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Mercosul Line

08.11.17

MP 795 deflagra uma batalha naval

As empresas de navegação de cabotagem – leia-se Aliança, Mercosul Line e Norsul – atracaram no Congresso Nacional e na Casa Civil com uma forte operação de lobby. O objetivo é garantir o fim do imposto de importação sobre embarcações destinadas à navegação interna. O pano de fundo é uma batalha naval entre armadores e estaleiros.

A extinção do tributo constava no texto original da Medida Provisória 795, editada pela Presidência da República. No mês passado, no entanto, a Comissão Mista do Senado aprovou a MP com uma emenda de última hora apresentada pela indústria naval, estabelecendo a manutenção da taxação – o texto ainda irá à votação nos plenários da Casa e da Câmara dos Deputados. No Congresso, a mudança ao apagar das luzes na Comissão do Senado ganhou o apelido de “Emenda Atlântico Sul”, em referência ao estaleiro da Camargo Corrêa e da Queiroz Galvão.

A combalida empresa  é a maior interessada em evitar, a todo o custo, a isenção para a compra de embarcações estrangeiras. O Atlântico Sul tem engatilhada uma encomenda de mais de R$ 2 bilhões para a entrega de cinco navios à Satco, empresa de Cingapura que atua na navegação de cabotagem no Brasil. Se a barreira fiscal cair, fatalmente os asiáticos vão deixar o estaleiro a ver navios e entregar a encomenda a um parceiro internacional.

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20.04.17

Bye bye, Brasil

A Maersk está apagando o Brasil do seu mapa-múndi. Colocou à venda a Mercosul Line, seu braço de cabotagem, e os ativos em óleo e gás: 20% do campo de Wahoo e 27% de Itaipu. A Mercosul Line confirmou ao RR a negociação do seu controle. Já a Maersk Oil não se pronunciou sobre a venda dos blocos de óleo e gás.

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27.06.16

Maersk seca investimentos na cabotagem

 No momento em que o ministro dos Transportes, Mauricio Quintella, fala de medidas para estimular a navegação de cabotagem, uma das maiores companhias do setor navega na direção contrária. A Maersk estaria transferindo para a Ásia mais da metade dos investimentos previstos para o Brasil. Significa dizer que cerca de R$ 250 milhões estariam singrando para longe. A empresa dinamarquesa seguirá atuando no Brasil – e nos demais países da América do Sul – com quatro navios, incluindo o já anunciado Mercosul Itajaí, encomenda que escapou dos cortes no país. Consultada, a Mercosul Line, braço de navegação da Maersk, confirmou o desembolso de R$ 200 milhões na nova embarcação, mas não se referiu a futuros investimentos. O assoreamento dos planos de expansão da Mercosul Line para o Brasil se deve fundamentalmente a mudanças na estratégia global da empresa: a prioridade de momento é ampliar a operação em outros países da Ásia que não apenas a China. Como se não bastassem as razões de ordem geoeconômica, o cenário do mercado brasileiro é desestimulante. Nos últimos dois anos, o volume de carga transportado por cabotagem cresceu, em média, apenas 1%. Para este ano, por conta da retração econômica, o declínio já é dado como certo.

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