do Palácio do Planalto testemunharam a conversa de dois “fantasmas eleitorais”. O ex-ministro e presidente do PRB, Marcos Pereira, ofereceu a Michel Temer a candidatura do empresário Flavio Rocha em “sacrifício” para a formação de uma chapa única de centro-direita capitaneada pelo MDB. Foi uma tertúlia de cínicos. Pereira vendeu o que não tem; e Temer – com seus 4% de popularidade – fingiu comprar algo em que nem mesmo ele acredita mais: uma candidatura chancelada pelo governo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.05.18
ED. 5867

“Extradição”

Há uma articulação entre o presidente Michel Temer e o PSDB para que o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, assuma e Embaixada do Brasil em Paris. De preferência, antes que a caixa-preta do Dersa venha a ser aberta. Investigações da Lava Jato ligam o chanceler ao ex-diretor da estatal, Paulo Vieira de Souza, o Paulo “Preto”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.05.18
ED. 5866

Temer na TV

O Palácio do Planalto costura, para o mês de junho, uma nova rodada de entrevistas de Michel Temer em programas de perfil popular na TV aberta, no estilo Ratinho. Entre outros pontos, o presidente deverá anunciar novos investimentos no Minha Casa, Minha Vida. Por ora, fica o suspense se Temer fará uma última tentativa de se “vender” ao eleitorado ou se já começárá a levantar a bola para Henrique Meirelles ou Geraldo Alckmin.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.05.18
ED. 5865

MDB roda sem direção

Enquanto o próprio Michel Temer não se define, sua távola redonda se divide em relação à disputa presidencial. Moreira Franco defende que o MDB tenha candidato próprio ao Palácio do Planalto, seja ele o próprio Temer ou Henrique Meirelles. Do outro lado, o ministro Eliseu Padilha e o presidente do partido, Romero Jucá, pendem cada vez mais para a aliança com Geraldo Alckmin. Ambos pregam que a sigla deve aproveitar os recursos do fundo partidário para eleger o maior número de governadores, em vez de apostar em uma candidatura à Presidência com chances remotas de vitória. Jucá, por sinal, já negocia alianças nos estados, garantindo que o MDB não lançará um nome para a corrida presidencial.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.04.18
ED. 5857

Privatização da Infraero perde altitude

A privatização da Infraero corre o risco de ser mais um dos tantos balões de ensaio do governo Temer que caem murchos pouco depois de serem lançados ao céu. A operação perdeu com fôlego com a saída de seu maior defensor do governo, o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha já teriam recomendado a Temer engavetar a proposta. Segundo o RR apurou, parte da equipe de trabalho montada para conduzir os estudos, composta por técnicos da Casa Civil e do Ministério dos Transportes, já teria sido desmobilizada. As primeiras sondagens junto a investidores do setor revelou a inapetência dos potenciais candidatos em relação ao modelo proposto, a venda de apenas 51% do capital. Além disso, a menos de seis meses das eleições, o governo não está disposto a enfrentar o desgaste de burilar a Infraero para a privatização, que, entre outras medidas, exigiria acelerar a redução do quadro de funcionários da estatal.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.04.18
ED. 5857

Pato órfão

Ao que parece, a reunião da última quinta-feira, quando Paulo Skaf cobrou de Michel Temer o seu apoio nas eleições para o governo de São Paulo, não surtiu efeito. Temer já sinalizou que não deverá comparecer ao lançamento da candidatura de Skaf, no próximo sábado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.04.18
ED. 5856

“Caixeiro viajante”

Além da ida à Singapura, em maio, o Palácio do Planalto e o Itamaraty articulam uma viagem de Michel Temer à Rússia em julho. Enquanto a campanha eleitoral não começa para valer, T’emer vai em busca de investidores para reanimar as PPIs. Além disso, deverá assinar novos acordos com os russos para projetos na área de Defesa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.04.18
ED. 5850

Sugestão do Chuchu

Michel Temer gostou da “dica” dada por Geraldo Alckmin em recente entrevista. Vai ele mesmo fechar a Empresa de Planejamento e Logística, criada para tocar o projeto do trem-bala que nunca saiu do papel.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.04.18
ED. 5848

Palanque

O presidente Michel Temer “ressuscitou” o CDES. Temer deverá participar de mais uma plenária do “Conselhão” em maio. A questão é quanto do PIB aceitará se reunir novamente ao redor de Temer dois meses após o encontro de março.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.04.18
ED. 5847

Planalto avalia troca na ANTT

Como se não bastasse a fuzilaria direta sobre Michel Temer, o Palácio do Planalto ainda tem de desviar das balas perdidas. Há um sério risco de que a prisão de Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto”, ricocheteie no governo federal, mais precisamente na ANTT. A reta que liga os dois pontos é o engenheiro Mário Rodrigues Junior, nomeado há menos de dois meses para a direção-geral da agência reguladora por indicação do ex-deputado Valdemar da Costa Neto. No Planalto, já se discute a possibilidade de afastá-lo do cargo. Mario Rodrigues e “Paulo Preto”, apontado como operador de um suposto esquema de corrupção do PSDB em São Paulo, ocuparam cargos na direção do Dersa. O risco da indicação de Rodrigues para a ANTT já era pedra cantada. Seu nome foi citado na Lava Jato pelo ex-diretor da OAS Carlos Henrique Lemos. Antes o Planalto tivesse ouvido as manifestações feitas pelos próprios servidores da ANTT em fevereiro, pedindo que a nomeação de Rodrigues fosse revista. Agora, qualquer movimento no tabuleiro vai fazer um barulho maior.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.04.18
ED. 5846

Suspense total

A pesquisa Datafolha do fim de semana trará respostas a algumas questões chave da disputa presidencial:

. O coeficiente eleitoral de Lula após a prisão;

. As intenções de voto de Ciro Gomes, Jair Bolsonaro e Marina Silva;

. O percentual dos votos em Joaquim Barbosa;

. A mudança ou não do viés de baixa de Geraldo Alckmin.

. Os dados estatísticos de Henrique Meirelles, Rodrigo Maia e Michel Temer não são relevantes.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

A encruzilhada de Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está dividido. Se levar o cadastro positivo à votação do Congresso, o projeto passa e o governo fatura. Se fizer forfait e sentar em cima, tira o pão da boca de Michel Temer, seu concorrente ao Palácio do Planalto, mas perde o apoio da banca. As instituições financeiras estão aguardando ansiosas pelo cadastro positivo, um mecanismo de seleção adversa, capaz de identificar o bom e o mau pagador. Por essa lógica, em vez de cobrar um spread astronômico para qualquer tomador de empréstimos,
os bancos selecionariam aqueles com histórico pagante intocável, que seriam merecedores de juros menores. Na média, as taxas baixariam. Essa dobradinha deliciosa – spreads mais reduzidos e custos com inadimplência mais baixos – se arrasta há anos no Congresso. É incrível como não aprovaram esse cadastro até hoje.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.04.18
ED. 5843

Coelho pula para longe do governo Temer

Fernando Coelho Filho, que até a semana passada ocupava o Ministério de Minas e Energia, rompeu com o governo Temer. O divórcio se consumou com a sua repentina decisão de se transferir do MDB para o DEM – segundo o RR apurou, acertada na madrugada de sábado após conversa com o deputado Rodrigo Maia. Coelho sentiu-se traído pelo Palácio do Planalto por conta da indicação de Moreira Franco para o Ministério. Havia um acordo tácito para que o então ministro fizesse o seu sucessor. Ele trabalhava por  dois nomes, ambos integrantes da sua equipe no Ministério: o secretário de Energia Elétrica, Fabio Lopes Alves, e o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Marcio Bezerra. Mas, como Fernando Coelho não é Henrique Meirelles, não teve a regalia de manter influência sobre a Pasta – o que ex-ministro da Fazenda conseguiu ao indicar o sucessor Eduardo Guardia.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.04.18
ED. 5841

Candidato da fé

O pastor Marcos Pereira, presidente do PRB e ex-ministro de Michel Temer, está cotado para ser o vice o empresário Flavio Rocha. Seria a chapa “Nós na Terra e Deus no Céu” – o próprio empresário frequenta a Igreja Sara Nossa Terra.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.04.18
ED. 5839

Conversa ao pé do ouvido

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), já denunciado na Lava Jato, é um dos grandes vencedores da reforma ministerial. Com a ida do correligionário Gilberto Occhi para o Ministério da Saúde, foi Ciro quem negociou pessoalmente com o presidente Michel Temer a efetivação do vice de Habitação da Caixa Econômica, Nelson Antonio de Souza, no comando do banco. A conversa decisiva se deu na tarde do último dia 28 de março, no Palácio do Planalto. Souza, assim com Ciro, é PP e Piauí na cabeça. No governo Dilma, também por indicação do senador, presidiu o Banco do Nordeste.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.03.18
ED. 5835

Chegou a vez da Marinha no governo de Michel Temer

A Marinha é a “bola da vez” no reaparelhamento da área militar. O governo de Michel Temer pretende tirar da gaveta um antigo projeto da força naval brasileira: a substituição da frota de aviões de combate embarcados. Trata-se de um contrato que poderá chegar à casa de US$ 1,5 bilhão, considerando-se a aquisição de aproximadamente 20 aeronaves. O investimento caminha pari passu ao projeto do novo porta-aviões brasileiro – a única embarcação deste tipo a serviço da Marinha, o São Paulo, entrou em processo de descomissionamento e desmontagem no ano passado.

Segundo o RR apurou, há contatos preliminares, na esfera do Ministério da Defesa, com fabricantes internacionais. Questões de ordem técnica fazem da sueca Saab, que fornecerá os novos caças da Aeronáutica, uma forte candidata ao negócio. O Sea Gripen, avião embarcado produzido pela companhia, dispõe dos mesmos sensores e tipo de armamento do Gripen NG que será entregue à Força Aérea. A aeronave é considerada versátil: pode operar a partir de porta-aviões Catobar (decolagem por catapulta) ou Stobar (decolagem curta).

O custo unitário do Sea Gripen gira em torno dos US$ 70 milhões. Procurado pelo RR, o Ministério da Defesa informou que caberia à Marinha se pronunciar sobre o assunto. Esta, por sua vez, garantiu que ainda não existem tratativas com fabricantes de aeronaves. Mas confirmou os planos de aquisição dos novos equipamentos. A Marinha informou estar conduzindo estudos, “no âmbito do Programa de Obtenção de Navio Aeródromo (Pronae), quanto às características e requisitos” do próximo porta-aviões.

Disse ainda que, “enquanto não forem estabelecidas as características do futuro Navio Aeródromo, não se poderá definir que tipos ou modelos de aeronaves comporão a sua ala aérea”. Uma vez confirmado, o pacote “porta-aviões/aeronaves embarcadas” selará uma espécie de trilogia de investimentos mais agudos nas Forças Armadas, que engloba a aquisição dos blindados Guarani para o Exército e a própria substituição dos caças da FAB. Este última, embora assinada na gestão Dilma, começou a ganhar altitude no governo de Michel Temer.

A compra dos novos aviões é um antigo pleito da Marinha. A Força dispõe de 23 aeronaves embarcadas modelo A-4 Skyhawk, produzidas no fim dos anos 70. Em 2009, o governo Lula assinou com a Embraer um contrato para a modernização de 12 destes jatos. Muito em razão das restrições orçamentárias na Defesa, a primeira aeronave só viria a ser entregue em 2015. Além disso, o programa de modernização sofreu um baque no ano seguinte, quando um A-4 Skyhawk reformado pela Embraer caiu durante um voo de treinamento.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07/04/18 10:40h

Plano Brasil – Chegou a vez da Marinha no governo de Michel Temer

disse:

[…] Fonte: Relatório Reservado […]

28.03.18
ED. 5835

Seguidas preces

Marcelo Crivella e o ex-ministro e pastor Marcos Pereira têm feito seguidas preces a Michel Temer pela manutenção do interino Marcos Jorge de Lima, do PRB, no Ministério do Desenvolvimento. O PP disputa a mesma “graça”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.03.18
ED. 5831

O looping da Embraer

O presidente Michel Temer já ultrapassou a linha dos 50% de probabilidade de vetar a compra da Embraer pela Boeing. Sua inspiração é a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de impedir a compra da Qualcomm pela Broadcom, de Cingapura. Os analistas do mercado de aviação, entretanto, acham que a motivação é puramente eleitoral. Trump pelo menos alega questões de segurança nacional. Se reeleito, o Temer em estado puro bem poderia recuar e permitir o negócio. Mas aí o timing já teria passado. Digamos, no entanto, que o presidente deixe rolar o barco e a Boeing compre a Embraer: os norte-americanos, então, terão de torcer para que Ciro Gomes não venha a se eleger. O candidato do PDT já disse que “a Embraer, eu vou tomar de volta”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.03.18
ED. 5830

A trapalhada de Temer

O general Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do GSI, teve um trabalho danado para colocar panos quentes na desastrada forma como o presidente Michel Temer anunciou os recursos para o custeio da intervenção no Rio de Janeiro. Enquanto o general Braga Netto estimava um orçamento na faixa de R$ 3 bilhões, Temer acenava com números imprecisos de R$ 600 milhões, talvez R$ 800 milhões. “Vai ser algo na casa de milhões”, disse, de forma displicente. O generalato detestou.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.03.18
ED. 5828

Sangue de Marielle Franco realça o caos da cidade do Rio de Janeiro

À exceção da fatalidade trágica, nada é o que parece ser no assassinato da vereadora Marielle Franco. A militante, com histórico exemplar na defesa de direito das minorias, era uma voz contrária à intervenção federal e militar no Rio de Janeiro. Sua morte, paradoxalmente, fará com que a ação das Forças Armadas seja intensificada na cidade, liberando os recursos que o comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Vilas Bôas, vinha reiteradamente pleiteando. Até agora, a intervenção é um copo com moeda de centavo no fundo.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, aspirante a candidato à Presidência da República, mostrou que sua sensibilidade política é nanica. Ele tem sentado em cima do orçamento todas as vezes em que chegam pedidos por mais numerário para a intervenção. O RR apurou que o Palácio do Planalto exigiu urgência na transferência de verbas. Elas deverão ser capazes de custear o deslocamento para o Rio de tropas de outras regiões, o que não estava previsto.

Porém, os militares não irão tocar opânico na cidade, conforme desejam distintas tribos de ativistas e reacionários. Como disse o general Braga Neto, chefe da intervenção federal no Rio, a ação será sentida aos poucos. Agora, o que acontecerá é um reforço do efetivo e a aquisição de novos equipamentos. O aparato e a visibilidade do Exército vão se tornar maiores. A inteligência das três Forças Armadas cooperará na busca do assassino da vereadora.

Mas que não se espere uma caça como a feita pela Aeronáutica ao atirador Alcino e o motorista de táxi Climério após o atentado contra Carlos Lacerda. Os militares não se guiarão pela Lei de Talião. Duas razões contraditórias parecem ter motivado o assassinato da vereadora Marielle Franco. Na primeira, ela seria alvo de milícias e grupos de extermínio, julgando que o homicídio poderia deslocar o foco da sua ação criminosa para a busca da autoria do atentado. Na segunda hipótese, ativistas reacionários teriam praticado o assassinato para forçar uma ação militar mais intensa.

Querem o Exército barbarizando nas ruas. No lamentável episódio tudo é o que não é. Às 15h35 de ontem, o Google registrava 861 mil resultados santificando Marielle e 135 mil resultados sobre a nubência da parlamentar com Marcinho VP e a sua ligação com o Comando Vermelho, comprovadamente uma informação falsa. Nas praias de Ipanema, meninas douradas usavam bottons nos biquínis com fotos dos seus rostinhos sorridentes ladeado dos dizeres: “Marielle presente”. Ao contrário das palavras de ordem, o extermínio da vereadora não foi um atentado à democracia, tal como eleição sem Lula não é uma fraude.

Sua morte também não deflagrará homicídios em série e até justiçamentos conforme amedrontados ativistas faziam crer ontem no Facebook. O presidente Michel Temer, com seu senso de oportunidade, teria dito: “Atiraram no nosso peito, mas não atingiram o nosso coração: agora vamos com tudo”. Na manhã de ontem, um policial militar, de folga, foi morto no Rio, após troca de tiros, em Bangu. Não consta que os ministros da Segurança Pública, Defesa, Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ou os Comandos Militares tenham tomado qualquer providência para criação de auditoria, corregedoria ou fiscalização excepcional da munição em poder das polícias, que repetidas vezes corre para o crime como as águas para o mar. Caetano Veloso compôs velozmente uma canção sobre a líder popular. Faz mais de 80 horas que Jair Bolsonaro está mudo em relação ao assunto. O sorriso de Marielle ainda embeleza as bancas de jornais.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.03.18
ED. 5827

Lealdade com lealdade se paga

Lucio Vieira Lima, irmão do presidiário Geddel, confirmou ao MDB que vai disputar a reeleição à Câmara pela Bahia. Conta, desde sempre, com o apoio de Michel Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.03.18
ED. 5825

Temer não consegue tirar a segurança de Bolsonaro

Não parece ser nada simples desalojar o capitão Jair Bolsonaro da sua narrativa cativa: a defesa do direito à segurança. Segundo pesquisa qualitativa realizada pelos bolsonaristas, quanto mais se fala no tema, maior a aderência do assunto à candidatura de Bolsonaro. Simples assim. É como se a violência fosse a essência da nossa era, e esse espírito do tempo tivesse sido capturado pelo mais tosco dos candidatos. Um analista de pesquisa de opinião que assessora Bolsonaro considera que Michel Temer foi, no mínimo, precipitado quando disse que a “intervenção militar foi um golpe de mestre”.

À luz das primeiras impressões e mesmo da resiliência dos indicadores eleitorais, ao trazer a insegurança urbana para o centro da galáxia das políticas públicas, Temer acabou fortalecendo a “ideia-força” que diferencia o discurso do capitão. Não seria, portanto, uma questão da medida de emergência no Rio de Janeiro dar certo ou não. Se tiver algum êxito, fizeram o que Bolsonaro dizia. Se for um fracasso, ele teria feito diferente. Como se diz na linguagem do Google, pertencem ao capitão todas as palavras de busca vinculadas à intervenção: insegurança, militares, proteção, presídios etc. Bolsonaro surfa na intervenção de Michel Temer como se ela fosse sua.

Por essa ótica, a maior qualificação do debate sobre segurança não significaria um “take over” no discurso de Bolsonaro. Ao contrário, seu eleitorado entenderia apenas como confirmação de que está onde tudo começou, no lugar certo com a pessoa certa. Vale um registro simbólico: a última pesquisa de opinião CNT/MDA, segundo o analista consultado, identifica, na queda de Lula, a migração, ainda que rasa, de petistas na direção do seu antípoda. O voto da raiva é o voto em Bolsonaro. As próximas pesquisas vão dizer se ele aprisionou de vez o discurso do combate à violência. Aparenta ser mais fácil ganhar do capitão devido à sua fragilidade partidária, parco tempo de propaganda eleitoral, reduzidos recursos de campanha e nanismo intelectual. Entrar no seu campo de batalha é um risco não recomendável para nenhum dos adversários.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.03.18
ED. 5823

Garantia

Mário Rodrigues Júnior já pode redigir seu discurso de posse na direção da ANTT. O ex-deputado Valdemar Costa Neto recebeu do próprio Michel Temer a garantia da nomeação.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.03.18
ED. 5821

A caravana do PR

O presidente do PR, Antonio Carlos Rodrigues, “arrancou” de Michel Temer a garantia de que o partido seguirá no comando do Ministério dos Transportes após a saída de Mauricio Quintella, em abril. O nome já indicado pela sigla para o cargo é o do ex-deputado Bernardo Santana. O PR acredita que, a esta altura, ninguém mais se lembrará de que Santana foi citado na Lava Jato. Até aí, morreu Neves. O próprio Rodrigues chegou a ser preso em dezembro do ano passado, sob a acusação de crimes de corrupção, extorsão e participação em organização criminosa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.03.18
ED. 5821

Cartilha do candidato

Além da segurança, que se tornou a chama do seu governo e da eventual candidatura à reeleição, Michel Temer vai desfraldar a bandeira da educação. Ainda neste mês, Temer iniciará um périplo pelo país para anunciar a divisão do bolo de R$ 1 bilhão reservados para programas de formação de professores.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.03.18
ED. 5820

Desonestidade 1

Delfim Netto, conforme dizia Mário Henrique Simonsen, nunca primou pela honestidade intelectual. Mas não precisava tanto. Em seu artigo de ontem no Valor, com o objetivo de louvar Michel Temer, Delfim mistura alhos com bugalhos; intervenção federal com uma agenda de 15 medidas das quais 12 já estavam no Congresso – o que ele mesmo reconhece. Quem ler verá.

Desonestidade 2

“Plunct, plact, zum, não há mais déficit algum”. José Serra se inspirou na canção de Raul Seixas para em uma só tacada mágica mudar a regra de ouro fora da Constituição, livrar o atual presidente e seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de responsabilidades pelo descalabro fiscal de 2019 e dar um sumiço no desequilíbrio das contas públicas. Justiça seja feita, é exagero do RR: o projeto de lei do senador tucano só fatia o déficit do próximo ano pela metade, e não some com ele por inteiro. Mas é de um oportunismo raro e demonstra uma criatividade contábil para deixar os verdugos de Dilma Rousseff enrubescidos. Vá lá, Serra resolveu com seu condão um dos maiores problemas do futuro governante do país. No entanto, em ordem de grandeza, os principais favorecidos são os que estão hoje no timão. O tucano, pelos serviços prestados, está apto a ser vice-presidente de Michel Temer ou de Henrique Meirelles.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

O programa de Ratinho virou “Diário Oficial” do governo. Depois de Michel Temer e de Henrique Meirelles, o ministro da Segurança, Raul Jungmann, será a próxima atração.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

05.03.18
ED. 5818

Temer e Meirelles fazem um acordo pré-eleitoral

Michel Temer e Henrique Meirelles estão irmanados em um acordo pré-eleitoral. O RR confirmou com duas fontes muito próximas do presidente que Temer e Meirelles chegaram a um entendimento em torno da candidatura à Presidência da República. A conversa se deu em encontro no último dia 24 de fevereiro, um sábado, no Palácio do Jaburu. O roteiro acordado se desdobra em dois momentos.

O primeiro deles em abril, quando o ministro da Fazenda deverá deixar o cargo para se lançar como pré-candidato à Presidência, não pelo PSD, ao qual ainda é filiado, mas pelo próprio MDB. A esta altura, no entanto, não terá qualquer manifestação de apoio da parte de Temer. O jogo continuará sendo jogado até maio, o tempo necessário para o presidente avaliar as suas chances. Se os seus índices de popularidade mostrarem uma reação – como todos no Palácio do Planalto esperam, no embalo da intervenção no Rio –, Temer será o candidato de si próprio.

Neste caso, automaticamente a candidatura Meirelles sairia de cena. Por outro lado, se a sua aceitação permanecer em níveis rasantes, prenunciando um fracasso eleitoral, o presidente é que abandonará o game, dando passagem para a campanha do seu atual ministro da Fazenda. Meirelles assumiria, então, a posição de candidato do governo. A convenção do MDB seria uma mera formalidade com o propósito de sancionar o nome já previamente erigido por Temer. Por essa lógica, Rodrigo Maia vira o Plano C do Planalto. Mantido o script, o candidato formal da situação virá do MDB. Muito em função do constrangimento causado pela suspensão da reforma da Previdência, Henrique Meirelles estava inclinado a abdicar da corrida eleitoral e permanecer na Fazenda até o fim do governo – ver RR de 21 de fevereiro.

No dia 22, despistou a galera, afirmando que sua etapa à frente da Pasta estava concluída. Esperava ouvir pedidos de permanência. Segundo uma das fontes do RR, Meirelles foi para a reunião com Michel Temer, no dia 24, disposto a dizer que abria mão de sua candidatura. O estímulo de Temer para que entrasse na disputa reabriu seu apetite. Meirelles terá ainda a prerrogativa de fazer seu sucessor na Fazenda, mantendo, assim, boa dose de influência sobre a condução da política econômica, um considerável handicap para um presidenciável.

Isso para não falar de outro de seus grandes atributos competitivos: se Temer é o dono da caneta mais carregada de tinta da República, Meirelles é o pré-candidato com maior volume de recursos próprios para financiar sua campanha. Seu patrimônio pessoal é estimado em mais de R$ 1 bilhão. O xeque-mate para o entendimento entre Michel Temer e Henrique Meirelles foi o condicionamento da candidatura, de um ou de outro, à performance nas pesquisas.

Por sinal, a confiança de Temer em relação a este quesito tem crescido seguidamente. Segundo o RR apurou, o presidente ficou especialmente entusiasmado com sondagem encomendada pelo ministro Moreira Franco que chegou recentemente as suas mãos. Em uma enquete sem o nome de Lula, Temer apareceu com 2%, à frente de nomes como João Amoedo, Manoela D ́Ávila, Paulo Rabello de Castro, Guilherme Boulos, Fernando Collor e do próprio Meirelles. Pode parecer pouco, mas trata-se de um salto de 100% sobre a base anterior, quando o presidente apareceu com algo em torno de 1%. A expectativa no Planalto é de um novo avanço até maio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.03.18
ED. 5817

Jucá perdeu

Romero Jucá teve uma raríssima derrota no governo. Na última terça-feira, intercedeu diretamente junto a Michel Temer na tentativa de evitar a demissão de Fernando Segovia no comando da Polícia Federal. Temer, como sempre, disse que ia ver com carinho…

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.03.18
ED. 5816

Temer atenta contra futuro presidente com herança criminosa na regra de ouro

Há no mínimo uma fissura moral na legislação da regra de ouro. Esta fenda pode levar a interpretações ou pelo menos ao debate sobre a responsabilidade do atual presidente por prejudicar extremamente o cumprimento do ditame constitucional no primeiro ano de governo do seu sucessor. O Art.85 da Constituição e a Lei no 1.079, de 1950, instituem que é responsabilidade do presidente e de sua equipe econômica a amortização ou criação de reserva para anular os efeitos de operações de crédito em descumprimento à regra de ouro.

O financiamento das despesas de custeio com a venda de títulos públicos caracteriza crime de responsabilidade contra a Lei Orçamentária e pode significar desde um obrigatório pedido de alforria ao Congresso até o impeachment do presidente. O que parece objeto de controvérsia é até que ponto o presidente pode passar para o sucessor como herança uma virtual impossibilidade de cumprimento da regra de ouro – até mesmo por motivações político-eleitorais – sem ser responsabilizado. Se for usado o regime contábil de competência, criminoso é quem deixa o governo sem tomar as providências para não contaminar o primeiro ano da gestão do entrante.

Ele carrega o ônus do futuro imediato resultante dos seus atos passados. Pelo regime de caixa, o abacaxi é de quem assumiu. Ele que se vire, cortando dedos e cedendo anéis. Hoje, a julgar pela interpretação dominante da legislação, o que vale é considerar o calendário gregoriano. Michel Temer e Henrique Meirelles, a quem foram dados os títulos de grão-mestres do ajuste das contas públicas, estão salvando a própria pele. Partem da interpretação de que seu compromisso com a regra de ouro acaba neste ano. Deixarão um buraco de R$ 200 bilhões para o sucessor, sem os recursos das piruetas fiscais com os quais o BNDES está pedalando, antecipadamente, os pagamentos ao Tesouro Nacional.

Temer está secando todos os recursos do banco para tampar o rombo da sua gestão. A equipe econômica está histérica com o atraso de meia dúzia de dias do BNDES no repasse de uma tranche de R$ 30 bilhões, ou 25% do valor devido. O atual governo confessa que a regra de ouro dificilmente poderá ser cumprida, em 2019, sem o pedido de recursos extraordinários ao Congresso ou mudança constitucional. Perguntaria o inquisidor: Dilma Rousseff não foi um bom exemplo de presidente que empurra para frente o descalabro fiscal?

Bem, Dilma foi “impichada” e não teve o benefício de poder demonstrar nos dois anos que lhe faltavam se conseguiria ou não lidar com a regra de ouro, que, diga-se de passagem, sempre foi honrada. Com Temer é diferente. Seus ministros anunciam desde já que a herança do sucessor é sinistra e de difícil resolução. O futuro presidente já assume como candidato a crime de responsabilidade. Se não houver uma regra para tornar regressiva a culpabilidade pela inconsequência fiscal, será o típico caso em que quem pariu Mateus não vai embalá-lo. E se Temer for reeleito? Sua atitude sugere que nem mesmo ele acredita nessa hipótese.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.03.18
ED. 5816

O tempo de Jungmann

Raul Jungmann condiciona sua permanência no Ministério da Segurança Pública a que Michel Temer não seja candidato à reeleição. A questão é que Temer só decide sua vida em maio. Façam suas apostas.

Do candidato Ciro Gomes sobre o convite de Raul Jungmann a Armínio Fraga para construir uma ação empresarial pela segurança: “O Armínio está sendo chamado para articular o Ipes do Temer”.


Raul Jungmann não se limitará à demissão de Fernando Segovia do comando da Polícia Federal. Planeja também substituir a maioria dos 12 superintendentes regionais nomeados por Segovia em seus três meses no cargo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.02.18
ED. 5815

Eleições contemplam do plebiscito da privatização ao fundo de desestatização no atacado

O ex-presidente Lula, sabidamente um antiprivatista, recebeu da sua assessoria econômica, na semana passada, sugestão para que realize um plebiscito sobre a venda das estatais. Antes que se pense em oportunismos e narrativas eleitorais, a consulta popular não está para Lula como a intervenção federal no Rio para Michel Temer. A expectativa dos autores da ideia é que a privatização seja aclamada nas urnas. A imagem das companhias estatais foi uma das principais atingidas com a operação Lava Jato.

O plebiscito, caso favorável, liberaria o ex-presidente do seu compromisso com o estatismo. Se a decisão fosse antiprivatista, melhor para Lula, que ficaria onde sempre esteve. O mais provável, ressalte-se, é que o ex-presidente se torne inelegível e a proposta fique guardada na cachola dos seus conselheiros. O relevante, contudo, é que a privatização vai chegando ao coração da esquerda. Com diferenças de ênfase na aprovação da medida, o trio de potenciais substitutos de Lula na disputa pela Presidência – Fernando Haddad, Jaques Wagner e Ciro Gomes – não engrossam as hostes estatizantes.

A candidata Marina Silva, que ideologicamente se situa em um ecossistema desconhecido, é hoje privatista até mesmo quando quer disfarçar que não é. Como toda regra tem exceção, o provável candidato do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos, performa como isolado baluarte antiprivatista. Como o PSOL não passa de um átomo no macrocosmo da política nacional, as convicções de Boulos não alterarão o rumo de desmobilizações dos ativos públicos desde já traçado.

Todos os demais candidatos defendem com unhas e dentes que o Estado se desfaça das suas empresas. O saldo das antigas e novas adesões criou um cenário único: é inimaginável o país atravessar o período de 2019/2022 com o mesmo quadro de grandes estatais – ver RR de 18 de janeiro. Todos os presidenciáveis estão alinhados: dos mais contidos, como Ciro Gomes, aos mais disparatados, como Jair Bolsonaro. O capitão, inspirado pelo seu guru, o economista Paulo Guedes, namora privatizar no atacado. Transferiria todas as estatais para um fundo cujo valor seria abatido da dívida pública, fazendo uma espécie de recuperação judicial do passivo interno federal. O Brasil com diminuto número de empresas estatais era inimaginável. Agora, tudo indica que é inevitável. Para o bem ou para o mal.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.02.18
ED. 5815

E Paulo Skaf?

O nome de Gilberto Kassab voltou à mesa de apostas como candidato ao governo de São Paulo. Com apoio de Michel Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.02.18
ED. 5814

Russos viram parceiros-chave para as Forças Armadas

As sucessivas aproximações diplomáticas entre os governos de Michel Temer e Vladimir Putin colocaram a indústria militar da Rússia no lugar certo na hora certa. Os fabricantes russos surgem como fortes parceiros comerciais do Brasil no momento em que as circunstâncias pedem o aumento dos investimentos na área de Defesa. Segundo o RR apurou, o Ministério da Defesa mantém conversações com o governo Putin para a aquisição de um novo aparato de segurança aérea.

A negociação envolveria a compra do sistema de mísseis e artilharia antiaéreos S-300, desenvolvido e produzido por uma miríade de agências estatais e empresas russas. Estima-se que, em suas diversas etapas, a aquisição poderia chegar à casa de US$ 1 bilhão. Uma das prioridades das Forças Armadas, acentuada pela sua entrada na segurança pública no Rio de Janeiro, é o reforço do monitoramento e proteção do espaço aéreo, com o objetivo de inibir o ingresso de drogas e armas no território brasileiro.

Parte desta logística do crime é feita por meio de aeronaves e até mesmo por drones. Os mísseis do S-300, como o próprio nome sugere, são capazes de abater alvos a 300 km de distância. Ainda na esteira do acordo na área de Defesa assinado por Temer e Putin no ano passado, o governo deve acelerar as negociações para a compra de até dez helicópteros militares russos, modelo Ka-62. A parceria entre os dois países passa ainda por operações nevrálgicas para a área de Inteligência. Desde o ano passado, a russa Kaspersky Lab fornece soluções de segurança cibernética para as Forças Armadas brasileiras, notadamente sistemas antivírus.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.02.18
ED. 5813

Romário 2018

Romário tem chamado a atenção nos corredores do Senado pelos desmedidos elogios à intervenção federal no Rio. Fala como um candidato ao governo do Estado no palanque de Michel Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.02.18
ED. 5812

Uso das reservas cambiais vira coquetel antimonotonia

A proposta de utilização de parte das reservas cambiais voltou à tona no governo. A medida teria dupla missão: contribuir para o equacionamento da regra de ouro em 2019 e permitir, ainda neste ano, a realização de investimentos em programas que impliquem maior absorção de mão de obra. O governo reconhece que o pacote de “15 medidas microeconômicas” anunciado na última segunda-feira foi uma colcha de retalhos demasiadamente esfarrapada. Quer colocar algumas iniciativas em pauta, mas nada que passe pelo Congresso, cuja agenda já está cheia e contaminada pelas eleições.

O uso das reservas seria em um montante proporcionalmente pequeno, não superior a 12% do estoque. Esse cuidado busca manter estável a percepção de risco cambial do país, que deve fechar o ano com um lastro de US$ 400 bilhões. Do ponto de vista da regra de ouro, o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, já disse que, como está, a conta não fecha em 2019.

O dinheiro das reservas seria uma forma de evitar o envio de uma PEC ao Congresso ou mesmo um pedido de perdão formal e a liberação de recursos extraordinários em meio ao tiroteio eleitoral. Cabe lembrar que o presidente Michel Temer e seus ministros serão responsabilizados, conforme a lei, pelo abacaxi da regra de ouro no próximo ano. Para efeito do regime de competência que rege a legislação, quem pariu o buraco de 2019 em 2018 que o embale, com todas as suas consequências.

Entre as múltiplas utilidades do uso das reservas, uma delas seria psicológica: reduzir o desconforto de Meirelles com o episódio de cancelamento da reforma da Previdência e do pacote dos 14 cacarecos, subtraída, pelo critério de maior importância, a privatização da Eletrobras. O ministro, hipoteticamente, sairia do estado de moral em baixa e teria algo de novo para mostrar na praça. Ocorre que Meirelles sempre foi contrário à utilização das reservas. Considera que somente algum tipo de pedalada permitiria que os recursos em dólares fossem internalizados sem que houvesse um aumento da dívida interna bruta.

Pode ser. O fato é que esse governo parece ter gostado da contabilidade criativa e da captura de recursos com expedientes discutíveis, a exemplo dos precatórios não reclamados pelos credores vitoriosos passados dois anos. O uso das reservas também tiraria uma das bandeiras da oposição, que defende a iniciativa basicamente para estimular o investimento e reduzir o desemprego. E Meirelles mudar de ideia, a essa altura do campeonato, não parece algo tão sofrido. O governo precisa de uma nova história para contar. E um pouco de aumento de emprego não seria nada mau.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.02.18
ED. 5810

Meirelles será ministro da Fazenda até o fim do governo

Se prevalecer o senso comum, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não é mas pré-candidato à Presidência da República. É convicção desta newsletter que Meirelles anunciará a desistência por volta do mês de abril, data limite da desincompatibilização para as eleições, e comunicará sua disposição de permanecer no ministério até o fim do mandato do presidente Michel Temer. Pesam na decisão a pá de cal na reforma da Previdência, os números do desemprego, o fracasso na política do ajuste fiscal e o papelão de ter de anunciar um pacote de 15 medidas mofadas e desconjuntadas entre si como compensação pela derrocada da votação no Congresso.

O RR cercou o ministro através da opinião de colaboradores íntimos. Ninguém aposta um centavo no avanço da candidatura Meirelles. O consenso é de que sua gestão fracassou. O déficit primário acumulado na era Meirelles é de apocalípticos R$ 440 bilhões – já contabilizando – se a meta para este ano -, muitas vezes superior ao acumulado nas duas gestões de Lula e uma e meia de Dilma Rousseff. A Previdência foi para a lata do lixo. Sem ela, a PEC do Teto está ameaçada.

Quanto às medidas microeconômicas divulgadas como novidade, a média de tempo de existência dessas propostas  é de 312 dias, ou seja, elas estão na estufa sem geminar faz muito tempo. O cadastro positivo detém o recorde e foi inventado pela primeira vez há 870 dias. Em relação ao desemprego, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Serviço de Proteção ao Crédito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, o tempo médio de desocupação já chega a 14 meses.

No final de 2016, estava em 12 meses. Um contingente de 62% acredita que o desemprego irá aumentar ou permanecerá o mesmo. A resiliência é fortíssima. A taxa média de desemprego cai a conta-gotas – deve concluir este ano em 11,9% segundo as projeções, contra 12,7$ em 2017. Um dado doloroso: 28% dos desempregados tiveram algum conflito familiar. Meirelles não tem mais uma narrativa. Michel Temer, pelo menos tem a sua nova bandeira de segurança.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.02.18
ED. 5809

Intervenção no Rio antecede mudanças no Exército, na Defesa e na segurança pública

O Ministério Extraordinário da Segurança, o Ministério da Defesa e o próprio Exército Brasileiro serão pivôs de mudanças que devem redefinir as lideranças e funções de proteção à integridade da população. Em paralelo à intervenção federal no Rio de Janeiro cozinham em banho-maria diversas hipóteses de remanejamentos e fusões de órgãos de Estado. São poucos os que acreditam, na área da Defesa, que o Ministério Extraordinário veio para ficar. Não há sequer tempo para sua estruturação em condições adequadas.

A aposta maior é que ele seja um arranjo político criado por Temer para tonificar a sua nova narrativa de candidato à reeleição: o de “estadista da segurança”. A probabilidade maior é que o efêmero Ministério Extraordinário da Segurança venha a ser fundido com o da Defesa, fortalecendo este último, que passaria a deter o controle da Polícia Federal. Hoje, o Ministério da Defesa não exerce a direção das Forças Armadas, cujos comandos são autônomos na prática. Sua função é meramente administrativa, estando sob sua alçada o Hospital das Forças Armadas e a Escola Superior de Guerra.

Até o fechamento desta edição do Relatório Reservado, na noite de ontem, as especulações eram de que o general Sergio Etchegoyen assumiria o Ministério Extraordinário e acumularia o cargo com a chefia do GSI. Outra versão quase inacreditável apontava para o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, como ministro interino do GSI. É provável que Etchegoyen seja preservado. Ele é um dos nomes cotados para a Defesa – ver RR edições de 9 de maio e 28 de junho de 2017.

O atual titular, Raul Jungmann, deve deixar o cargo em abril para concorrer nas eleições. Etchegoyen chegou a ser cogitado para uma futura sucessão do Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Ele é respeitado entre seus pares e é amigo pessoal de Villas Bôas. Mas os ares do Palácio do Planalto não fizeram bem a sua candidatura ao posto máximo do Exército. O desejo geral é que o Comandante Villas Bôas, hoje uma unanimidade, permaneça no cargo o maior tempo possível. Hoje, o principal candidato é o chefe do Estado Maior do Exército, general Fernando Azevedo e Silva. Ressalte-se que o calendário traz um fator determinante para esta intrincada análise combinatória. Até o fim de março, os quatro mais antigos generais de Exército depois do comandante Villas Bôas passarão para a reserva: Juarez Aparecido de Paula Cunha, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército; Antônio Hamilton Mourão, que, inclusive, já se despediu publicamente do quadro da ativa; Guilherme Cals Teophilo Gaspar de Oliveira, Comandante Logístico; e João Camilo Pires de Campos, chefe do Comando Militar do Sudeste. Automaticamente, o general Azevedo e Silva passará a ser o primeiro na linha de sucessão de Villas Bôas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.02.18
ED. 5807

Cadeira cativa do PRB

Michel Temer deverá confirmar neste fim de semana a efetivação do interino Marcos Jorge como ministro da Indústria e Comércio Exterior. Às vésperas da votação da reforma da Previdência, será um carinho a mais no PRB.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.02.18
ED. 5805

Em nome do pai

Michel Temer e Roberto Jefferson conversaram na última quarta-feira. Temer tranquilizou o pai aflito. Deixou claro que as denúncias contra Cristiane Brasil entraram por um ouvido e saíram pelo outro e não interferem na sua indicação ao Ministério do Trabalho. A nomeação só não sai se o STF brecar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.02.18
ED. 5803

Minha reeleição, minha vida

Michel Temer, com reforma ou sem reforma da Previdência, vai gastar uma baba neste ano. Sem os nomes originais dos programas Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida – marcas de Dilma Rousseff – vai triplicar as despesas com o primeiro e decuplicar as do segundo. Depois vai querer que alguém acredite na falta de dinheiro do governo ou que ele não é candidato à reeleição.

Por falar em campanha eleitoral, a Política Nacional de Segurança Pública, que será aprovada nos próximos dias pelo presidente Michel Temer (conforme o RR antecipou na edição da última segunda-feira), não é um buraco de agulha, mas um janelão de casa no estilo colonial. Vai passar muito dinheiro pelo generoso e muy nobre novo espaço.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.02.18
ED. 5799

Dever de casa

A equipe do marqueteiro Elsinho Mouco está submersa nos relatórios do Ibope, minuto a minuto, das entrevistas concedidas por Michel Temer no fim de semana. O objetivo é ajustar a dosimetria do discurso de Temer ao gosto do freguês.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.01.18
ED. 5798

Luz, câmera e palanque

Após o tour pelo SBT e pela Band, o Palácio do Planalto avalia a possibilidade de Michel Temer conceder uma entrevista a Luciana Gimenez, da Rede TV. Bem ao estilo do programa, Temer falaria menos de política e mais de família e outras amenidades. Mais candidato impossível.

Em breve, Michel Temer deverá visitar a Zona Franca de Manaus. A intenção do Planalto é propagandear o saldo positivo de quase dois mil postos de trabalho em 2017 como mais um indicativo da recuperação da economia.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.01.18
ED. 5795

Lei do silêncio

Michel Temer, digamos assim, orientou seus ministros a evitarem qualquer declaração sobre a condenação de Lula no TRF4. Talvez a “mordaça” sirva mais para proteger seus colaboradores mais próximos do que o ex-presidente. O que não falta no Ministério de Temer é pedra que poderá se transmutar em vidraça.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.01.18
ED. 5792

O homem mais poderoso do Palácio do Planalto não se chama Michel Temer

Diz um observador palaciano atento que são nítidos os sintomas de uma admiração profunda do presidente Michel Temer pelo seu ministro-chefe da Secretaria Especial, Moreira Franco. A fonte afirma que Temer chega a sofrer da Síndrome de Stendhal quando se encontra frente a frente ao seu “ministro particular”. A Síndrome toma emprestado o pseudônimo de Henry -Marie Bayle, autor da obra-prima “O Vermelho e o Negro”. O fenômeno psicológico leva ao surgimento de diversos sintomas – emoção seguida de entorpecimento, desorientação têmporo-espacial, sudorese profusa e desrealização – mediante a contemplação de uma obra de arte ou um fato excepcional.

Noves fora as hipérboles e figuras de linguagem, Moreira Franco é o personagem gerador de tamanha deferência. O ministro assumiu uma posição sem par no governo. É o único que defende Temer com um entusiasmo que beira a fúria, quer seja na mídia, contra os adversários, na base aliada e junto aos demais ministros. Moreira Franco é um Leão. Michel Temer despacha com ele em todos os instantes, inclusive em casa em quase todos os finais de semana. O ministro estimula Temer a desdenhar das denúncias da Lava Jato e das reportagens na imprensa. “É tudo perereca do brejo”, diz. Ele se apodera de um velho bordão do seu jurássico passado de esquerdista: “No pasarán”. Moreira assopra no ouvido o que o presidente deve falar, escreve o esqueleto dos seus discursos e participa de todas as discussões ministeriais como se tivesse mais uma insígnia na lapela. Na maioria das vezes é quem dá o voto de minerva quando a bola está quicando entre ministros do porte de Henrique Meirelles e Eliseu Padilha.

Para ser o primeiro-ministro, a Moreira só falta o título. A eminência platinada quer Temer candidato à reeleição neste ano. É o principal entusiasta da ideia. “Já que estamos aqui, vamos seguir juntos”, diz. Encomenda pesquisas próprias, busca pesquisas dos outros, está sempre com dados para fazer a cabeça do presidente em relação à ideia. É uma mistura de Julian Assange, Cardeal Mazarini e Beth Davis. Um ornitorrinco angorá. Sem dúvida o homem mais poderoso do Planalto, bem mais proativo do que Michel Temer, falando por ele, fazendo por ele. Tem uma mão manobrando as verbas de publicidade e a outra, as licitações e todos os contratos da infraestrutura do país. Na circunstância, Moreira somente é ombreado pelo deputado Rodrigo Maia. Mas costuma dizer que sua caneta tem mais tinta do que a do presidente da Câmara dos Deputados.

Temer e Moreira se complementam como raros parceiros. Mas há algo delicado feito uma porcelana, um papel crepom. Quando Temer se depara com seu ministro querubim de cabelos brancos, seus olhos revelam que ali, mais do que um auxiliar, está um amigo dotado de habilidades especiais. E ele parece estar vendo a catedral da Santa Croce, em Firenze. A impressão é de que nunca dois colaboradores do governo se entenderam com tamanha sintonia.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.01.18
ED. 5790

Ao pé do ouvido

Geraldo Alckmin conversou pessoalmente com Michel Temer sobre a renovação antecipada da licença da usina de Porto Primavera, condição sine qua non para a privatização da Cesp. Saiu com a garantia de que o decreto estará no Diário Oficial em fevereiro. A conferir.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.01.18
ED. 5789

Falta de combustível

A “MP das Rodovias“, uma’ das cambalhotas legiferantes do governo Temer, está demorando a emplacar. Quatro meses após ser editada, apenas duas das seis concessões leiloadas em 2013 e 2104 aderiram à proposta, que estende o prazo da licença mediante a duplicação das respectivas estradas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.01.18
ED. 5784

Show do Temer

O Palácio do Planalto avalia a possibilidade de o presidente Michel Temer conceder uma entrevista a um programa de TV de perfil popular, ainda neste mês, para falar sobre a reforma da Previdência. A emissora mais cotada é o SBT, com maior penetração nas classes B e C. Isso para não falar do manifesto apoio do canal de Silvio Santos à reforma, por meio de seguidos spots em sua programação.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

O governo do Rio trata o aporte de recursos na Prece, fundo de pensão da Cedae, como uma etapa decisiva para realizar a privatização da empresa de saneamento ainda neste semestre. Conforme o RR antecipou em 24 de outubro do ano passado, o próprio governador Pezão pôs pressão para que a estatal cobrisse parte do rombo atuarial da fundação. A Cedae entrará com a metade dos recursos necessários para tampar o dique, da ordem de R$ 470 milhões.

_________________________________________________________

Por falar em Pezão, o governador do Rio é só lamento com o recuo do governo federal em relação à possível quebra da “regra de ouro”. Pezão se encantou com a ideia de uma emenda constitucional que isentasse o presidente Michel Temer de crime de responsabilidade. O raciocínio do governador era sucinto: se valeria para o governo federal valeria para ele também.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.17
ED. 5776

“Furo certo” é o candidato do RR para 2018

No 12 de maio, quando ainda vigorava a projeção de R$ 139 bilhões, o Relatório Reservado informou que o déficit primário em 2017 ficaria acima dos R$ 154 bilhões do ano passado. Bingo! Deu R$ 159 bilhões na cabeça. Esta foi uma das mais reveladoras bolas de cristal do RR no ano. Ao longo de 2017, a newsletter deu, em primeira mão, 2.582 informações; citou 298 corporações dos mais diversos setores, mencionou 1.122 personagens centrais na cena brasileira, entre dirigentes empresariais, políticos e autoridades. Os oráculos do RR estão sempre em alerta!

Ao longo do ano, o RR antecipou várias das fórmulas que compuseram o receituário de Michel Temer e Henrique Meirelles, seja entre medidas efetivamente adotadas, seja entre propostas que não saíram do papel: da segunda perna da repatriação à securitização de imóveis e outros ativos da União, passando pelo uso de precatórios – leia-se depósitos judiciais não sacados pelos credores há mais de dois anos – para o equilíbrio fiscal. O RR foi também a primeira publicação a revelar, em 21 de fevereiro, a disposição do presidente Temer em extinguir a Reserva Nacional do Cobre (Renca). Temer assinou embaixo o furo do RR, só que a lápis: anunciou o fim da Renca, mas não suportou as manifestações contrárias e voltou atrás em sua decisão.

Por falar em sístoles e diástoles presidenciais, em 16 de janeiro o RR informou que Michel Temer empurraria para seu sucessor a reforma da Previdência dos militares. Aliás, em algumas ocasiões ao longo de 2017, as Forças Armadas, notadamente o Exército, foram empurradas, por “aproximações sucessivas”, para o centro das crepitações político-institucionais. A Corporação, no entanto, não arredou um só milímetro do seu ponto de equilíbrio muito em função da capacidade de liderança do Comandante Eduardo Villas Bôas, não obstante suas notórias limitações decorrentes de uma doença degenerativa – informação, aliás, divulgada com exclusividade pelo RR em 13 de março.

A Lava Jato parece ter entrado em processo de fade out. Ainda assim, em 2017, o RR perscrutou os passos de seus principais protagonistas. O reino de crimes de Sérgio Cabral foi virado e revirado pelo Ministério Público, pelo Judiciário e pelas fontes da publicação. Em 1 de fevereiro, a newsletter antecipou a investida da Lava Jato e de sua consorte Calicute sobre Regis Fichtner, secretário da Casa Civil durante do governo Cabral. No dia 20 do mesmo mês, o Relatório noticiou que o MPF exumava os benefícios fiscais concedidos em sua gestão. Em 23 de outubro informou que o ex-secretário de Saúde do Rio Sergio Cortes havia revelado aos procuradores um esquema para a compra de vacinas, medicamentos e próteses, o que viria a ser amplamente divulgado pela mídia na primeira semana de novembro.

No noticiário corporativo, a publicação antecipou, em 20 de fevereiro, uma das maiores operações de M&A do país em 2017 – e, convenhamos, não foram muitas: a venda da Votorantim Siderurgia para a ArcelorMittal. A negociação seria oficialmente anunciada três dias depois. Ainda em fevereiro, o RR informou que a área de refino também entraria no plano de desmobilização de ativos da Petrobras, decisão confirmada pelo presidente da estatal, Pedro Parente, em abril. A newsletter revelou também o cheiro do ralo da AmBev: na edição de 18 de janeiro, trouxe à tona o relatório, àquela altura inédito, do analista do HSBC Carlos Laboy, listando 15 graves problemas da cervejeira: do uso de caixas sujas com odor de cerveja podre no assoalho à falta de uma estratégia para as bebidas alcoólicas.

A fama de “pé sujo” custou muito em marketing e propaganda para a empresa de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Da economia real para a “virtualíssima”, o RR acertou em cheio, mais uma vez, na edição de 15 de setembro, quando informou que o BC e a CVM haviam criado grupos de  trabalho para acompanhar o crescimento do mercado de bitcoins no país. Ao apagar das luzes de 2017, só para não variar, mais um furo se consuma: a venda da Unidas à Locamerica, noticiada em junho. Por fim, um furo de reportagem, que vale mais pela admiração da newsletter em relação ao personagem: em 27 de janeiro, o RR informou sobre o lançamento da biografia do então presidente do Conselho do Bradesco, Lázaro Brandão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.17
ED. 5776

Michel Jekyll and Temer Hyde

Michel Temer fecha o ano e seus primeiros 18 meses de mandato com 82 Medidas Provisórias editadas. Quanta diferença do Temer presidente para o Temer parlamentar. Quando era presidente da Câmara, o “constitucionalista” era um crítico ferrenho do expediente das MPs e dizia que o Executivo não podia atropelar o Legislativo. Eram outros tempos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Tema certo na grade de programação de Silvio Santos e Edir Macedo para 2018: voltar à carga sobre Michel Temer para aumentar o limite de participação do capital estrangeiro em emissoras de TV. O Homem do Baú acredita ter crédito na “casa”, dado o desmedido apoio do SBT à reforma da Previdência.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.12.17
ED. 5773

Pax brasiliense

Ficou tudo bem no Natal de Michel Temer e Henrique Meirelles depois da entrevista “espontânea” do ministro da Fazenda atribuindo a excessos editoriais o teor do programa do PSD exibido no último dia 21 de dezembro. Conforme antecipou o RR na edição de 18 de dezembro, o filmete foi uma rasgação de seda a Meirelles, dando a ele todo o mérito pela retomada da economia.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.12.17
ED. 5773

Força redobrada

O advogado José Yunes, amigo figadal de Michel Temer, voltou com força redobrada a conduzir assuntos de interesse do Palácio do Planalto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.12.17
ED. 5772

Temer fará blitzkrieg para vender concessões no exterior

Michel Temer vai passar boa parte do primeiro semestre de 2018 vestindo o figurino de garoto-propaganda do PPI – Programa de Parcerias de Investimentos. O Palácio do Planalto e o Itamaraty estão montando uma agenda de viagens para Temer e seus ministros venderem os leilões de concessão previstos para o ano que vem. Segundo o RR apurou, um tour já está acertado: a partir de 18 de junho, o presidente visitará cinco países da Ásia, a começar pelo Vietnã.

Parte desse roteiro seria percorrida em janeiro, mas a viagem foi cancelada por conta dos recentes problemas de saúde de Temer. O governo está costurando também uma caravana a países árabes, notadamente os Emirados, ainda para o primeiro trimestre de 2018. O alvo são os trilhardários fundos soberanos da região, alguns deles já presentes no Brasil, caso do Mubadala, de Abu Dhabi. A Rússia é outro destino cogitado no governo, por conta das empresas locais dispostas a investir no Brasil, sobretudo no setor ferroviário. Todo esse roteiro, claro, dependerá da saúde de Michel Temer e da sua disponibilidade de agenda – uma eventual campanha eleitoral lhe tomará tempo e energia.

De toda a forma, seu empenho pessoal em fisgar investidores é proporcional ao peso do PPI para o cumprimento da meta fiscal de 2018. Os leilões de infraestrutura ganharam ainda mais importância com a nova leva de receitas frustradas – leia-se a não tributação dos fundos de investimento e a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, suspendendo artigos da MP que adiavam por um ano o reajuste do funcionalismo federal e aumentavam a contribuição previdenciária de servidores com salários acima de R$ 5,5 mil. As duas traulitadas significam a evaporação de R$ 21 bilhões em arrecadação projetada para 2018. As concessões, com receita prevista de R$ 20 bilhões, deixariam tudo elas por elas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.12.17
ED. 5772

Ou vai ou racha

Logo após o período de festas, Michel Temer vai convocar um encontro com os governadores e jogar pesado em busca de apoio à reforma da Previdência. O tom da conversa será “Ou vai ou racha”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.12.17
ED. 5770

Laços de família

Uma das primeiras missões de Carlos Marun como ministro da Articulação Política será “acalmar” o clã Vieira Lima – Geddel, Lucio e, sobretudo, a matriarca, Marluce, que promete não deixar pedra sobre pedra se Michel Temer abandonar seus rebentos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.12.17
ED. 5768

Sub judice

Além do cancelamento da viagem à Ásia, a presença de Michel Temer no Fórum Mundial de Davos, em janeiro, também está sub judice por questões de ordem médica.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.12.17
ED. 5768

Temer deixa Meirelles livre e solto

O roteiro do programa eleitoral do PSD, que será exibido no próximo dia 21 e protagonizado pelo ministro Henrique Meirelles, causou trepidações no Palácio do Planalto. De acordo com informações que chegaram aos ministros palacianos, em uma de suas falas, Meirelles se apresenta como o grande responsável pelo ajuste econômico do governo Temer – ainda não se sabe se o trecho será usado na edição final. A princípio, a corte de intriguentos tentou convencer Temer de que a situação era mais séria e Meirelles merecia uma chamada às falas. O presidente, no entanto, não se deixou levar pelo ofidiário palaciano. Considerou que o episódio não passava de mais uma derrapada do ministro, empurrado pelo seu monumental ego. Mesmo porque não é hora de se indispor com o presidenciável Meirelles. O jogo das parcerias ainda está longe de ser resolvido.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.12.17
ED. 5768

Voto em bloco

O senador Ciro Nogueira, presidente do PP, dá como certo que 35 dos 46 deputados do partido votarão a favor da reforma da Providência. E garantiu ao presidente Michel Temer que, até fevereiro, esse número passará dos 40 parlamentares.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.12.17
ED. 5767

Quem dá mais pela candidatura de Henrique Meirelles?

Mesmo antes de decidir se será pré-candidato à presidência e por qual partido disputaria as eleições, Henrique Meirelles vem sendo cortejado por todos os principais concorrentes de direita e centro-direita. Em várias das vezes a sedução é para que Meirelles assuma os dois cargos ao mesmo tempo: vice-presidência e Ministério da Fazenda. O ex-banqueiro é multiuso. O presidente Michel Temer, com o ar de distanciamento brechtiano, tratou da sua hipotética candidatura sondando en passant seu ministro. Repetiriam a dobradinha, que tanto tem encantado o empresariado.

Meirelles continuaria com seu papel de âncora fiscal e inflacionária. Mas subiria um degrau: seria o vice-presidente. Tudo depende da aprovação da reforma da Previdência, é claro. O candidato Jair Bolsonaro, que está apalavrado com o economista Paulo Guedes para o Ministério da Fazenda, tem em Meirelles o seu ideal de vice-presidente. Com ele, atrairia eleitores do centro-direita que duvidam do preparo do candidato e seus quadros, assim como do seu comprometimento com um programa liberal. Meirelles opera como se fosse uma hidra, com seus tentáculos espalhados pelo mercado financeiro internacional, e empresta cosmopolitismo a candidatos suburbanos. Ele já tem sua base aliada no Congresso. E se preciso for tem interlocução até com a outra extrema, o PT.

Bolsonaro o usaria como garantia da sua agenda liberal. Meirelles assumiria a posição de uma espécie de chairman do Ministério da Fazenda. O governador Geraldo Alckmin, candidatíssimo à Presidência, por sua vez, faz suas conjecturas sobre Meirelles vir a comandar o Novo Plano Real, proposta símbolo da sua campanha- ver RR edição de 6 de dezembro. Não haveria restrições para que ele acumulasse a vice-presidência caso fosse essa a exigência. Mas, como se disse, por enquanto são só conjecturas. Finalmente, o deputado Rodrigo Maia, cuja candidatura é a mais encruada, vê em Henrique Meirelles alguém que agregue uma dimensão maior a sua pretensão política.

Por enquanto, Maia é candidato dele mesmo e da sua trupe no Congresso. Se o ministro da Fazenda topasse ser vice, a sua postulação ganharia peso político e a mensagem de um ideário nítido. Para tudo e para todos, é preciso que Meirelles abdique da sua intenção presidencial. O deadline é dia 6 de abril. O ministro só assume a candidatura se a economia estiver voando em céu de brigadeiro. Caso contrário, estará na prateleira à disposição para ofertas. Quem dá mais? Quem dá mais?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.12.17
ED. 5767

Itamar

Em conversa com um amigo muito próximo, o presidente Michel Temer fez uma curiosa “confissão”: disse que não seria “má ideia” ocupar uma Embaixada na Europa caso não esteja no Palácio do Planalto em 2019.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.12.17
ED. 5765

Propaganda da ameaça divide Palácio do Planalto e aliados

A corrida pela aprovação da reforma da Previdência está cindindo o Palácio do Planalto e parte dos líderes da base aliada. O principal ponto de fissura é a dosimetria das ameaças caso o projeto não passe na Câmara. O núcleo duro do governo, constituído pelos ministros Moreira Franco, Eliseu Padilha e Henrique Meirelles, partiu para uma estratégia de amedrontar tanto a opinião publica quanto os parlamentares recalcitrantes, anunciando os suplícios do inferno de Dante.

O ministro da Fazenda, por exemplo, declarou que vai cortar salários e benefícios de pessoas aposentadas. Por sua vez, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, ventríloquo de Moreira Franco em questões políticas, afirmou que cada cidadão perderá R$ 4,5 mil de renda em três anos se a reforma não for aprovada. Do lado da base aliada, há restrições ao tom crescente da propaganda das retaliações. O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia, acha que a estratégia pode ser uma faca de dois gumes. Por um lado, obriga o governo a cumprir em ano eleitoral as barbaridades que está prometendo; por outro, afasta parlamentares pró-reforma que não querem ser associados ao elenco de malefícios programados.

Há, inclusive, um componente de farsa em todo o discurso, na medida em que a reforma pode não ser aprovada, o governo pode não castigar a sociedade e o ônus das mudanças estruturais pode simplesmente ser repassado para o próximo presidente, que deterá condições políticas mais propícias para tomar as inevitáveis medidas. O maior divisor de águas entre os grupos reformistas é a inclusão da mudança da política do salário mínimo no rol das ameaças. O tempo para que isso aconteça não acaba no próximo dia 18, pois o governo já trabalha com a hipótese de votação em fevereiro.

E o que diz Michel Temer disso tudo? O presidente parece concordar com os mais moderados e seguir as recomendações do seu marqueteiro, Elcinho Mouco, favorável à adoção de uma campanha de publicidade mais intensa, porém menos carregada de promessas punitivas. Contudo, a despeito do que pensa Temer, o medo já ganhou as ruas. Para o bem ou para mal.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.12.17
ED. 5764

Em peso

José Sarney já deu a palavra ao presidente Michel Temer que a sua “bancada” vai votar em peso a favor da reforma da Previdência.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.17
ED. 5763

Caça-voto

Geraldo Alckmin comprometeu-se com o presidente Michel Temer que, a partir de hoje, vai procurar os 43 deputados federais tucanos para catequizá-los a favor da reforma da Previdência.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

A presença de Aloysio Nunes Ferreira na convenção do PSDB, amanhã, é motivo de preocupação no partido. O temor é que o fiel ministro das Relações Exteriores faça um veemente e constrangedor discurso de apoio a Michel Temer.

__________________________

Mesmo aos frangalhos, Aécio Neves tentará emplacar dois aliados na direção nacional do PSDB: o senador Antonio Anastasia e o deputado Marcus Pestana.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

05.12.17
ED. 5759

Avançar rumo a 2018

Na esteira do Programa “Agora, é Avançar”, Michel Temer vai fechar o ano com uma intensa agenda de eventos públicos. Nos próximos dias, o presidente irá ao Rio para inaugurar obras do VLT. Até o Natal estão previstas também viagens ao Rio Grande do Norte, Maranhão e ao Norte do estado do Rio para a entrega de uma nova fornada de imóveis do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Ainda não está definido se Henrique Meirelles o acompanhará, a exemplo do que fez recentemente em inaugurações do MCMV em São Paulo, ou se o protagonismo será todinho de Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.12.17
ED. 5758

Temer 5%

O staff de Michel Temer trabalha com uma meta informal caso o presidente decida disputar a reeleição: chegar a abril com 5% nas pesquisas. Elsinho Mouco, marqueteiro de Temer, considera que este é o número mágico para colocá-lo no jogo a partir do segundo semestre.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.12.17
ED. 5757

Economia é o cacife eleitoral de Temer para 2018

O presidente Michel Temer está se autocoroando como peça central da eleição de 2018. Ou para ser mais preciso: de vetor decisivo na campanha para impedir o “Lula lá”. Temer tem certeza de que será um cabo eleitoral fortíssimo, esgrimindo a caneta mais cheia de tinta da República. Acha que tem bons candidatos em cada uma das mãos, ou seja, Rodrigo Maia e Henrique Meirelles – com preferência para este último, mais identificado com sua gestão. E arrisca afirmar que estão germinando as condições para a sua reeleição, uma hipótese implausível até então. Ou seja: Temer estaria em todas. Mas como pode um presidente com uma popularidade de somente 3% almejar a manutenção do cargo?

Os entusiastas do “Fica Temer” acreditam que os bons resultados da política econômica ainda não foram percebidos pela população. Os preços caíram tremendamente, mas é preciso uma permanência mais longa nesse patamar para que os consumidores acreditem que eles estão sob controle. A equipe econômica acredita que os juros mais baixos da Selic surtirão efeito maior sobre a economia por volta de março. É a inércia sempre aludida pelos monetaristas. Os laboratoristas eleitorais do Planalto, por sua vez, acreditam que a taxa de ocupação terá uma alta progressiva durante todo o ano de 2018.

O target dos“temeristas” seria um desemprego na faixa de 10%, gatilho para o lançamento da sua candidatura. Para efeito do discurso eleitoral, o presidente teria vencido todos os principais inimigos da economia popular – inflação, juros e desemprego –, herança do lulopetismo. O segundo round seria costurar uma grande aliança com o DEM e os partidos fisiológicos da sua base aliada, parte mais fácil da empreitada.

Nas contas dos “temeristas”, conforme divulgado na imprensa, se o presidente chegar a 12% do eleitorado em meados do próximo ano, dá para entrar firme no certame. A claque de Temer também desconsidera os problemas do presidente com a Lava Jato. Os adversários também estão no mesmo barco.

Pesa ainda uma pesquisa recente que revela o pouco caso do eleitor com a pecha de corrupto dos políticos. “Afinal, qual deles não é?”, seria a conclusão da sondagem. Para os lulistas e tucanos, esse desfecho, com a glorificação de Michel Temer, é uma obra de Stephen King, na qual haveria mais desejo do que inspiração na realidade. De qualquer forma, a despolarização da contenda clássica PT versus PSDB pode vir a ser a grande novidade da disputa presidencial, com uma inesperada vitória do patrimonialismo hiperprofissional pela via do voto democrático.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.12.17
ED. 5757

Operação água fria

A poucos dias da convenção do PSDB, o Palácio do Planalto fará uma cruzada neste fim de semana na tentativa de garimpar votos tucanos para a reforma da Previdência. O próprio Michel Temer tem um encontro marcado com Geraldo Alckmin amanhã, em São Paulo, para tratar do tema.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.11.17
ED. 5753

Meu apartamento, minha vida

Um exemplo prosaico da natureza política no Brasil. Quase todos os ministros de Michel Temer com mandato no Legislativo abriram mão do direito de morar nas mansões do Lago Sul reservadas ao primeiro escalão federal. Sinal de desprendimento ou zelo pelo gasto público? Não é o caso. Como a maioria vai deixar o Ministério em abril e reassumir seus mandatos, os parlamentares optaram por seguir em seus apartamentos funcionais do Congresso. Caso contrário, ao deixar o Ministério e retornar à Casa, teriam de entrar no fim da fila de espera por um imóvel, pegando as piores unidades. Os melhores apartamentos são disputados a tapa por deputados e senadores.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.11.17
ED. 5751

Os homens do presidente

José Marcio Camargo, Marcos Lisboa, Samuel Pessoa… O presidente Michel Temer, ao que parece, vai revelando devagarinho o perfil da equipe econômica em um hipotético segundo mandato. O trio deu expediente ontem no Palácio da Alvorada. Por enquanto, tudo parece absurdo. A ver.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.11.17
ED. 5750

Chineses investem US$ 1 bi no agronegócio brasileiro

Os acordos firmados pelo presidente Michel Temer durante sua visita à China, em setembro, começam a deixar o campo da pirotecnia das relações bilaterais para dar seus primeiros resultados práticos. Segundo informações filtradas do Ministério da Agricultura, autoridades chinesas são aguardadas no Brasil no início de 2018 para anunciar uma série de projetos agropecuários, notadamente no Centro-Oeste e no sul do Pará. A expectativa é que os investimentos passem de US$ 1 bilhão. A maior parcela destes recursos virá do China-LAC Cooperation Fund. Neste caso, as tratativas já estão ocorrendo com alguma velocidade. Em viagem à Ásia há duas semanas, o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, se reuniu com a direção do fundo para alinhavar investimentos no estado. Em contrapartida, segundo o RR apurou, desde o mês passado, representantes do fundo têm visitado cidades do Centro-Oeste. Estiveram também em uma das maiores cooperativas agrícolas da região.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.11.17
ED. 5750

Cadeira cativa

Em conversa com o presidente Michel Temer no último fim de semana, Gilberto Kassab praticamente assegurou sua permanência no Ministério da Ciência e Tecnologia até abril. Era tudo que Kassab queria.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.11.17
ED. 5747

Lula deixa o mercado com os nervos à flor da pele

Dirigentes do mercado financeiro estiveram, ontem (16/11), à beira de um ataque de nervos. O motivo foram os rumores de que Lula daria uma entrevista anunciando a espinha dorsal do seu programa econômico: anular todas as reformas realizadas pelo governo de Michel Temer, a exemplo da trabalhista e da PEC do Teto. O ex-presidente já arranhou o
assunto antes, mas um pronunciamento formal seria bem diferente de declarações a esmo.

O aumento da tensão não se refletiu no prêmio de risco dos ativos. No entanto, a verdade é que a temperatura vem subindo nas últimas duas semanas com a crescente probabilidade de Lula vir a se candidatar. As mesas de operações, que o consideravam alijado das eleições, trabalham principalmente com a hipótese de ele ser condenado em segunda instância, mas obter uma liminar no STF, o que garantiria, mesmo na condição de réu, sua presença no certame. O ex-diretor de política monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, resume o sentimento: “Voltamos a dançar na borda do abismo”. O “fator Lula” pode não provocar a histeria de 2002. Mas incomodam as evidências de que a “margem de reconciliação” do ex-presidente com os mercados está se tornando mais estreita.

Lula não emitiu nenhuma mensagem ao empresariado. A ausência de comunicação tem preocupado, sobretudo, ao mercado financeiro, que enxerga o risco das agências de rating rebaixarem o Brasil. Ao contrário do primeiro mandato, o recurso a uma nova “Carta ao Povo Brasileiro” é descartado pelo próprio Lula, segundo apurou o RR. A interpretação é que o expediente seria considerado uma fraude.

Lula também tem pouca “gordura” de onde tirar o argumento para uma guinada à direita. Em 2002, o dólar estava a R$ 4,20 e dizia-se que o Brasil ia quebrar. Havia espaço para justificar a “Carta”. Hoje, o dólar está a R$ 3,20 e os juros Selic adormecem na faixa de 7,5%. Um cenário econômico bem mais suave do que o da primeira eleição. Também é bem diferente o naipe da sua equipe. Lula tinha Antônio Palocci, à frente, que era sua voz junto ao mercado. Isto para não falar de Henrique Meirelles, cuja presença no BC começou a ser cogitada antes da eleição. Lula agora está só.

Os bancos que lhe deram guarida estão assustados. As empreiteiras são peças fora do tabuleiro. E o empresariado da indústria nacional, atraído pelo vice-presidente José de Alencar, se sobreviveu, está retraído. O pavor é que o ex-presidente não acene com uma distensão até janeiro ou fevereiro. Este período seria a data limite para que as conquistas feitas na inflação, juros e câmbio fossem dinamitadas. O problema, contudo, é o que Lula vai dizer. Hoje é mais provável que nem mesmo ele saiba.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.11.17
ED. 5747

Ao pé do ouvido

No feriado da última quarta-feira, durante voo entre Brasília e São Paulo, Michel Temer conversou bastante com Henrique Meirelles sobre sua candidatura à Presidência da República.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.11.17
ED. 5747

Lá vem o pato

No encontro com Michel Temer no último domingo, fora da agenda oficial da Presidência da República, Paulo Skaf recebeu sinal verde para colocar na rua sua candidatura ao governo de São Paulo em 2018. O caixa da Fiesp que se prepare.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.11.17
ED. 5744

Que hora mais imprópria

Espera-se para os próximos dias que o ministro do TSE Luiz Fux apresente a revisão de seu voto no processo que absolveu a chapa Dilma-Temer. É o último rito antes da publicação do acórdão. Nesse momento, então, o PSDB, autor da ação que pede a cassação da chapa, terá de decidir se entra ou não com embargos infringentes. Se não o fizer, o processo contra a chapa – há muito um processo apenas contra Michel Temer – estará encerrado. É o mais provável. A essa altura do campeonato, a quem interessa seguir com esse assunto?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.11.17
ED. 5743

Mais fácil o Paulo Rabello

Entre os diversos sopradores no ouvido de Michel Temer, um deles mandou essa: Alain Belda tem o perfil para ser o substituto de Henrique Meirelles, caso ele deixe a Fazenda para disputar a Presidência. Belda é único executivo brasileiro que rivaliza com Meirelles em prestígio internacional. Foi presidente da gigante do alumínio Alcoa. Atualmente, aos 74 anos, desfruta da calmaria da fortuna de centenas de milhões de dólares no escritório da Warburg Pincus, em São Paulo. O RR consultou três fontes que conhecem o mega executivo. A chance de ele ser o Rubens Ricupero de Meirelles é ínfima. Para quem gosta de estatísticas, na média das opiniões, a probabilidade de Belda aceitar a missão ficou em 3%. Na atual circunstância, o percentual pode até ser considerado alto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.11.17
ED. 5742

Psicólogo do Geddel

Eliseu Padilha foi escalado no Planalto para monitorar os humores do instável Geddel Vieira Lima. Se bem que, a essa altura, uma delação a mais ou menos já não faz a menor diferença para Michel Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.11.17
ED. 5739

Forças de insegurança

As cotoveladas entre o ministro da Justiça, Torquato Jardim, e o governador Luiz Fernando Pezão não vêm de hoje. Quem acompanhou as tratativas para a atuação da Força Nacional de Segurança no Rio, em julho deste ano, sabe que o santo de um jamais bateu com o do outro. Em certo momento, Torquato recusou-se a enviar mais tropas para o estado alegando não ter verbas para o deslocamento dos agentes. Na ocasião, Pezão teve de recorrer diretamente ao presidente Michel Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.11.17
ED. 5738

TCU é um caminhão atravessado à frente da “MP das Rodovias”

A “MP das Rodovias”, um dos gatilhos legiferantes do governo de Michel Temer, corre o risco de andar 200 metros e parar no acostamento. A ANTT e o Ministério dos Transportes têm se deparado com a resistência das  concessionárias em aderir à proposta, que permite a extensão dos prazos de investimento nas estradas federais privatizadas em 2013 e 2014. O waiver até vem a calhar.

O problema é que a “MP das Rodovias” é vista como um instrumento frágil do ponto de vista legal. O temor das concessionárias é que seus efeitos venham a ser posteriormente derrubados pelos órgãos de controle da União, especialmente o TCU. O receio se reflete no reduzido ibope que a Medida Provisória alcançou. Até o momento, só a Triunfo Participações e a Odebrecht Transport procuraram a agência reguladora para negociar o enquadramento às novas regras.

Outras empresas do setor aptas a aderir à MP, como CCR, Invepar, EcoRodovias e MGO, andam em círculos e postergam a decisão. Ressalte-se que, em setembro, sem muito alarde, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara, aprovou a proposta de fiscalização e controle no 94/16. A medida determinou que o Tribunal de Contas da União faça uma auditoria nos contratos de concessão de todas as rodovias federais devido ao elevado índice de obras não realizadas – estima-se que, em média, mais de 80% das obrigações previstas nos editais não tenham sido plenamente cumpridos.

Na visão das empresas do setor, a decisão colide com a própria “MP das Rodovias”. Na prática, o Legislativo deu ainda mais poder ao TCU – se é que ele precisa – para contestar os acordos firmados entre a ANTT e as concessionárias. A MP prevê que o prazo para a conclusão das obras seja estendido em até 14 anos. Como a receita dos operadores será mantida, o waiver pode ser interpretado pelos ministros do Tribunal de Contas como um favorecimento às empresas que participaram dos leilões de 2013 e 2014 em comparação a outras concessionárias.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.11.17
ED. 5737

Pé na estrada

Revigorado após vencer as duas votações na Câmara dos Deputados, o presidente Michel Temer vai retomar sua agenda internacional. Segundo o RR apurou, Temer fará uma viagem à Ásia em janeiro. A agenda, que ainda está sendo montada pelo Palácio do Planalto e pelo Itamaraty, inclui Singapura, Vietnã e Timor Leste. Depois, Temer seguirá direto para a Suíça, onde participará do Fórum Mundial de Davos, na última semana de janeiro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.10.17
ED. 5736

Risco de apagões aterroriza o Palácio do Planalto

O pavor de Michel Temer deixou de ser fiscal e passou a ser energético. O presidente já não teme mais o impacto político de um eventual racionamento de luz ou de aumento de impostos. O pânico diz respeito a apagões regionais. O nível dos reservatórios está pior do que em 2001, quando houve racionamento. A diferença é que, naquele episódio, o governo FHC, na figura de Pedro Parente, importou e acionou termelétricas que já se encontram desativadas.

O Brasil, por algum estranho recalque, não aprende que precisa ter um parque gerador de backup mais folgado. Desde o final do século passado, a geração hídrica tornou-se uma versão contemporânea do que representaram as secas do Sertão nordestino. Dizia Graciliano, ano sim, ano não, tem seca na Caatinga. As coisas melhoraram no semiárido nordestino e pioraram nos reservatórios das hidrelétricas.

Castigo dos céus: o Brasil onde não faltava energia limpa depende de energia suja, que ainda pode ser insuficiente para evitar o apagão. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, novo darling do Planalto, é o encarregado de dar luz ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Ele se reúne todos os dias com as autoridades do setor e reporta-se ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Pode não ser um consolo, mas uma coisa os governos aprenderam com as recorrentes crises energéticas: a se comunicar com a população em circunstâncias ameaçadoras. Quem se lembra de 2001 sabe o pânico que ocorria e o desastre que foi a comunicação. Agora é torcer que o “pior ano das barragens” não se traduza em um apagão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Eliseu Padilha e Moreira Franco informaram a Henrique Meirelles que a compra de votos da Reforma da Previdência vai sair caro. Na votação do processo contra Michel Temer, cada “sim” dos deputados custou, em média, R$ 5 milhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.10.17
ED. 5735

Árabes na saudade

Henrique Meirelles frustrou um grupo de 12 investidores dos Emirados Árabes que têm feito um tour pelo Brasil em busca de projetos no agribusiness. A delegação, reunida sob a placa do Food Security Center, de Abu Dhabi, tinha encontro agendado com o ministro da Fazenda na última quarta-feira. Na Hora H, no entanto, foram recebidos pelo secretário de Política Econômica, Fabio Kanczuc. De fato, não era o melhor dia para bater ponto em Brasília. A votação da denúncia contra Michel Temer empurrou tudo para o segundo plano, até a missão de arrancar alguns milhões de dólares dos árabes.

__________________________________

Por falar em árabes, agricultura e negócios afins, o Brasil já está vendendo terras por conta. A participação do ministro Blairo Maggi na Sial Oriente Médio, feira mundial do agronegócio programada para dezembro, em Abu Dhabi, terá como um dos focos principais a atração de investidores para a aquisição de propriedades rurais no Brasil. Até lá o governo já espera ter votado no Senado o projeto de lei que libera a área para o capital estrangeiro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.10.17
ED. 5735

Troco em espécie

A decisão de Geraldo Alckmin de não exonerar seus secretários com mandato parlamentar para que eles pudessem votar com Michel Temer na última quarta-feira causou mal-estar no Palácio do Planalto. A resposta virá sob a forma de cifrões: Alckmin vai ter de padecer para receber a verba federal de aproximadamente R$ 500 milhões para a conclusão das obras do trecho norte do Rodoanel. Temer vai colocar em curso a operação tartaruga para a liberação dos recursos, cujo ritmo pode ir do conta-gotas ao não parando por centavos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.10.17
ED. 5734

Inmetro sofre um sucateamento sem medidas

Não há balança capaz de aferir o vexame internacional que o governo Temer e o Brasil poderão protagonizar em 2018. No próximo ano, boa parte dos mais de 40 laboratórios do Inmetro será submetida à avaliação quadrienal coordenada pelo Bureau International de Poids et Mesures (BIPM). É grande o risco de que o órgão máximo da metrologia mundial constate o colapso do sistema de rastreabilidade dos padrões brasileiros de pesos e medidas e cole o carimbo de “não conformidade” em diversos dos serviços prestados pela estatal.

O Inmetro é hoje uma autarquia abandonada pelo governo e massacrada pela má gestão de uma diretoria cuja maior parcela só está onde está por motivações de ordem política que despertam terríveis suspeições. Segundo um tradicional – e descontente – usuário do Inmetro, com razoável trânsito no instituto, os técnicos estrangeiros enviados por laboratórios dos 58 países que compõem o BIPM encontrarão um cenário desolador: sistemas de controle de temperatura e umidade avariados, falta de condições ambientais adequadas para calibração dos padrões nacionais e instrumentos de medição fora de uso. Dos mais de 3,5 mil serviços prestados pela Inmetro, aproximadamente dois mil estão suspensos.

De acordo com a mesma fonte, no Laboratório de Metrologia Óptica, várias atividades foram paralisadas pela proliferação de fungos nas lentes. O Laboratório de Elétrica tem diversos medidores fora de uso. Mais grave ainda é a situação do Laboratório de Massas, que dá rastreabilidade aos padrões de referência nacionais. Vários serviços de medição tiveram de ser suspensos por conta da elevada umidade no local. Um laboratório marcado pelo selo de “não conformidade” do BIPM perde sua confiabilidade.

Seus serviços e, sobretudo, seus certificados viram algo sem valor, não reconhecidos no mercado internacional, o que teria graves consequências para grandes exportadoras brasileiras. Estas corporações seriam obrigadas a buscar o suporte de rastreabilidade de órgãos de outros países a custos muito altos. Para efeito de comparação, o National Institute of Standards and Technology (NIST), dos Estados Unidos, ou o alemão PTB chegam a cobrar até 30 vezes mais por serviços similares aos realizados pelo Inmetro.

O processo de sucateamento do Inmetro é uma conta de juros compostos. Entram neste cálculo os anos e mais anos de descaso de seguidos governos, potencializados pelos recentes cortes de orçamento na era Temer. A estimativa é que a autarquia arrecade neste ano algo próximo de R$ 1 bilhão com taxas pelos serviços prestados. Em contrapartida, sua dotação orçamentária em 2017 não passa de R$ 400 milhões.

Como se não bastassem as restrições de orçamento, as denúncias contra a gestão do atual presidente, Carlos Augusto de Azevedo, se acumulam. Em julho, a CGU abriu auditoria para apurar irregularidades na contratação de terceirizados. Um dos acordos suspeitos, no valor de R$ 3,3 milhões, tem como contraparte a Cardeal Gestão Empresarial de Serviços, que atua na área de limpeza e manutenção. Fiscais do Inmetro estariam, inclusive, se recusando a assinar contratações de terceirizados por suspeitas de irregularidades – alguns casos, já teriam sido relatados a órgãos internos de controle. Procurado, o Inmetro não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.10.17
ED. 5734

Bacará

A bancada da roleta tirou a sorte grande. Líder do grupo, o deputado Nelson Marquezelli (PTB) recebeu de Michel Temer a garantia de que o governo apoiará a aprovação do projeto de lei no 186/2014, que prevê a liberação do jogo e a reabertura de cassinos no país. Nada mais justo. Marquezelli prometeu e entregou: a turma da jogatina votou em peso contra o pedido de abertura de processo encaminhado pela PGR.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.10.17
ED. 5733

Déficit do déficit

As prebendas com que Michel Temer mimoseou sua base aliada, no anterior e no atual pedido de investigação criminal, já somam R$ 17 bilhões. O valor inclui emendas parlamentares, anulação de multas, atendimento de pedidos de mudanças de medidas e alteração no prazo de projetos (adiamento do leilão do aeroporto de Congonhas). Um colosso!

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.10.17
ED. 5730

A longa rapinagem das Docas pelos santos de pau oco

O presidente Michel Temer tornou-se adepto de um antigo pleito do setor de navegação e portos: a profissionalização da gestão da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), autoridade portuária de Santos. Desde que, é claro, ele faça os cargos centrais da diretoria. Segundo uma fonte do RR, a medida não passa de um subterfúgio para dissimular os desmandos praticados na companhia há quase duas décadas. O atual presidente da autoridade portuária, José Alexi Oliva, tem sentido cada vez mais o círculo fechar em torno da sua gestão.

A empresa tem o nome mencionado em extensos trechos de delações da Lava Jato. Estar hoje no comando da companhia sem abrir inquéritos administrativos é a mesma coisa que ser conivente com as operações pouco ortodoxas do passado. Consultada sobre as mudanças na direção, a Codesp não se pronunciou até o fechamento desta edição. Oliva faz parte de um seleto time de presidentes das Docas feitos sob a influência de Michel Temer: Marcelo Azeredo, Paulo Fernandez Carmo e Wagner Rossi.

O presidente, de acordo com a mesma fonte, quer mudar para que tudo continue como está. Ou seja: pretende deslocar a autoridade portuária e colocar um tampão naquela instância-marítima onde flutuam improbidades de toda ordem. Seu nome já está na boca do sapo, quer dizer do STF, que terá de apreciar o pedido da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, para que seja autorizada investigação sobre as estranhas relações de Temer com a Codesp. Para o RR o assunto é velho, basta ver as edições de 21 e 22 de março de 2016 e 21 de março e 14 de setembro deste ano.

Temer aparece ligado às Docas paulistas em mais de mil citações no Google. Mesmo se fosse só a nata desse creme azedo, ela já seria esclarecedora. Basta ver os balanços da Codesp que, se não revelam repasses de propinas, explicitam estranhos passivos de operações pouco esclarecedoras. Os documentos das diversas administrações da companhia sobre o controle do mesmo grupo de interesse são comprovantes do que não fazer na gestão de uma empresa pública.

Durante esse período, a autoridade portuária não teve gestores independentes. Respondeu a ordens do oligopólio da marinha civil e da oligarquia dos governantes do país. Se forem buscados, não faltarão testemunhos para descortinar a quem serviu a autoridade portuária em Santos. Sobre os nomes das empresas que sofreram extorsão e as que usufruíram do butim, o RR pretende se manter em silêncio.

Eles estão repetidos em diversos e longos trechos nas delações premiadas. São grandes operadoras e políticos supracitados. Os números superam os R$ 3 bilhões. E muitos pagaram e não receberam a contrapartida pelo dinheiro que deram, tendo que engolir calados. Os delitos mais graves estão trancados em um cadeado com trinca de titânio. É mais fácil pressionar Eduardo Cunha para que inclua esses escândalos no seu “Almanaque de delação premiada”. Temer com certeza não dirá nada.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.10.17
ED. 5729

Porta de saída

Aloysio Nunes Ferreira já acertou com Michel Temer que sairá do Ministério das Relações Exteriores em abril para disputar a reeleição ao Senado. Deixará para trás uma das mais insípidas gestões de um chefe do Itamaraty. Só faz defender Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.10.17
ED. 5728

O Google tem cada uma

O presidente Michel Temer é o “garoto propaganda” de José Yunes. Ao menos para os sempre afiados algoritmos do Google. Ao se pesquisar o nome do escritório de Yunes, o site de buscas exibe com destaque à direita da página, em forma de anúncio publicitário, a ficha da firma e uma foto do advogado ao lado de Temer à mesa de um restaurante. Curioso…

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.10.17
ED. 5728

Self service

O apoio da bancada paulista para impedir a abertura de processo contra o presidente Michel Temer vai custar toneladas e toneladas de asfalto. Temer comprometeu-se com Geraldo Alckmin a liberar os recursos para a construção do trecho norte do Rodoanel. Dos R$ 620 milhões previstos, por ora o governo federal soltou apenas R$ 87 milhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.10.17
ED. 5727

Celebração antecipada

O Palácio do Planalto avalia a possibilidade de Michel Temer fazer um pronunciamento à Nação às vésperas da votação do pedido de abertura de processo na Câmara. Como a vitória na Casa é dada como certa, os assessores de Temer enxergam mais prós do que contras na iniciativa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.10.17
ED. 5725

Em mandarim o bordão do presidente é “Fica Temer”

Lula cultuava Chávez e Morales na sua política externa bolivariana, além de presidentes da África subsaariana. Já o fetiche de Michel Temer tem os olhos amendoados. O nome do idolatrado é Xi Jinping, presidente da República Popular da China. A identidade não é ideológica.

O projeto de Temer é arrancar um compromisso firme de investimento com os chineses, assinando o primeiro acordo bilateral do Brasil com outra nação, praticamente nos moldes de um mercado comum. Os termos iriam além dos firmados no despenteado Mercosul: cotas para trabalhadores brasileiros e chineses em obras mútuas de bandeira própria, dispensa de licitação para projetos de engenharia básica em empreendimentos pré-licitados, preferência em “privatizações estratégicas”, garantia de ampla desburocratização nos negócios da China, sistema preferencial de tarifas aduaneiras e criação de uma espécie de PPC – Parceria Público Chinesa etc. Os passos seguintes para consolidação do bloco Brasil-Ásia seriam acordos econômicos com a Coreia do Sul e a Índia.

Mas a prioridade do governo Temer é cimentar uma ponte para Beijing. O Brasil dos sonhos da segunda geração da Lava Jato é uma ópera comercial Sino-Tropicalista. Temer quer detonar os 35 acordos ocos que Dilma Rousseff fez com chineses para obter o falso montante de R$ 53 bilhões. O dinheiro não veio no seu tempo. De 2015 até setembro de 2017, os investimentos orientais superaram os US$ 60 bilhões – a maior parte, no entanto, pós-impeachment.

O Brasil é o segundo destino dos aportes de capital da China. E o passivo externo líquido (IDE) do país com os chineses já superou os US$ 100 bilhões. Parece muito, mas é pouco. Se Temer avançar um terço das suas ambições na China, terá compensado sua popularidade zero na margem de erro das pesquisas de opinião. É o maior projeto que o Brasil poderia almejar fora das suas fronteiras, nunca dantes sequer cogitado pelos governos anteriores.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.10.17
ED. 5721

Temer abre as portas da Caixa para a banca estrangeira

O governo pretende atrair bancos estrangeiros para participar da privatização da Caixa Econômica Federal. A decisão de venda da CEF será anunciada em pronunciamento do presidente Michel Temer, no final do ano, junto com diversas outras medidas de reestruturação da máquina do Estado, além da comunicação solene de que o governo pretende incluir o Bolsa-Família na Constituição. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já confirmou que está estudando a operação.

A responsabilidade pelo desenho da privatização está nas mãos do presidente da Caixa, Gilberto Occhi. O governo quer tratar da comunicação com cuidado, devido à delicadeza política do assunto. A venda da CEF é uma das raras operações capazes de gerar os recursos extraordinários para o equilíbrio das contas públicas, em 2018, um ano em que os calendários fiscal e eleitoral se entrechocam.

Entre os cinco bancos do governo – Banco do Brasil, BNB, Basa, BNDES e a própria CEF – a Caixa sempre foi a instituição financeira preferencial para efeito de privatização. Muito provavelmente devido ao seu maior grau de superposição com o Banco do Brasil. A venda da CEF viria na esteira da anunciada privatização da Eletrobras. O modelo de negócios, contudo, seria o da privatização do controle em leilão, ao contrário da holding do setor elétrico. O motivo é que as instituições financeiras têm de ter dono; não podem ter seu controle pulverizado.

No passado, diversos bancos estrangeiros tentaram a sorte no mercado brasileiro. Não tiveram êxito. Sobrou apenas um de mais de uma dezena: o Banco Santander. A CEF faz parte de um seleto grupo de cinco instituições financeiras que detém 80% dos ativos bancários nacionais. A Caixa tem 95 mil funcionários, mais de quatro mil pontos de atendimento e aproximadamente 80 milhões de clientes. A expectativa é que venha um candidato chinês por ai. Vai ter de descascar um abacaxi social e político de dimensões épicas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.10.17
ED. 5718

Uma tarde em Florença

João Doria levou um “não” de Michel Temer. O presidente recusou convite do Grupo Lide para participar do Meeting Internacional, que será realizado no fim do mês, no Paraguai. Doria não é sujeito de ouvir conselhos, mas já lhe sopraram ao ouvido que, na atual circunstância, o convite a Geraldo Alckmin seria um ato de fina política: uma tribuna besuntada de graxa que só serviria para prestigiar o anfitrião e adversário. Em 2015, aliás, Alckmin foi ao Meeting; em 2016, também. Eram outros tempos. Hoje, se pescar o real espírito do chamamento, passa longe desse alçapão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.10.17
ED. 5718

Guarda-costas

O RR apurou que, até às 21h30 de ontem, Michel Temer havia recebido 46 deputados e falado ao telefone com outros 32 parlamentares ao longo do dia. Desse jeito, não há flecha que atravesse as paredes da Câmara.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.10.17
ED. 5716

Está tudo dominado

Uma amostra do poder de Michel Temer no Congresso: nas contas do Planalto, 15 dos 36 deputados do PSB vão votar “não” à abertura do processo contra Temer, dando de ombros à determinação do partido.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.17
ED. 5714

Paulinho ainda tem a Força?

Paulinho da Força – um aliado, ainda que gelatinoso, do presidente Michel Temer – enfrenta o risco de uma dissidência em sua base política. Um de seus mais antigos colaboradores, o também sindicalista Miguel Torres está prestes a deixar o Solidariedade. A fissura está ligada à perda de espaço dentro do partido e da Força Sindical, no fundo uma coisa só. Bem mais importante do que a futrica partidária, é o impacto que o rompimento poderá ter no xadrez das relações partidário-sindicais. Além de vice-presidente da Força Sindical, Torres é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, historicamente um dos pilares da Central e antagonista do dueto CUT/PT.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.09.17
ED. 5713

Brasileiros e brasileiras…

Michel Temer pretende fazer uma conferência à nação para anunciar uma série de resultados positivos do seu governo. A ideia é uma apresentação no Congresso, com transmissão em rede nacional. O nome cogitado para a efeméride é “O Brasil progrediu”. Tudo com base em números e mais números favoráveis.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.09.17
ED. 5712

BC independente é o estepe da reforma da Previdência

O secretário-geral da Presidência da República, Moreira Franco, é hoje o maior entusiasta junto a Michel Temer da aprovação formal da independência do Banco Central. Moreira não está deixando momentaneamente seu monopólio das decisões governamentais sobre concessões e privatizações por veleidades monetaristas. Suas motivações são eminentemente políticas.

O “Maquiavel platinado” do Planalto sabe que a reforma da Previdência foi para o brejo e é preciso substituí-la por outra medida de forte impacto sobre as expectativas inflacionárias. Hoje, o único ativo do mais impopular dos governos junto às massas é a queda dos preços em geral, que vem desanuviando o mal-estar produzido pelas mazelas do desemprego e da redução do salário real. Moreira acredita que, na atual circunstância, o projeto de lei da criação do Banco Central independente será aprovado de roldão no Congresso.

Portanto, sairia de cena a reforma da Previdência e ingressaria no centro das atenções o BC todo pomposo e descolado dos desígnios do governo. A história do BC independente já atravessou muitas das esquinas políticas do país. Fernando Henrique Cardoso e Lula não lhe deram maior atenção – este último, contudo, tentou posteriormente aprovar a medida em manobra com Renan Calheiros. Dilma Rousseff tripudiou sobre a ideia: “O BC não é a Santa Sé”.

Aécio Neves desdenhou da proposta. Marina Silva incorporou-a ao seu programa de campanha, assumidamente aconselhada pela sua assessora “geneticamente banqueira”, Neca Setubal. Curiosa é a postura blasé do “bambino do BC” Arminio Fraga, que não considera este um assunto de maior importância. Pois, ao contrário de Fraga, dezenas de economistas se esgoelam em favor da medida.

O BC independente funcionaria como um seguro contra o populismo garantindo as condições para que a política monetária fosse implementada com consistência, sabendo-se que háum delay entre a adoção de juros mais elevados e a queda da inflação, que, muitas vezes, perpassa a duração de um governo. No mundo pululam os exemplos de BCs independentes, a exemplo dos Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Alemanha e Banco Central Europeu, só para citar os mais votados. E Henrique Meirelles? Por que não lidera a tropa de apoio à iniciativa? Quando era presidente do Banco Central – na gestão de Lula –, Meirelles desfiava com vigor argumentos favoráveis ao BC independente.

E o que mudou? Acredita-se que seja a indisposição de ter uma sombra que ameace seu estrelato absoluto na área econômica. Meirelles, segundo um amigo seu, é a versão masculina da diva Maria Callas: vaidoso, altivo, onipresente em cena. Na atual conjuntura, onde o protagonismo político lhe favorece, melhor que Ilan Goldfajn permaneça como um “subalterno autônomo”. Poder não se divide; poder se toma.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.09.17
ED. 5712

Há mais do que flechadas contra Geddel

Enquanto Michel Temer se esquiva das “flechadas” do ex-PGR Rodrigo Janot, os irmãos Geddel e Lucio Vieira Lima enfrentam um problema similar, só que sem aspas. É tenso o clima no entorno das propriedades rurais dos Vieira Lima no Sul da Bahia, mais precisamente na cidade de Potiguará, onde se concentra a tribo de mesmo nome, além de índios Pataxó. A ameaça de invasão da Fazenda Esmeralda no último fim de semana não foi um caso isolado. Homens que se identificam como líderes indígenas da região já teriam tentado entrar em outras duas propriedades de Geddel e Lucio no município. No último sábado, as flechas, por sinal, eram o de menos. Segundo a Polícia da Bahia, mais de duas dezenas de suspeitos carregavam armas de fogo. Por envolver comunidades indígenas, o episódio já foi comunicado à Polícia Federal, onde, aliás, se concentra a biografia recente de Geddel. Em tempo: os irmãos Vieira Lima controlam, no total, mais de 900 hectares de terras na região.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.09.17
ED. 5709

Será o Eduardo?

Curioso: o antigo endereço eletrônico de Eduardo Cunha na época da Câmara (eduardocunhapresidente.com.br) leva agora para um site de análise do quadro eleitoral de 2018. Michel Temer figura entre os candidatos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.09.17
ED. 5708

Luzes, câmera, ação

O Palácio do Planalto prepara uma visita de Michel Temer à Zona Franca de Manaus. O local é visto como o set de filmagem perfeito para Temer celebrar a “retomada do emprego”. Neste ano, a ZFM voltou a somar mais contratações do que demissões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.09.17
ED. 5707

Temer, livre, leve e solto

O Planalto está tão confiante em derrubar a segunda denúncia da PGR que se discute a possibilidade de Michel Temer assumir uma nova postura em comparação à primeira flechada de Rodrigo Janot. Em vez de se esconder no Palácio, desta vez Temer vai intensificar sua exposição nas redes sociais. Ao mesmo tempo, pretende combinar a frenética agenda de encontros com parlamentares com visitas pontuais a alguns estados, sempre associadas à inauguração de obras ou entrega de imóveis do Minha Casa Minha Vida. Mas tudo na dose certa de um presidente com taxa de reprovação de 95%: eventos fechados, com alta presença de aliados políticos e acesso restrito ao público.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.09.17
ED. 5706

Tasso faz muito bem

Um sinal de que a ala oposicionista do PSDB desta vez nem vai se dar ao trabalho de bater bumbo pela denúncia contra Michel Temer. O presidente interino do partido e um dos principais defensores do desembarque do governo Temer, Tasso Jereissati, viajou para os Estados Unidos. Avisou a aliados que ficará oito dias “fora do ar”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.09.17
ED. 5705

Exumação

Gabriel Chalita, o protegido de Michel Temer, é só o fio da meada das campanhas peemedebistas. O doleiro Lucio Funaro abriu para a Lava Jato as vísceras das candidaturas majoritárias do PMDB em São Paulo desde 2006, com destaque para Paulo Skaf em 2010 e 2014. Temer está em todas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.09.17
ED. 5705

Planalto ergue sua muralha anti-Janot

O Palácio do Planalto e sua máquina de esmagar denúncias da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer já trabalham a pleno vapor. Nos últimos dois dias, o próprio Temer esteve pessoalmente com 46 deputados, contabilizando-se apenas a agenda oficial – fora as dezenas de telefonemas. Na paralela, o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, tem mantido uma intensa rotina de encontros com pequenos grupos de parlamentares do baixo clero, o que, dentro do próprio Palácio, já lhe valeu o jocoso apelido de “Poupa Tempo”. Imbassahy vem cumprindo a missão de massagear a vaidade de deputados inexpressivos, reduzindo a demanda de audiências com o próprio Temer. A rejeição, na Câmara, do segundo pedido de abertura de processo encaminhado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, é dada como certa. Segundo o RR apurou, ontem à tarde a planilha do ministro Eliseu Padilha, que nunca erra, já contabilizava 260 votos certos contra a denúncia, muito perto do número de 263 deputados que desviaram a primeira flechada de Janot na direção de Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.09.17
ED. 5704

Já é Natal no Palácio do Planalto

Michel Temer vai fazer outra fogueirinha para aquecer o consumo. Amanhã, anuncia o cronograma para o saque antecipado dos beneficiários do PIS/Pasep com idade a partir de 62 anos – antes o mínimo era 70 anos. A boa nova é que a liberação de recursos pode ser maior do que a estimada, da ordem de R$ 16 bilhões. Calcula-se que poderão ser lançados R$ 20 bilhões na economia. A expectativa é que uma parte maior dessa dinheirama vá para o consumo e não para o pagamento de dívidas. Isto porque os saques das contas inativas do FGTS, uma medida gêmea adotada no início do ano, permitiram que os trabalhadores abatessem uma parte do seu endividamento mais urgente. O Natal, portanto, pode ser melhor para o assalariado, o comércio e, claro, para Michel Temer. O ajuste fiscal não tem nada a ver com isso.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.09.17
ED. 5704

Michel Temer e as perigosas curvas da estrada de Santos

Se Rodrigo Janot ficasse mais tempo no cargo, teria um novo território onde escarafunchar uma terceira denúncia da PGR contra o presidente Michel Temer. A investigação de favorecimento à empresa Rodrimar é apenas o fio da meada das ações inconfessáveis no setor portuário. Outras facilidades foram concedidas por meio da Companhia Docas de Santos, antigo feudo de Temer.

Nos anos mais recentes, as operações passaram a ser conduzidas por Eduardo Cunha, que, a mando do atual presidente, passou a ser o interlocutor entre as empresas, a autoridade portuária, a Advocacia Geral da União e a miríade de agências reguladoras do setor. Basta lembrar de todas as artimanhas de Cunha para embarreirar a votação da MP dos Portos, em 2013. A favor de Temer, pesa o fato de que essa “prestação de serviços”, digamos assim, aconteceu antes de ele assumir a Presidência da República, o que o eximiria de responsabilidade criminal.

Entretanto, uma empresa, pelo menos, teria sido agraciada no início da gestão de Temer, quando Cunha tinha o mandato para representá-lo. Se o ex-presidente da Câmara acertar a delação premiada, as travessuras no Porto de Santos estarão entre as tramoias reveladas. Basta convocar os executivos das operadoras de terminais e da autoridade portuária. Todo mundo sabe. Ou já ouviu falar. Santos sempre foi uma vaca leiteira.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.09.17
ED. 5702

Michel Temer se sente menos impopular e pode reduzir ritmo do ajuste fiscal

O presidente Michel Temer passou a nutrir dúvidas em relação à intensidade do ajuste fiscal em 2018 – já que 2017 são favas contadas. Temer tem usufruído da brisa da redução do desconforto popular. O quadro econômico para a população melhorou, e quando não melhorou, estagnou, o que, frente ao longo período de índices negativos, pode ser celebrado como uma vitória.

A inquietude de Temer encontra mais eco em Eliseu Padilha do que em Moreira Franco e Henrique Meirelles, defensores da tese de que o sucesso desse governo não pode ser medido por satisfação ou empatia com o povo. Segundo a fonte do RR, a percepção de Temer é que, se reduzir sua impopularidade e continuar na sua toada, governando para a sua bancada no Congresso e a Avenida Paulista, poderá atingir uma inesperada força como cabo eleitoral em 2018, para dizer o mínimo. Relatório do Credit Suisse que circulou ontem nos meios financeiros canta algumas pedras animadoras para o presidente.

No cenário projetado pelo banco – um crescimento médio de 2% do PIB por um período superior a um quinquênio – as taxas de desemprego estimadas são 13%, em 2017; 12%, 2018; 11%, 2019; e 10%, 2020. Não chega a ser uma Brastemp, mas, comparando-se com o desemprego de 13,7% em março passado, os números são alvissareiros. A favor das expectativas do governo pesa o fato de que o banco suíço sempre foi pouco otimista em relação aos resultados da política econômica. Mas Temer já está saboreando outros frutos da boa safra na economia. A inflação é a menor em 37 anos na faixa do salário mínimo.

Os preços da cesta básica desabaram devido à deflação sobre alimentos decorrente da hipersafra agrícola. A renda da família aumentou, ainda por conta da queda da inflação, e é ela que vem puxando o Pibinho. O aluguéis em média estão mais baixos 20%. Pode dizer que nunca dantes a carestia tomou um tombo tão grande na história deste país. Mas, como acender uma vela aos pobres e outra ao empresariado? A inércia agora trabalha a favor.

O cenário favorável é de melhoria da conjuntura. Para manter as expectativas empresariais aquecidas, Temer vai prosseguir com os anúncios e ações de impacto nas privatizações e concessões e iniciar uma agenda de reformas microeconômicas. Como metas fiscais mais largas para 2017 e 2018, o governo prosseguirá no seu paradoxo de sucesso, que é confessar a falência no ajuste orçamentário, rever as contas para depois, então, atingir o compromisso
e vangloriar-se do seu feito.

Há também receitas não tipificadas que ajudarão a fechar o buraco, como o pagamento de R$ 180 bilhões devidos pelo BNDES ao Tesouro, junto com o repasse da economia do custo de carregamento das reservas cambiais na medida em que se reduz o diferencial entre a Selic e o juro de remuneração do lastro em moeda forte. Esses recursos irão todos para abater o déficit primário. E o fiscal estaria resolvido? Fica faltando a reforma da Previdência, que não só é aritmeticamente necessária, como tornou-se simbólica.

Mas se ela não sair até novembro, fica na conta do próximo governo. Na equação desse upgrade do presidente não é incorporada a variável da Lava Jato. Ela é imponderável e pode atingir a todos indistintamente. Se Temer avançar no ajuste, tomando novas medidas impopulares para a “modernização” da economia, se tornará em uma espécie de “Getulio Vargas da burguesia”, dando cabo das encomendas reformistas que trouxe para o centro do governo desde o impeachment de Dilma Rousseff. Se contiver o andor, pode ser que sua impopularidade caia e sua força eleitoral surpreenda.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.09.17
ED. 5702

Encontro marcado

A Rádio Lava Jato informa: a delação de Lucio Funaro e a prisão de Geddel Vieira Lima vão trazer de volta à ribalta o advogado José Yunes, o amigo de Michel Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.09.17
ED. 5699

Chorare

Informação preocupante que chegou ao Palácio do Planalto: o ex-ministro Henrique Alves, um dos cavaleiros da távola redonda de Temer, tem tido crises de choro quase todos os dias na prisão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

A viagem de Michel Temer a Pequim abriu as portas do setor elétrico brasileiro a mais um grupo chinês. Trata-se da China Power New Energy Development, que chega para comprar usinas de energia eólica. Só para não variar deverá trazer a reboque um cinturão de fornecedores, encabelado pela Goldwin, uma das maiores fabricantes de turbinas para geradoras da China.


Durante a estada em Pequim, os ministros da Agricultura, Blairo Maggi, e da Indústria, Marcos Pereira, têm mantido tratativas com autoridades russas para investimentos em açúcar e etanol no Brasil. Uma comitiva brasileira deverá ir a Moscou ainda neste ano para dar forma aos projetos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.09.17
ED. 5697

Recado de Josué

A declaração de Josué Gomes da Silva de que poderia ser candidato a vice-presidente em uma chapa com o também empresário Flavio Rocha foi recebida no PMDB como um recado para dentro do próprio partido. Josué foi “esquecido” por seus pares como um potencial candidato peemedebista ao Senado ou mesmo ao governo de Minas Gerais. Neste caso, o preferido é o deputado Fabio Ramalho, tão preferido que foi convocado para integrar a comitiva de Michel Temer na China. Ao mencionar o herdeiro da Lojas Riachuelo, Josué piscou o olho para o Partido Novo, ao qual Flavio Rocha deverá se filiar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.09.17
ED. 5696

Sindicato dos camaleões

Paulinho da Força, que apoiou o impeachment de Dilma Rousseff e se enganchou feito um trailer no governo Temer, pisca uma seta para o lado de Lula e outra para Geraldo Alckmin.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.08.17
ED. 5695

Temer mostra aos chineses programa nuclear brasileiro

O memorando de entendimentos com a China National Nuclear Corporation (CNNC) para a conclusão de Angra 3 é apenas a ponta do iceberg. Segundo alta fonte do Ministério de Minas e Energia, em sua visita a Pequim Michel Temer terá conversas reservadas com o governo chinês sobre um projeto maior: a ressurreição do programa nuclear brasileiro. Os planos passam pela construção de quatro usinas nucleares, divididas entre o Nordeste e o Sudeste – duas a menos do que a proposta elaborada e engavetada ainda no primeiro mandato de Dilma Rousseff.

O reavivamento do projeto está visceralmente ligado à firme disposição do Palácio do Planalto de quebrar o monopólio estatal na produção de energia nuclear e abrir as portas do setor para o capital estrangeiro – ver RR edição de 9 de agosto. Como tudo que diz respeito à era Temer, o tempo é curto. O governo teria de aprovar a PEC 122/07 do deputado Alfredo Kaefer, que autoriza o ingresso de investidores privados na construção e operação de reatores nucleares, rever o programa, encaminhar as conversas com os chineses e fazer conta, muita conta.Por maior que seja o interesse dos asiáticos, um projeto dessa dimensão não se viabiliza apenas no plano privado. Inexoravelmente o Estado terá de entrar com alguma fatia dos recursos.

Não será simples encaixar esse gasto de longo prazo em um orçamento com projeção de déficit para os próximos cinco anos. Apesar de todos os pesares, o governo identificou uma janela de oportunidade com vista para Pequim. O término de Angra 3, um projeto de aproximadamente R$ 7 bilhões, é pouco para o apetite e o rol de interesses que a CNCC representa. A companhia carrega atrás de si toda uma cadeia de negócios, que engloba bancos de fomentos, empresas de construção pesada, fornecedores de equipamentos e tecnologia e até mesmo a oportunidade de trazer mão de obra chinesa para o Brasil.

Para os asiáticos a exclusividade no programa nuclear seria altamente estratégica em função desse múltiplo pacote de variáveis. Sob a ótica do governo, a ressurreição do programa nuclear é uma engenharia com impacto sobre a autoestima nacional. Ela seria embalada com um discurso de Brasil Grande, na mão inversa do regime militar, ou seja, com menor presença do Estado e consequentemente reduzido endividamento público. A abertura do setor ao capital estrangeiro seria acompanhada do instrumento da golden share, que desde já começa a assumir o papel de pau para toda obra nos planos de privatização do governo Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.08.17
ED. 5694

Governo Temer reduz dívidas das Forças Armadas

O presidente Michel Temer está levando ao pé da letra o seu compromisso de atender às demandas militares de ponta a ponta. O governo tem se empenhado em reduzir as dívidas das Forças Armadas com os maiores fornecedores. De dezembro para cá, o Ministério da Defesa teria diminuído em aproximadamente um quinto o estoque de pagamentos atrasados desde o primeiro mandato de Dilma Rousseff.

O valor das pendências caiu de R$ 10 bilhões para algo em torno de R$ 8 bilhões. Os casos mais emblemáticos envolvem encomendas das Forças Armadas a Embraer, Helibras e Iveco. Somente em 2015, o governo deixou as Forças Armadas inadimplentes em R$ 500 milhões com a Embraer. O valor se refere à aquisição de 28 cargueiros modelo KC-390 – um contrato total de R$ 7 bilhões.

Em relação à Helibras, segundo o RR apurou o passivo em aberto desceu de R$ 1,7 bilhão para aproximadamente R$ 1,2 bilhão. A cifra diz respeito à compra de 50 helicópteros H-X BR, 16 aeronaves para cada Força – também entraram no pacote dois veículos para a Presidência da República. No caso da Iveco, o governo regularizou os pagamentos relativos à compra dos blindados Guarani – o contrato total soma R$ 6 bilhões e se estende até 2035.

Consultado pelo RR, o Exército confirmou, por meio da assessoria de comunicação, que não há débitos com a Iveco. A Aeronáutica, por sua vez, informou que os “pagamentos previstos no cronograma do projeto H-X BR deste ano foram efetuados normalmente até o mês de julho” e “o cronograma relativo à aquisição do KC-390 foi atualizado”. O governo Temer parece empenhado em blindar as Forças Armadas da crise fiscal.

No ano passado, o Orçamento militar realizado chegou a R$ 9,1 bilhões, 24% a mais do que a cifra prevista. A indústria de defesa nacional agradece. Os atrasos acumulados no governo Dilma atingiram diretamente o setor. O desenvolvimento do KC-390 ficou praticamente parado durante 18 meses. Somente em julho deste ano, o cargueiro foi apresentado no Salão de Paris. Com relação à Helibras, o impacto foi ainda maior, ao menos para o chão de fábrica, com demissões na unidade de Itajubá.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Integrante da comitiva de Michel Temer em Pequim, o ministro dos Transportes, Mauricio Quintella, terá uma importante conversa com dirigentes da China Railway Construction Company. Espera trazer na bagagem a confirmação da participação dos chineses nos leilões do PPI, notadamente da Ferrogrão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.08.17
ED. 5694

…Pequena marcha

Por falar em China, o deputado Fabio Ramalho foi escolhido a dedo para participar da comitiva. Com o afago, Temer espera tirar da cabeça de Ramalho a ideia de deixar o PMDB e disputar o governo de Minas pelo PSDB.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.08.17
ED. 5692

Gilmar Mendes e seu crucial ponto de mutação

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes é o que poderia se chamar de um homem de aço. Porém, mesmo com o perfil siderúrgico, tem acusado o bombardeio maciço das últimas semanas na mídia convencional e nas redes sociais. O RR apurou que Gilmar confidenciou a pelo menos um interlocutor do Olimpo da República seu plano alternativo de se candidatar ao Senado por Mato Grosso nas próximas eleições.

O ministro caracterizaria a opção de trocar o Supremo pela carreira parlamentar como um ato de indignação com as acusações e a campanha difamatória, além de ressaltar sua disposição de participar do processo de renovação do Congresso Nacional. Com a iniciativa, abriria uma vaga para Michel Temer fazer seu sucessor no STF. Consultada, a assessoria de Gilmar Mendes informou que “não há previsão de aposentadoria do ministro, nem de qualquer candidatura a cargo eletivo”. Afirmou também que Gilmar Mendes “acredita que ainda tem muito a colaborar no STF.”

Caso venha a ser tomada, trata-se de uma decisão radical, pois, se Gilmar Mendes é alvejado por todos os lados, ao mesmo tempo tem um dos maiores escudos que se pode imaginar na República. A fonte do Relatório Reservado fez questão de ressaltar: este é um caminho que pode ser trilhado, mas não foi ainda escolhido. Não fossem as pesadas críticas à libertação de nove presos da Lava Jato no Rio de Janeiro e a sua defesa explícita de que condenados só sejam presos após julgamento de recursos no STJ; o abaixo-assinado virtual solicitando seu impeachment, que se aproxima de um milhão de signatários; as notas de repúdio da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB); os pedidos da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) para que o STF freie o seu comportamento; as denúncias de contribuição de empresas estatais ao seu instituto; a ausência de manifestações de apoio de seus próprios pares e a personificação da vilania em rede televisiva nacional, poderia se dizer que Gilmar Mendes fez um acordo mefistofélico com sua eternidade no Supremo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.08.17
ED. 5692

Marimbondos de fogo

O “Partido do Sarney” nunca esteve tão em alta no governo de Michel Temer. O presidente tem ouvido assiduamente os conselhos não só de José Sarney, mas também de Roseana Sarney e do senador Edison Lobão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.08.17
ED. 5691

Escolha de Sofia(s)

Dilema de Eliseu e de Moreira: deixar seus cargos em abril para disputar as eleições ao Congresso ou servir ao governo Temer até o fim? Em outras palavras: tentar o foro privilegiado pelos próximos quatro anos ou garantir a “apólice” pelo menos até dezembro de 2018?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.08.17
ED. 5689

Todo dia

Aécio Neves conversa todo santo dia com o presidente Michel Temer. Quando não de viva-voz, por meio do ministro Antonio Imbassahy.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.08.17
ED. 5688

Estado de calamidade é a bala de prata de Temer na economia

O presidente Michel Temer poderá decretar o estado de calamidade pública em âmbito financeiro. A medida está sendo discutida com seus principais assessores e lideranças da base aliada e deve ser a carta na manga para o cenário de não aprovação da reforma da Previdência. Há um risco nada desprezível de que, mesmo com uma melhora da economia, a arrecadação não reaja conforme o esperado.

A relação entre essas duas variáveis vem se descolando lentamente devido à mudança na capacidade de geração dos setores da economia com maior incidência tributária. Com a receita caminhando atrás das despesas e sem a aprovação de um novo regime para a Previdência, restaria ao governo mudar novamente a meta de déficit deste e do próximo ano e majorar a carga tributária, ambas as medidas tomadas às vésperas do calendário eleitoral. O governo considera que o aumento dos impostos para cobrir o déficit fiscal a frio e a seco seria a receita perfeita para responsabilizá-lo pelas barbeiragens de Dilma Rousseff e pelo componente estrutural do desajuste das contas públicas.

Na sua estratégia de sobrevivente, Temer se considera um herói saneador das malfeitorias do governo antecessor, do qual ele fazia parte, mas desconhecia a governança. Uma terceira meta fiscal, por sua vez, seria uma confissão de baderna fiscal. As medidas radicais necessárias a suprir a ausência da reforma previdenciária seriam politicamente mais confortáveis se adotadas dentro de uma moldura institucional excepcional. Por enquanto, todas as fichas estão sendo apostadas na mudança da Previdência.

Os anúncios e vazamentos de um quadro fiscal tétrico objetivam pressionar o Congresso para que cumpra com sua responsabilidade. A mais recente atrocidade é a perspectiva de shutdown se o governo descumprir o artigo 167 da Constituição, que proíbe a emissão de dívida pública superior à despesa de capital. Não é à toa que a expressão “guerra fiscal” tem sido usada por parlamentares e governadores.

Mas o pau que mata Chico mata Francisco. O alarmismo que serve para empurrar a reforma da Previdência tem a mesma utilidade para justificar uma situação de anormalidade na administração pública. O estado de calamidade em âmbito financeiro já foi adotado, recentemente, nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Assim como existe a “quase moeda”, o expediente não deixa de ser uma “quase moratória”. Vai uma grande diferença a sua adoção em estados quebrados e na União em tempo de eleição e com um governo suspeito de corrupção. Roga-se que não se chegue a esse extremo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.08.17
ED. 5684

Lula começa a esculpir a imagem do candidato

O ex-presidente Lula voltou a se aconselhar com o marqueteiro Duda Mendonça. Tudo na moita, conforme recomenda a delicada situação pública dos dois interlocutores. O telefonema curto e breve ocorreu na semana passada e envolveu um intermediário. Lula, como é do seu feitio, quis testar com Duda aquilo que já está decidido na sua mente. Sua estratégia não é informar nem convencer, os dois mantras de Duda, mas confundir.

O “Lula brigão”, pronto para o pau, vai ceder lugar a um Lula mais ausente, que dispensa o barulho da militância nessa fase, um Lula que morde e recua. O ex-presidente fez chegar ao marqueteiro que não quer agitação, pelo contrário. Quanto menos ruído ele e sua turma fizerem maior o estrondo de cada ato administrativo da situação a favor da sua candidatura. Não é mais, portanto, o “Lulinha paz e amor”, mas um Lula maduro, sofrido, que cogita voltar, mesmo com todo sacrifício, em nome de um povo subtraído dos seus direitos e cujas condições de vida pioraram muito desde sua gestão. Pelo menos é o que ele quer fazer com que os outros pensem. O teste da estratégia começa a partir de amanhã, quando o ex-presidente inicia sua caravana pelo Norte-Nordeste.

Nada de cuspir fogo nos palanques. Segundo a fonte, Duda concordou com a estratégia do “deixa o governo botar o retrato do velho outra vez”. Michel Temer é o grande eleitor de Lula. Cada movimento da sua gestão corresponde a mil comícios a favor do PT. O momento, portanto, não é de fazer marola, mas de torcer que mais e mais reformas venham à tona. Lula teria comentado:”O incrível é que o Temer e a banda dele não entendem isso”.

Na próxima audiência com o juiz Sérgio Moro, por exemplo, estará presente um Lula mais tranquilo e contido. O projeto é evitar manifestações depois do depoimento. Os excessos somente atrapalham aquele que pode correr parado. Duda teria gostado dessa estratégia de ora confirmar a candidatura, ora a deixar em dúvida, enquanto os fatos vão cevando o seu fortalecimento eleitoral.

Uma mistura de “vou, sim” com “vou ver”. Quando estiver com a candidatura consolidada, Lula decidiria à luz das circunstâncias se iria ele próprio para o certame ou indicaria o seu abençoado. Para o sim ou para o não, Duda Mendonça teria aconselhado a mesma estratégia de “ficar na sua” ao conterrâneo Jaques Wagner. Cresce o convencimento de que, se fosse hoje o dia da decisão e Lula não partisse para a disputa, o baiano, judeu, umbandista e carnavalesco teria a sua bênção para ser o candidato do PT.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.08.17
ED. 5684

Candidato do PMDB, sem o PMDB

Boa parte do PMDB virou as costas para a campanha de Eduardo Braga, candidato do partido no segundo turno das eleições no Amazonas. É o troco pelo fato de Braga, ex-ministro de Dilma Rousseff, ter se mantido contra o impeachment. Em maio, Braga já havia experimentado um petit dejeuner da vendetta de Temer com a demissão da então superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, que ele havia indicado para o cargo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.08.17
ED. 5684

O verdadeiro Tiririca

Wladimir Costa – o deputado da tatuagem “permanente” que desapareceu – botou na cabeça que vai organizar uma festa no Pará, seu estado, para celebrar os 77 anos do presidente Michel Temer, em setembro. De preferência, com o aniversariante presente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.08.17
ED. 5681

Dividendos

Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, poderá aterrissar no Ministério das Cidades. Assim, Michel Temer quitaria sua dívida pelos votos do PTB contra o seu afastamento da Presidência.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.08.17
ED. 5679

Monopólio nuclear está por um fio

O governo Temer tem se aproveitado do poderio da base aliada no Congresso para revirar a Constituição e promover a liberalização de setores até então restritivos à participação do capital privado. O próximo passo nessa direção é a quebra do monopólio estatal na produção de energia nuclear, como informa o boletim Insight Prospectiva, que circula exclusivamente entre seus assinantes. A Câmara deverá votar nas próximas semanas as Propostas de Emenda Constitucional 122/07, do deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), e 41/2011, de Carlos Sampaio (PSDB-SP).

As duas PECs autorizam a entrada de investidores privados na construção e operação de reatores nucleares para geração de energia elétrica, que hoje são atividades exclusivas da Eletronuclear. A medida permitirá ao governo vender participações nas usinas de Angra 1, 2 e 3. A China National Nuclear Corporation (CNNC) já sinalizou o interesse de entrar no capital desta última, um passo além do memorando de entendimentos firmado com a Eletronuclear no ano passado para a conclusão das obras da geradora.

Para todos os efeitos, a PEC 122/07 fixa em 30% o limite para a participação de investidores internacionais no capital das usinas nucleares. Na prática, porém, a tendência é que os grupos estrangeiros assumam uma posição de proa no setor por conta da musculatura financeira e da supremacia tecnológica. Amparado no discurso das “reformas estruturais”, o presidente Michel Temer tem mostrado apetite de sobra para “desregular” atividades vinculadas ao conceito de soberania nacional. Além da energia nuclear, entram neste rol a liberação da venda de terras para estrangeiros, a permissão para atividades de mineração em faixa de fronteira, a autorização para que grupos internacionais detenham até 100% de companhias aéreas e a chamada “MP da Grilagem”, que abre caminho para a legalização e transferência à propriedade privada de terras públicas ocupadas ilegalmente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.08.17
ED. 5678

Temer nas alturas

Virada a página da votação do processo na Câmara (pelo menos até a nova denúncia da PGR), Michel Temer já se sente mais à vontade para se ausentar do país. Deverá fazer uma viagem internacional de maior fôlego ainda neste ano, provavelmente ao Oriente Médio. No radar, o agronegócio, notadamente as exportações de carne brasileira.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.08.17
ED. 5677

O troféu de ACM Neto

ACM Neto recebeu de Michel Temer a promessa de que o PMDB estará em seu palanque em uma eventual candidatura ao governo da Bahia. Trata-se de um golpe de mestre do prefeito de Salvador para enfraquecer seu principal adversário, o atual governador e candidato à reeleição, Rui Costa, que chegou ao cargo exatamente numa aliança com os peemedebistas. É o mínimo que Temer pode fazer por ACM Neto, que o apoiou publicamente e foi decisivo para dobrar parlamentares da bancada nordestina que ameaçavam votar contra o presidente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.08.17
ED. 5676

Cebola nos olhos de Temer é refresco

Rodrigo Janot confidenciou a um procurador amigo de peito que já esperava o resultado da votação favorável a Michel Temer. Mas confia na “Operação Cebola” para minar o balcão de agrados do presidente aos parlamentares. Janot está descascando as denúncias em fatias. Em setembro, vem outra camada ardente e mais um pedido de abertura de inquérito contra Temer. Os congressistas vão ter de dizer novamente que o presidente é impoluto, com seus votos abertos na frente da TV. A não ser que, melhor não falar…