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07.10.19

Cem anos de perdão?

A Polícia Federal está à caça de um golpista que tem se passado por “amigo” da deputada federal Dulce Miranda (MDB-TO). Pelo WhatsApp, o “espertalhão” tem pedido a pessoas próximas à parlamentar ajuda financeira para bancar os advogados do marido de Dulce. Ao menos dois incautos já teriam caído na armadilha. Só mesmo com muita dose de ingenuidade. Para quem não está ligando o nome à pessoa o marido da deputada é o ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda, preso no último dia 26 de setembro. Ao que consta, dificuldade financeira não é o problema de Miranda, dono de fazendas no Norte do país. Para não dizer que ele é acusado pela PF de integrar uma organização criminosa que teria desviado cerca de R$ 300 milhões dos cofres públicos.

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30.09.19

PT e MDB juntos e misturados de olho em 2022?

O enfrentamento do “bolsonarismo” nas urnas, em 2022, pode unir os pedaços de um vaso que o impeachment quebrou: a aliança PT MDB. Esta é a percepção de dirigentes empresariais, banqueiros, juristas, parlamentares, entre outros, consultados pelo Relatório Reservado em sondagem realizada entre os dias 23 e 26 de setembro. A partir de perguntas sobre o cenário político enviadas pelo RR a 161 assinantes, chamou atenção o resultado de uma questão específica: “Na sua avaliação, de zero a dez, qual é a probabilidade de ocorrer cada uma das coligações partidárias abaixo nas eleições presidenciais de 2022?” Parcerias mais lógicas – PT-PSOL-PCdoB, PSL-DEM e PT-PDT – apareceram nas três primeiras posições. Até aí, um museu de grandes novidades. A surpresa ficou por conta da elevada expectativa de reconciliação entre PT e MDB, que governaram o país juntos por 13 anos. De zero a dez, na média os assinantes do RR classificaram em 7,9 a probabilidade de os dois partidos se unirem daqui a três anos.

Três anos? Há fortes indícios de que a voz dos entrevistados já ecoa na política. Movimentos pontuais de parte a parte sugerem que o processo de reconciliação entre petistas e emedebistas é uma realidade. 2022 já começou. Antes mesmo da disputa presidencial de 2022, o reatamento da coalizão PT-MDB teria dois alvos prioritários. No atacado, as eleições municipais do ano que vem, com a formação de alianças, notadamente nas grandes capitais; no varejo, leiase a política do dia a dia, a ampliação do poder de fogo no Congresso. Juntos, os dois partidos somam 90 deputados – o PT mantém a maior bancada da Casa, com 56 representantes, seguido do PSL, com 51.

É bem verdade que o MDB está longe de ser um monólito: muitos “partidos” e interesses pulverizados coabitam sob o seu teto. Mas o núcleo duro da sigla passaria a ter um razoável grau de alinhamento com o PT, de forma a reduzir a margem de manobra de Bolsonaro no Congresso, que já não é muita, e impor dificuldades à aprovação de pautas de interesse do Palácio do Planalto. Ainda que não necessariamente dentro da aliança, partidos da esquerda que costumam votar contra o governo, como PDT e PSOL, seriam importantes satélites do PT e do MDB na Câmara e no Senado. Desde já, podar a força do governo no Congresso é uma forma de fragilizar o capital político e eleitoral de Bolsonaro para 2022.

Lula, como se sabe, tem canal direto com a cúpula do MDB. É também o grande interessado em reviver a dobradinha com o partido e, com isso, abrir uma janela para um possível retorno do PT à ribalta, se não com ele, com outro presidenciável. Além de Lula, Jaques Wagner é outro importante embaixador dos petistas junto a lideranças emedebistas, a começar por Michel Temer, que já não faz mais segredo sobre a articulação. A sinalização mais aguda de que a costura está em curso veio justamente de Temer, em sua recente entrevista ao programa Roda Viva.

O ex-presidente citou por duas vezes a palavra “golpe” ao se referir ao impeachment de Dilma Rousseff. Fez menção a Lula e ao PT sempre em tom conciliador, sobretudo ao revisitar os bastidores do período que antecedeu o afastamento de Dilma Rousseff. O affair está no ar. Para muitos, a possibilidade de religação do PT e do MDB depois de tudo que aconteceu pode soar como uma hipótese inverossímil. No entanto, o que é a política se não a arte do impossível. Ver novamente Lula, Dilma, Temer, Renan, Eunício juntos e – quem sabe? – com Ciro Gomes no mesmo palanque é muito menos estranho do que assistir a Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda e João Goulart reunidos nos anos 60. Ou a Luiz Carlos Prestes fazendo um discurso a favor de Getulio Vargas, no estádio de São Januário, após o presidente ter entregado sua mulher, Olga Benário, grávida de sete meses, para Hitler.

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12.08.19

“Nova política”

Uma amostra, não exatamente grátis, do “toma lá, dá cá” que corre em paralelo à reforma da Previdência. Na mesa do general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, repousam indicações do DEM, do PP e do MDB para o Iphan, que está longe de figurar entre as mercadorias mais cobiçadas da prateleira.

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01.08.19

Rebelião contra Picciani

Há um racha no outrora monolítico MDB do Rio. Um grupo de prefeitos, reforçado pelos três deputados federais do partido no estado, trabalha para apear Leonardo Picciani do comando do diretório. O nome de consenso seria o do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis. Os opositores de Leonardo – filho do ex-presidente da Alerj, Jorge Picciani, que cumpre prisão domiciliar – consideram sua presença no cargo tóxica às pretensões do MDB nas eleições de 2020. O mundo dá voltas. Não custa lembrar que Washington Reis era um aliado siderúrgico de Sergio Cabral e do próprio Jorge Picciani.

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25.06.19

Preso comum

Desde que deixou Curitiba e passou a ocupar uma cela em Bangu 8, Eduardo Cunha tem recebido apenas familiares e seus advogados. Até o momento, nenhum político e muito menos algum velho aliado do MDB do Rio – entre os que estão soltos, claro – foram visitá-lo.

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06.06.19

Os dados rolam na sucessão de Crivella

O presidente da Câmara dos Vereadores do Rio, Jorge Felippe (MDB), já se articula para evitar um “golpe” na Casa. PT e PSOL costuram uma mudança na Lei Orgânica e a realização de eleição indireta, na própria Câmara, se o impeachment do prefeito Marcelo Crivella for aprovado. Felippe tenta brecar a movimentação. Como o vice de Crivella, Fernando MacDowell, faleceu, caberá ao presidente da Câmara assumir a Prefeitura em caso de impedimento.

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20.05.19

Cabral & Picciani

A “nova geração” do MDB do Rio – leia-se, notadamente, Leonardo Picciani e Marco Antonio Cabral – tem feito sucessivas aproximações do governador Wilson Witzel.

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25.04.19

Um teto para Jucá

Existe uma articulação no MDB para alçar Romero Jucá à presidência da Fundação Ulysses Guimarães. O consenso é que o afastamento “temporário” de Moreira Franco do cargo será definitivo. Em tempo: curiosamente, há dois anos, Jucá chegou a sugerir o fim da Fundação. À época, tinha mandato de senador e era um dos homens fortes do governo Temer.

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27.03.19

Capitão de carteirinha

O governador do DF, Ibaneis Rocha, se movimenta não só para assumir o comando do MDB, mas para deslizar a legenda – ou ao menos parte do mastodonte – na direção do governo Bolsonaro.

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22.03.19

Sempre pode piorar

No mesmo dia da prisão de Michel Temer, circulou entre a cúpula do MDB a informação de que o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o homem da mala de R$ 51 milhões, está perto de fechar um acordo de delação premiada.

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