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19.11.20

Pauta cheia

Há cerca de 2 mil processos parados no MEC, aguardando despachos do ministro Milton Ribeiro. Boa parte envolve a abertura de cursos de graduação e pós-graduação. Também é expressiva a quantidade dos que envolvem alterações em currículos de formação e pedidos de fechamento de instituições.

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10.07.20

Meritocracia invertida

O Ministério da Educação virou um prêmio às avessas. Uma das principais razões que levam Jair Bolsonaro a cogitar o nome do deputado Vitor Hugo, líder do governo na Câmara para a Pasta, é o acelerado desgaste da sua relação com o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo. Sua transferência para a Educação abriria a vaga na articulação política do Palácio do Planalto para um nome afinado a Ramos.

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O Conselho Nacional de Educação vai dar mais um ano de carência para as instituições de ensino superior implantarem novos cursos já aprovados pelo colegiado e homologados pelo MEC. Pela regra em vigor, as universidades teriam 24 meses para contratar professores, montar laboratórios, equipar salas de aula etc, sob pena de perder as licenças. A decisão é uma lufada de bom senso no Ministério da Educação, algo raro na gestão de Abraham Weintraub. Com a pandemia, a demanda por esses cursos desabou. Obrigar as universidades a cumprir o prazo original seria empurrá-las para um prejuízo líquido e certo.

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07.02.20

A contaminação da reforma administrativa

Termômetro

Declarações do ministro Paulo Guedes, associando servidores a “parasitas” contaminará o debate sobre a reforma administrativa, amanhã – e transbordará para as demais.

A grande questão, já no final de semana, será avaliar o grau de reação de parlamentares e do mundo político em geral, bem como o quanto a mídia insistirá no tema. Fatores serão essenciais para delimitar:

1) O nível do desgaste e o impacto sobre negociações no Congresso;

2) O futuro da campanha de comunicação que o governo pretende implementar sobre a reforma administrativa.

Orçamento federal e medição de forças com o Congresso

O início da semana marcará também a retomada de medição de forças entre o Congresso e o governo federal. Se as pautas das reformas têm sido mais protegidas, em outras, parlamentares pretendem demonstrar força e impor derrotas ao Planalto.

É o que deve se verificar na análise de vetos impostos pelo presidente Jair Bolsonaro ao projeto determinando que a União pague todas as emendas parlamentares no ano corrente – que envolvem um total de R$ R$ 42,6 bilhões do Orçamento de 2020.

As primeiras crises na cultura

Demissão da secretária interina de Cultura, pastora Jane, levará a ilações sobre problemas e enfrentamentos internos pelos quais passará a futura titular da pasta, Regina Duarte. Mídia questionará Duarte e Bolsonaro, mas a tendência é de que ponham “panos quentes” nas dificuldades iniciais.

O Dólar e a China causam preocupação

Apesar de otimismo generalizado do mercado com a recuperação econômica, efeitos do coronavírus sobre a economia chinesa e alta recorde do dólar surgirão na mídia e entre analistas, amanhã, como fatores de preocupação.

O desgaste contínuo do MEC

Erro em lista de espera do Sisu recebida por universidades arrastará a crise no Ministério da Educação e a má vontade generalizada – da mídia e do meio acadêmico – com o ministro Weintraub.

Coronavírus: brasileiros repatriados

Com o início da vinda de brasileiros de Wuhan – chegam no domingo -,  aumentará a atenção para a estrutura montada em Anápolis para recebê-los. E, com um foco definido para cobranças, crescerá a pressão sobre o governo.

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Reunião de comitê da OMS, amanhã, determinará se será declarada situação de emergência global em função do coronavírus. A decisão vai pautar não apenas o noticiário como o próprio Ministério da Saúde, que, salvo surpresa, se manifestará às 16h, com balanço e entrevista coletiva. A iniciativa, conforme anunciado hoje, será repetida diariamente, com atualizações sobre casos suspeitos – detectados e confirmados – e medidas em curso.

Alguns pontos serão abordados com maior ênfase, amanhã:

1) A preocupação com a proliferação nacional do vírus, já que, hoje, são nove casos suspeitos, em diversos estados (Rio, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Ceará);

2) O Sistema para a realização de triagens, em diversos centros no país, e troca de informações com a Fiocruz, que centralizará o diagnóstico final, com apoio, nos próximos dias, de mais dois laboratórios nacionais;

3) A previsão para o desenrolar da situação, caso o contágio se aprofunde e demande maior agilidade na avaliação e tratamento de casos, localmente. Essa questão irá além do Ministério e levará a questionamentos sobre a capacidade dos sistemas públicos de saúde estaduais e municipais de lidarem com a doença;

4) As possíveis iniciativas a serem tomadas para enfrentar o contágio da doença durante o carnaval, em função da grande quantidade de viagens e aglomerações;

5) O planejamento para o controle de viagens e aeroportos. Por enquanto, não há maiores restrições, no entanto, se casos se espalharem pelo país, haverá cobrança mais detida nesse âmbito.

A linha de Regina Duarte na cultura

As primeiras medidas de Regina Duarte na secretaria de Cultura, bem como sinalização de linha política e de nomeações para espaços-chave da Pasta estarão em foco amanhã. Além de indicações de Regina, deve se delinear quadro mais claro de correntes que a apoiam e que tendem a combatê-la, tanto no âmbito de apoiadores do presidente (dentre eles o “guru” Olavo de Carvalho) quanto na classe artística.

De qualquer forma, a tendência é de que a nova secretária crie, amanhã, fato positivo para o governo, com boa aceitação da maior parte da mídia, especialmente a televisiva.

Protagonismo do presidente em Minas Gerais

O presidente Bolsonaro e o governo federal assumirão protagonismo, amanhã, no combate a efeito das chuvas em Minas Gerais, que já deixou mais e 35 mil desabrigados. Entrada mais forte no tema, ainda que se antecipe a possível desgaste, será faca de dois gumes: o presidente mostrará mobilização, mas vão se acelerar cobranças sobre o governo federal. Também será posta em teste a relação com o governador Romeu Zema.

O ministro Weintraub acuado

O MEC e o ministro Weintraub continuarão em “inferno astral”, amanhã, com afirmação (em off) de funcionários do próprio Ministério de que resultados do Enem não são 100% confiáveis e indícios de falhas do Sisu na oferta de vagas para deficientes, segundo o MPF.

BNDES: o fim da caixa-preta?

Há expectativa por posicionamento definitivo do presidente Bolsonaro amanhã sobre explicações dadas hoje pelo presidente do BNDES, Gustavo Montezano, a respeito de auditoria de mais de R$ 40 milhões, que não encontrou irregularidades em operações do banco. Permanência de Montezano é a hipótese mais provável, mas não está garantida.

Agenda de privatizações e EBC

Exposição do secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, hoje, indicando cronograma de privatizações, alimentará pauta, amanhã: 1) Sobre capacidade que o governo terá para acelerar o processo; 2) Particularmente, acerca de privatização da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

Os serviços e o IGP-M de janeiro

Saem amanhã a Sondagem de Serviços e o IGP-M de janeiro, ambos da FGV. Projeta-se que a primeira sondagem do ano confirme avaliação positiva do setor, detectada em dezembro de 2019, que trouxe salto importante no Índice de Situação Atual (avanço de 1,8 ponto) e, em menor medida, no de Expectativa (+0,4 ponto), apesar da ligeira queda (–0,1 ponto) no Nível de Capacidade Instalada.

No IGP-M, estima-se número entre 0,55% e 0,65%, com forte desaceleração frente ao final do ano passado (2,09%).

O PIB dos EUA e as tendências na Europa e na China

Internacionalmente, será divulgado amanhã o PIB do quarto trimestre nos EUA, que deve confirmar crescimento, anualizado, de 2,1%. Destaque ainda para: 1) Pedidos de auxílio desemprego nos EUA em janeiro, que devem trazer pequeno aumento, sem maiores impactos; 2) Taxas de desemprego em janeiro na Zona do Euro (mantendo-se na faixa de 7,5%) e na Alemanha (também estável, em 5%); 3) PMI Industrial e de Serviços de janeiro na China. Ainda sem levar em conta efeitos do coronavírus, se projeta equilíbrio na indústria, com número em torno de 50,0 pontos e crescimento nos serviços, passando-se de 53,0 para 53,5 pontos.

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Continuará – e pode se intensificar perigosamente – a fritura do ministro Weintraub, caso seja mantida a decisão judicial que impede divulgação de resultados do Sisu, prevista originalmente para amanhã.

Atenção nesta terça para o crescimento do “fogo amigo”, inclusive com o surgimento de candidatos a ocupar a vaga no MEC – como o ministro da Casa Civil, Onyz Lorenzoni.

O coronavírus na economia

A disparada de casos do coronavírus na China, descoberta de falhas na prevenção ao contágio e mudança de posição da OMS, que agora elevou a avaliação de risco, continuarão a elevar a pressão em torno da doença.

Na economia, o dia ainda deve ser de incertezas. Acomodação mais nítida de expectativas – e de oscilações – deve demorar algum tempo, já que o cenário de contágio, o impacto comercial e na imagem da China mantêm-se totalmente em aberto e parece estar em curva francamente ascendente.

O Brasil sofrerá o impacto global, por um lado (hoje houve queda no Ibovespa e forte efeitos sobre as ações da Petrobras e da Vale) e, por outro, verá crescerem diariamente os questionamentos sobre a Anvisa e o Ministério da Saúde. Respostas até o momento têm sido bem recebidas, na área de saúde, mas paira no ar a possibilidade de um primeiro caso no Brasil, o que levaria a situação a um patamar totalmente diferente.

Resultados e visto para a Índia

Haverá, amanhã, balanço de resultados da viagem do presidente de Bolsonaro para a Índia, com análise dos efeitos concretos – e em qual prazo – para acordos formalizados. Há expectativa por confirmação, da parte do governo brasileiro, para isenção de vistos para indianos.

A reforma tributária como prioridade?

As reformas estarão em pauta amanhã e pode-se esperar início de temporada de especulações – e balões de ensaio –, como espécie de preparação para a retomada dos trabalhos do Congresso, no dia 2 de fevereiro.

A terça-feira será dia de novas movimentações e recados de parlamentares, que tendem a convergir para uma mensagem: no momento, o interesse é pautar, prioritariamente, a reforma tributária, que deve ganhar corpo como iniciativa do próprio Congresso.

Quanto às demais propostas, como a reforma administrativa e a PEC da emergência fiscal (esta última já enviada ao Congresso), “meninas dos olhos” de Guedes, a grande variável a ser observada, amanhã, será o grau de articulação com os presidentes das Casas legislativas, especialmente com Rodrigo Maia.

Na cultura, Regina perde lastro com artistas

Já a cultura viverá certo limbo amanhã à espera de decisão de Regina Duarte. No meio tempo, Duarte pode se aproximar de alas vistas como mais ideológicas do governo e continuará a perder um pouco da boa vontade inicial que angariava na classe artística e na mídia.

Moro move suas peças

Entrevista do ministro Moro hoje, salientando que o presidente assumiu o compromisso de unir a Justiça e a segurança pública ao chamá-lo para o Ministério e aventando indicação para o Supremo, será metabolizada pelo Planalto e pela mídia, amanhã, como recado a Bolsonaro. A questão é: Bolsonaro estenderá o embate ou manterá o recuo estratégico? Segunda hipótese é a mais provável.

O futuro da Embraer

Aprovação pelo Cade, sem restrições, da compra de parte da Embraer pela Boeing vai alimentar retomada de pauta sobre as consequências do negócio para o futuro da empresa brasileira, que viu suas ações caírem hoje na Bovespa.

A construção em 2020

Saem na segunda-feira a Sondagem da Construção e o Índice Nacional de Custos da Construção – Mercado (INCC-M) de janeiro, ambos da FGV. São os primeiros dados da Fundação para o setor em 2020 e projetarão expectativas para o primeiro semestre.

Custos apresentaram tendência de crescimento na mesma faixa (entre 0,14% e 0,15%) nos últimos dois meses de 2019. Vale atenção particular para o item de mão de obra, que ficou estável (0%) em novembro, mas acelerou para 0,23% em dezembro. Já no que se refere à Sondagem, interessa se confirma curva positiva de dezembro, após 2019 com muitas oscilações.

Ainda na segunda-feira será divulgado o Relatório Mensal da Dívida Pública de dezembro. O número tem subido (cresceu 0,4% em novembro, atingindo 77,7% do PIB), mas a aposta da equipe econômica é de desaceleração, com balanço final abaixo de 80% em 2019.

Bens duráveis e consumo nos EUA

Internacionalmente, destaque para os EUA, com o Pedido de Bens Duráveis em dezembro nos EUA, para o qual se espera crescimento da ordem de 0,3% após queda de 0,2% em novembro, e a Confiança do Consumidor (CB) de janeiro, que deve se ampliar de 126,5 para 128 pontos. Dados do consumidor não incluirão, ainda, preocupações geradas pelo coronavírus.

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O pedido de suspensão de inscrições no Sisu, Fies e Prouni, sob pena de multa diária de R$ 10 milhões, protocolado hoje pelo MPF – que se soma à admissão de falhas na impressão de provas de Enem por gráfica responsável – por si só já provocará abalo significativo na imagem da atual gestão do MEC, amanhã. Se a demanda for aceita pela Justiça, cobrança sobre o ministro Weintraub ganhará contornos de fritura.

Bolsonaro: acordos comerciais e pautas do Brasil

O primeiro dia de agenda oficial do presidente Bolsonaro na Índia estará em foco amanhã, com dupla abordagem:

1) Na possibilidade concreta de acordos bilaterais entre os dois países;

2) Em novos questionamentos ao presidente Bolsonaro sobre assuntos que ganharam ampla dimensão no Brasil. Como, por exemplo: a) O desgaste com o ministro Moro, a deportação de brasileiros irregulares dos EUA em voo fretado, prevista para hoje à noite, os problemas no INSS, no BNDES e no MEC, pelo lado negativo; b) A melhoria no mercado de trabalho, com bons resultados na criação de empregos em 2019, pelo lado positivo. O tema deve gerar pautas favoráveis amanhã e valorização do ministro Guedes.

Bolsonaro X Moro

Justamente, apesar de recuo do presidente Bolsonaro na recriação do Ministério da Segurança, haverá sequelas amanhã, com a conclusão, quase consensual, de que, por um lado, ele tentou se afirmar diante de Moro e que, por outro, se viu obrigado a voltar atrás frente à demonstração de força do ministro da Justiça. Crescerá a imagem de que Moro, cada vez mais, representa liderança alternativa no campo da centro-direita.

Mourão voltará à cena definitivamente?

O vice-presidente Mourão, que nessa semana ganhou destaque em três assuntos estratégicos – e delicados – para o Governo (Conselho da Amazônia; contratações emergenciais do INSS e manutenção da segurança sob a alçada do Ministério da Justiça) terá o protagonismo testado nos próximos dias, ainda mais com a ausência do presidente Bolsonaro do país. Anteriormente, toda vez que recebeu espaço significativo na mídia teve as asas cortadas pelo presidente ou por grupos ligados a ele. Nesse âmbito, o tema do INSS, particularmente, continuará em foco, já que agora envolverá, para responder a questionamentos do TCU, medida provisória permitindo a contratação de aposentados civis, além dos militares.

A vez da Receita?

Pode ganhar corpo amanhã – inclusive alimentado por funcionários do órgão – noticiário sobre falhas técnicas e dificuldades no portal da Receita Federal, que já tiveram espaço no início da semana. Se o tema crescer, será associado a problemas no INSS.

Regina Duarte sob bombardeio

Enquanto não assume a Secretaria de Cultura, Regina Duarte sofrerá uma espécie de devassa nos próximos dias e terá que responder a questões que continuam a se suceder. Da nomeação da pastora evangélica Jane Silva como secretária adjunta da pasta a – mais desgastante – contas rejeitadas em projeto na Lei Rouanet e o fato de que recebe pensão por ser filha de militar. A dúvida é qual será a atitude de Duarte: assumirá posição ofensiva ou recuará?

O BNDES na defensiva

Espera-se, até amanhã, posicionamento do BNDES frente a pedido de explicação do TCU sobre gastos de R$ 48 milhões com auditoria que não detectou indícios de corrupção no Banco. A instituição tem 20 dias para prestar informações, mas precisa de reação imediata para que o tema não se torne calcanhar de aquiles da atual gestão.

O Coronavírus em pauta

A despeito de não haver confirmação de nenhum caso no Brasil e de letalidade relativamente baixa, vai crescer exponencialmente nos próximos dias a preocupação sobre o coronavírus no país, com a notícia não apenas de ampliação da doença na China como de primeiros casos registrados na Europa. Ministério da Saúde passará por teste importante, diariamente, no que se refere a medidas para evitar entrada do vírus no país ou, caso entre, enfrentar possibilidade de contágio.

Os resultados de Davos

Balanço do Fórum, amanhã, tende a indicar fortalecimento de Paulo  Guedes e cobranças ambientais ao Brasil, com importantes implicações econômicas.

A indústria, o comércio e o setor externo

A conferir, na próxima segunda, a Sondagem da Indústria de dezembro (CNI), a Sondagem do Comércio de janeiro (FGV) e a Nota para a Imprensa do Setor Externo referente a dezembro (BC). Vale particular atenção para números da CNI porque o levantamento apontou resultados acima do esperado em novembro, tanto no índice de produção quanto no número de empregados, o que, para a Confederação, indicava ganho de tração do setor.

Em relação ao Comércio, o panorama tem sido mais dividido, com avaliação positiva da situação atual, em dezembro (crescimento de 0,9 ponto) e negativa nas expectativas futuras (recuo de 0,4 ponto). Interessa especialmente porque o setor tem sido motor importante da recuperação econômica, e divulgação recente de resultados abaixo do esperado para a Black Friday alimentou certa preocupação no mercado. Já no que tange  o setor externo, expectativa é de déficit em conta corrente acima de US$ 4 bilhões (número é esperado para o mês) e investimentos diretos na faixa de US$ 7,5 bilhões.

O ambiente econômico na Alemanha e o mercado imobiliário nos EUA

Internacionalmente, destaque para o Clima de Negócios (IFO) na Alemanha, para o qual se espera avanço de 96,3 para 97 a 97,3 pontos; e na Venda de Casas Novas nos EUA em dezembro, com expectativa de crescimento sobre números do mês anterior.

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Decisão do ministro Fux, suspendendo de maneira indeterminada a implantação do Juiz de garantias até que o plenário do STF decida sobre a constitucionalidade da medida, lançará nova polêmica no Congresso e entre ministros do próprio Tribunal, amanhã.

Pode haver reações, mesmo que contidas, dos presidentes da Câmara e do Senado, assim como do ministro Dias Toffoli, que havia determinado uma espécie de regulamentação para a iniciativa, responsável por certa pacificação dos ânimos. Por outro lado, a chamada ala lavajatista do Senado bem como diversos grupos organizados em redes sociais alimentarão forte apoio à decisão de Fux.

O coronavírus e o Ministério da Saúde

A preocupação com a chegada do coronavírus – que já alimenta o noticiário internacional, com desgaste para a China, ponto de origem da nova doença – crescerá amanhã no Brasil, com suspeita de primeiro caso no país, em Minas Gerais. Embora já tenha reagido hoje, negando entrada do vírus no país, o Ministério da Saúde começará a ser mais cobrado, amanhã, por planejamento para enfrentar possibilidade de contágio.

Guedes: sucesso em Davos

Com percepção de intensa atuação em Davos, ministro Paulo Guedes deve ter espaço positivo no noticiário amanhã. Diretamente ou através de informações de bastidores e ilações de analistas sobre resultados auferidos.

Tendência é que comece a se formar, nesta quinta, consenso indicando que presença de Guedes no Fórum foi pragmática e bem-sucedida. E que o ministro voltará ao Brasil, ainda mais forte, internamente, e com nova dimensão, externamente.

O MEC em foco

Iniciativa do Ministério Público Federal, que recomendou ao governo a suspensão de inscrições no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) em função de problemas no Enem pode gerar crise no MEC, amanhã. O ministro Weintraub terá de sustentar equilíbrio delicado, evitando tanto imagem de falta de transparência quanto de falha de gestão.

Popularidade e equilíbrio de poder no Planalto

Pesquisa CNT/MDA indicando aumento de popularidade do presidente Bolsonaro (de 29,4% para 34,5%), bem como liderança na corrida para a reeleição (seguido pelo ex-presidente Lula) vai gerar diversas análises amanhã, além de alimentar nova correlação de forças no Planalto.

Ainda que, em termos eleitorais, os números tenham significado relativo, movimentações de bastidores indicarão, nesta quinta, fortalecimento do presidente diante do ministro Moro. Especulado como adversário potencial no campo da centro-direita, o ministro da Justiça teve apenas 2,5% de intenções de voto (pouco acima de Fernando Haddad).

A pesquisa também lançará especulações sobre: 1) As razões para o crescimento da popularidade. Enquanto alas vistas como mais radicais do bolsonarismo tentarão valorizar a “guerra cultural” e pautas ideológicas, na mídia prevalecerá a imagem de que a melhora em números do presidente se deve à economia. E, consequentemente, ao ministro Paulo Guedes; 2) Atuação do presidente em eleições municipais de 2020; 3) A situação da oposição e do ex-presidente Lula.

Os planos na cultura

Haverá novos capítulos da novela Regina Duarte, amanhã. Apesar de não ter confirmado hoje que assumirá a Secretaria de Cultura, sinais são de que prevalecerá um final feliz. Caso aceite o cargo em definitivo nesta quinta, criará fato positivo para o governo. E enfrentará, de imediato, perguntas sobre formação de sua equipe.

O irmão do presidente

Atuação do irmão do presidente Bolsonaro na intermediação informal de demandas de Prefeituras de São Paulo vai gerar questionamentos ao presidente e prováveis desdobramentos amanhã, especialmente na Folha de São Paulo.

As expectativas do empresariado industrial e a inflação

Destaque amanhã para o Índice de Expectativa de Inflação dos Consumidores (FGV), o IPCA 15 (IBGE); o Índice de Confiança do Empresariado Industrial (CNI) de janeiro; e o Relatório Mensal da Dívida Pública de dezembro (Tesouro).

Quanto à inflação, projeções indicam desaceleração, em linha com os números já divulgados no início do ano.  Já no que se refere ao ICEI, que vem de resultado forte em dezembro (subiu 1,8 ponto), expectativa também é positiva, especialmente após a alta (de 1,1 ponto) registrada na Prévia da Sondagem da Indústria da FGV, divulgada hoje. Já no caso da dívida pública, que teve trajetória oscilante nos meses de setembro e novembro, estimativas estão em aberto.

A taxa de juros na Zona do Euro

Internacionalmente, ênfase no anúncio da taxa de juros e comunicado do Banco Central Europeu (BCE). Não se espera alteração do BCE.

Também amanhã, serão divulgados os pedidos de auxílio desemprego em janeiro nos EUA (deve haver leve aumento, com tendência ao equilíbrio) e o Índice de Confiança do Consumidor na Zona do Euro, que deve vir em torno de –7 pontos, após resultado ainda mais negativo de dezembro ( –8,1).

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O número acima do esperado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2019, divulgado hoje (4,31%), provocará noticiário delicado para o governo, amanhã:

1) O ponto mais importante será o reajuste do salário mínimo, que fica abaixo da inflação do ano. Fato será explorado pela oposição e provocará movimentações de parlamentares.

O perigo é que se alimente clivagem, nos próximos dias, entre avaliações de dados macroeconômicos e efeitos para a população, particularmente a de mais baixa renda. Trata-se de selo que não somente a esquerda, mas concorrentes de centro – atuais, como o Governador João Dória e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e potenciais, como o apresentador Luciano Huck – adorariam colar no governo;

2) Mapeamento de produtos e setores que apresentaram maior pressão inflacionária, com destaque para alguns “vilões”, como os planos de saúde. Nesse caso, especificamente, cobranças e críticas devem se voltar para a Agência Nacional de Saúde;

3) Por outro lado, deve haver contraponto do mercado, com avaliações de que salto da inflação do final do ano foi pontual, concentrados em poucos setores/produtos (como a carne). E que prognósticos para a economia em 2020 se mantêm em curva ascendente.

Nesse sentido, ganharão importância os números do Índice de Preços ao Consumidor Fipe para a primeira quadrissemana de janeiro e o Boletim Focus, ambos a serem divulgados na segunda-feita, bem como os dados do IBC-Br (BC), que antecipa resultados do PIB, para novembro de 2019, previsto para semana que vem.

4) Já serão abertas, amanhã, apostas – e ações especulativas – acerca da próxima reunião do Copom, em fevereiro. A conferir sinalizações da equipe econômica, mas a probabilidade maior é de que essa tendência só fique clara mais à frente, diante de números da inflação em janeiro.

Juiz de garantias: sai oposição, entra protelação?

Continuará em pauta – e indefinida – amanhã a discussão sobre o Juiz de Garantias. A grande questão a ser monitorada nos próximos dias é se, diante de maioria a favor já formada no STF:

1) Vai se consolidar algum tipo de resistência com chances de sucesso à medida.

2) Ou, como parece ser o caso, se a questão vai evoluir para debate sobre cronograma de implementação. Se prevalecer essa linha, opositores, mesmo entre entidades jurídicas, buscarão adiar o início do funcionamento da medida, possivelmente defendendo gradações ou limitações em sua aplicação.

MEC: imagem de paralisia

Fim da TV Escola, supostamente confirmado hoje pelo ministro da Educação, vai gerar polêmica amanhã, tanto junto ao setor de educação quanto ao de cultura. São prováveis:

1)  Nova rodada de críticas de especialistas, nem tanto pela iniciativa em si, mas pelo diagnóstico, generalizado, de que não são claras as prioridades do MEC para 2020, nem a política da pasta;

2) Ilações – que voltaram a ganhar corpo – sobre insatisfação do presidente Bolsonaro com o ministro;

3) Posicionamento de Weintraub. A dúvida é se virá de maneira sóbria ou em ação de cunho mais político – e agressivo -, que tem sido a marca de sua gestão.

O cadastro positivo

Panorama para a entrada em vigor do cadastro positivo, amanhã, é bom, especialmente em função de noticiário favorável hoje. No entanto, assim que começar a valer, alimentará cobranças por facilitação do crédito para bons pagadores. Se não houver sinalização concreta nesse sentido questionamentos podem surgir rapidamente.

EUA x Irã: sanções e retórica

Novas sanções anunciadas hoje pelos Estados Unidos serão destaque em noticiário sobre crise internacional, amanhã. Efeito, no entanto, será mais retórico do que prático, dado que pressões econômicas sobre o país persa já estavam no limite.

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Os olhares se voltarão, amanhã, para a pauta do ministro Paulo Guedes no Fórum Econômico Mundial, em Davos, no qual será o representante do governo brasileiro, após confirmação de que o presidente Bolsonaro não comparecerá. Ministro terá – e deve aproveitar – espaço para valorizar resultados de 2019 e detalhar objetivos para 2020, com ênfase na atração de investimentos estrangeiros.

De negativo, ainda que em termos pontuais, possíveis questionamentos sobre denúncia apresentada pelo MPF contra Esteves Colnago, assessor do ministro.

A indústria e uma nova rodada de balanços da economia

Paralelamente, o dia será marcado por nova leva de análises e projeções, após resultados abaixo do esperado para a produção industrial de dezembro. Em destaque a percepção de que o cenário externo apresenta dificuldades para o Brasil, particularmente no que se refere à crise na Argentina.

Autonomia do Banco Central em foco

Declarações do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, hoje, expondo autonomia da instituição, com prioridade para o primeiro trimestre de 2020, causará efeito duplo, amanhã: a) Animará o mercado e parte dos analistas; b) Tende a movimentar o Parlamento, particularmente o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que já demonstrou interesse de ser “patrono” da medida, como foi da reforma da Previdência.

Nesse contexto, interessa monitorar, nesta sexta, manifestações da equipe econômica e do presidente Bolsonaro acerca do tema. Autonomia do BC pode se tornar pauta central para o governo, como maneira de mostrar compromisso com liberalização da economia em projeto de mais fácil aprovação do que reformas como a tributária e a administrativa.

Cobranças ao MEC

Serão repostas amanhã – e provavelmente aprofundadas – as cobranças ao ministro Weintraub sobre o planejamento para 2020. Entrevista coletiva de hoje não foi bem recebida, particularmente no que se refere à possibilidade de que o MEC retome do zero a tramitação no Congresso de proposta para o Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica.

Pressão por reajustes

Pode ganhar corpo, amanhã, com multiplicação de manifestações na mídia, a pressão de grupos de servidores públicos, particularmente na área de segurança – base de apoio do presidente Bolsonaro – por reajustes em 2020. Aceno do presidente para policiais do Distrito Federal e aumento concedido a policiais federais pelo Ministério da Justiça são estopins.

A lentidão no INSS

Dificuldades do governo para diminuir o tempo de resposta na concessão de benefícios do INSS se mantém no noticiário e causará desgaste ao governo, amanhã, ainda que sem impacto grave. Alimentará, no entanto, imagem de que equipe econômica estabelece metas muitas vezes de caráter mais retórico do que factível.

A PGR e o Juiz de Garantias

A proposta apresentada hoje pela Procuradoria Geral da República, defendendo que o Juiz de Garantias seja implantado apenas para casos futuros, conduzirá a o debate sobre o tema, amanhã.

A inflação em 2019

Destaque amanhã para o IPCA de dezembro, fechando a inflação de 2019. Apesar de trajetória recente de alta, índices para a última semana de dezembro (como o IPC S, da FGV), indicaram queda na curva inflacionária, com interrupção do forte crescimento nos preços da carne. A conferir, amanhã, não apenas os números fechados (que de toda forma ficarão abaixo da meta), mas tendência em curso e os prognósticos para 2020. E, especificamente, inflação para faixas de baixa renda e impacto na cesta básica, já discutido hoje.

Trump se fortalece, mas novos ataques não estão descartados

A cada dia que passa sem que o Irã realize ataque de impacto contra os EUA e seus aliados – com baixas humanas ou estruturais de largo escopo – se ampliará imagem de que Trump fortaleceu os EUA, geopoliticamente, e ganhou trunfo no processo eleitoral.

O país persa ainda pode sofrer duro golpe amanhã com hipótese, que parece cada vez mais provável após vídeo divulgado pelo New York Times, de que o avião comercial que caiu no início da semana tenha sido alvejado por míssil iraniano. Se o fato for confirmado, tende a ser encarado pelos EUA como um erro operacional e não como retaliação. Mas provocará condenação da comunidade internacional e enfraquecerá movimentações da oposição democrata. Reversão do cenário só ocorreria diante de ataque iraniano de maiores dimensões.

A realidade do Brexit

No cenário internacional, também terá destaque, amanhã, o panorama pós-Brexit. A saída do Reino Unido da União Europeia foi, finalmente, aprovada hoje por larga margem no Parlamento britânico. O primeiro ministro Boris Johnson sairá muito fortalecido.

Emprego nos EUA

No exterior, vale atenção para o Relatório de Emprego Não Agrícola e a Taxa de Desemprego nos EUA, em dezembro. Projeções de criação de 164 mil empregos ficam abaixo de números muito fortes de novembro (266 mil), mas mantém trajetória constante de alta na economia norte-americana. Já a taxa de desemprego deve continuar em patamar muito baixo, estável em 3,5% ou com leve oscilação, para 3,6%.

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