fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
assuntos

Meio Ambiente

Relacionados

17.10.19

A Implosão do PSL em 10 capítulos

Termômetro

A luta por espaços no PSL promete um capítulo decisivo, amanhã. Vale destacar algumas questões que estarão no centro desse processo, nesta quinta:

1) Grupo de Luciano Bivar conseguirá consolidar os espaços conquistados hoje, com manutenção do delegado Waldir na liderança do governo e a destituição de Flávio e Eduardo Bolsonaro, respectivamente dos diretórios do Rio e de São Paulo? Haverá reação de dirigentes partidários, deputados e vereadores, em estados e municípios? Se espaços forem consolidados, primeiro passo para a construção de partido sem Bolsonaro estaria dado. Mas nada está garantido, muito pelo contrário.

2) Como evoluirá o posicionamento de parlamentares que, agora, se opõe à ação de Bolsonaro dentro do PSL? Até o momento vinham evitando ataques diretos ao presidente, mas situação se deteriorou a tal ponto que esse posicionamento é de difícil sustentação, agora;

3) Joyce Hasselman, que havia crescido como líder do governo e foi destituída do cargo, se fortalecerá no partido, garantindo candidatura à Prefeitura de São Paulo? Seria indicação de que o PSL pode investir em lideranças carismáticas mesmo afastando-se de Bolsonaro;

4) Se aprofundarão especulações sobre possibilidade de fusão de parte do PSL ligada à Bivar com o DEM? E, nesse âmbito, como se posicionará Rodrigo Maia e o Centrão, que podem ser os maiores beneficiários da implosão do PSL? Tudo indica que o presidente da Câmara age discretamente para enfraquecer o presidente.

5) Qual será a próxima cartada do presidente Bolsonaro? Se ficar claro que não terá o controle do PSL, radicalizará publicamente seu discurso? E para qual partido acenará? Principal aposta, no momento, seria partido pequeno, como o Patriotas.

6) A maior parte – se não todos – dos parlamentares do PSL apostaram em forte presença nas redes sociais. Nesse âmbito, como será a reação de eleitores de direita ao racha no partido? Pressionarão parlamentares dissidentes ou abrirão flanco, até agora muito pequeno, de críticas ao presidente Bolsonaro?

7) E filhos do presidente, vão operar nas redes? Como será utilizada a gravação de duros ataques do delegado Waldir ao presidente Bolsonaro, obtida por deputado infiltrado no grupo que apoia Bivar, mas leal ao presidente?

9) Qual será a influência da debacle do PSL no humor da Câmara e do Senado em relação ao governo? Não parece haver risco direto à aprovação da reforma da Previdência em segundo turno, mas movimentações de parlamentares, amanhã, trarão importantes sinais de estratégias partidárias, daqui para a frente. Uma coisa é quase certa: candidatura de Eduardo Bolsonaro à Embaixada dos EUA está virtualmente morta, após suspensão da indicação pelo Planalto, há pouco.

10) Ainda nesse sentido, surgirão questionamentos mais claros sobre perda de governabilidade? Mesmo que vença disputa interna, presidente Bolsonaro pode ficar praticamente sem base no Congresso, em situação possivelmente mais frágil até do que a do governo Collor. Ao mesmo tempo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem aumentado interlocução com a Câmara e o Senado, para estabelecer agenda de reformas. Há chance, assim, de que avance, nesta quinta, uma espécie de governo paralelo, com o comando do Parlamento, em diálogo com ministro da Economia e não com o presidente. A conferir.

STF e o julgamento sem fim

Com o já previsto adiamento do julgamento do STF acerca da prisão em segunda instância, sexta-feira será dia de novas especulações e movimentações políticas sobre o tema. No Judiciário, no mundo político e na mídia. Fundamental observar esse equilíbrio, diariamente, porque é dele que resultará, na verdade, a decisão final do Supremo.

Empregos invisíveis

A se observar o comportamento da mídia e do mercado, amanhã, diante de resultados do Caged para setembro, que vieram com forte viés de alta, capitaneados pelo setor de serviços. Ao todo, foram criadas 157.213 vagas. Apesar de crescimento ainda claudicante, a economia vive seu melhor momento no atual governo. E, além do Caged de hoje, resultados do índice de Confiança do Empresário Industrial (CNI) devem vir positivos, amanhã.

Questão é: instabilidade política apagará a repercussão de avanços econômicos? Seria prenúncio extremamente negativo para o governo, que sustenta na economia boa parte de seu apoio junto a formadores de opinião.

Desastre ambiental

Se manchas de óleo, que agora atingem santuários naturais na Bahia e em Alagoas, continuarem a avançar, podem evoluir da condição de acidente para a de desastre ambiental. O risco, para o governo, é que ganhe força imagem de que efeitos do vazamento serão duradouros e podem devastar áreas de proteção ambiental, além de afetar definitivamente áreas turísticas.

Brexit ou não Brexit, eis a questão?

Internacionalmente, a temática que mais afetará o mercado amanhã, salvo surpresas de última hora, serão prognósticos sobre aprovação ou não do Brexit pela Parlamento britânico. Votação ocorrerá no sábado. Hoje, aposta é em que o novo acordo fechado pelo primeiro-ministro Boris Johnson com a União Europeia não passará, mas cenário é fluido.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.