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16.04.21

Política do eu sozinho

Mais faíscas à vista no Mercosul. Segundo informações filtradas do Ministério da Economia, na reunião extraordinária do próximo dia 22, o Brasil vai defender que os países do bloco possam fazer acordos individuais com outras nações em detrimento de tratados em negociação no Mercosul.

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24.03.21

O verdadeiro chanceler brasileiro está em Lisboa

O ministro das Relações Exteriores de Portugal, Augusto Santos Silva, parece mais empenhado em cuidar dos interesses multilaterais brasileiros do que o próprio chanceler Ernesto Araújo. Segundo o RR apurou, a diplomacia portuguesa vem tentando convencer o Brasil a firmar um pacto conjunto com Argentina, Paraguai e Uruguai, comprometendo-se a cumprir as metas do Acordo de Paris. De acordo com a mesma fonte, a proposta já teria sido levada ao embaixador Marcos Bezerra Galvão, chefe da missão do Brasil junto à
União Europeia (UE), e ao próprio Araújo.

A manobra de Portugal tem como objetivo destravar as negociações em torno do tratado econômico entre o Mercosul e a União Europeia. Portugal é peça-chave nesse enredo. O país não só está à frente da presidência rotativa da União Europeia como é um dos mais aguerridos defensores do acordo com o Mercosul. Recentemente, o próprio ministro Santos Silva disse que é responsabilidade de Portugal concluir este processo.

No entanto, o Brasil é o maior empecilho à assinatura do tratado entre os dois blocos econômicos. Há cerca de dez dias, a Áustria encaminhou uma carta ao governo português – atualmente na presidência rotativa da União Europeia – solicitando a suspensão das negociações com o Mercosul. O motivo é a postura do governo Bolsonaro em relação ao desmatamento na Amazônia.

Na articulação liderada pelo governo português, a manifestação de compromisso do Brasil em relação ao Acordo de Paris é vista como uma peça-chave da engrenagem. A adesão ao protocolo de redução do aquecimento global seria uma forma de amainar a resistência das nações europeias ao tratado com o Mercosul. O problema é que do lado de cá toda essa questão passa justamente pelos dois ministros mais ideológicos de Bolsonaro: Araújo e Ricardo Salles.

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05.02.21

Um país de costas para o mundo

Mais um exemplo da paralisia na política externa brasileira: um ano após o Reino Unido deixar a União Europeia, o governo Bolsonaro não entabulou qualquer acordo comercial relevante com os britânicos, seja diretamente, seja por meio do Mercosul. Entre os “cabeças brancas” do Itamaraty, o temor é que o Brasil perca o timing para obter uma posição mais privilegiada à mesa de negociações. Os britânicos, por exemplo, articulam um acordo com o Tratado Abrangente e Progressivo de Parceria Transpacífica, mais conhecido como TPP-11, bloco que reúne do Chile ao Japão.

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21.01.21

Trigo em fermentação

O governo já dá como certo um novo repique nos preços de alimentos como pães, massas e congêneres. A isenção tributária para a importação de trigo de países de fora do Mercosul não tem o surtido efeito esperado. Nos primeiros 20 dias do ano, a alta dos preços do cereal já chega a 10% em algumas regiões do país.

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03.09.20

Governo Bolsonaro transforma acordo do Mercosul em farelo

O governo Bolsonaro lançou mais uma fagulha diplomática, desta vez no âmbito do Mercosul. Segundo fonte do RR no Itamaraty, os governos de Argentina, Uruguai e Paraguai já sinalizaram que, nos próximos dias, farão um protesto formal contra a decisão do Brasil de retirar temporariamente as tarifas de importação de arroz, milho e soja – com o intuito de forçar a baixa dos preços desses produtos no mercado interno. A alegação da tríplice aliança é que a medida vai contra acordos comerciais estabelecidos dentro do bloco econômico. No limite, os três vizinhos poderão até mesmo pedir a aplicação de sanções econômicas ao Brasil – no que provavelmente não passaria de uma bravata mais ruidosa, um teatro na tentativa de forçar o governo Bolsonaro a rever a medida, ainda que parcialmente. A suspensão da tarifa de importação vai tirar uma vantagem concorrencial dos países do Mercosul. Pelos acordos em vigor, os membros do bloco econômico podem comercializar soja, milho e arroz entre si sem taxação – o Brasil tributa as importações de outros países em 8% (milho e soja) e 12% (arroz). De acordo com os tratados em vigência, os países do Mercosul até podem zerar as alíquotas por tempo determinado, mas a praxe é que o assunto seja negociado primeiro dentro do bloco. Segundo a fonte do RR, o Itamaraty não levou a questão ao bloco econômico e, a essa altura, é pouco provável que o faça. O pedido de redução das alíquotas já foi encaminhado ao Comitê de Alterações Tarifárias (CAT) da Camex, no qual deverá aprovado na próxima semana. Posteriormente, faltará apenas o imprimatur do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex).

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18.08.20

Câmera lenta

No próprio Itamaraty, a aposta é que o acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Comércio Livre – leia-se Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein – só entrará em vigor em 2022. O tratado deverá ser assinado apenas em dezembro e ainda terá de ser aprovado pelos respectivos Congressos Nacionais de todos os países membros do Mercosul.

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09.07.20

Ida e volta

O Líbano acena com o aumento das importações de soja brasileira. Seria a contrapartida ao empenho do governo Bolsonaro para selar o acordo comercial entre o Mercosul e o país do Oriente Médio.

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08.04.20

Acordo emergencial

Segunda informação filtrada do Itamaraty, os países do Mercosul negociam um acordo para a livre circulação de equipamentos médicos e artigos hospitalares, com a suspensão temporária das respectivas salvaguardas.

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13.03.20

O Bolsonaro deles

Diplomatas brasileiros presentes a um evento em Montevidéu na última quarta-feira puderam testemunhar que Jair Bolsonaro passou a ter uma alma gêmea no Mercosul. Perguntado sobre a permanência de Pablo Silveira no Ministério da Educação, cuja esposa é acusada de corrupção no Panamá, o presidente do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou, não fez por menos: “Fica no posto. É meu amigo, bom colaborador e heterossexual”. Desce o pano.

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18.02.20

Cada um por si

O presidente eleito do Uruguai, Luis Lacalle Pou, fez chegar ao Palácio do Planalto que pretende  fechar acordos bilaterais à margem do Mercosul. Ou seja: as negociações do bloco em curso neste momento em Montevidéu não devem passar de teatro.

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