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08.11.19

Procura-se um cargo

Romero Jucá é o nome do MDB para concorrer à Prefeitura de Boa Vista (RR) em 2020. Fazer o que? A exemplo de Eunício Oliveira, cotado para disputar a Prefeitura de Fortaleza, é mais um velho cacique do partido buscando abrigo nas eleições municipais.

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05.11.19

Pré-sal, governo e Petrobras

Termômetro

Quarta-feira tem tudo para ser o segundo dia consecutivo de noticiário positivo para o governo, agora em função do leilão de cessão onerosa do pré-sal, que promete movimentar até R$ 106 bilhões.

Se tal patamar se confirmar – ou forem atingidos valores próximos a essa projeção – governo conseguirá valorizar planejamento para o setor de petróleo e terá espaço para aventar, inclusive, mudança no modelo de exploração.

O que se somará a conjunto de reformas anunciadas hoje e a outras, a serem anunciadas nos próximos dias, para criar, amanhã, panorama muito favorável, de transformação do estado. Bem na linha indicada – e bem aproveitada – pelo ministro Paulo Guedes. Isso posto, há duas variáveis importantes a serem observadas:

1) Diretor geral da ANP aventou possibilidade de que duas das quatro áreas do leilão (Sépia e Atapu) não sejam arrematadas, o que reduziria arrecadação a R$ 70 milhões. Motivo seriam dúvidas sobre negociações com a Petrobras para ressarcir investimentos já realizados pela empresa nos dois campos.

Independentemente do embasamento, dadas as expectativas já geradas e o fato de que a cifra acima de R$ 100 bilhões foi martelada na mídia, nos últimos meses, impacto seria ruim. Governo e ANP ficariam em posição de justificar contratempo em vez de comemorar resultados. E haveria questionamentos sobre acordos já firmados com estados e municípios, feitos com base em número cheio.

2) Avaliação sobre atuação da Petrobras no leilão. Há forte expectativa de que a estatal arremate, possivelmente como parte de consórcio, os campos de Búzios e Itapu, considerados os mais promissores. Ao mesmo tempo, há certa preocupação com projeção de gastos da empresa.

Ou seja, se não ganhar a disputa pelas áreas, sofrerá, amanhã, questionamentos quanto à política “tímida”, com perda de oportunidades estratégicas. Se ganhar, mas pagar valor muito acima dos R$ 34,6 bilhões, que receberá pelo acordo com o governo, será posto em dúvida compromisso com redução de endividamento. Ainda assim, a primeira hipótese seria mais desgastante, nesta quarta.

Reformas: a vez do Congresso

Após ótima comunicação do Ministério da Economia hoje, capitaneada pelo ministro Guedes, amanhã será o momento de sentir o pulso do Congresso sobre reformas anunciadas. Primeiro momento indicará quais as medidas enfrentarão maior resistência e quais podem ter tramitação mais ágil, tanto por reações de parlamentares quanto por análises da mídia. No foco, desvinculação de gastos obrigatórios; diminuição de jornada – e salários – de servidores; extinção de municípios com menos de 5 mil habitantes; repasse de até R$ 500 bilhões aos estados.

Este último ponto (estados) vem aparecendo muito positivamente, mas há questionamentos sobre contrapartidas. Até agora, o que teve destaque, nesse sentido, foi intenção de proibir que tomem empréstimos com a Caixa, o BNDES e o Banco do Brasil, medida em si polêmica e que terá de ser mais detalhada.

Eletrobras no jogo

Ainda que não faça parte de reformas, proposta de privatização da Eletrobras será posta no bojo do mesmo debate – como parte de medidas polêmicas. Análises na mídia tendem a ser majoritariamente positivas, mas reação no Parlamento deve se mostrar mais matizada. Nesse caso, vale atenção para lideranças do centrão, que devem ser o fiel da balança.

Vale na berlinda

Vale sofrerá desgaste – e provável desvalorização – amanhã em função de relatório da Agência Nacional de Mineração indicando que a empresa omitiu problemas na barragem de Brumadinho, antes de rompimento.

O fator MDB e a PF

A conferir movimentações do MDB, nesta quarta, após convocação dos senadores Renan Calheiros e Eduardo Braga para depor, hoje, pela PF. Também vai gerar repercussão a notícia de que a PF chegou a pedir a prisão da ex-presidente Dilma Rousseff.

Commodities e venda de veículos

Saem amanhã o Índice de Commodities do Banco Central (IC-BR), que vem de alta significativa em setembro (5,23%) e a produção de veículos em outubro (Anfavea), para a qual há expectativa de resultado positivo.

Serviços e produtividade na União Europeia e EUA

No exterior, os principais dados, nesta quarta, serão: PMI de Serviços, para outubro, na Alemanha e na Zona do Euro (previsão de estabilidade, na margem, para ambas); Vendas do Varejo de outubro na Zona do Euro (projeta-se crescimento baixo, de 0,1%, sobre 0,3% de setembro); Prévia da Produtividade do Trabalho Não Agrícola nos EUA no Terceiro Trimestre (estima-se avanço de 0,3%, bem abaixo dos 2,3% do segundo trimestre).

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16.10.19

“Gulag” à mineira

Newton Cardoso Junior também quer construir sua fama de mau. O filho de “Newtão”, que assumiu o comando do MDB-MG, trabalha
para varrer seus desafetos da legenda. Um dos primeiros a sair foi Angelo Oswaldo, ex-prefeito de Ouro Preto.

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10.10.19

Frente anti-Ciro

Mais um sinal do reenlace entre PT e MDB. Eunício de Oliveira busca o apoio dos petistas para sair candidato à Prefeitura de Fortaleza. Seria uma dupla provocação a Ciro Gomes, exaliado petista e adversário figadal de Eunício.

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07.10.19

Cem anos de perdão?

A Polícia Federal está à caça de um golpista que tem se passado por “amigo” da deputada federal Dulce Miranda (MDB-TO). Pelo WhatsApp, o “espertalhão” tem pedido a pessoas próximas à parlamentar ajuda financeira para bancar os advogados do marido de Dulce. Ao menos dois incautos já teriam caído na armadilha. Só mesmo com muita dose de ingenuidade. Para quem não está ligando o nome à pessoa o marido da deputada é o ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda, preso no último dia 26 de setembro. Ao que consta, dificuldade financeira não é o problema de Miranda, dono de fazendas no Norte do país. Para não dizer que ele é acusado pela PF de integrar uma organização criminosa que teria desviado cerca de R$ 300 milhões dos cofres públicos.

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30.09.19

PT e MDB juntos e misturados de olho em 2022?

O enfrentamento do “bolsonarismo” nas urnas, em 2022, pode unir os pedaços de um vaso que o impeachment quebrou: a aliança PT MDB. Esta é a percepção de dirigentes empresariais, banqueiros, juristas, parlamentares, entre outros, consultados pelo Relatório Reservado em sondagem realizada entre os dias 23 e 26 de setembro. A partir de perguntas sobre o cenário político enviadas pelo RR a 161 assinantes, chamou atenção o resultado de uma questão específica: “Na sua avaliação, de zero a dez, qual é a probabilidade de ocorrer cada uma das coligações partidárias abaixo nas eleições presidenciais de 2022?” Parcerias mais lógicas – PT-PSOL-PCdoB, PSL-DEM e PT-PDT – apareceram nas três primeiras posições. Até aí, um museu de grandes novidades. A surpresa ficou por conta da elevada expectativa de reconciliação entre PT e MDB, que governaram o país juntos por 13 anos. De zero a dez, na média os assinantes do RR classificaram em 7,9 a probabilidade de os dois partidos se unirem daqui a três anos.

Três anos? Há fortes indícios de que a voz dos entrevistados já ecoa na política. Movimentos pontuais de parte a parte sugerem que o processo de reconciliação entre petistas e emedebistas é uma realidade. 2022 já começou. Antes mesmo da disputa presidencial de 2022, o reatamento da coalizão PT-MDB teria dois alvos prioritários. No atacado, as eleições municipais do ano que vem, com a formação de alianças, notadamente nas grandes capitais; no varejo, leiase a política do dia a dia, a ampliação do poder de fogo no Congresso. Juntos, os dois partidos somam 90 deputados – o PT mantém a maior bancada da Casa, com 56 representantes, seguido do PSL, com 51.

É bem verdade que o MDB está longe de ser um monólito: muitos “partidos” e interesses pulverizados coabitam sob o seu teto. Mas o núcleo duro da sigla passaria a ter um razoável grau de alinhamento com o PT, de forma a reduzir a margem de manobra de Bolsonaro no Congresso, que já não é muita, e impor dificuldades à aprovação de pautas de interesse do Palácio do Planalto. Ainda que não necessariamente dentro da aliança, partidos da esquerda que costumam votar contra o governo, como PDT e PSOL, seriam importantes satélites do PT e do MDB na Câmara e no Senado. Desde já, podar a força do governo no Congresso é uma forma de fragilizar o capital político e eleitoral de Bolsonaro para 2022.

Lula, como se sabe, tem canal direto com a cúpula do MDB. É também o grande interessado em reviver a dobradinha com o partido e, com isso, abrir uma janela para um possível retorno do PT à ribalta, se não com ele, com outro presidenciável. Além de Lula, Jaques Wagner é outro importante embaixador dos petistas junto a lideranças emedebistas, a começar por Michel Temer, que já não faz mais segredo sobre a articulação. A sinalização mais aguda de que a costura está em curso veio justamente de Temer, em sua recente entrevista ao programa Roda Viva.

O ex-presidente citou por duas vezes a palavra “golpe” ao se referir ao impeachment de Dilma Rousseff. Fez menção a Lula e ao PT sempre em tom conciliador, sobretudo ao revisitar os bastidores do período que antecedeu o afastamento de Dilma Rousseff. O affair está no ar. Para muitos, a possibilidade de religação do PT e do MDB depois de tudo que aconteceu pode soar como uma hipótese inverossímil. No entanto, o que é a política se não a arte do impossível. Ver novamente Lula, Dilma, Temer, Renan, Eunício juntos e – quem sabe? – com Ciro Gomes no mesmo palanque é muito menos estranho do que assistir a Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda e João Goulart reunidos nos anos 60. Ou a Luiz Carlos Prestes fazendo um discurso a favor de Getulio Vargas, no estádio de São Januário, após o presidente ter entregado sua mulher, Olga Benário, grávida de sete meses, para Hitler.

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12.08.19

“Nova política”

Uma amostra, não exatamente grátis, do “toma lá, dá cá” que corre em paralelo à reforma da Previdência. Na mesa do general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, repousam indicações do DEM, do PP e do MDB para o Iphan, que está longe de figurar entre as mercadorias mais cobiçadas da prateleira.

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01.08.19

Rebelião contra Picciani

Há um racha no outrora monolítico MDB do Rio. Um grupo de prefeitos, reforçado pelos três deputados federais do partido no estado, trabalha para apear Leonardo Picciani do comando do diretório. O nome de consenso seria o do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis. Os opositores de Leonardo – filho do ex-presidente da Alerj, Jorge Picciani, que cumpre prisão domiciliar – consideram sua presença no cargo tóxica às pretensões do MDB nas eleições de 2020. O mundo dá voltas. Não custa lembrar que Washington Reis era um aliado siderúrgico de Sergio Cabral e do próprio Jorge Picciani.

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25.06.19

Preso comum

Desde que deixou Curitiba e passou a ocupar uma cela em Bangu 8, Eduardo Cunha tem recebido apenas familiares e seus advogados. Até o momento, nenhum político e muito menos algum velho aliado do MDB do Rio – entre os que estão soltos, claro – foram visitá-lo.

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06.06.19

Os dados rolam na sucessão de Crivella

O presidente da Câmara dos Vereadores do Rio, Jorge Felippe (MDB), já se articula para evitar um “golpe” na Casa. PT e PSOL costuram uma mudança na Lei Orgânica e a realização de eleição indireta, na própria Câmara, se o impeachment do prefeito Marcelo Crivella for aprovado. Felippe tenta brecar a movimentação. Como o vice de Crivella, Fernando MacDowell, faleceu, caberá ao presidente da Câmara assumir a Prefeitura em caso de impedimento.

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